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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST8 Ambiente e Sociedade[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 7 - Alterações Climáticas e Energia[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1302 - O conforto térmico e a produtividade
    Resumo de PAP1302 - O conforto térmico e a produtividade PAP1302 - O conforto térmico e a produtividade
    • MENDONÇA, Ana Soares Mendes CV de MENDONÇA, Ana Soares Mendes
    • PAP1302 - O conforto térmico e a produtividade

      Retoma-se o projecto de Doutoramento da autora “Projectos de Climatização: actores sociais e dissensões ambientais”e com recurso à Teoria da Modernização Ecológica (TME), procura-se neste artigo produzir uma avaliação crítica da importância do conforto térmico do indivíduo, enquanto utilizador de edifícios de serviços e a partir do qual se perscrutam potenciais de participação que envolvem a mobilização de diferentes saberes. De entre os diversos aspectos, salienta-se a) o papel da eficiência energética na qualidade de vida dos ocupantes de edifícios de serviços e b) a contribuição do conforto térmico do indivíduo para o crescimento da economia de um país. Tais aspectos são decorrentes da mudança climática global a acontecer e constituem-se em parâmetros para uma análise sistêmica das relações de interdependência entre a sociedade e a natureza, bem como sobre os modos de apropriação e de transformação desta, dos impactes e dos danos causados nos ambientes de forte fragilidade. Conclui-se então neste artigo que medidas relacionadas com a eficiência energética são por isso componentes importantes de acções a empreender, estão previstas no Programa Europeu para as Alterações Climáticas (ECCP), permitem uma melhor gestão dos recursos naturais, salvaguardam a vida das gerações vindouras e na lide com os desafios climáticos, exigem um olhar aglutinador que envolva as diferentes áreas do saber, onde deve existir a contribuição de uma expertise das ciências, assim como o dever da existência de diálogo, que sabemos de antemão ser difícil e desafiador. Palavras-chave: Teoria da Modernização Ecológica, Trabalho, Sociedade, Conforto térmico
  • Ana Soares Mendes Mendonça, de nacionalidade Portuguesa, nascida a 11 de Março de 1962, exerce a actividade profissional como engenheira mecânica na área de Climatização e Qualidade do ar interior, com o contacto electrónico asmendonca@sapo.pt.
    Formação académica:
    - licenciatura na área de Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL), Pós-Graduação em Sociologia na área de Território, Cidades e Ambiente, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas em Lisboa (FCSH) em Lisboa, Mestrado em Sociologia, na área de Território, Cidades e Ambiente sobre o tema «O risco na Qualidade do Ar em espaços interiores», pela FCSH em Lisboa, sob a orientação do Prof. Doutor João Lutas Craveiro, doutoranda na área de Território, Cidades e Ambiente sobre o tema «Projectos de climatização: actores sociais e dissenções ambientais», pela FCSH, sob a orientação do Prof. Doutor João Lutas Craveiro e do Prof. Doutor Jorge Saraiva do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
    Formação científica:
    - apresentação de artigos em diversas conferências, nomeadamente no VII Congresso de Sociologia, na 5ª Conferência Internacional de Ciências Sociais, na Conferência ECER 2012, na X Conferência de Psicologia Ambiental, no V Congresso Ibérico e III Congresso Ibero-Americano de Ciências e Técnicas do Frio, e no 1º Congresso de Ambiente e Sociedade que decorreu em Lisboa.
  • PAP0962 - Aquecimento global e alterações climáticas, a propósito dos fogos florestais e outros riscos ambientais: a culpa de Prometeu
    Resumo de PAP0962 - Aquecimento global e alterações climáticas, a propósito dos fogos florestais e outros riscos ambientais: a culpa de Prometeu PAP0962 - Aquecimento global e alterações climáticas, a propósito dos fogos florestais e outros riscos ambientais: a culpa de Prometeu
    •  CRAVEIRO, João Lutas CV - Não disponível 
    • PAP0962 - Aquecimento global e alterações climáticas, a propósito dos fogos florestais e outros riscos ambientais: a culpa de Prometeu

      O domínio do fogo marca, simbolicamente, o começo de uma era civilizacional na transição para a agricultura e uma maior fixação territorial de comunidades humanas. O domínio do fogo assinala o acto inaugural que funda uma série de intervenções humanas com impactes significativos e irreversíveis sobre os ecossistemas. Desde o domínio do fogo (o segredo roubado por Prometeu aos deuses!), uma longa caminhada separa já os gestos temerosos dos nossos antepassados das civilizações urbanas de hoje. A evolução das sociedades encontra-se historicamente viciada pela industrialização, como pela densidade de infra-estruturas que gerem hoje as interdependências entre os sistemas sociais e naturais. O domínio do fogo parece, contudo, escapar ainda ao controlo humano. Os próprios fogos florestais resultam, em Portugal como nos países do Sul da Europa, de causas maioritariamente sociais e que contribuem para a insegurança dos territórios e a exposição de comunidades humanas e ecossistemas a um flagelo que, entre nós, parece ter conquistado direitos de perpetuidade e até, em módulo oficial, a uma época especial. Outras causas estão associadas à ocorrência de fogos florestais, como a regressão dos espaços cultivados (que funcionavam como zonas tampão). Contudo, a compreensão sociológica dos fogos florestais suporta-se em comportamentos humanos e em situações de risco em contextos de proximidade. Por sobre a mão humana e os contextos de proximidade, emergem agora outras causas que deslocalizam a responsabilidade colectiva para a dimensão do global sob o incerto percurso das alterações climáticas. A presente comunicação é resultado de estudos de caso e propostas apresentadas durante a primeira década deste século, e traduz uma reflexão sobre a questão da responsabilidade face à ocorrência dos fogos florestais em Portugal e outros riscos associados ao aquecimento global como ondas de calor, e galgamentos oceânicos em zonas costeiras. Julga-se, assim, pertinente reflectir sobre os riscos ambientais para além dos estudos desenvolvidos que circunscrevem comportamentos e condições sociais. O autor apresenta uma reflexão sobre riscos ambientais e responsabilidade, num momento em que as alterações climáticas (como a chamada crise financeira) remetem para o domínio da globalização a compreensão de fenómenos extremos com evidentes impactos de carácter societal. É como se as comunidades humanas tivessem perdido a autonomia da construção do porvir e seguissem de forma impotente a heteronomia de condições, irrevogáveis e irrefutáveis, impostas por nexos de causalidade e complexidade que põem em causa a capacidade adaptativa e a sustentabilidade das comunidades humanas.
  • PAP0829 - Mudanças climáticas e económicas na costa portuguesa: percepções das comunidades, justiça social e democratização
    Resumo de PAP0829 - Mudanças climáticas e económicas na costa portuguesa: percepções das comunidades, justiça social e democratização PAP0829 - Mudanças climáticas e económicas na costa portuguesa: percepções das comunidades, justiça social e democratização
    • SCHMIDT, Luísa CV de SCHMIDT, Luísa
    • DELICADO, Ana CV de DELICADO, Ana
    • GOMES, Carla CV de GOMES, Carla
    • GUERREIRO, Susana CV de GUERREIRO, Susana
    • PAP0829 - Mudanças climáticas e económicas na costa portuguesa: percepções das comunidades, justiça social e democratização

      O litoral português, onde se concentra mais de 80% da população e da produção de riqueza do país, é um dos mais vulneráveis da Europa no que respeita à erosão costeira. Queda de arribas, perda de areia das praias e recuo acentuado da linha de costa têm obrigado a avultados investimentos em infra-estruturas e medidas de protecção. Esta concentração populacional na zona litoral ocorreu em apenas algumas décadas, a um ritmo acelerado, perante um sistema institucional e de gestão que se revelou incapaz de restringir a proliferação de construções em áreas de risco. Actualmente, as populações e economias costeiras enfrentam dois enormes desafios: a crise climática e a crise económica. Nas próximas décadas, prevê-se que as alterações climáticas venham acentuar a perda de território pelo recuo da linha de costa, devido a um conjunto de factores, em particular a subida do nível médio do mar. Por outro lado, a crise económica pode inviabilizar a continuação de dispendiosas intervenções para conter o avanço do mar, incluindo a construção de esporões e paredões e o enchimento artificial das praias. Cada vez mais se ponderam estratégias alternativas de adaptação, inclusive a eventual deslocação de populações para áreas mais recuadas. A necessidade de tomar medidas mais drásticas, a génese ilegal de muitas das construções agora em risco na orla costeira, a diversidade de culturas e de modos de vida, assim como de interesses económicos, que nela convergem, fazem antever conflitualidades e problemas de justiça social. O desafio da sustentabilidade das zonas costeiras passa por criar processos de decisão e de gestão com a participação activa das populações locais e por uma abordagem inovadora face às estratégias de adaptação e ao seu próprio financiamento. Esta procura de modelos de gestão costeira mais sustentáveis não dispensa uma abordagem sociológica das problemáticas mencionadas. A partir de três casos de estudo na costa portuguesa – Vagueira, Costa da Caparica e Quarteira – nesta comunicação analisam-se os resultados de um inquérito aplicado a uma amostra representativa das populações aí residentes, bem como um conjunto de entrevistas realizadas aos stakeholders locais. Procuramos explorar as avaliações sobre os riscos costeiros e a disponibilidade dos actores locais para a participação em modelos alternativos de gestão e financiamento.

  • Luísa Schmidt
    Socióloga investigadora principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, dedica-se actualmente a duas áreas de investigação principais: Sociologia da Comunicação e Sociologia do Ambiente, em que se doutorou. No ICS-UL coordena a Linha de Investigação 'Sustentabilidade: Ambiente, Risco e Espaço' e integra o Comité Científico do Programa Doutoral em "Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável". Faz parte da equipa de investigadores que criaram e montaram em 1996 o OBSERVA - Observatório de Ambiente e Sociedade que actualmente dirige, onde desenvolve vários projectos de investigação que articulam ciências sociais e ambiente.
    Ana Delicado é investigadora auxiliar do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Socióloga, licenciada pela FCSH-UNL, mestre e doutorada pela Universidade de Lisboa. Foi investigadora do Observatório das Ciências e Tecnologias (Ministério da Ciência e Tecnologia) e do Institute for Prospective Technological Studies (Joint Research Centre - European Commission).
    Trabalha principalmente na área dos estudos sociais da ciência. Já desenvolveu investigação sobre organizações não governamentais e voluntariado, riscos ambientais, museus de ciência e cultura científica e mobilidade internacional dos cientistas. Coordena atualmente projectos sobre associações científicas e sobre energias renováveis. Participa ainda em outros projectos sobre o uso da internet pelas crianças, sobre erosão costeira, sobre energia nuclear e sobre alterações climáticas.
    É autora de um livro, "A musealização da ciência em Portugal" (Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian), que recebeu o Prémio de Investigação em Museologia da APOM Associação Portuguesa de Museologia, co-autora de outros dois livros e tem publicados 14 capítulos de livros e 20 artigos em revistas científicas nacionais e internacionais.
    Carla Gomes nasceu no arquipélago dos Açores em 1978. Como jornalista, escreveu em diversas publicações generalistas e especializadas, como os jornais “Quercus Ambiente” e “Água & Ambiente”, tendo colaborado ainda em projectos como a publicação internacional “Green China” e o livro “Quercus: 20 Anos”. Colaborou com a CCDR de Lisboa e Vale do Tejo (Ministério do Ambiente) na área da comunicação, entre 2007 e 2009.

    Licenciou-se em Comunicação Social em Setúbal e fez o Mestrado em Gestão e Políticas Ambientais na Universidade de Aveiro, com a dissertação “Desenvolvimento Limpo: uma nova Cooperação entre Portugal e os PALOP”. Este trabalho, que incidiu particularmente no arquipélago de Cabo Verde, deu origem ao livro “Alterações Climáticas e Desenvolvimento Limpo”, premiado pela Fundação Calouste Gulbenkian (programa Gulbenkian Ambiente) e publicado em Janeiro de 2010. Foi integrada no projecto “Change-Mudanças Climáticas, Costeiras e Sociais” em Maio de 2010, como bolseira de investigação do ICS.
    "Bolseira de Investigação no projecto CHANGE – Mudanças Climáticas, Costeiras e Sociais do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, desde Junho de 2011. Licenciada em Psicologia Social e das Organizações pelo ISCTE em 2007, com dissertação na área da Psicologia Ambiental centrada no estudo das razões da oposição a áreas protegidas. Em 2010 concluiu uma pós-graduação em Gestão e Intervenção Ambiental nas Empresas e na Administração Pública pela Universidade de Barcelona.
    Entre 2008 e 2011 foi Gestora de Programa na ONG Climate Parliament em Londres, sendo uma das responsáveis pela implementação do projecto “Alterações climáticas e acesso à energia das populações mais pobres” nas regiões de África, Caraíbas e Pacifico, financiado pela Comissão Europeia e pela Agência Sueca de Desenvolvimento."
  • PAP0798 - Greenwashing na publicidade associada ao consumo de energia e às alterações climáticas
    Resumo de PAP0798 - Greenwashing na publicidade associada ao consumo de energia e às alterações climáticas PAP0798 - Greenwashing na publicidade associada ao consumo de energia e às alterações climáticas
    • HORTA, Ana CV de HORTA, Ana
    • ALEXANDRE, Sílvia CV de ALEXANDRE, Sílvia
    • PAP0798 - Greenwashing na publicidade associada ao consumo de energia e às alterações climáticas

      O aparecimento e a renovação dos objectos e desejos de consumo são acompanhados pela criatividade dos meios publicitários com o objectivo de ampliar o anseio do consumidor na aquisição dos produtos. Desde os anos 80 têm sido desenvolvidas estratégias de marketing dirigidas aos consumidores interessados na protecção do ambiente. Nesse sentido, as empresas têm muitas vezes recorrido à “publicidade verde”, ou seja, a anúncios que contêm alusões a qualidades ecológicas dos produtos, embora muitas vezes não possam ser realmente comprovadas ou a informação fornecida seja insuficiente para o efectivo esclarecimento do consumidor. É o caso de menções como "produto amigo do ambiente", “protege a natureza”, "100% natural" ou “não poluente”. Algumas destas expressões violam o direito do consumidor à informação, desrespeitando princípios como a veracidade, a transparência, a objectividade e a clareza, entre outros. O criticismo gerado pelos abusos praticados conduziu a que diversos autores apelidassem o fenómeno de greenwashing (Westerveld, 1986), sugerindo uma camuflagem de produtos convencionais com uma errónea imagem de impactos ambientais reduzidos. O cepticismo desenvolvido relativamente a este tipo de marketing poderá explicar o decréscimo na «publicidade verde» a partir de meados dos anos 90 (Corbett, 2002; Hansen, 2002). Nos últimos anos, a atenção pública internacionalmente dada aos problemas relacionados com as alterações climáticas e à crise energética parece ter motivado um recrudescimento deste género de publicidade, sobretudo com recurso a argumentos relativos ao consumo de energia e à redução de emissões de gases com efeito de estufa (Alexandre e Horta, 2011). Neste trabalho analisam-se os argumentos veiculados nos anúncios publicitários considerados «verdes», identificando e caracterizando as estratégias de greenwashing centradas na eficiência energética, na utilização de energias renováveis e na redução de emissões com impacto nas alterações climáticas. A análise realizada incidiu em todos os anúncios com aqueles argumentos inseridos na revista de informação geral semanal Visão, de 2008 a 2011. Palavras Chave: Greenwashing, Discurso Publicitário, Alterações climáticas, Energia.
  • Investigadora de pós-doutoramento no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa com bolsa da Fundação de Ciência e Tecnologia. Membro da equipa de investigação do Observa – Observatório de Ambiente e Sociedade. Doutoramento em Sociologia da Comunicação, Cultura e Educação, licenciatura em Sociologia e mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação pelo ISCTE. Actualmente participa em projectos de investigação sobre questões sociais relacionadas com energia, sustentabilidade e alimentação.
    Sílvia Alexandre é Investigadora de pós-doutoramento no SOCIUS - ISEG/UTL com bolsa da Fundação de Ciência e Tecnologia. Doutorada em Gestão (Especialidade em Organização e Desenvolvimento dos Recursos Humanos) pelo ISCTE e Mestre em Sistemas Socio-organizacionais da Atividade Económica pelo ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão). Atualmente está a desenvolver trabalhos na área do consumo sustentável, da publicidade e da alimentação.
  • PAP0387 - O que se diz quando se pensa em energia? Reflexões sobre o tema da energia a partir das representações dos jovens e dos professores de uma escola secundária
    Resumo de PAP0387 - O que se diz quando se pensa em energia? Reflexões sobre o tema da energia a partir das representações dos jovens e dos professores de uma escola secundária PAP0387 - O que se diz quando se pensa em energia? Reflexões sobre o tema da energia a partir das representações dos jovens e dos professores de uma escola secundária
    • MENEZES, Marluci CV de MENEZES, Marluci
    • REBELO, Margarida CV de REBELO, Margarida
    •  CAEIRO, Tiago CV - Não disponível 
    • SCHMIDT, Luísa CV de SCHMIDT, Luísa
    • HORTA, Ana CV de HORTA, Ana
    •  CORREIA, Augusta CV - Não disponível 
    • FONSECA, Susana CV de FONSECA, Susana
    • PAP0387 - O que se diz quando se pensa em energia? Reflexões sobre o tema da energia a partir das representações dos jovens e dos professores de uma escola secundária

      A crescente importância da temática da eficiência energética em edifícios, designadamente os de uso colectivo como são as escolas, através do aperfeiçoamento das práticas de conservação energética e da implementação de novas tecnologias, tem paulatinamente enfatizado o papel que a mudança de comportamentos associados ao uso e à conservação de energia detém na melhoria desta eficiência. Mas como contribuir para a alteração de comportamentos sem antes conhecer os sentidos e significados sociais atribuídos ao tema da energia? Considerando que este conhecimento é fulcral no âmbito da alteração de comportamentos, o presente estudo caracteriza as representações sociais da energia de dois grupos – alunos e professores de uma escola secundária – investigando as possíveis articulações entre essas representações e a forma como ambos os grupos se pronunciam acerca das práticas de uso e conservação de energia. Na concretização deste objectivo, recorre-se aos resultados de um inquérito por questionário sobre o uso de energia desenvolvido com alunos e professores de uma escola secundária de Lisboa recentemente intervencionada no âmbito de um programa de reabilitação (Parque Escolar) –, conforme foi desenvolvido no âmbito do projecto Net Zero Energy School - Reaching the Community (FCT-MIT Portugal). A primeira pergunta do questionário solicitava aos inquiridos que indicassem as primeiras três palavras que lhes vinham à ideia quando pensavam em energia. Enquanto a maioria dos alunos associa a palavra “energia” às energias renováveis e à luz, para os professores energia é sinónimo de ambiente e de sustentabilidade energética, de questões de natureza económica e de consumo de energia. Só nas categorias menos referidas pelos professores é que estes concordam com os alunos e consideram que a energia se refere às fontes renováveis e à luz eléctrica/electricidade. Tomando como central a primeira ideia avançada, e a partir da articulação destas com outras variáveis de análise, explora-se os aspectos centrais e periféricos das representações da energia na explicitação dos sentidos e significados atribuídos a energia e discutem-se as questões fundamentais a considerar no âmbito da mudança de comportamentos de uso e conservação de energia de uma dada comunidade escolar.
  • Nome: Marluci Menezes
    Afiliação Institucional: Núcleo de Ecologia Social (NESO) do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC)
    Área de formação: Geografia / Antropologia
    Interesses de Investigação: habitat, espaço público e qualidade de vida urbana, cultura, património e intervenção urbana, práticas e representações do espaço e de sustentabilidade.
    Nome: Margarida Rebelo
    Afiliação: Laboratório Nacional de Engenharia Civil
    Área de formação: Doutoramento em Psicologia Social
    Interesses de investigação: Dimensões psicológicas e socio-culturais dos
    comportamentos de sustentabilidade ambiental, designadamente, dos
    comportamentos de uso e conservação de água e de energia.

    Luísa Schmidt
    Socióloga investigadora principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, dedica-se actualmente a duas áreas de investigação principais: Sociologia da Comunicação e Sociologia do Ambiente, em que se doutorou. No ICS-UL coordena a Linha de Investigação 'Sustentabilidade: Ambiente, Risco e Espaço' e integra o Comité Científico do Programa Doutoral em "Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável". Faz parte da equipa de investigadores que criaram e montaram em 1996 o OBSERVA - Observatório de Ambiente e Sociedade que actualmente dirige, onde desenvolve vários projectos de investigação que articulam ciências sociais e ambiente.
    Investigadora de pós-doutoramento no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa com bolsa da Fundação de Ciência e Tecnologia. Membro da equipa de investigação do Observa – Observatório de Ambiente e Sociedade. Doutoramento em Sociologia da Comunicação, Cultura e Educação, licenciatura em Sociologia e mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação pelo ISCTE. Actualmente participa em projectos de investigação sobre questões sociais relacionadas com energia, sustentabilidade e alimentação.
    - Susana Maria Duarte Fonseca
    - Doutoranda do ISCTE-IUL no Programa de Doutoramento em Sociologia a trabalhar no projecto: “O princípio da prevenção nas políticas de ambiente - o caso da eficiência energética”;
    - Colabora em projectos de investigação na área da sociologia do Ambiente no ISCTE– UL (Projecto GISA - Gestão Integrada da Saúde e do Ambiente no Litoral Alentejano) e no ICS-UL (Net Zero Energy School – Reaching the Community e Consensos e controvérsias socio-técnicas sobre energias renováveis);
    - Tem colaborado em vários projectos de investigação nas áreas da percepção de risco, representações sociais, movimentos sociais, energia, ambiente e saúde;
    - Voluntária da Quercus, tendo sido membro da Direcção Nacional entre Março de 2003 e Dezembro de 2011.