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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Populações, Gerações e Ciclos de Vida[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 3 - Relações Intergeracionais [ Voltar às Mesas ]

  • PAP1118 - Envelhecer ativamente num contexto intergeracional: o Programa IPL60+ como uma aposta na formação e participação social dos seniores
    Resumo de PAP1118 - Envelhecer ativamente num contexto intergeracional: o Programa IPL60+ como uma aposta na formação e participação social dos seniores PAP1118 - Envelhecer ativamente num contexto intergeracional: o Programa IPL60+ como uma aposta na formação e participação social dos seniores
    • PIMENTEL, Luísa CV de PIMENTEL, Luísa
    • PAP1118 - Envelhecer ativamente num contexto intergeracional: o Programa IPL60+ como uma aposta na formação e participação social dos seniores

      Envelhecer ativamente apresenta-se atualmente como um imperativo e uma constante, à qual dificilmente escapam os investigadores que têm a velhice e o envelhecimento como objeto de estudo, os que intervêm em contextos sociais e educativos direcionados para a população sénior e os próprios seniores, que se esforçam cada vez mais para “envelhecer bem”. O IPL 60+ é um Programa de formação sénior, desenvolvido pelo Instituto Politécnico de Leiria, que teve início em 2008. Inscreve-se numa lógica de promoção de um envelhecimento ativo, facilitando a integração das pessoas com mais de 50 anos em novos contextos sociais, a construção de novas redes relacionais, a partilha de saberes e a aquisição de novos conhecimentos e competências através da aprendizagem em contexto intergeracional. O Programa tem tido grande recetividade por parte de pessoas que se reformaram recentemente, que mantêm elevados níveis de autonomia, vontade de participar socialmente e de completarem a sua formação académica. É, em geral, uma população com níveis de escolaridade médios ou elevados, que desempenhou funções profissionais qualificadas, que apresenta expetativas elevadas em relação ao programa e que se revela exigente, aguardando propostas criativas e estimulantes, bem como serviços de qualidade. Os estudantes seniores têm acesso a uma oferta formativa e sociocultural diversificada, assim como a todos os serviços que o IPL disponibiliza aos restantes estudantes (cantinas, bibliotecas, recursos multimédia, serviços académicos, etc.). Podem inscrever-se em unidades curriculares das licenciaturas ministradas pelo IPL, integrando-se no contexto normal de aula, ou usufruir de formação complementar, de acordo com os seus interesses e necessidades, em áreas como as línguas estrangeiras e as T.I.C. Podem, ainda, integrar e/ou dinamizar projetos em áreas diversas: atividade física, música, educação para a saúde, leitura. É de realçar a importância que o Programa tem tido no quotidiano dos estudantes seniores, pelo reconhecimento das suas competências e potencialidades, assim como pelo acesso que lhes proporciona a novas oportunidades de aprendizagem e de enriquecimento pessoal; mas, também, a relevância que tem tido para os estudantes mais jovens, uma vez que a convivência e interação com os mais velhos contribuiu para a sua formação global, através do reconhecimento de uma sociedade plural e inclusiva, assim como para o enriquecimento da sua formação académica, através do acesso a novos saberes.
  • Luísa Pimentel, licenciada em Serviço Social, mestre e doutora em Sociologia, na especialidade de Sociologia da Família e da Vida Quotidiana. É professora na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, onde, para além da leccionação de diversas unidades curriculares nas licenciaturas em Serviço Social e Educação Social, bem como no mestrado em Intervenção para um Envelhecimento Ativo, é membro do Conselho Técnico-Científico e da Comissão Científica do Curso de Serviço Social. É coordenadora do Programa IPL60+ (programa de formação sénior em contexto intergeracional). É investigadora do CIES-ISCTE. Participa no Grupo de Trabalho sobre o Envelhecimento Activo, coordenado pela EAPN. É membro do Conselho Consultivo do Observatório da Cidadania e Intervenção Social da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. Dedica-se à investigação e à divulgação de conhecimento nos domínios da Velhice e do Envelhecimento, dos Cuidados Familiares às Pessoas Idosas e das Relações Intergeracionais.
  • PAP1111 - As relações intergeracionais na perspetiva das pessoas mais velhas: dados preliminares do Projeto Lis: velho rio con’vida
    Resumo de PAP1111 - As relações intergeracionais na perspetiva das pessoas mais velhas: dados preliminares do Projeto Lis: velho rio con’vida  
    • PIMENTEL, Luísa CV de PIMENTEL, Luísa
    •  OLIVEIRA, Mário CV - Não disponível 
    •  VARREGOSO, Isabel CV - Não disponível 
    •  VIEIRA, Judite CV - Não disponível 
    • PAP1111 - As relações intergeracionais na perspetiva das pessoas mais velhas: dados preliminares do Projeto Lis: velho rio con’vida

      O Projeto Lis: Velho Rio Con’Vida, desenvolvido pelo Instituto Politécnico de Leiria e financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, ao abrigo do Programa Entre Gerações, procura colocar jovens, crianças e idosos em interação, resgatando os valores patrimoniais mais significativos sobre a relação da comunidade com o Rio Lis. Ao estimular o contacto entre gerações, pretende-se promover o reconhecimento do valor de cada uma e a aceitação das respetivas mais-valias sociais; valorizar os saberes e as capacidades de cada geração; promover a coesão social em torno de temáticas altamente significativas para o futuro da sociedade; contribuir para a criação de condições que permitam a intervenção intergeracional na defesa ativa das causas ambientais, em geral, e as associadas ao rio Lis e suas margens, em particular. Para além da componente interventiva do projeto, que pressupõem a partilha de opiniões, ideias e saberes em ambientes informais (tertúlias, visitas de campo, caminhadas, convívios), desenvolve-se uma componente investigativa, que tem como objetivos: preservar as memórias e o património cultural através dos testemunhos dos idosos; identificar e caracterizar as atividades que as pessoas mais velhas desenvolveram em torno do rio e das suas margens; perceber de que modo as pessoas mais velhas podem transmitir os seus saberes sobre o rio às gerações mais jovens; compreender o papel que os mais velhos consideram ter junto dos mais jovens na transmissão do património cultural e social. A pesquisa desenvolve-se tendo por base uma metodologia qualitativa, de carater etnográfico, através da realização de entrevistas semi-diretivas, a pessoas idosas que residam nas localidades situadas nas margens do rio, selecionadas com a colaboração de parceiros do projeto (escolas, juntas de freguesia). As conclusões preliminares apontam para a centralidade dos netos (crianças) no domínio das relações intergeracionais que as pessoas entrevistadas mantêm. Com os netos ou através deles, em atividades realizadas na escola, partilham informações sobre o rio e as suas vivências em torno do mesmo. Constata-se, ainda, uma perceção essencialmente positiva sobre as interações que estabelecem com as relações mais jovens e a valorização das aprendizagens mútuas.
  • Luísa Pimentel, licenciada em Serviço Social, mestre e doutora em Sociologia, na especialidade de Sociologia da Família e da Vida Quotidiana. É professora na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, onde, para além da leccionação de diversas unidades curriculares nas licenciaturas em Serviço Social e Educação Social, bem como no mestrado em Intervenção para um Envelhecimento Ativo, é membro do Conselho Técnico-Científico e da Comissão Científica do Curso de Serviço Social. É coordenadora do Programa IPL60+ (programa de formação sénior em contexto intergeracional). É investigadora do CIES-ISCTE. Participa no Grupo de Trabalho sobre o Envelhecimento Activo, coordenado pela EAPN. É membro do Conselho Consultivo do Observatório da Cidadania e Intervenção Social da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. Dedica-se à investigação e à divulgação de conhecimento nos domínios da Velhice e do Envelhecimento, dos Cuidados Familiares às Pessoas Idosas e das Relações Intergeracionais.
  • PAP1067 - Expectativas associadas ao cuidar das gerações mais velhas: comparação entre filhos únicos e membros de fratrias
    Resumo de PAP1067 - Expectativas associadas ao cuidar das gerações mais velhas: comparação entre filhos únicos e membros de fratrias PAP1067 - Expectativas associadas ao cuidar das gerações mais velhas: comparação entre filhos únicos e membros de fratrias
    • DEUS, Andreia CV de DEUS, Andreia
    • GUADALUPE, Sónia CV de GUADALUPE, Sónia
    • DANIEL, Fernanda CV de DANIEL, Fernanda
    • PAP1067 - Expectativas associadas ao cuidar das gerações mais velhas: comparação entre filhos únicos e membros de fratrias

      A sociedade contemporânea é marcada por mudanças que se repercutem nas opções dos indivíduos e das famílias no que concerne ao cuidado informal intergeracional. A comunicação objetiva problematizar os resultados de um estudo sobre as expectativas de adultos face à eventual necessidade de cuidar dos seus pais - a geração precedente - analisando diferenças entre filhos únicos e filhos membros de fratrias. O estudo, de coorte prospetivo, de natureza quantitativa, utilizou na recolha de dados um inquérito por questionário de administração indireta. A amostra, constituída por adultos portugueses em idade ativa (dos 25 aos 65 anos) - não cuidadores - com pelo menos um dos progenitores vivo, abrangeu 186 participantes com uma média de idade de 32 anos, maioritariamente do sexo feminino (88%) e com habilitações literárias ao nível do ensino superior (91%). Os respondentes revelam o amor e a ternura como o principal motivo para cuidar dos seus progenitores. Os filhos únicos preveem dificuldades a nível económico, ponderando recorrer a recursos formais no cuidado, ao contrário dos respondentes membros de fratrias que perspetivam optar por uma estratégia de exclusividade da fratria no cuidado informal. As rotinas domésticas, as atividades de lazer e a produtividade no trabalho são as principais áreas que os inquiridos conjeturam poderem ser afetadas ao cuidarem dos seus progenitores. Tendo em conta a centralidade que as problemáticas associadas ao envelhecimento patológico assumem na quotidianidade familiar, optar por cuidar informalmente não pode ser penalizador. No sentido de antecipar eventuais dificuldades no curso da vida as famílias deverão ser estimuladas a refletir sobre a prestação de cuidados informais face às disritmias que as longevidades acarretam. Urge, por isso, repensar as respostas que as políticas públicas apresentam neste domínio, redefinindo-se e ampliando-se programas que respondam efetivamente às necessidades das pessoas dependentes, dos cuidadores e das famílias, garantindo os seus direitos enquanto cidadãos e promovendo o seu bem-estar social.
  • Andreia Deus: Assistente Social, Mestre em Serviço Social pelo Instituto Superior Miguel Torga.
    Sónia Guadalupe: Assistente Social, investigadora do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade e Professora Auxiliar no Instituto Superior no Instituto Superior Miguel Torga. Mestre em Família e Sistemas Sociais. Doutorada em Saúde Mental. Investiga sobre Redes de Suporte Social em populações vulneráveis.
    Fernanda Daniel: Assistente Social, investigadora do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade e Professora Auxiliar no Instituto Superior no Instituto Superior Miguel Torga. Doutorada em Desenvolvimento e Intervenção Psicológica a sua tese a par das publicações individuais enfocam, maioritariamente, o envelhecimento e as políticas públicas.
  • PAP0921 - Intergenacionalidade: Que futuro?
    Resumo de PAP0921 - Intergenacionalidade: Que futuro? PAP0921 - Intergenacionalidade: Que futuro?
    • SOUSA, Ana Paula CV de SOUSA, Ana Paula
    • CORTEZ, Mariana Grazina CV de CORTEZ, Mariana Grazina
    • PAP0921 - Intergenacionalidade: Que futuro?

      Neste trabalho realizado no âmbito da Gerontologia Social, com o tema a “Intergeracionalidade: Que futuro?” o contacto entre gerações assume-se como uma temática assaz pertinente na época que se vive, numa sociedade a envelhecer, na qual é necessário redimensionar o papel dos mais velhos na sociedade, e mais especificamente, o futuro das relações entre jovens e idosos. Pretendemos realçar o valor da pessoa idosa na sociedade e a importância das relações entre gerações diferentes, neste caso específico, relações entre pessoas jovens e idosas, assim como os benefícios que estas relações podem ter para ambas as partes. Apresentamos exemplos de que relações entre gerações são possíveis, podendo ser proveitosas ao nível da intervenção com jovens e com pessoas idosas, na promoção do seu desenvolvimento individual através da intergeracionalidade. Defendemos que participar e interagir em actividades intergeracionais positivas, são exemplos a seguir e práticas possíveis de ser implementadas. Constatámos através de testemunhos e depoimentos de jovens e idosos intervenientes nos projectos em causa a importância e impacto que tiveram na sua vida, elevando a auto-estima e contribuindo para o envelhecimento activo e positivo. Envelhecer bem, depende de uma constante aprendizagem durante a vida de cada ser humano. Uma aprendizagem cujo principal objectivo é alcançar e manter, tanto quanto possível, estilos de vida saudáveis, bem como, continuar a desenvolver capacidades físicas e psíquicas no último estádio da vida, sem deixar de reconhecer que as bases de uma velhice sadia e enriquecedora são lançadas numa etapa inicial da vida. Olhar o Futuro a partir dos desafios que a intergeracionalidade nos proporciona é, sem dúvida, promover o envelhecimento activo e poder acreditar que os mais velhos são cidadãos de pleno direito, numa sociedade que se sentiria incompleta sem a mais-valia daqueles que a ajudaram a construir, e ainda são fonte de grande potencial para a sua (re)construção. .
  • Nome: Ana Paula Sousa
    Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
    Licenciatura em Gerontologia Social
    Interesses – Gerontologia Social e Políticas Sociais
    Nome: Mariana Grazina Cortez
    Escola Superior de Educação João de Deus
    Doutoramento em Sociologia
    Interesses – Sociologia do Género e Ciclo de Vida Humano
  • PAP0825 - Transnational practices over life course. Life stories from three generations of Portuguese Azorean migrants in Quebec (Canada)
    Resumo de PAP0825 - Transnational practices over life course. Life stories from three generations of Portuguese Azorean migrants in Quebec (Canada) 
    • GHERGHEL, Ana CV de GHERGHEL, Ana
    • PAP0825 - Transnational practices over life course. Life stories from three generations of Portuguese Azorean migrants in Quebec (Canada)

      Critics of transnationalism often underlined the ephemeral character of practices observed. However, an increasing number of studies emphasize the development of transnational ties by older migrant groups, as well as their perpetuation over time and transmission to descendants. In this article, we exemplify this dynamics presenting transnational practices of first- and second-generation Portuguese from the Azores archipelago in the province of Quebec (Canada). Firstly, intergenerational differences are analyzed – how transnational ties and practices of Portuguese descendants have different scope and forms than those observed in the case of their parents. To date, tourist visits, secondary residences, cultural activities, personal and informational exchanges have been reported. Secondly, transnational practices and commitment to maintenance of connections with homeland change over time, according to individuals’ life courses. This appears particularly in the life stories of first generation and returnees who preserve their affiliations to both countries. Finally these practices highlight family processes that explain perpetuation of ties between individuals living in homeland and Diaspora’s communities, through reinforcing intergenerational transmission of language, culture or family commitments. Our article is based on an ongoing multi-sited research about transnational ties of Portuguese migrants from the Azores archipelago in the province of Quebec (Canada). Investigation is conducted simultaneously both in the origin and immigration communities where biographic interviews are realized with members of several kinship networks counting at least three generations and living in the Azores and in Quebec (Canada).
  • Ana Gherghel (Ph.D)
    Investigadora auxiliar, Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores (CES-UA)
    Associated Researcher, Centre de recherche JEFAR (on the adaptation of youth and families at risk), Université Laval
    Associated Researcher, Équipe METISS (Migration, Ethnicité et Interventions en services sociaux et de santé), CSSS de la Montagne –Centre de recherche et formation

    With a background in sociology, she develops research at the intersection of family and migration studies, focused on forms and types of transnational practices and the factors explaining their perpetuation in time, along life course stages.
  • PAP0566 - As dinâmicas de domesticação dos novos media pelas diferentes gerações e o relacionamento inter-geracional no seio familiar
    Resumo de PAP0566 - As dinâmicas de domesticação dos novos media pelas diferentes gerações e o relacionamento inter-geracional no seio familiar PAP0566 - As dinâmicas de domesticação dos novos media pelas diferentes gerações e o relacionamento inter-geracional no seio familiar
    • RODRIGUES, Filipa CV de RODRIGUES, Filipa
    • SILVA, Lídia Oliveira CV de SILVA, Lídia Oliveira
    • PAP0566 - As dinâmicas de domesticação dos novos media pelas diferentes gerações e o relacionamento inter-geracional no seio familiar

      Apresentam-se os resultados do estudo que visa compreender de que forma é que a existência dos novos media, em casa, pode ter interferência nas tradicionais relações que pais e filhos, avós e netos estabelecem, ou seja, estão ou não as relações inter-geracionais a serem alteradas pela mediação tecnológica? A investigação que dá suporte a esta comunicação procurou aferir quais as causas que podem imprimir mudanças na forma como as gerações se relacionam de acordo com as utilizações que cada geração faz dos novos media e quais as consequências que daí podem advir. Tendo como questão de investigação “Quais as dinâmicas de domesticação dos novos media pelas diferentes gerações, e em que medida isso se reflete no relacionamento inter-geracional?”, esta comunicação visa apresentar os principais resultados do estudo que procurou compreender o papel desempenhado pelos novos media nos relacionamentos entre as gerações, no sentido de averiguar se se estabelecem relações de cooperação e/ou conflito. Do ponto de vista teórico a investigação tem como referencias os estudos sobre as implicações das TIC nas rotinas cognitivas e sociais e, especificamente, a proposta de apropriação enquanto domesticação da tecnologia. A importância da investigação realizada, da qual se apresentam os resultados, passa, não só, pelo contributo no que respeita à caracterização dos relacionamentos inter-geracionais, mas também, pela caraterização que se tem vindo a tentar fazer no que respeita às designações entre as diferentes gerações, tendo em conta o uso que cada uma faz dos novos media de acordo com as suas potencialidades. O trabalho empírico recorreu-se à realização de inquéritos por questionário junto de crianças e jovens dos 6 aos 18 anos, a nível nacional, com 1902 inquéritos por questionário e 13 entrevistas a famílias de acordo com vários perfis traçados tendo em conta nº de gerações que coabita na família; nº de filhos; idade dos filhos e nível de literacia info-comunicacional das famílias. Na análise dos resultados foram consideradas várias variáveis: a idade, género, número de gerações que habitam a mesma casa e a tipologia de novo medium que habitualmente são utilizados em casa pelas famílias. Os resultados obtidos permitem perceber que apesar das muitas reticências dos mais velhos em relação às tecnologias no que respeita ao seu próprio uso, eles percebem que a sua utilização é fundamental para os mais novos não só pelas capacidades que desenvolvem, mas porque a própria escola faz o apelo ao uso das tecnologias. Verificou-se ainda que, apesar das assimetrias na utilização e manipulação que as diferentes gerações fazem das tecnologias e apesar dos mais novos serem mais audazes e expeditos na sua utilização, as relações podem ter pequenos conflitos, mas o que mais prevalece é a cooperação entre gerações com os mais velhos a aproveitarem as capacidades dos mais novos e assim aprenderem com eles.
  • Filipa Rodrigues, é Licenciada em Comunicação Social pela Escola Superior de Educação de Viseu (2007) e Mestre em Comunicação Multimédia pela Universidade de Aveiro (2011). Professora na Escola Superior de Educação de Viseu com a categoria de Assistente Convidada. Os seus interesses de investigação passam pelas implicações do uso dos novos media pelas diferentes gerações, mas pretende desenvolver o doutoramento na área da infografia associada ao jornalismo de ciencia e tecnologia.
    Lídia J. Oliveira L. Silva é doutorada em Ciências e Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro (2002) onde é professora auxiliar com agregação. Investigadora do CETAC.MEDIA – Centro de Estudos das Tecnologias e Ciências da Comunicação (http://www.cetacmedia.org/) dedica-se a investigar as implicações das tecnologias da informação e da comunicação em rede nas rotinas cognitivas e sociais dos indivíduos, dos grupos e das organizações, estando a sua investigação situada nos estudos de Cibercultura.