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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Família e Género[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 7 - Parentalidade e vida familiar [ Voltar às Mesas ]

  • PAP1031 - O pai em licença parental, que mudanças?
    Resumo de PAP1031 - O pai em licença parental, que mudanças? 
    •  WALL, Karin CV - Não disponível 
    •  LEITÃO, Mafalda CV - Não disponível 
    • PAP1031 - O pai em licença parental, que mudanças?

      O objectivo desta comunicação é apresentar os resultados de um estudo qualitativo sobre as experiências dos homens pais que gozam sozinhos pelo menos um mês de licença parental após o regresso da mãe ao mercado de trabalho. Trata-se da licença parental inicial, criada em 2009, em substituição da licença por maternidade. Esta nova licença é um direito do pai e da mãe trabalhadores e pode prolongar-se mais um mês, bem pago, se gozado pelo pai em exclusivo. As taxas de utilização mostram que, a partir de 2009, há um aumento significativo do seu uso pelos homens (na ordem dos 16.000, por comparação a uma média de 600 homens que, até então, utilizavam parte da licença por maternidade em substituição da mãe). Partindo da perspectiva do pai, este estudo foca-se nas expectativas, experiências e consequências da utilização desta nova licença, tanto para a relação pai/filho(a) como para as relações familiares no seu conjunto. Damos particular importância à perspectiva subjectiva dos actores, às motivações e razões pelas quais os homens entrevistados usam, ou não, o bónus de um mês de licença parental inicial, assim como aos processos de decisão e negociação em contexto familiar e laboral. Que factores motivaram os cônjuges a partilharem a licença? Que vantagens ou desvantagens daí decorrem? Existem constrangimentos em contexto laboral ao uso destas licenças? Está a nova legislação parental adequada às expectativas dos pais? Os resultados demonstram uma diversidade de experiências. Para a maioria dos pais, trata-se de uma oportunidade não só para aprofundar a sua autonomia e responsabilidade em relação aos cuidados à criança, assumindo um papel equivalente ao da mãe, como também para fortalecer os laços mais individualizados pai/filho e filho/pai. Para alguns pais, trata-se de uma experiência enriquecedora mas menos marcante do ponto de vista da autonomia e responsabilidade assumidas, normalmente devido às redes de apoio que complementam o seu papel de cuidador. Com este estudo, pretende-se conhecer uma realidade emergente, pouco estudada em Portugal, e contribuir para analisar o impacto do desenho das políticas nas expectativas e nas práticas dos actores envolvidos.
  • PAP0402 - Manutenção de uma baixa fecundidade versus alteração da dimensão ideal da família no Sul da Europa
    Resumo de PAP0402 - Manutenção de uma baixa fecundidade versus alteração da dimensão ideal da família no Sul da Europa PAP0402 - Manutenção de uma baixa fecundidade versus alteração da dimensão ideal da família no Sul da Europa
    • MACIEL, Andréia Barroso Figueiredo CV de MACIEL, Andréia Barroso Figueiredo
    • MENDES, Maria Filomena CV de MENDES, Maria Filomena
    •  INFANTE, Paulo CV - Não disponível 
    • PAP0402 - Manutenção de uma baixa fecundidade versus alteração da dimensão ideal da família no Sul da Europa

      A manutenção das taxas de fecundidade abaixo do limiar necessário à renovação das gerações no Sul da Europa, durante sucessivas décadas, tem-se traduzido numa grande preocupação em termos demográficos e socioeconómicos. O crescente e acentuado processo de envelhecimento demográfico e a perspectiva de declínio da população em idade activa torna ainda mais gravoso o processo de envelhecimento. As reduzidas taxas de fecundidade apresentadas por estes países no decurso das últimas décadas implicaram, ainda, uma redução do número de mulheres em idade fértil, o que em termos concretos aponta para uma menor proporção de nascimentos anda que a fecundidade venha a aumentar. O aumento da idade média ao nascimento do primeiro filho tem sido referido como uma das principais causas quer do declínio da fecundidade por período, quer da sua manutenção em níveis substancialmente baixos, o que criou uma expectativa de que quando o adiamento da entrada na vida reprodutiva chegasse ao seu termo haveria uma recuperação dos níveis da fecundidade e que as distorções demográficas (diminuição das taxas de fecundidade) apresentadas no decorrer do processo de adiamento seriam apenas temporárias. Contudo, ultimamente, tem-se suscitado o receio de que os diminutos níveis de fecundidade do momento, recentemente verificados, possam ser não somente o resultado do adiamento do nascimento dos filhos, mas também da sua renúncia (a maior parte das vezes parcial). Lutz et al (2006) colocam inclusive a hipótese de que coortes sociabilizadas sob o regime de baixa fecundidade possam ser por este influenciadas a desenvolver preferências por famílias de menores dimensões, já que os níveis futuros da fecundidade são fortemente condicionados pela dimensão desejada da família. Goldstein et al (2003) alertam ainda para o facto de que é difícil conceber que a baixa fecundidade possa perdurar indeterminadamente sem se fazer acompanhar de alterações nas dimensões ideais da família. Neste contexto, o nosso objectivo será verificar se existem diferenças na dimensão ideal de família consoante os grupos etários, e se de facto as coortes mais jovens apresentam uma preferência por uma família com menor descendência, bem como averiguar se a quantidade de filhos desejados difere entre homens e mulheres. Pretende-se, ainda, perceber em que medida as diferenças entre o número de filhos que os indivíduos têm reportado como o ideal para uma família e o número ideal de filhos nascidos são influenciados por aquelas covariáveis. Deseja-se que este trabalho constitua um contributo para a análise e discussão do comportamento da fecundidade do momento na Europa do Sul. Para a construção de indicadores demográficos e a análise estatística vamos utilizar os dados do Eurobarómetro 2006 e os disponibilizados pelo Eurostat. Ao nível metodológico, a análise estatística assenta-se fundamentalmente em testes não paramétricos e modelos lineares generalizados.
  • Nome: Andréia Barroso Figueiredo Maciel
    Licenciada em História, mestre em Sociologia e atualmente doutoranda também em Sociologia pela Universidade de Évora. Membro integrado do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora (CIDEHUS) e bolseira da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), atuando principalmente nos temas fecundidade e imigração. Possui trabalhos completos publicados nos Anais do XI Congresso Luso Afro Brasileiro de Ciências Sociais (2011); no Livro de Comunicações da Conferência Internacional Sobre Envelhecimento (2011); nas Atas do XIV Encontro Nacional de SIOT (2011) e resumo expandido no Livro de Resumos da XIX Jornada de Classificação e Análise de Dados (2012).
    Maria Filomena Mendes, licenciada em Economia e doutorada em Sociologia na especialidade de Demografia pela Universidade de Évora é Professora Associada no Departamento de Sociologia desta Universidade.
    Publicou recentemente, entre outras, as seguintes publicações:
    2010, “A diferença de esperança de vida entre homens e mulheres: Portugal de 1940 a 2007” (com I. T. de Oliveira) in Análise Social, Vol. XLV (1.º), 2010 (n.º 194), 115-138.
    2010, “Perfil dos imigrantes em Portugal: dos países de origem às regiões de destino” (com C. Rego, J. R. dos Santos e M. G. Magalhães), in Revista Portuguesa de Estudos Regionais, RPER, nº 24-2º Quadrimestre, artigo 7, APDR, Coimbra, pp. 17-39.
  • PAP0385 - Trajectórias não reprodutivas em três gerações de portugueses: incidência, circunstâncias, oportunidade
    Resumo de PAP0385 - Trajectórias não reprodutivas em três gerações de portugueses: incidência, circunstâncias, oportunidade PAP0385 - Trajectórias não reprodutivas em três gerações de portugueses: incidência, circunstâncias, oportunidade
    • CUNHA, Vanessa CV de CUNHA, Vanessa
    • PAP0385 - Trajectórias não reprodutivas em três gerações de portugueses: incidência, circunstâncias, oportunidade

      Foram vários os países europeus que chegaram ao século XXI com baixos níveis de fecundidade e alguns viram a sua fecundidade diminuir ainda mais na última década. Foi o caso de Portugal, que passou de um índice sintético de fecundidade de 1,6 em 2000, para 1,3 em 2009. Se o adiamento estrutural da maternidade e a diminuição das descendências têm explicado em grande medida este cenário, a verdade é que alguns países registam uma incidência crescente de childlessness, ou seja, de mulheres que, voluntária ou involuntariamente, não fazem a transição para a maternidade. Em Portugal, este fenómeno foi sempre pouco expressivo e ligado a situações de celibato ou infertilidade, e o adiamento também não tem sido tão intenso como noutros países, pelo que é a drástica redução do número de filhos que tem contribuído para a nossa baixa fecundidade. Ora, já se sabe que períodos de recessão económica e de insegurança e pessimismo face ao futuro, como é este que enfrentamos actualmente, têm um impacto negativo na fecundidade, tendendo a promover comportamentos defensivos, como adiar ou contrair um projecto de parentalidade. Nesta perspectiva, é de esperar que as coortes em idade reprodutiva estejam a adiar a transição para a parentalidade, aumentando o risco de childlessness involuntário. Mas também é expectável que, como vem acontecendo noutros países, mais homens e mulheres estejam a optar por estilos de vida que não contemplam ter filhos. Por conseguinte, a partir dos resultados de um inquérito nacional (2009/2010), vamos desvendar as trajectórias não reprodutivas de três gerações nascidas nos anos 30, 50 e 70. Para tal, vamos dar conta da incidência do fenómeno e das circunstâncias que o determinam em cada geração. Mas visto os homens e as mulheres mais jovens ainda se encontrarem em idade reprodutiva, vamos explorar mais detalhadamente a relação entre o actual adiamento da parentalidade, as intenções reprodutivas, as circunstâncias e oportunidades com que se deparam e a incidência (latente) de childlessness quando chegarem ao fim da trajectória reprodutiva. Os resultados confirmam a importância de analisar as trajectórias não reprodutivas numa perspectiva geracional, pois trata-se de um fenómeno em mudança. Mas também que é fundamental conhecer melhor o papel dos homens – sistematicamente negligenciado – na fecundidade e nas decisões reprodutivas. Com efeito, este estudo revelou importantes dessincronias de género na esfera da reprodução, que traduzem campos distintos de oportunidades e constrangimentos para homens e mulheres.
  • Vanessa Cunha, socióloga, investigadora auxiliar do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e membro da comissão coordenadora do OFAP (Observatório das Famílias e das Políticas de Família). Os seus interesses de investigação têm vindo a desenvolver-se em torno das questões da baixa fecundidade e do filho único, das decisões reprodutivas e da negociação conjugal da fecundidade. Atualmente coordena o projeto de investigação "O duplo adiamento: as intenções reprodutivas de homens e mulheres depois dos 35 anos".
  • PAP0265 - A esfera privada na agenda pública: a aceleração das mudanças na família nos últimos anos em Portugal
    Resumo de PAP0265 - A esfera privada na agenda pública: a aceleração das mudanças na família nos últimos anos em Portugal 
    •  TORRES, Anália CV - Não disponível 
    • CASIMIRO, Cláudia CV de CASIMIRO, Cláudia
    •  GASPAR, Sofia CV - Não disponível 
    • PAP0265 - A esfera privada na agenda pública: a aceleração das mudanças na família nos últimos anos em Portugal

      O objectivo desta comunicação é identificar, explorar e reflectir sobre as rápidas mudanças que têm vindo a ocorrer na vida familiar em Portugal, particularmente na primeira década do século XXI. Na realidade, vários indicadores demográficos mudaram radicalmente. A título de exemplo, entre 2000 e 2009 os casamentos católicos sofreram um decréscimo equivalente àquele observado nos 30 anos anteriores (de 86,6% em 1970 para 64,8% em 2000, e 43,1% em 2009) e os nascimentos fora do casamento subiram tanto em 9 anos como nos últimos 30 (de 7,3% em 1970 para 22,2% em 2000, e 38,1% em 2009). De igual modo, a média de idade no nascimento do primeiro filho subiu tanto em 10 como em 30 anos. Paralelamente, a taxa bruta de casamentos desceu consideravelmente, assim como a taxa bruta de fertilidade, ao mesmo tempo que houve um aumento importante do número de divórcios, de famílias recompostas, de famílias monoparentais e daquelas com modos de vida alternativos. A par destas mudanças foram aprovadas várias leis: a lei da igualdade entre homens e mulheres na política (2007), a lei da procriação medicamente assistida (2006), uma nova lei do divórcio (2008), a lei a conceder mais direitos aos casais em união de facto (2009), o direito ao aborto a pedido da mulher referendado pela maioria da população portuguesa (2009) e, finalmente, a aprovação dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo (2010). Não deixa de ser surpreendente que em Portugal, um país em que a maioria se afirma como católica, estas leis tenham sido aprovadas. Será que estas mudanças na legislação estão relacionadas com as transformações dos indicadores demográficos acima mencionados? Será que, na actualidade, as dinâmicas sociais, familiares e conjugais estão a tomar novos contornos? Ou será que, com uma maioria parlamentar de diferente orientação ideológica, estas leis serão objecto de revisão? As investigações existentes centradas nesta problemática tendem a analisar e explicar um longo movimento iniciado nos anos 60 e 70 sem considerarem as transformações extraordinárias ocorridas nos valores e práticas familiares e conjugais na primeira década do século XXI. Esta comunicação procurará centrar-se em certas dimensões menos exploradas e identificar, analisar e compreender os processos sociais que em Portugal motivaram e suportaram a aceleração intensa dos indicadores sociais mencionados anteriormente. Neste sentido, a nossa ambição é contribuir para preencher uma lacuna na investigação sociológica da família e nas mudanças profundas nela ocorridas na última década.
  • Nome: Cláudia Casimiro
    Afiliação Institucional: Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL), Lisboa, Portugal.

    Área de Formação: Licenciatura em Antropologia (FCSH-UNL), Mestrado em Ciências Sociais na especialidade de "Família: Olhares Interdisciplinares) (ICS-UL), Doutoramento em Ciências Sociais, especialidade em Sociologia Geral (ICS-UL)

    Interesses de Investigação: Sociologia da Família; Violência na conjugalidade; Encontros e Relações Online (ciberconjugalidades); Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC); Métodos de Investigação Qualitativa.
  • PAP0128 - A experiência da gravidez na adolescência. “Pensa que é uma bonequinha de farrapos o menino! Ela depois é que vai ver!”
    Resumo de PAP0128 - A experiência da gravidez na adolescência. “Pensa que é uma bonequinha de farrapos o menino! Ela depois é que vai ver!” 
    • CARVALHO, Dina de Jesus Peixoto de CV de CARVALHO, Dina de Jesus Peixoto de
    • PAP0128 - A experiência da gravidez na adolescência. “Pensa que é uma bonequinha de farrapos o menino! Ela depois é que vai ver!”

      A investigação que esteve na base deste estudo reflecte e incide sobre as experiências da gravidez na adolescência. O facto de a gravidez precoce constituir um desafio ao desenvolvimento das jovens que pode abrir percursos de vida não imaginados para estas, e o facto de a gravidez na adolescência ser um fenómeno com grande expressão em Portugal estão na origem da definição do objecto desta investigação. Interessou-nos analisar as vivências das jovens/futuras mães e dos pais dos bebés. Dado que a gravidez na adolescência tem sido vista como uma questão envolvendo sobretudo o universo feminino, sendo poucos os estudos que descrevem experiências de pais adolescentes, procurámos, incluir na investigação as vivências dos jovens pais. As narrativas de vida que serviram de base a este estudo foram recolhidas em unidades hospitalares – nos distritos de Vila Real e Braga –, nomeadamente nas Consultas Externas dos Serviços de Obstetrícia. Abrange um grupo de adolescentes com idades compreendidas entre os 13 e 19 anos (com 12 ou mais semanas de gestação) e, nos casos em que tal foi possível, os seus companheiros. Esta investigação procura explorar temas que não são geralmente abordados em estudos sobre a gravidez na adolescência, e que exigem a atenção à voz dos actores e a escuta desta. Analisámos em detalhe as narrativas construídas a partir de 70 entrevistas, procurando, num primeiro momento, definir as categorias que pareciam mais relevantes para o estudo. Seleccionámos e examinámos em pormenor trajectórias associadas à experiência da gravidez adolescente, num exercício próximo do que Boltanski & Thévenot (1991) chamaram montée en généralité. Quando começámos a esboçar as primeiras linhas desta comunicação fomos assaltados por intensas recordações da nossa primeira ida ao hospital. Íamos entrevistar meninas que viriam a ser mães muito brevemente. Recordações que permanecem no nosso imaginário. Relembrámos… estávamos sentados na sala de espera, a primeira menina que entrevistámos tinha 15 anos e deveria tornar-se mãe naquele dia ou no dia a seguir. Ouvimos o primeiro relato de uma vivência e uma primeira história reveladora de incertezas e medos quanto ao futuro daquela menina e do seu bebé. Ouvimos os primeiros medos… Essa teia de desejos, recusas, pânicos, angústias, fizeram-nos ter uma imensa vontade de continuar e de ouvir a voz destas adolescentes, facto que nos levou a uma escuta atenta de 70 jovens. Sendo um período de mudanças e descobertas, a gravidez representa uma experiência única para estas adolescentes. Os meses que se seguem à descoberta da gravidez determinam novas experiências a partir das quais, pouco a pouco, se edificam determinados comportamentos, cheios de receios e medos, mas a partir dos quais as adolescentes começam a construir a representação da sua própria gravidez.Esta fase vai permitir a incorporação existencial de um filho na identidade da mãe.
  • Graus académicos (do mais recente ao mais antigo)
    Grau Doutor – aprovada com distinção.
    Área/ especialidade Sociologia do Conhecimento, da Cultura e da Comunicação.
    Concessão do grau Universidade Universidade de Coimbra
    Faculdade: Faculdade de Economia

    Grau Mestre
    Área/ especialidade Sociologia da Saúde
    Concessão do grau Universidade Universidade do Minho

    Grau Licenciatura
    Área/ especialidade Sociologia das Organizações
    Concessão do grau Universidade Universidade do Minho


    Filiação Institucional:
    Investigadora integrada do CICS e Docente convidada da Escola Superior de Educação do Porto.

    Interesse de Investigação: Sociologia da Saúde e das Desigualdades sociais e Sociologia do Consumo.