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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST8 Ambiente e Sociedade[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 3 - Ambiente e Territórios (Sessão 2)[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1381 - O projeto “Entorno Escolar”, entre meio-ambiente e modernidade (Florianópolis-Brasil)
    Resumo de PAP1381 - O projeto “Entorno Escolar”, entre meio-ambiente e modernidade (Florianópolis-Brasil) PAP1381 - O projeto “Entorno Escolar”, entre meio-ambiente e modernidade (Florianópolis-Brasil)
    • PARABOA, Clara Rosana Chagas CV de PARABOA, Clara Rosana Chagas
    • PAP1381 - O projeto “Entorno Escolar”, entre meio-ambiente e modernidade (Florianópolis-Brasil)

      O desenvolvimento e reorganização de territórios são indicativos do processo de modernização das cidades. Em particular, eles andam de mãos dadas com a modernização de equipamentos e estruturas coletivas, e no presente, cada vez mais ligadas às questões relativas ao meio-ambiente. Indicativo de um horizonte de projeções políticas e econômicas, novos projetos forjam a utopia urbana através de novas vias de circulação, de ocupação e renovação do espaço. O ambiente urbano engendra vários interesses e estes estão presentes nas práticas sociais em instituições públicas. Áreas territoriais da cidade refletem a modelos políticos e organizacionais de uma época. Atualmente, as políticas de desenvolvimento urbano realçam a qualidade de vida e utilizam como "sinônimo" da mesma, o desenvolvimento urbano sustentável. No entanto nas tomadas de decisões os habitantes nem sempre são consultados, o que muitas vezes gera tensões entre o que é do domínio do espaço público e do privado. Com uma paisagem ímpar e uma riqueza histórica, multicultural e ambiental peculiar a Armação, ao sul da cidade de Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, é uma das localidades da ilha que ainda resiste ao processo de expansão urbana emanado do centro de Florianópolis depois do início dos anos 90. A localidade conta com a escola Dilma Lúcia dos Santos que tem um papel social notável na comunidade. Ela participa na organização social do espaço urbano local e projeta a reconfiguração espacial do lugar através do Projeto “Entorno Escolar”. Este foi concebido em 2005 pela comunidade escolar, e desde então mobiliza moradores e associações de bairro. O objetivo principal do projeto é, cito: “Transformar o terreno do entorno da escola Dilma Lúcia dos Santos em área pública e propor formas de ocupação visando o desenvolvimento sustentável e o exercício da cidadania.” Mas o caminho não é tão fácil porque o terreno se situa num território de grande interesse político e econômico. Entre as dificuldades de executar o projeto está a oposição dos atuais proprietários que objetivam a construção de um condomínio fechado. Esta comunicação pretende a partir da experiência de campo de minha pesquisa de doutorado, apresentar elementos que despontam em torno do projeto “Entorno Escolar” como práticas sociais, políticas e culturais locais e problemáticas vividas na execução deste.
  • Clara Rosana Chagas Paraboa
    PAP1381 - O projeto “Entorno Escolar”, entre meio-ambiente e modernidade (Florianópolis -Brasil)

    CV
    Licenciada em Geografia (UFSC[1]), com Mestrados em Ciências da Educação (UFSC e Lyon 2[2]). Especialista no ensino de geografia e meio-ambiente para crianças, atuou como professora durante 15 anos em Florianópolis (Br) e desde 2010 desenvolve numa escola em St. Fons (Fr) um projeto intitulado P’tits Architectes de la Ville[3]. Encontra-se no segundo ano de doutorado em Antropologia (Lyon 2) associada ao Laboratório CREA (Centre de Recherches et d’Etudes Anthropologiques) com o projeto de tese intitulado “O território da escola: Contexto e desafios no planejamento urbano. Sociabilidade, reivindicações identitárias e meio-ambiente. Florianópolis (Brasil) e Saint Fons (França)”


    [1] Universidade Federal de Santa Catarina - Brasil
    [2] Université Lumière Lyon 2 – Lyon - France
    [3] Pequenos Arquitetos da cidade
  • PAP1190 - Baldios no norte de Portugal: o papel da propriedade comunitária no desenvolvimento local
    Resumo de PAP1190 - Baldios no norte de Portugal: o papel da propriedade comunitária no desenvolvimento local PAP1190 - Baldios no norte de Portugal: o papel da propriedade comunitária no desenvolvimento local
    • SIMÕES, Sara CV de SIMÕES, Sara
    •  CRISTÓVÃO, Artur CV - Não disponível 
    • PAP1190 - Baldios no norte de Portugal: o papel da propriedade comunitária no desenvolvimento local

      A gestão de bens comuns ou de recursos de uso comum tem constituído objecto de estudo por parte de vários investigadores sociais, tendo-se intensificado a sua discussão na actualidade, em virtude da atribuição, em 2009, do Prémio Nobel da Economia a Elinor Ostrom, economista que demonstrou como a propriedade comum pode ser gerida eficazmente por grupos de utilizadores. Os baldios, sendo territórios comunitários têm, no norte de Portugal, uma longa história de usos colectivos tradicionais exercidos e controlados pelas comunidades locais. Todavia, as recentes alterações a estas formas de utilização e de controlo e as novas procuras são uma evidência, com consequências ao nível do controlo social da propriedade comunitária e da manutenção dos recursos. As novas procuras emergem motivadas pelos recursos destes territórios, pelo seu valor ambiental, paisagístico e cultural, implicando novas formas de gestão. O acesso colectivo a recursos naturais tem levantado nas últimas décadas um conjunto de preocupações relacionadas com a degradação dos benefícios gerados por esses recursos ou até a sua destruição. A preservação dos recursos, em especial os comuns, é um dos grandes problemas colocado hoje à Humanidade, sendo necessário promover medidas tendentes à melhoria das condições de vida em sociedade e em compatibilidade com o meio ambiente. Recoloca-se, por esta via, o problema da capacidade da acção colectiva. Importa extrair ensinamentos dos regimes de propriedade comum que tenham bons resultados, capazes de valorizar os recursos de forma sustentável, beneficiando o território, as comunidades locais e o ambiente.
  • Sara Simões, doutoranda do Instituto Superior de Agronomia, membro da
    equipa do CETRAD, licenciada em Engenharia Agronómica, Mestre em
    Economia Agrária e Sociologia Rural, cuja área de investigação se
    situa nos temas relacionados com Sociedade, Território e Recursos,
    particularmente, Desenvolvimento Rural, Economia dos Bens Comuns.
  • PAP1005 - Sociedade e Ambiente: sua análise através do geossistema, território e paisagem
    Resumo de PAP1005 - Sociedade e Ambiente: sua análise através do geossistema, território e paisagem 
    •  GALVÃO, Mª João Guerra CV - Não disponível 
    • PAP1005 - Sociedade e Ambiente: sua análise através do geossistema, território e paisagem

      Com a emergência e intensidade das questões ambientais, a geografia tem-se vindo a preocupar com a construção de um conhecimento mais profundo sobre a relação da sociedade com a natureza, entre os homens e o seu meio ambiente, considerando que o homem é promotor de profundas transformações. A investigação ambiental em geografia tem por objectivo a compreensão das relações entre a sociedade e a natureza, as quais podem ser analisadas a partir de um método sistémico, por meio dos elementos que compõem a paisagem geográfica. A análise paisagística, mostra como as diferentes combinações de comportamentos individuais induzem, cada uma, a construções paisagísticas específicas e a modelos de organização do território. A paisagem entendida como resultante da acção do homem sobre o território, é considerada como expressão da cultura de um povo e, consequentemente, a sua salvaguarda é essencial para a qualidade de vida das populações. Ao longo dos anos, várias foram as formas de abordar a relação sociedade-natureza, pela ciência de um modo geral e, mais especificamente, pela geografia. George Bertrand, nos finais da década de 60, retoma o conceito de geossistema, criado por Sotchava, incorporando-lhe a dimensão antrópica. Em 1997, elabora um novo conceito, um conceito mais amplo, para o geossistema. É o chamado GTP (geossistema, território e paisagem), o qual pode ser compreendido pelas três “vias” interdependentes, mas que trabalham cientificamente na construção do espaço geográfico. O seu objectivo é reaproximar os três conceitos - geossistema, território e paisagem – a fim de se analisar um determinado espaço geográfico de forma holística. O sistema GTP vem de encontro aos novos desafios da sociedade, das rápidas transformações económicas, políticas e culturais, reflectindo-se em estimulantes questões sócio-ambientais. Pretende-se, assim, fazer algumas considerações teóricas sobre geossistema, território e paisagem como três maneiras de se considerar um objecto único que é o espaço que nos rodeia, ou seja, o meio ambiente.
  • PAP1003 - CANOA PANTANEIRA: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E SOCIOLOGIA AMBIENTAL NO PANTANAL DE CÁCERES, MATO GROSSO, BRASIL
    Resumo de PAP1003 - CANOA PANTANEIRA: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E SOCIOLOGIA AMBIENTAL NO PANTANAL DE CÁCERES, MATO GROSSO, BRASIL  
    • VICTORIANO, Celso Ferreira da Cruz CV de VICTORIANO, Celso Ferreira da Cruz
    • PAP1003 - CANOA PANTANEIRA: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E SOCIOLOGIA AMBIENTAL NO PANTANAL DE CÁCERES, MATO GROSSO, BRASIL

      A pesquisa investigou o saber do pescador pantaneiro, na construção de uma canoa, numa perspectiva dialógica ambiental, projetada em conhecimentos e necessidades locais que favoreçam a Educação Matemática e a Sociologia Ambiental. Foi realizada na Fazenda São Bento, próximo ao Distrito de Vila Aparecida, 50 km de Cáceres, na Estrada Estadual MT – 343, a 800 (oitocentos) metros das margens do rio Paraguai. Esta pesquisa é descritiva qualitativa do tipo etnográfica. Por meio de levantamento bibliográfico, observação participante através de entrevista aberta, registro iconográfico e gravação de áudio utilizado para as observações um diário de bordo para o acompanhamento dos passos construtivos de uma canoa pantaneira. Registrou-se que para fabricar a canoa o artesão utiliza o tronco de uma árvore denominada localmente de chimbuva (Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong – Mimosaceae), que tem sua circunferência medida por um cipó onde é feita abertura, e os espaços dos bancos a localização da proa e da popa e também do ponto de equilíbrio por meio de raciocínios lógicos matemáticos demonstrando o processo cultural de natureza dinâmica com diversidade de domínio de saber onde pontuam vários aspectos das Ciências Sociais. Nesta pesquisa, registrou-se ainda o processo construtivo do remo, valendo-se da análise interpretativa nos passos da construção da canoa. Os dados apresentados suscitam do ponto de vista da matemática como também do ponto de vista da conservação ambiental, cuidados na conservação e preservação do saber cultural em comunidade tradicional Pantaneira.
  • Celso Ferreira da Cruz Victoriano

    Graduado em Licenciatura Plena Matemática (1994), Bacharel em Ciências Jurídicas (2001), Especialista em Modelagem Matemática (1998) e Direito Público (2000), todos pela Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT). Mestre em Educação (2006) pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Doutoramento em Ciências Jurídicas e Sociais (2012) pela Universidad Del Museo Social Argentino (UMSA). Professor de Pós Graduação no Institucional Mato Grosso (IMPMT), Consultor/Avaliador na Pós Graduação do Grupo ATAME. Professor colaborador na Licenciatura Parceladas da UNEMAT. Co-idealizador e integrante do Projeto Guató, Cáceres-MT. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Projetos de Pesquisa, Formação de Professores, Educação Ambiental, Educação Matemática, Etnomatemática, Cultura Matogrossense, Filosofia, Sociologia; na área jurídica: Direito e Legislações, Direito Ambiental, Intelectual, Indígena e Sociologia Jurídica; na área administração: Motivação, Comunicação e Marketing, e Ética Profissional. Temas de investigações: “Direitos dos grupos étnicos da América do Sul”; “A importância do conhecimento matemático na formação das crianças” e “Revitalização da Cultura Matogrossense”.
  • PAP0414 - Segregação socioespacial e ambiental em São Pedro (Vitória – ES/Brazil)
    Resumo de PAP0414 - Segregação socioespacial e ambiental em São Pedro (Vitória – ES/Brazil) PAP0414 - Segregação socioespacial e ambiental em São Pedro (Vitória – ES/Brazil)
    •  MATTOS, Rossana CV - Não disponível 
    •  ROSA, Teresa da Silva CV - Não disponível 
    • PAP0414 - Segregação socioespacial e ambiental em São Pedro (Vitória – ES/Brazil)

      Dentre os municípios da Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV), Vitória, capital do estado do Espírito Santo, apresenta as menores proporções de população sem rendimentos da região. Entretanto, no processo de segregação socioespacial e ambiental da ilha, destaca-se, como resultado de políticas públicas excludentes, o Bairro de São Pedro, “lugar de toda pobreza” (espaço caracterizado por comunidade de catadores de lixo, no lado oeste da ilha de Vitória, especificamente no Bairro São Pedro, onde a população, durante a implantação do bairro retira do lixo sua sobrevivência). Dentre as causas responsáveis por essa situação estão as políticas adotadas no Espírito Santo, ao longo do século XX, objetivando a expansão do espaço urbano para atender aos projetos de modernização e inserção do estado na economia mundial, o que acirrou o processo de exclusão e segregação urbana, em Vitória, e a ocupação de áreas de preservação ambiental. O bairro surgiu no final da década de 70, época do crescimento desordenado de Vitória e de expansão da população favelada, a partir da ocupação do lixão da cidade e da invasão de áreas de manguezal. Além disso, o bairro apresenta a maior concentração do grupo de trabalhadores do setor terciário e do terciário não especializado, em Vitória, único espaço da Capital, que possui alta porcentagem de população sem rendimentos, acima de 36%. Assim, apesar do discurso na intensificação dos investimentos em urbanização, recuperação e preservação ambiental no bairro, a partir da década de 1990, São Pedro permanece como espaço altamente excludente, e com impactos ambientais, que repercutem no clima e na qualidade de vida, não só da população local, como estadual.
  • PAP0126 - O Ambiente e a Sociedade Rural de São José dos Ausentes nos Campos de Cima da Serra, Brasil
    Resumo de PAP0126 - O Ambiente e a Sociedade Rural de São José dos Ausentes nos Campos de Cima da Serra, Brasil PAP0126 - O Ambiente e a Sociedade Rural de São José dos Ausentes nos Campos de Cima da Serra, Brasil
    •  SPINDLER, Magda Micheline CV - Não disponível 
    •  VALENTINI, Andiara de Souza CV - Não disponível 
    •  SANTOS, Eurico de Oliveira CV - Não disponível 
    • PAP0126 - O Ambiente e a Sociedade Rural de São José dos Ausentes nos Campos de Cima da Serra, Brasil

      O Brasil tornou-se um destino turístico competitivo e consolidado. Isso se deve aos segmentos turísticos ofertados, entre eles, o rural. A partir do inventário das propriedades rurais do município de São José dos Ausentes (região dos “Campos de Cima da Serra”, Rio Grande do Sul, Brasil), as quais desenvolvem atividades turísticas no espaço rural, a pesquisa analisou de que maneira os proprietários rurais e a comunidade local usufruem do ambiente para desenvolver as atividades não agrícolas. A pesquisa foi dividida em duas etapas: a primeira, de caráter exploratório, constituiu-se no levantamento do número das propriedades rurais ali existentes; a segunda, na aplicação de questionário (perguntas fechadas). A investigação, de caráter censitário, foi realizada entre os meses de outubro de 2010 e janeiro de 2011. Os dados foram coletados junto a nove propriedades rurais, que vislumbram, na atividade turística, a oportunidade de desenvolver atividades não agrícolas como forma de ampliar as respectivas receitas. A extensão territorial de São José dos Ausentes é de 1.176,7 km², e a população total é de 3.290 habitantes, sendo 1.228 na zona rural. Seu bioma é caracterizado pela Mata Atlântica e seu clima é subtropical. A paisagem da região é marcada por coxilhas e araucárias. No que se refere às características dos proprietários dos empreendimentos que praticam turismo no espaço rural, 55,6% são homens, 33,3% possuem o ensino médio completo, 88,9% são casados ou estão em uma união estável, 88,9% possuem filhos, e 77,7% residem na própria propriedade. Atualmente, 33,3% das propriedades encontram-se na terceira geração, sendo que uma delas está há sete gerações na mesma família. As propriedades possuem extensões territoriais bastante variadas: 66,7% possuem menos de 101 hectares. Em 44,4% há cachoeiras ou cascatas, como é o caso da cachoeira formada pelo desnível dos rios Divisa e Silveira, um atrativo natural que se constitui que correm paralelamente e em determinado ponto dos seus cursos, com uma queda d’agua. Há também oito propriedades (88,9%) que autorizam a pesca, diferentemente da caça, que é proibida em todas elas. A propriedade que mais tempo se dedica ao turismo está há 15 anos no setor. Entendemos que existe uma consciência ambiental por parte dos proprietários rurais dessa região, contribuindo para a preservação do bioma Mata Atlântica, e, ao mesmo tempo, assegurando a continuidade da atividade turística nesse espaço rural.
  • PAP0104 - ¿Ambiente - Sociedad? ó ¿Sociedad - Ambiente? Crisis y reconfiguracion de una relación. Reflexiones y propuestas desde la Sociología Rural
    Resumo de PAP0104 - ¿Ambiente - Sociedad? ó ¿Sociedad - Ambiente? Crisis y reconfiguracion de una relación. Reflexiones y propuestas desde la Sociología Rural 
    • ELENA, Serrano Flores Maria CV de ELENA, Serrano Flores Maria
    • PAP0104 - ¿Ambiente - Sociedad? ó ¿Sociedad - Ambiente? Crisis y reconfiguracion de una relación. Reflexiones y propuestas desde la Sociología Rural

      Sin lugar a dudas es en el medio rural donde más nítidamente se expresa la relación entre la sociedad y el ambiente. Relación que sin embargo ha ido adquiriendo a través del tiempo diferentes modalidades determinadas fundamentalmente por los modelos de desarrollo en boga. Así, en una rápida perspectiva histórica pueden identificarse tres formas principales por las que ha transitado la relación: a) una visión en la que -en el medio rural al menos- la relación entre sociedad- naturaleza, mediada por la cultura, no establece distinciones jerárquicas pues se conciben como interdependientes; b) el modelo de desarrollo productivista de los años 50-60 en América Latina, que plantea tácitamente una separación y dominio de lo social sobre lo natural y, c) la tendencia, no total y completamente asumida, que ante las consecuencias ecológicas generadas por el modelo de desarrollo productivista plantea una inversión de la relación; esto es, la conservación del ambiente se coloca por encima y como condición para la subsistencia de la sociedad. Esta última posición enarbolada por el discurso oficial del desarrollo sustentable, por ejemplo. Estas tres formas de relación entre ambiente y sociedad, contienen implícitamente una justificación ideológica y política. Las dos últimas expresan una separación entre sociedad y naturaleza, o ambiente, propia del pensamiento occidental ligados sin duda, a procesos de dominación tanto de los recursos biofísicos como de y entre diferentes grupos sociales. Una opción diferente se nutre de los estudios de la relación naturaleza-cultura y del rescate justamente, de las manifestaciones primigenias de las culturas indígenas/campesinas con sus ecosistemas. Opción que, en el terreno teórico está dando forma a disciplinas como la sociología ambiental pero sobre todo a nuevos planteamientos para el desarrollo en zonas rurales. Partiendo de una somera revisión teórico/epistemológica que subyace a los diferentes estadios históricos de la relación entre el ambiente y la sociedad, en este trabajo se pone a discusión una alternativa – que surge tanto en Europa como en América Latina- que restablece el carácter dialéctico de la relación. Conocida como Estrategias de Vida, o enfoque Livelihood, plantea una reconstrucción sociológica de la relación sociedad–ambiente a través del concepto de Gobernanza como eje teórico y un enfoque inter/transdisciplinario como referente metodológico.
  • María Elena Serrano Flores. Doctora en el programa de Agroecología, Sociología y Desarrollo Sostenible por la Universidad de Córdoba, España. Profesora-Investigadora del Centro Interdisciplinario de Investigaciones y Estudios sobre Medio Ambiente y Desarrollo, del Instituto Politécnico Nacional, México. Pubicaciones: Expresiones de la sostenibilidad rural en México y España. Estudio de caso en Villafáfila (Castilla y León, España) y El Rosario (Michoacán, México), Universidad de Córdoba, España. 2009; Agroecologia y Sustentabilidad Rural. En: Cantú Chapa, R. (coord.) 2009. Los desafíos Ambientales y el Desarrollo en México. Ed. Plaza y Valdez, México; Aspectos técnicos y caracterización del productor de durazno en el Estado de México, México. Revista Agricultura Técnica en México. Vol. 35 Núm. 3, septiembre 2009 pp. 305-313. Coordinadora del libro: Las vías del Desarrollo Sustentable en el Medio Rural. Naturaleza, Sociedad Rural y Turismo en América Latina, IPN, México. 2011. Miembro del Sistema Nacional de Investigadores, nivel 1