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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST8 Ambiente e Sociedade[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 1 - Valores sociais e percepções do ambiente e dos riscos ambientais[ Voltar às Mesas ]

  • PAP0865 - RISKAR LX – Poluição atmosférica, percepções e vulnerabilidades em Lisboa
    Resumo de PAP0865 - RISKAR LX – Poluição atmosférica, percepções e vulnerabilidades em Lisboa 
    • GUERRA, João CV de GUERRA, João
    • SCHMIDT, Luísa CV de SCHMIDT, Luísa
    • PAP0865 - RISKAR LX – Poluição atmosférica, percepções e vulnerabilidades em Lisboa

      As questões ambientais, da saúde e do desenvolvimento emergem, actualmente, numa imbricada rede de correlações, carecendo de uma abordagem integrada e interdisciplinar, tanto mais quanto a sociedade contemporânea é, hoje, qualificada como uma “sociedade de risco” (Beck, 1992). Com efeito, os cidadãos preocupam-se cada vez mais com os riscos resultantes do desenvolvimento industrial e tecnológico, reclamando uma ação mais firme e uma intervenção mais ativa na gestão desses riscos e fazendo da participação pública uma exigência fundamental das formas emergentes de governação. Ora, se no que à qualidade do ar diz respeito, nos últimos anos, na Europa e fruto de algumas medidas restritivas, parece haver indícios de alguma melhoria, no que respeita à situação portuguesa vários problemas persistem. Por um lado, faltam dados fidedignos sobre poluição atmosférica, conhecendo-se pouco os seus efeitos na saúde pública e, consequentemente, não existe informação fiável e transparente que possa servir de base a políticas públicas de redução / minoração dos seus efeitos mais perniciosos. Por outro lado, muito há ainda a fazer para tornar efectiva a consciencialização social sobre a correlação destes dados ambientais com os níveis de bem-estar e de qualidade de vida dos cidadãos, em função do local de residência ou de trabalho ou do grupo social a que se pertence. No âmbito do projecto interdisciplinar Riskar LX – Avaliação do risco associado à poluição atmosférica em Lisboa que integrou diversas equipas de investigação — Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Centro Regional de Saúde Pública/Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo – CRSP/ARSLVT, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo – CCDR-LVT, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge/Observatório Nacional de Saúde – INSA/ONSA e Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa – ICS/UL — foi aplicado, no início de 2012, um inquérito aos lisboetas que procurou caracterizar sociograficamente os inquiridos e relacionar os condicionalismos sociais, os estilos de vida e as rotinas quotidianas, com a avaliação que fazem da qualidade do ar de lisboa, bem como com a respectiva percepção do risco de exposição à poluição atmosférica. O que se procura com estes resultados, é estabelecer os perfis de vulnerabilidade da população lisboeta à poluição atmosférica, a partir de uma amostra representativa, com capacidade para estabelecer comparações precisas entre as respostas dos inquiridos e correlacionar condições sociais, percepções ambientais e vulnerabilidades comportamentais.
  • João Guerra, Sociólogo, doutorado e mestre em Ciências Sociais pelo ICS-UL, é licenciado em Sociologia e Planeamento pelo ISCTE-IUL.
    Desde 1998 é investigador do OBSERVA - Observatório de Ambiente e Sociedade onde actualmente é membro da Comissão Executiva.
    É, ainda, mebro da Comissão Nacional do projecto ECO XXI que procura avaliar características e práticas de sustentabilidade local entre os municípios concorrentes.
    Os seus interesse de investigação centram-se, sobretudo, na sociologia do ambiente, no desenvolvimento sustentável e nas políticas e questões da participação pública na implementação da sustentabilidade.

    Luísa Schmidt
    Socióloga investigadora principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, dedica-se actualmente a duas áreas de investigação principais: Sociologia da Comunicação e Sociologia do Ambiente, em que se doutorou. No ICS-UL coordena a Linha de Investigação 'Sustentabilidade: Ambiente, Risco e Espaço' e integra o Comité Científico do Programa Doutoral em "Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável". Faz parte da equipa de investigadores que criaram e montaram em 1996 o OBSERVA - Observatório de Ambiente e Sociedade que actualmente dirige, onde desenvolve vários projectos de investigação que articulam ciências sociais e ambiente.
  • PAP0859 - Inundações e ação social em Campos dos Goytacazes (Rio de Janeiro, Brasil)
    Resumo de PAP0859 - Inundações e ação social em Campos dos Goytacazes (Rio de Janeiro, Brasil) PAP0859 - Inundações e ação social em Campos dos Goytacazes (Rio de Janeiro, Brasil)
    •  MALAGODI, Marco Antonio Sampaio CV - Não disponível 
    •  SIQUEIRA, Antenora Maria da Mata CV - Não disponível 
    • PAP0859 - Inundações e ação social em Campos dos Goytacazes (Rio de Janeiro, Brasil)

      O presente artigo aborda pesquisas realizadas no Brasil no campo da sociologia dos desastres, buscando esclarecimentos conceituais e metodológicos relevantes à interpretação da dimensão sócio-política do acontecimento das inundações periódicas na região Norte do estado do Rio de Janeiro, com destaque para o município de Campos dos Goytacazes. Entre os meses de novembro e dezembro de 2008, Campos recebeu um grande volume de chuvas que desencadeou intensas inundações, como a que atingiu o bairro de Ururaí, localizado às margens do rio de mesmo nome, que atravessa parte deste município. Neste período, mais de setecentas pessoas foram alojadas em abrigos improvisados nas escolas do bairro, mas logo tiveram de ser transferidas para outras escolas do centro da cidade – interrompendo-se assim o calendário escolar –, em função de uma nova elevação do nível das águas. Segundo a Defesa Civil cerca de 8 mil pessoas foram “atingidas pela chuva” nas áreas mais críticas do evento neste município (2.450 desabrigados e 5.500 desalojados), e em todo o estado do Rio de Janeiro contabilizou-se mais de 394 mil pessoas afetadas pelas inundações. Concordando com Mattedi & Butzke (2001), partimos da compreensão do desastre como um fenômeno social, buscando interpretar o acontecimento da inundação através de uma abordagem integrada a) da construção das condições sociais prévias ao desastre e b) da dinâmica de enfrentamento, durante e após o evento. Diferentemente das situações de desterritorialização a partir de eventos de desastres, apontadas em Valencio e outros (2009) – quando a prática institucional da Defesa Civil aliada ao discurso técnico dos mapeamentos de áreas de risco promove o deslocamento involuntário dos moradores –, chamou-nos à atenção o fato do governo municipal de Campos intensificar os trabalhos para a consolidação da urbanização do bairro de Ururaí em 2011, nesta chamada área de risco. Este fato pareceu-nos indicar, por um lado, um esforço de fortalecimento de alianças políticas locais por parte do governo municipal – como também sugerem alguns depoimentos de moradores locais; e por outro lado, provoca-nos a construir uma compreensão mais aprofundada sobre a percepção, enraizamento e ação dos próprios moradores do bairro, que lutam por permanecer na área. Buscamos assim debater algumas possibilidades de interpretação desta dinâmica social associada às inundações periódicas neste bairro, de modo a trazer novos elementos que colaborem para uma reflexão crítica das políticas públicas de enfrentamento das inundações no município e região.
  • PAP0640 - Verde é a cor do campo - Análise exploratória às visões dos turistas e habitantes de duas aldeias portuguesas sobre a identificação do rural com o ambiente natural
    Resumo de PAP0640 - Verde é a cor do campo - Análise exploratória às visões dos turistas e habitantes de duas aldeias portuguesas sobre a identificação do rural com o ambiente natural  
    • FIGUEIREDO, Elisabete CV de FIGUEIREDO, Elisabete
    •  KASTENHOLZ, Elisabeth CV - Não disponível 
    • PAP0640 - Verde é a cor do campo - Análise exploratória às visões dos turistas e habitantes de duas aldeias portuguesas sobre a identificação do rural com o ambiente natural

      Em 1989, Marcel Jolivet e Nicole Mathieu apresentaram como uma formulação urbana frequente a identificação de que o ambiente é a natureza e esta é o campo. De então para cá, vários estudos têm demonstrado a pertinência de tal formulação (e.g. Figueiredo, 2003, 2009; Kastenholz, 2002), sobretudo num contexto de crescente substituição das funções produtivas dos territórios rurais por funções associadas ao consumo, designadamente relacionadas com atividades de recreio e lazer e de preservação do ambiente. Os territórios rurais, especialmente os mais remotos, em toda a Europa e com particular nitidez em Portugal, foram progressivamente perdendo a sua tradicional função produtiva, através do também gradual declínio social e económico da atividade com que, durante séculos, se identificaram – a agricultura. Em consequência, uma boa parte destes territórios constituem palcos para novas atividades sobretudo associadas à satisfação das necessidades das populações urbanas. Muitos territórios rurais encontram-se, assim, para além da agricultura (Oliveira Baptista, 2006: 99), num processo de reestruturação pós-produtivista (Marsden, 1995; 1998) no qual se assume claramente a sua vocação de lugares idílicos, onde os elementos naturais, o ambiente, as paisagens se combinam com as tradições e as heranças culturais e parecem cada vez mais constituir o rural como espaço privilegiado de consumo. Estes processos de reestruturação implicam, frequentemente, a redefinição dos significados do rural e da ruralidade nas representações dos habitantes locais e daqueles que crescentemente parecem definir os seus destinos: as populações urbanas. Neste trabalho procuramos explorar e compreender as visões dos turistas e habitantes de duas aldeias Portuguesas – Janeiro de Cima e Linhares da Beira – tendo em conta a identificação destes territórios com o ambiente e os elementos naturais. Neste sentido, utilizou-se a metodologia de estudos de caso e foram aplicadas entrevistas semiestruturadas a turistas (N= 32) e habitantes (N= 20) das duas aldeias mencionadas. As entrevistas centraram-se sobre as experiências relacionadas com o turismo e sobre os significados atribuídos àqueles territórios e à ruralidade. A informação recolhida foi objeto de uma análise de conteúdo exploratória e qualitativa, privilegiando-se os discursos diretos dos entrevistados. Os resultados demonstram uma clara identificação de ambos os territórios com a natureza, as paisagens verdejantes, o ar puro, a paz e a tranquilidade, assim como a associação de atributos muito positivos às áreas rurais e à ruralidade, tanto por parte dos turistas como dos habitantes. Apesar das semelhanças encontradas é de salientar igualmente existência de uma relação forte entre as diversas experiências da vida rural e a apreciação da ruralidade, frequentemente feita por oposição aos modos de vida urbanos.
  • Elisabete Figueiredo, Socióloga (ISCTE, 1989), doutorada em Ciências Aplicadas ao Ambiente (Universidade de Aveiro, 2003). Professora Auxiliar no Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território e investigadora na Unidade de Investigação GOVCOPP – Governança, Competitividade e Políticas Públicas. Os principais interesses de investigação são a sociologia rural, o turismo rural, a sociologia do ambiente e as perceções sociais de riscos ambientais e tecnológicos. É autora e co-autora de mais de 100 comunicações e publicações nacionais e internacionais nas áreas mencionadas. Coordena atualmente o projeto Rural Matters – significados do rural em Portugal- entre as representações sociais, os consumos e as estratégias de desenvolvimento, financiado pela FCT e COMPETE.
  • PAP0447 - Desenvolvimento e percepção dos impactos socioambientais entre as populações pesqueiras litorâneas no Espírito Santo/Brasil.
    Resumo de PAP0447 - Desenvolvimento e percepção dos impactos socioambientais entre as populações pesqueiras litorâneas no Espírito Santo/Brasil. PAP0447 - Desenvolvimento e percepção dos impactos socioambientais entre as populações pesqueiras litorâneas no Espírito Santo/Brasil.
    • TRIGUEIRO, Aline CV de TRIGUEIRO, Aline
    • KNOX, Winifred CV de KNOX, Winifred
    • PAP0447 - Desenvolvimento e percepção dos impactos socioambientais entre as populações pesqueiras litorâneas no Espírito Santo/Brasil.

      O objetivo do presente trabalho é analisar os impactos socioambientais resultantes dos processos de desenvolvimento localizados na região litorânea do estado do Espírito Santo (ES), na região sudeste do Brasil. Mais especificamente interessa investigar a faixa costeira onde tem sido recorrentemente implantados grandes empreendimentos industriais potencialmente produtores de riscos ambientais (a Petrobras; a Aracruz Celulose, atual Fibria; a Vale do Rio Doce; a Arcelor Mittal, etc.) em áreas onde anteriormente viviam somente as populações pesqueiras artesanais. O estudo se atém, ainda, às percepções desses grupos pesqueiros, acerca do processo já narrado, avaliando, a partir de suas próprias interpretações culturais, as formas como identificam os impactos socioambientais sofridos em suas localidades, em seus modos de vida e em suas atividades produtivas. O enfoque no estudo da percepção ambiental foi escolhido por permitir expressar os modos locais de interação com tais fontes de impacto e, também, por permitir revelar ainda, a partir de uma perspectiva construtivista, o quanto as percepções não são fontes vazias de significados. Com isso, espera-se abrir espaço para a compreensão de como se processam localmente formas de ressignificação, reapropriação, ou mesmo de embate e confronto com relação a esse tipo de política de desenvolvimento posta em curso no Espírito Santo/Brasil.
  • Primeira autora: Profa. Dra. Aline Trigueiro
    Graduação em Ciências Sociais (UFRJ); Mestrado em Sociologia e Antropologia (UFRJ); Doutorado em Sociologia (UFRJ), com Bolsa Sanduíche na Universidade de Oxford (Inglaterra). Atualmente é Professora Adjunta da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e uma das Coordenadoras do Grupo de Estudos e Pesquisas em Populações Pesqueiras e Desenvolvimento do ES (GEPPEDES). Áreas de estudo e interesse: Sociologia Ambiental; Sociologia do Desenvolvimento; Ética e Epistemologia Ambiental; Política Ambiental.
    Segunda autora: Profa. Dra. Winifred Knox
    Possui especialização em filosofia (UFRN - 1996), mestrado no Programa de Pós-Graduação em Sociologia e antropologia do IFCS pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994) e doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Nos últimos anos tem se dedicado à pesquisa e à docência na área de Sociologia e Antropologia com grande ênfase em Comunidades Pesqueiras. Atualmente é professora adjunta do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Espírito Santo e uma das coordenadoras do Grupo de Estudos e Pesquisas em Populações Pesqueiras e Desenvolvimento do ES (GEPPEDES).
  • PAP0096 - O Perfil dos Visitantes e a Preservação Ambiental no Parque Estadual do Caracol no Município de Canela - Brasil
    Resumo de PAP0096 - O Perfil dos Visitantes e a Preservação Ambiental no Parque Estadual do Caracol no Município de Canela - Brasil PAP0096 - O Perfil dos Visitantes e a Preservação Ambiental no Parque Estadual do Caracol no Município de Canela - Brasil
    •  SILVA, Paula Carina Mayer da CV - Não disponível 
    •  SANTOS, Eurico de Oliveira CV - Não disponível 
    •  BONATTO, Gilberto CV - Não disponível 
    • PAP0096 - O Perfil dos Visitantes e a Preservação Ambiental no Parque Estadual do Caracol no Município de Canela - Brasil

      O Brasil tornou-se ao longo dos anos, um destino turístico competitivo e consolidado tanto no âmbito nacional quanto internacional. Isso se deve aos segmentos turísticos ofertados no país, entre eles, os segmentos que exploram atividades com a natureza, onde encontramos algumas áreas de preservação ambiental, que visam resguardar as características naturais de uma determinada região ou município. O Estado do Rio Grande do Sul tem algumas das principais áreas de prioridade para a conservação da biodiversidade do país. Entre elas, temos o Parque Estadual do Caracol, local de estudo da presente pesquisa que integra o turismo natural do município de Canela sendo o principal parque de visitação. Apresentando como objetivo geral, descrever o perfil dos visitantes que estiveram no Parque Estadual do Caracol. Os objetivos específicos foram, mencionar as ações relativas ao meio ambiente que estão sendo aplicadas no parque; apontar os pontos relevantes que dizem respeito à infraestrutura do parque e indicar possíveis melhorias a se realizar no parque.Para essa pesquisa foi empregado o método descritivo estatístico, sendo utilizado para a coleta de dados, o questionário, de caráter quantitativo, contendo perguntas abertas e fechadas. Realizada no mês de abril de 2011, a amostragem contemplou duzentos (200) visitantes. O Parque Estadual do Caracol se situa a 7 km do centro do município de Canela no Estado do Rio Grade do Sul, Brasil, inicialmente, suas terras eram uma fazenda produtiva, porém, um lugar que já chamava a atenção pelas belas paisagens naturais. Em 1954, o poder público e o governo do Rio Grande do Sul decretaram a área, como de utilidade pública. No ano de 1968 ocorreu sua desapropriação legal, e foi transferida para a Secretária de Turismo do Estado do Rio Grande do Sul - SETUR e para a Prefeitura Municipal de Canela. O processo culminou com a criação do complexo turístico do Parque Estadual do Caracol em 1973, contando com uma área total de 100 hectares, apresentando como principal atrativo a Cascata do Caracol, além de trilhas, passeio de trem, observatório ecológico e lojas de artesanato.A pesquisa revelou que a grande maioria dos entrevistados são brasileiros provenientes da região sul totalizando 50,50%, apresentando como influência para a visita indicação de alguém, com o percentual de 34,77%, assim como, estavam visitando o parque pela primeira vez, um total de 57,50% dos entrevistados, permanecendo nele de 1 a 3 horas, o percentual de 77,50%, o turismo e a paisagem receberam destaque enquanto motivos principais para a visita, apresentando os resultados de 55,05% e 18,91% respectivamente e por fim, 95,50% dos entrevistados disseram que recomendariam e 92,50% disseram que voltariam ao parque.Os resultados evidenciam que uma revitalização no parque, visando melhorar aspectos como infraestrutura e atrativos, faz-se necessária, buscando atrair cada vez mais visitantes e a própria comunidade local.
  • PAP0086 - Barragem de Girabolhos, expectativas dos habitantes da aldeia que lhe dà o nome
    Resumo de PAP0086 - Barragem de Girabolhos, expectativas dos habitantes da aldeia que lhe dà o nome PAP0086 - Barragem de Girabolhos, expectativas dos habitantes da aldeia que lhe dà o nome
    • DUARTE, Lucinda Coutinho CV de DUARTE, Lucinda Coutinho
    •  REINO, João Pedro CV - Não disponível 
    •  ANTUNES, Manuel de Azevedo CV - Não disponível 
    • PAP0086 - Barragem de Girabolhos, expectativas dos habitantes da aldeia que lhe dà o nome

      Em Portugal uma das matrizes associadas ao paradigma do desenvolvimento tem sido, entre outras, a daconstrução de grandes barragens. Desde os anos 40 do século passado, as políticas de ordenamento e ampliação da rede eléctrica, têm vindo a traduzir-se num exponencial investimento público na construção de grandes barragens. A decisão da construção do aproveitamento hidroeléctrico de Girabolhos, integrado no Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico, pretende assegurar um melhor aproveitamento hídrico nacional, concorrendo para os objectivos da Estratégia Nacional até 2020. Assim, a gestão da água – que é considerada como o petróleo do século XXI - terá que ser equacionada a partir de múltiplas variáveis tendo por base os indicadores de desenvolvimento sustentável, onde, prioritariamente, sejam tidas em consideração as implicações sociais, culturais e económicas da utilização deste recurso natural, património indispensável à vida, em todas as suas dimensões. Ao contrário do que aconteceu na aldeia de Vilarinho da Furna no Gerês e na aldeia da Luz no Alentejo, a aldeia de Girabolhos não irá ser submersa ou deslocalizada em consequência da construção desta barragem, sendo que a adaptação dos seus habitantes ao novo espaço envolvente irá dar origem a mudanças quer no território, quer nas localidades mais próximas. Previsivelmente, até 2015, a construção desta barragem irá criar cerca de 5000 postos de trabalho diretos e indirectos. Estes números foram indicados pela empresa Endesa, à qual foi adjudicada a concepção, construção e exploração deste empreendimento hidroeléctrico. Numa primeira fase o impacto sobre a paisagem limitar-se-á à abertura de acessos para o transporte de equipamentos, procurando afectar a menor área possível da fauna e da flora ali existentes. O custo final da barragem de Girabolhos está avaliado em 102 milhões de euros e será o maior investimento alguma vez realizado no concelho de Seia. As expectativas dos habitantes da aldeia de Girabolhos em torno deste empreendimento revestem-se de um certo impacto. Esta investigação procurará auscultar junto da população quais os seus anseios e expectativas quer individuais quer colectivas.
  • Exerce funções como Técnica Superior no Ministério da Educação, em Lisboa.
    É Licenciada em Sociologia, pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.
    Obteve ainda um diploma de Pós-graduação em Administração e Políticas Públicas, no ISCTE.
    É investigadora não remunerada, no CPES, da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e tem realizado trabalhos de de investigação apresentados em congressos nacionais e internacionais, em parceria com outros colegas, sobre Populações afectadas pela construção de Barragens.
    Interesse especial na área da Sociologia Rural e da Sociologia Urbana.