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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Populações, Gerações e Ciclos de Vida[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 1 - Dinâmicas Demográficas [ Voltar às Mesas ]

  • PAP1550 - A descontinuidade geracional em Portugal. Revisitação do conceito à luz dos Censos de 2011
    Resumo de PAP1550 - A descontinuidade geracional em Portugal. Revisitação do conceito à luz dos Censos de 2011 
    • MACHADO, Paulo CV de MACHADO, Paulo
    • PAP1550 - A descontinuidade geracional em Portugal. Revisitação do conceito à luz dos Censos de 2011

      A análise micro-demográfica do território Português, efectuada à escala das Secções Estatísticas, com base em dados dos Censos de 2001, pôs em evidência o que designámos por descontinuidade geracional (proponente, 2004). Este conceito expressa a fragmentação da estrutura populacional ao atingir valores de índice de envelhecimento (IE) superiores a 530 (idosos por 100 jovens), fragmentação refletida em contextos físicos e sociais nos quais a interação entre velhos e novos será muito pouco frequente ou mesmo inexistente (porque virtualmente improvável). Esta descontinuidade geracional instalou-se em grandes manchas do território nacional, sendo essas manchas relativamente extensas nas serranias algarvias (com extensão parcial ao Baixo Alentejo) e na Beira Interior Sul. Mas, para além destas grandes manchas, cujo perímetro não reconhece divisões administrativas regionais, municipais e mesmo de freguesia – revelando-se deste modo o potencial da análise que recorre à unidade territorial “secção estatística” - a descontinuidade geracional apresenta-se em bolsas na faixa raiana que se estende ao longo da Beira Interior Norte até ao Alto Trás-os-Montes, mas também na zona raiana do Minho-Lima e, já no Interior do País, na sub-região do Pinhal Norte e Sul. Os dados cotejados e que vimos trabalhando indicam-nos que um dos traços mais salientes da mudança social ocorrida na sociedade portuguesa nas últimas décadas respeita ao despovoamento do Interior, em proveito do Litoral, fragmentando a estrutura populacional dos lugarejos, das aldeias e das vilas, expondo grande parte do território nacional a índices de envelhecimento (IE) inéditos - por falta de crianças e jovens em idade ativa, e pelo número absoluto e peso relativo dos mais velhos que foram ficando -, que se projetam indelevelmente no curto e no longo prazos. Com efeito, os dados dos Censos de 2011 põem em evidência a acentuação deste fenómeno de descontinuidade geracional e permitem empreender e consolidar uma reflexão sociológica sobre o significado da perda de diversidade geracional em contextos comunitários marcados por forte isolamento geográfico e precaridade social. Nesta reflexão cabem argumentos de natureza científica, ligados a uma sociologia do envelhecimento populacional, mas também argumentos do foro humanista, que põem em evidência a perda de coesão social suscitada pelo despovoamento e o risco de viver só
  • Paulo Filipe de Sousa Figueiredo Machado
    ________________________________________
    Doutorado em Sociologia, especialidade de Sociologia do Desenvolvimento e da Mudança Social, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
    Investigador integrado do CESNOVA.
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    Professor Auxiliar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde leciona Sociologia Urbana, Teoria e Análise Demográfica e Análise e Prospectiva Demográfica na licenciatura em Sociologia.
    Coordenador do Mestrado de Ecologia Humana e e Problemas Sociais Contemporâneos e professor de Teoria e Metodologia no doutoramento em Ecologia Humana desta mesma Faculdade.
    ________________________________________
    Áreas de investigação: demografia social, sociologia criminal e teoria e prática sócio-ecológica
  • PAP1036 - Modelação de movimentos migratórios inter-regionais
    Resumo de PAP1036 - Modelação de movimentos migratórios inter-regionais PAP1036 - Modelação de movimentos migratórios inter-regionais
    • MARTINS, José CV de MARTINS, José
    • SILVA, Carlos CV de SILVA, Carlos
    • CASTRO, Eduardo CV de CASTRO, Eduardo
    • PAP1036 - Modelação de movimentos migratórios inter-regionais

      O projeto de investigação Demospin (projeto financiado pela FCT PTDC/CS-DEM/100530/2008) tem como principal objetivo a conceção de uma ferramenta de apoio à definição de políticas de desenvolvimento de regiões demograficamente deprimidas. A partir dos dados demográficos e económicos, desagregados a nível de NUTS III, em Portugal, está em construção um modelo que permite estimar, para um conjunto de cenários, a evolução destes parâmetros nos próximos 20 anos. Um desafio importante neste quadro é encontrar modelos explicativos para o fenómeno da migração a nível regional. Nesta comunicação apresentam-se algumas das metodologias em desenvolvimento e os resultados obtidos. Foram analisados dados históricos dos censos do INE de 1991 e 2001, com informação a nível de NUTS III, sobre dimensão da população, nascimentos e óbitos, por grupo etário quinquenal e sexo, assim como informação sobre a distribuição do emprego pelos mesmos grupos. Estes dados serão enriquecidos com os recolhidos em 2011. Foram desenvolvidos modelos que relacionam a migração com a variação de emprego, a relação entre o PIB da região e o PIB nacional e o potencial demográfico regional relativo. Estes modelos conseguem explicar relativamente bem a migração dos grupos etários mais jovens, mas são menos satisfatórios para os mais velhos. Enquanto os mais jovens tipicamente emigram das zonas mais deprimidas, relativamente aos mais velhos verifica-se em geral um processo de retorno. Este processo está a ser investigado, procurando também encontrar-se uma relação com os movimentos de saída inerentes à emigração histórica anterior. Para este efeito está a procurar-se recolher dados históricos disponibilizados pelo INE. O regresso de emigrantes para as zonas deprimidas é muito importante, não tanto do ponto de vista da sustentabilidade demográfica direta, mas sobretudo na ótica da sustentabilidade económica das regiões. Com efeito, este retorno pode ser indutor do desenvolvimento de um conjunto de atividades de apoio à idade sénior, relevantes para a economia regional e/ou local, geradoras de emprego e, portanto, com capacidade de fixar e atrair população em idade ativa. Pode assim dizer-se que, por via indireta, contribuirá também para reverter a perda de população das regiões do interior. O estudo e compreensão destes fenómenos é indubitavelmente de grande importância para o desenho e avaliação de políticas públicas na área do desenvolvimento regional.
  • José Manuel Martins
    Professor Auxiliar na Universidade de Aveiro
    GETIN – Grupo de Estudos em Território e Inovação
    Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território
    Unidade Investigação GOVCOPP – Governança, Competitividade e Políticas Públicas
    Universidade de Aveiro (UA)
    Licenciado em Engenharia do Ambiente (UA), tem uma pós-graduação em Dinâmica dos Fluidos Aplicada e do Ambiente (Bélgica) e um doutoramento em Ciências Aplicadas ao Ambiente (UA). Participou em vários projectos científicos europeus e nacionais e foi coordenador do projecto “Oikomatrix II, Avaliação dos impactos ambientais, económicos e regionais da implementação de medidas legais para a redução das emissões de CO2”. Integra a equipa de investigação do projeto DEMOSPIN, financiado pela FCT, com responsabilidade no desenvolvimento e automatização de modelos de projeções demográficas. É autor e coautor de diversos artigos científicos nacionais e internacionais.
    Carlos Jorge Silva
    Bolseiro de investigação na Universidade de Aveiro
    GETIN – Grupo de Estudos em Território e Inovação
    Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território
    Unidade Investigação GOVCOPP – Governança, Competitividade e Políticas Públicas
    Universidade de Aveiro (UA)
    Licenciado em Administração Pública, no menor de Ordenamento do Território e Urbanismo, e mestrando em Planeamento Regional e Urbano na UA. Faz parte do GETIN. Sob orientação do Prof. Eduardo Castro, participou em estudos para a elaboração de um Plano Estratégico para a Reorganização das Estruturas Cooperativas Vitivinícolas da Região da Bairrada e de uma Estratégia para a qualificação do tecido industrial dos Municípios de Arouca e de Vale de Cambra. Integra a equipa de investigação do projeto DEMOSPIN, financiado pela FCT, com destaque no trabalho de desenvolvimento de modelos de projeções demográficas. É coautor de artigos apresentados em conferências nacionais e internacionais.
    Eduardo Anselmo Castro
    Professor Associado na Universidade de Aveiro
    GETIN – Grupo de Estudos em Território e Inovação
    Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território
    Unidade Investigação GOVCOPP – Governança, Competitividade e Políticas Públicas
    Universidade de Aveiro (UA)
    Licenciado em Engenharia Civil pela Universidade de Coimbra (1980), Mestre em Geografia Humana, Planeamento Regional e Local pela Universidade de Lisboa (1987) e Doutorado em Ciências Aplicadas ao Ambiente pela UA (1995). Desde 1992, participa e coordena diversos projetos de investigação nacionais e europeus nas áreas do desenvolvimento regional, das políticas de inovação e da análise do impacto socioeconómico das Tecnologias de Informação e Comunicação. É responsável pela direção do Observatório de Apoio ao Desenvolvimento Estratégico da UA, desde a sua criação em Março de 2002, o qual integra, a par das Universidades de Coimbra e da Beira Interior, o GIADE - Gabinete Inter-Universitário de Apoio ao Desenvolvimento Estratégico. Coordena o GETIN. Lidera o projeto de investigação DEMOSPIN, financiado pela FCT. É autor e coautor de mais de cinquenta artigos apresentados em conferências nacionais e internacionais ou publicados em revistas científicas e livros.
  • PAP0840 - “Portuguese Communities in US (P-NB-FR-RI-MA) and Canada (Toronto): A comparative demographic and socioeconomic profile.”
    Resumo de PAP0840 - “Portuguese Communities in US (P-NB-FR-RI-MA) and Canada (Toronto): A comparative demographic and socioeconomic profile.” 
    • SCOTT, Dulce Maria CV de SCOTT, Dulce Maria
    •  TEIXEIRA, José Carlos CV - Não disponível 
    • PAP0840 - “Portuguese Communities in US (P-NB-FR-RI-MA) and Canada (Toronto): A comparative demographic and socioeconomic profile.”

      In our presentation, we will compare and contrast various demographic and socioeconomic indicators relative to immigrant communities in two North American societies: The United States and Canada. In the United States, we will analyze data pertinent to the Providence, Fall River and New Bedford urban continuum, comprised of cities which have experienced high levels of Portuguese settlement since the second half of the 19th century, with a renewed large wave of immigration after the late 1950’s. In Canada, we focus on the Luso- Canadian communities of Toronto, where a large number of Portuguese immigrants have settled since 1953. Utilizing official American Community Survey data and census data, as well as personal interviews, we will compare and contrast the communities of both countries along educational, income and occupational achievement as well as spatial mobility. We will attempt to provide theoretical explanations for observed differences or similarities between the communities of the United States and Canada. We will also compare the immigrant group (born in Portugal) to the ancestry group (foreign born and American born) to analyze the progress that has been made by the entire group across generations. Our analysis of the Portuguese American and Portuguese Canadian experiences will be informed by recent theoretical developments in the field of race, ethnicity, immigration and incorporation of newcomers into host societies. We will also elaborate on the impact that socioeconomic and demographic changes within the aforementioned Portuguese American and Canadian communities will have for the maintenance of social, economic, political and cultural interchanges between Portugal and the North American diaspora.
  • Dulce Maria Scott, Ph.D. in Sociology from Brown University, USA

    · Professor of Sociology and Criminal Justice at Anderson University, Indiana, USA

    · Affiliated researcher with the Institute of Portuguese and Lusophone World Studies at Rhode Island College (IPLWS)

    · Founding co-editor of the Interdisciplinary Journal of Portuguese Diaspora Studies (IJPDS)

    · Associate editor of the Journal of the Indiana Academy of the Social Sciences (JIASS)

    · Research Consultant for the Portuguese American Leadership Council of the United States (PALCUS)

    · Current research interests: socioeconomic and political integration of immigrants and ethnic groups into American society.
  • PAP0580 - Sair ou entrar? As características dos migrantes, dos movimentos migratórios e as dinâmicas regionais.
    Resumo de PAP0580 - Sair ou entrar? As características dos migrantes, dos movimentos migratórios e as dinâmicas regionais. PAP0580 - Sair ou entrar? As características dos migrantes, dos movimentos migratórios e as dinâmicas regionais.
    •  GOMES, Maria Cristina Sousa CV - Não disponível 
    • MOREIRA, Maria João Guardado CV de MOREIRA, Maria João Guardado
    •  PINTO, Maria Luís Rocha CV - Não disponível 
    • PAP0580 - Sair ou entrar? As características dos migrantes, dos movimentos migratórios e as dinâmicas regionais.

      Esta comunicação desenvolve-se no âmbito do Projecto de Investigação Demospin (Projecto financiado pela FCT PTDC/CS-DEM/100530/2008) cujo principal objectivo consiste na concepção de uma ferramenta de apoio à definição de políticas de desenvolvimento de regiões demograficamente deprimidas. Ora, a concepção deste tipo de ferramenta, bem como a perspectiva de intervenção política, pressupõe um conhecimento profundo das características demográficas regionais, bem como dos factores que desencadeiam quer os fluxos de saída quer os fluxos de atracção. Movimentos de entrada e saída – atracção e repulsão que por sua vez têm impactos diversos, contrastantes, nas dinâmicas populacionais e nas dinâmicas socioeconómicas regionais. Complementarmente, importa também perceber de que forma a atracção se exerce, ou seja, de que forma a dinâmica socio económica se repercute na dinâmica populacional. A este interesse/necessidade acresce um outro desafio que tem vindo a conquistar a atenção por parte da investigação internacional: o movimento de retorno de migrantes reformados. Estes movimentos têm revestido um interesse crescente pela percepção do seu contributo para o desenvolvimento económico e pelas necessidade de respostas sociais ao nível do planeamento de equipamentos e serviços como habitação, saúde e bem estar (Relatório Plurel 2010). A previsível chegada à idade de reforma dos baby boomers naturalmente avoluma a questão. Enquanto na literatura americana é possível, desde os finais dos anos 70, encontrar tentativas de enquadramento teórico relativamente às migrações dos mais velhos, na Europa e demais países desenvolvidos, a produção vai surgindo, de alguma forma, acompanhando o envelhecimento da população. Em Portugal esta é uma problemática um tanto sem resposta. Muitos dos pressupostos que são referidos, relativamente às migrações, muitas vezes não estão sustentados em dados são sobretudo apreciações de casos mais ou menos próximos de realidades familiares, de informação tornada pública sem que subjacente esteja informação consolidada. Com este trabalho procura-se, como se depreende pela exposição da problemática, encontrar respostas, discutindo as bases para uma matriz de análise que permita equacionar as dimensões da mobilidade demográfica e dos seus impactos socioeconómicos. Esta análise é feita com recursos aos dados do censo de 1991, 2001 – População residente segundo as migrações por concelho habitual de residência. É intenção da equipa de investigação que esta matriz de análise compreenda e venha a englobar os dados 2011, tanto mais importante para a compreensão da mobilidade em Portugal quanto a falta de dados persiste.
  • Maria João Guardado Moreira
    Mestre em Demografia Histórica e Social, Doutorada em Sociologia, especialidade Demografia, Professora Coordenadora na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB). Investigadora do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade (CEPESE) tem participado em projectos nacionais e internacionais na área da demografia. Autora de diversas publicações nas áreas da demografia, demografia histórica, demografia regional e envelhecimento. Algumas publicações mais recentes:
    2009 - Rodrigues, Teresa, Moreira, Maria João Guardado, “Realidades Demográficas”, in Rodrigues, Teresa, Lopes, João Teixeira, Baptista, Luís, Moreira, Maria João Guardado (coord.), Regionalidade Demográfica e Diversidade Social, Porto, Ed. Afrontamento, pp.77-110
    2010- Moreira, Maria João Guardado, “Environmental Changes and Social Vulnerability in an Ageing Society: Portugal in the Transition from the 20th to the 21st Centuries“.Volume 9, Issue 1: 397–409 http://www.ep.liu.se/ej/hygiea/v9/i1/a19/hygiea10v9i1a19.pdf
    2010- Moreira, Maria João Guardado, “Quem são emigrantes portugueses emEspanha - uma primeira abordagem a partir da Encuesta Nacional de Inmigrantes (2007)”, Revista População e Sociedade, nº 18. pp.161- 175
    2011-Rodrigues, Teresa, Moreira, Maria João Guardado, “ Portugal e a UniãoEuropeia: Mudanças Sociais e Dinâmicas Demográficas” in Rodrigues, Teresa, Pérez, Rafael Garcia, Portugal e Espanha. Crise e Convergência na União Europeia, Lisboa, Tribuna, pp.29-48
  • PAP0253 - Tendências e diferenças na mortalidade da população idosa em Portugal: uma abordagem sub-nacional
    Resumo de PAP0253 - Tendências e diferenças na mortalidade da população idosa em Portugal: uma abordagem sub-nacional  PAP0253 - Tendências e diferenças na mortalidade da população idosa em Portugal: uma abordagem sub-nacional
    • LAGARTO, Sandra CV de LAGARTO, Sandra
    • MENDES, Maria Filomena CV de MENDES, Maria Filomena
    • PAP0253 - Tendências e diferenças na mortalidade da população idosa em Portugal: uma abordagem sub-nacional

      Em Portugal, e à semelhança do que se verifica na maioria dos países ocidentais, a população idosa tem vindo a aumentar. A pirâmide de idades da população portuguesa passou a apresentar um estreitamento na base, acompanhado por um alargamento no topo, forma que caracteriza uma população envelhecida. Mas os idosos não se distribuem da mesma forma pelo território nacional. Existem indícios de que a população portuguesa está a envelhecer de forma desigual nas várias regiões do país. A partir dos dados disponíveis no Eurostat (taxa bruta de mortalidade, TBM, por 100 mil habitantes), estudámos as tendências de mortalidade e variações associadas no período de 1994 a 2006, entre a população idosa portuguesa, por sexo, grupo etário e principais causas de morte (segundo a International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems, ICD), procurando estabelecer diferenças regionais. Estas ocorrem apenas pontualmente, por sexo, mas sobretudo entre o grupo etário dos 65 aos 69 anos e o dos 85 ou mais anos, no que se refere às principais causas de morte. Das seis causas estudadas, três são dominantes entre a população idosa: doenças do sistema circulatório, neoplasias e doenças do sistema respiratório. Em termos de variação, os óbitos por doenças endócrinas sofrem, no período em análise, aumentos acentuados em todo o país, enquanto que os relativos às doenças do sistema circulatório tendem a diminuir. Globalmente, a região Centro apresenta as maiores diferenças, no que se refere ao afastamento entre as duas principais causas de morte e as restantes. Por sua vez, os Açores e a Madeira apresentam, em certos aspectos, padrões, quer de tendência das taxas brutas de mortalidade, quer da sua variação, por sexo, grupo etário e causa, diferentes dos observáveis nas regiões do continente, não podendo considerar-se, no entanto, estas regiões homogéneas entre si. Este estudo procura assim fazer um retrato do país, com um nível de desagregação sub- nacional. Os resultados relativos às tendências de mortalidade são apresentados, em função do sexo, grupo etário e causas de morte. REFERÊNCIAS PRINCIPAIS -CANUDAS-ROMO, V. et al., Mortality changes in the Iberian Península in the last decades of the twentieth century, Population-E, 63(2), 2008, pp. 319-344. -GRUNDY, E., Demography and Gerontology: Mortality Trends Among the Oldest Old, Age and Ageing, 17, 1997, pp. 713-725. -INE, Projecções de População Residente, Portugal e Nuts III, 2000-2050, Instituto Nacional de Estatística, 2005. http://www.ine.pt [extraído em 4-3-2009] -JANSSEN, F., Cohort patterns in mortality trends among the elderly in seven European countries, 1950-99, International Journal of Epidemiology, 2005, 34, pp. 1149-1159. http://ije.oxfordjournals.org/cgi/reprint/34/5/ 1149 [extraído em 25-02-09].
  • Sandra Lagarto licenciou-se em Engenharia Biofísica e fez também o mestrado em Ecologia Humana na Universidade de Évora. Tem tido um percurso profissional bastante diversificado passando pelo ensino/formação profissional na área de educação ambiental e pela colaboração com gabinetes públicos e privados em projectos de planeamento regional. Há cerca de cinco anos licenciou-se em Matemática Aplicada (especialização em Estatística) e começou a trabalhar com dados demográficos. Está actualmente a concluir a tese de doutoramento, em Matemática, sobre modelos estocásticos de mortalidade.
    Maria Filomena Mendes, licenciada em Economia e doutorada em Sociologia na especialidade de Demografia pela Universidade de Évora é Professora Associada no Departamento de Sociologia desta Universidade.
    Publicou recentemente, entre outras, as seguintes publicações:
    2010, “A diferença de esperança de vida entre homens e mulheres: Portugal de 1940 a 2007” (com I. T. de Oliveira) in Análise Social, Vol. XLV (1.º), 2010 (n.º 194), 115-138.
    2010, “Perfil dos imigrantes em Portugal: dos países de origem às regiões de destino” (com C. Rego, J. R. dos Santos e M. G. Magalhães), in Revista Portuguesa de Estudos Regionais, RPER, nº 24-2º Quadrimestre, artigo 7, APDR, Coimbra, pp. 17-39.