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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Família e Género[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 4 - Gestão de recursos e representações de género [ Voltar às Mesas ]

  • PAP1495 - Pequenos e Grandes Dias. Os Rituais na Construção da Família Contemporânea
    Resumo de PAP1495 - Pequenos e Grandes Dias. Os Rituais na Construção da Família Contemporânea PAP1495 - Pequenos e Grandes Dias. Os Rituais na Construção da Família Contemporânea
    • COSTA, Rosalina Pisco CV de COSTA,  Rosalina Pisco
    • PAP1495 - Pequenos e Grandes Dias. Os Rituais na Construção da Família Contemporânea

      Nesta comunicação sintetizamos os principais resultados de uma tese de doutoramento (2011) onde procurámos questionar e discutir o alcance das teorias da desinstitucionalização, individualização e risco enquanto chave explicativa para a compreensão do que é, hoje, a família.Quando aplicadas à família, as teses da desinstitucionalização, individualização e risco desenham um cenário de instabilidade, diluição, fragilidade ou até mesmo desaparecimento (Brannen e Nielsen, 2005). A partir do indivíduo colocam a ênfase no «casal flutuante», na «relação» ou nos «estilos de vida», por oposição a «velhas» categorias sociológicas, agora adjectivadas de «incrustadas» (Giddens, 2000 [1999]: 63), «zombie» (Beck e Beck-Gernsheim, 2002: 204) ou «líquida» (Bauman, 1999). Em alternativa, questionámo-nos sobre o que constrói uma família mais do que aquilo que a torna «efémera», «fluida» e «frágil». Na esteira de David Morgan, conceptualizámos as famílias não por aquilo «que são» ou «para que servem», mas «pelo que fazem». Das várias portas de entrada possíveis escolhemos as «práticas familiares» (Morgan 1996, 1999), especificamente o conjunto das que se enquadram numa categoria maior: os rituais familiares (Bossard e Boll, 1950; Wolin e Bennett, 1984). A opção por «fixar» a família a partir dos rituais, isto é, das práticas que empreendem, combinada com uma abordagem metodológica qualitativa, intensiva e em profundidade permitiu estabelecer e desenvolver o argumento principal desta tese, o de que as teorias da desinstitucionalização, individualização e risco são insuficientes para a compreensão do que é, hoje, a família, e que é necessária uma abordagem mais texturada (Smart, 2005; 2008) que permita captar o seu significado enquanto espaço simultaneamente físico, relacional e simbólico (Saraceno, 1997 [1988]). Por um lado, concluímos que a família, enquanto realidade sociológica, faz os rituais. A um mesmo tempo, estruturas e dinâmicas familiares, contextos sociais de pertença e dinâmicas de género contribuem para definir, moldar e estruturar a constelação de práticas adjectivadas como especiais. Por outro lado, os rituais são também um lugar de construção da família, já que pela conjugação das coordenadas tempo, espaço e emoção servem o propósito de afirmar a suspensão da realidade que as famílias enfrentam: um tempo escasso, um espaço avulso e fragmentado, e uma acção que obriga mais à injunção que à reflexão. Simultaneamente, ajudam a construir o seu oposto: um tempo e espaço especial, atravessado pela sentimentalização e emoção. A força da imagem da família enquanto espaço simbólico radica, assim, no irreal e na efemeridade do «ser família» que os rituais encerram. Em suma, o ritual suspende as divergências e produz um sentido de unidade, também na família, tese que vem confirmar a actualidade de Durkheim no ano em que se assinala o centenário de As Formas Elementares da Vida Religiosa (1912).
  • Rosalina Pisco Costa é professora auxiliar na Universidade de Évora e investigadora no CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade. É licenciada e mestre em Sociologia na área de especialização ‘Família e População’ pela Universidade de Évora. Em 2011, depois de ter sido bolseira FCT, Gulbenkian e Visiting Student no Morgan Centre for the Study of Relationships and Personal Life da Universidade de Manchester, concluiu o Doutoramento em Ciências Sociais (Sociologia) no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL), com a tese Pequenos e Grandes Dias: Os Rituais na Construção da Família Contemporânea. As suas principais áreas de interesse, investigação e publicação são a família e vida pessoal; tempo social e idades da vida; e, mais recentemente, as questões da ritualização, consumo, memória e imaginário, aplicadas às representações, discursos e práticas n(d)a família contemporânea.
  • PAP0949 - O TEMPO LIVRE EM FAMÍLIA – UMA ABORDAGEM DE GÉNERO
    Resumo de PAP0949 - O TEMPO LIVRE EM FAMÍLIA – UMA ABORDAGEM DE GÉNERO PAP0949 - O TEMPO LIVRE EM FAMÍLIA – UMA ABORDAGEM DE GÉNERO
    • SCHOUTEN, Maria Johanna CV de SCHOUTEN, Maria Johanna
    • ARAÚJO, Emilia Rodrigues CV de ARAÚJO, Emilia Rodrigues
    • PAP0949 - O TEMPO LIVRE EM FAMÍLIA – UMA ABORDAGEM DE GÉNERO

      O uso que os atores fazem do tempo é, em grande parte, condicionado por fatores sociais e culturais, em articulação com as características individuais, nas quais se inclui o género. Nesta comunicação abordamos as concepções do tempo e os modos de passar o tempo de homens e mulheres a viver em casal, dando relevo à maneira como percebem e usam o tempo livre. Tendo como base a análise da literatura sobre o tema, apresentamos e interpretamos os dados mais relevantes de uma pesquisa realizada nos distritos de Castelo Branco e Braga através de inquérito por questionário, grupos de foco e entrevistas semidiretivas. Tal como afirmam vários autores, o tempo livre designa o tempo não dedicado a responsabilidades e atividades consideradas «necessárias», tais como o trabalho remunerado, o trabalho doméstico, os cuidados de outros e os cuidados pessoais. Distingue-se do tempo de «lazer» que tende a agregar atividades, por regra com elevado índice de prazer, realizadas durante o tempo livre. Nesta comunicação pretendemos mostrar que os usos do tempo livre em família evidenciam desigualdades de género de extrema importância, no contexto do debate sobre as políticas igualdade de género no trabalho e na vida privada. Tais desigualdades não são apenas definíveis a partir da dimensão quantitativa (em geral, as mulheres dispõem de menos tempo livre do que os homens com a mesma situação familiar), mas também a partir de outras dimensões, designadamente os índices de previsibilidade e de fragmentação (o tempo que as mulheres podem ter para si é menos previsível e mais fragmentado), a natureza das atividades e das preferências especialmente vinculadas a “identidades de género”. Pretendemos, assim, consolidar algumas hipóteses não só acerca da divisão sexual do tempo livre e do tempo de lazer, mas também sobre a forma como homens e mulheres tendem a valorizá-los, a preenchê-los e a narrá-los. Seguimos, neste contexto, diversas abordagens situadas na sociologia da família e do género, e, igualmente, alguns dos contributos fundamentais sobre a importância das classes sociais na experiência do tempo quotidiano, assim como das características dos modos de vida nas sociedades modernas.
  • Maria Johanna Schouten

    Universidade da Beira Interior;
    Centro de Investigação em Ciências Sociais da Universidade do Minho.

    Áreas de formação: Antropologia, História, Sociologia.

    Interesses de investigação:
    Sociologia da família, sociologia do género, sociologia da saúde, sociologia do envelhecimento, relações interculturais, estudos sobre o Sudeste Asiático
    Emília Rodrigues Araújo
    Universidade do Minho. departamento de sociologia e centro de estudos de comunicação e sociedade
    Sociologia, com interesses atuais na área da sociologia do tempo, sociologia política e das mobilidades.
  • PAP0928 - Estratégias e dinâmicas de género nos encontros online: a apresentação de si e as características preferidas no/a parceiro/a
    Resumo de PAP0928 - Estratégias e dinâmicas de género nos encontros online: a apresentação de si e as características preferidas no/a parceiro/a 
    • CASIMIRO, Cláudia CV de CASIMIRO, Cláudia
    • PAP0928 - Estratégias e dinâmicas de género nos encontros online: a apresentação de si e as características preferidas no/a parceiro/a

      Esta comunicação resulta de uma investigação mais alargada que propõe desvendar uma realidade recente no âmbito das alterações que nos últimos anos se têm sucedido ao nível familiar: a formação de relações conjugais a partir da Internet e as modalidades que podem assumir. A evolução tecnológica e o crescimento da Internet é um dos mais relevantes fenómenos culturais do nosso tempo e marca indelevelmente a paisagem da pós modernidade. Embora o uso da Internet siga objectivos comerciais e organizacionais, a sua utilização para fins de sociabilidade e comunicação mantém-se elevada e com tendência para aumentar. Estudos diversos têm demonstrado que a Internet é um meio válido para iniciar relações sociais de vária ordem, nomeadamente, relações íntimas e românticas. Estas relações iniciam-se no mundo virtual mas, na maioria dos casos, transferem-se e consolidam-se, depois, num mundo real. Em particular, esta comunicação versa sobre as estratégias e as dinâmicas de género observadas nos perfis de apresentação pessoal num site de encontros online. O foco recai, por um lado, na apresentação que cada utilizador faz de si, por outro, naquilo que busca no/a parceiro/a. No sentido de alcançar o objectivo de encontrar um/a parceiro/a amoroso/a como é que mulheres e homens concretizam esta apresentação de si? Em relação às mensagens de apresentação, o que redigem? Em que termos o fazem? Quais as características pessoais que procuram fazer sobressair? E em relação às imagens/fotografias apresentadas online, o que revelam e de que modo? Quais as características preferidas de mulheres e homens em relação a um/a potencial parceiro/a amoroso/a? O emprego de uma metodologia qualitativa, com recurso a análise de conteúdo (tanto de mensagens de apresentação escritas como de fotografias) realizada a um conjunto alargado de perfis de um site de encontros online, revela como o género produz diferenças em termos dos atributos pessoais que são salientados e também das características desejadas nos/as parceiros/as. Verificam-se persistências de valores, normas e papéis em torno do género, é certo, mas a análise permite também descortinar algumas mudanças que marcam as relações sociais de género nas sociedades contemporâneas.
  • Nome: Cláudia Casimiro
    Afiliação Institucional: Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL), Lisboa, Portugal.

    Área de Formação: Licenciatura em Antropologia (FCSH-UNL), Mestrado em Ciências Sociais na especialidade de "Família: Olhares Interdisciplinares) (ICS-UL), Doutoramento em Ciências Sociais, especialidade em Sociologia Geral (ICS-UL)

    Interesses de Investigação: Sociologia da Família; Violência na conjugalidade; Encontros e Relações Online (ciberconjugalidades); Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC); Métodos de Investigação Qualitativa.
  • PAP0867 - A gestão do dinheiro no seio da família. Entre o que continua e o que se inova
    Resumo de PAP0867 - A gestão do dinheiro no seio da família. Entre o que continua e o que se inova 
    •  LEANDRO, Maria Engrácia CV - Não disponível 
    • ESTEVES, Alexandra Patrícia Lopes CV de ESTEVES, Alexandra Patrícia Lopes
    •  LEANDRO, Ana Sofia da Silva CV - Não disponível 
    • PAP0867 - A gestão do dinheiro no seio da família. Entre o que continua e o que se inova

      Falar de dinheiro, do que ganha cada um, da sua gestão e significado é assunto muito comum nas famílias migrantes. Nos anos 1960-1970, muitos portugueses partiram para França animados por um projecto onde o dinheiro era fulcral. Muitos partiram sós, procedendo rapidamente à reunificação familiar, por vezes de maneira fragmentada: primeiro a esposa e depois os filhos. Uma vez chegada, a mulher, entrando rapidamente no mercado de emprego, chega até a ganhar mais dinheiro do que o homem, participando, assim, na realização dos projectos migratórios e na melhoria da situação familiar. Daqui decorrem vários efeitos repercutindo-se de sobremaneira nas novas concepções acerca do dinheiro, da sua circulação no espaço familiar, não deixando indemnes as tradicionais hierarquias familiares. Por sua vez, o acesso ao dinheiro e a novas racionalidades económicas permite a cada um destes actores familiares satisfazer, ao mesmo tempo, os seus objectivos ou as suas preferências individuais, sem contudo, abandonar um projeto familiar comum. Numa perspectiva comparativa, apoiando-nos num trabalho de campo à base de entrevistas semi-diretivas junto de famílias portuguesas a viverem na região parisiense, mas também no concelho de Braga, propomo-nos estudar quatro questões cruciais: de que modo o contexto migratório e o prolongamento da estadia influenciam a circulação do dinheiro no seio destas famílias? Haverá lógicas distintas entre famílias migrantes e as que sempre ficaram no torrão natal? Que coerências presidem à gestão da conta em comum ou à das contas individuais? De que forma as relações de género regulam/influenciam a gestão do dinheiro no espaço familiar?
  • Alexandra Esteves é doutorada em História Contemporânea pela Universidade do Minho e investigadora do CITCEM. Atualmente, leciona na Universidade Católica Portuguesa. A sua investigação insere-se no campo da História Social, muito particularmente nos domínios da história da marginalidade, violência e prisões nos séculos XVIII e XIX, e da saúde nos séculos XIX e XX. Autora de vários trabalhos científicos, tem apresentado os resultados da sua investigação em vários congressos e em revistas da especialidade nacionais e estrangeiras.
  • PAP0766 - Trajetórias profissionais de mulheres na atual economia flexível e sua relação com dinâmicas familiares
    Resumo de PAP0766 - Trajetórias profissionais de mulheres na atual economia flexível e sua relação com dinâmicas familiares PAP0766 - Trajetórias profissionais de mulheres na atual economia flexível e sua relação com dinâmicas familiares
    • NOVAIS, Carina CV de NOVAIS, Carina
    • PAP0766 - Trajetórias profissionais de mulheres na atual economia flexível e sua relação com dinâmicas familiares

      O diálogo entre a mulher, o trabalho e a família, sob o ponto de vista das trajetórias profissionais, é um objecto de estudo que destaca como relevante a sua possibilidade de concretização nestas esferas sociais. Conhecer as trajectórias profissionais e sua relação com as estratégias de uma economia flexível e com as dinâmicas familiares, é o objectivo a que nos propomos. A aplicação de questionários a uma amostra de 450 mulheres (idade média=41, 67 anos ± 10,76 anos) foi fundamental. Numa perspetiva etnográfica delineou-se uma estratégia negociada no próprio terreno com mulheres em diversos contextos da área metropolitana do Porto: trabalhadoras da Administração Pública e Segurança Social; trabalhadoras do privado, nomeadamente hipermercados; desempregadas nos Gabinetes de Inserção Profissional de várias Juntas de Freguesia e Centros de Emprego. Os registos em diário de campo, a fotografia social e as entrevistas semi-estruturadas complementaram os dados recolhidos. Os resultados sugerem que: (i) a ênfase na intermitência das trajectórias profissionais desmonta a invisibilidade associada ao trabalho doméstico e de prestação de cuidados a familiares mostrando que o diálogo estabelecido com a família coloca estas mulheres em desvantagem social e em risco de pobreza; (ii) nas trajectórias profissionais mais instáveis e precárias encontramos mulheres com baixas qualificações, com empregos intermitentes e por tempo determinado, desempenhando profissões em setores pouco valorizados, com vínculos contratuais precários e ocupando postos sem autoridade; (iii) o trabalho por turnos e o trabalho em regime de tempo parcial, enquanto estratégias de flexibilização dos horários de trabalho, não fazem parte da vontade de conciliação do emprego com as responsabilidade familiares, confirmando a submissão destas mulheres à precariedade laboral; (iv) a inserção desigual da mulher na vida activa agrava-se quando é casada e tem filhos, pois ao seu desempenho profissional associar-se-á a “obrigatoriedade” de despender tempo para cuidar da família, acentuando as suas trajectórias de precariedade laboral. Em conclusão, entendemos que este estudo é um alerta actual que poderá contribuir para diluir a sub representação do trabalho feminino, identificando os estereótipos de género que persistem na vida familiar e profissional e mostrando como a imprevisibilidade da família afecta as trajetórias profissionais das mulheres.
  • Carina Novais, mestre em sociologia pela Faculdade de Letras desenvolve o seu percurso profissional em investigação científica tendo desenvolvido trabalhos diversos resultantes da pesquisa sobre o género e o desporto na área da infância e adolescência e também no âmbito do envelhecimento ativo participando nos projetos "Iniquidades sociais, ambientais e de género na prática de actividade física e desportiva de adolescentes" e atualmente no projecto "Actividade física objectivamente avaliada e obesidade em adolescentes: Estudo dos determinantes pessoais, sociais e ambientais" no Centro de Investigação em Atividade Física e Lazer da Faculdade do Desporto da Universidade do Porto. Tem também contributos enquanto investigadora na organização "Movimento Democrático de Mulheres" participando num projeto "Uma vida de Trabalhos? Trajetórias Profissionais de Mulheres e Participação cívica" onde desenvolveu o seu projeto de mestrado em torno da temática,"género, família e trabalho" e com a publicação "Percursos de Mulheres: Trabalho e Participação Política de Mulheres na área Metropolitana do Porto".
  • PAP0717 - Género, envelhecimento e tecnologias digitais em Portugal
    Resumo de PAP0717 - Género, envelhecimento e tecnologias digitais em Portugal 
    • DIAS, Isabel CV de DIAS, Isabel
    • PAP0717 - Género, envelhecimento e tecnologias digitais em Portugal

      A presente comunicação incide na análise das representações e dos usos das tecnologias de informação e comunicação (TIC) por parte de dois grupos de seniores (55-65 anos e 66 ou mais anos). Pretende-se conhecer o uso diferencial que os seniores mais jovens e mais velhos fazem das TIC, em particular o telemóvel, o computador e a internet, a relação que mantêm com elas, a par da sua importância para o desenvolvimento de competências digitais e de integração social. Foram usados dados de um inquérito por questionário, aplicado a uma amostra de 792 indivíduos das cidades de Lisboa, Porto e Coimbra, a par de informação proveniente de 30 entrevistas semi-estruturadas realizadas a seniores situados nos referidos grupos etários. Os resultados evidenciam uma relação entre a idade, o género e o uso de algumas tecnologias. Com efeito, são os homens seniores que fazem um uso mais frequente do computador e da internet. Entre as mulheres, são as seniores mais novas que usam mais frequentemente as referidas tecnologias. A relação dos seniores com alguns media é distinta da descrita relativamente ao uso do computador e da internet. A televisão e o telemóvel surgem como os meios de comunicação mais frequentes quer para entretenimento e lazer, quer com o fim de comunicação. O telemóvel é representado por todos como um meio essencial de comunicação com a família e os amigos, desempenhando uma função de incremento das sociabilidades. Em suma, o interesse dos seniores pelas tecnologias digitais e o seu uso contribui para a sua inclusão nas sociedades tecnológicas atuais e para o fomento das relações e solidariedades intergeracionais e amicais. Porém, são as mulheres mais velhas (66 e mais anos) que manifestam níveis inferiores de interesse pelas TIC, o que nos conduz a estar atentos ao “género” da(ex) inclusão digital nesta fase do ciclo de vida humana.
  • Nome: Isabel Dias
    Afiliação institucional: Faculdade de Letras da Universidade do Porto – Departamento de Sociologia.
    Área de formação: Sociologia
    Interesses de investigação: Sociologia da família e do género; Sociologia do envelhecimento; Violência doméstica.