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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST8 Ambiente e Sociedade[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 8 - Media e Ambiente[ Voltar às Mesas ]

  • PAP0572 - “Façam o Milagre!”. Poluição, media e protesto ambiental na bacia do Lis
    Resumo de PAP0572 - “Façam o Milagre!”. Poluição, media e protesto ambiental na bacia do Lis PAP0572 - “Façam o Milagre!”. Poluição, media e protesto ambiental na bacia do Lis
    • FERREIRA, José Gomes CV de FERREIRA, José Gomes
    • PAP0572 - “Façam o Milagre!”. Poluição, media e protesto ambiental na bacia do Lis

      No final da década de 80 a suinicultura portuguesa transformou-se para dar resposta à crescente procura de carne de porco. Seguindo uma tendência internacional, reforçou a especialização e concentração regional da produção e diminuiu de forma acentuada o número de explorações, o que significou o aumento do número de efectivos produzidos por unidade. Se, por um lado, o sector conquistou um papel de relevo no aumento do rendimento económico e na criação de emprego, por outro lado, a concentração de suiniculturas com elevado número de efectivos reflectiu-se na degradação dos recursos hídricos e na perda de qualidade de vida e bem-estar das populações. A esta tendência juntou-se o adiar de soluções quanto ao tratamento de esgotos domésticos, industriais e suinícolas, apesar do elevado investimento público realizado a partir de 1986 com financiamento de Fundos Comunitários. Como resultado, temos assistido ao agravamento da qualidade da água dos principais rios nacionais e ao eclodir de importantes conflitos ambientais. Pela sua amplitude e maior visibilidade, a poluição da bacia hidrográfica do rio Lis é elucidativa quanto à situação do país. Em poucos anos, a produção de suínos transformou-se numa das principais actividades económicas da região, ao concentrar cerca de 1/5 da produção nacional, por sua vez maioritariamente praticada no troço a montante de um dos seus principais afluentes – a Ribeira dos Milagres. A poluição hídrica daí resultante tem gerado enorme controvérsia pública entre movimentos de defesa do ambiente de base local e os suinicultores, razão para a persistência do tema nos meios de comunicação nacional e regional. A alimentar a controvérsia acrescem dificuldades sucessivas na implementação de infra-estruturas de despoluição e a inconsequência das acções de fiscalização. O nosso objectivo passa por apresentar, a partir dos registos noticiosos de dois jornais regionais – Região de Leiria e Jornal de Leira – os principais momentos do conflito ambiental, os seus protagonistas, os cursos de água mais mediatizados, os avanços e recuos do processo, assim como as diferenças e semelhanças relativamente à mediatização feito pela imprensa de base nacional a partir das notícias publicadas pelo jornal Público.
  • José Gomes Ferreira, licenciado em Sociologia pelo ISCTE-IUL e mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação pelo mesmo Instituto. Encontra-se actualmente a terminar o seu projecto de doutoramento em Ciências Sociais, especialidade de Sociologia, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, com o título “Saneamento básico: factores sociais no insucesso de uma política adiada. O caso do Lis”, orientado pela Prof. Doutora Luísa Schmidt. Integra desde 1998 a equipa do Programa Observa – Observatório de Ambiente e Sociedade, onde tem colaborado em diversos projectos.
  • PAP0469 - A revista Ozono, camada a camada
    Resumo de PAP0469 - A revista Ozono, camada a camada PAP0469 - A revista Ozono, camada a camada
    • TEIXEIRA, Luís Humberto CV de TEIXEIRA, Luís Humberto
    • FREITAS, Helena de Sousa CV de FREITAS, Helena de Sousa
    • PAP0469 - A revista Ozono, camada a camada

      Entre Outubro de 2000 e Fevereiro de 2003 foram publicados 18 números da Ozono - Revista de Ecologia, Sociedade e Conservação da Natureza. Dirigida por Paulo Trancoso, ecologista politicamente empenhado e dirigente do Partido da Terra (MPT), a revista era impressa com tintas vegetais em papel reciclado e, ao longo de toda a sua publicação, foi acompanhada de cassetes de vídeo alusivas a temas ambientais, aproveitando o facto de a proprietária do título ser a distribuidora Costa do Castelo Filmes. Nesta comunicação, propomo-nos abordar as várias camadas da revista, da capa, que destacava a «melhor ilustração portuguesa», à contracapa, que ora acolhia publicidade própria ou de anunciantes, ora incluía referências a campanhas cívicas. Dessa abordagem constará a análise dos seguintes tópicos: a rubrica editorial “Buraco da Ozono”; a opção da revista por um jornalismo “ambientalmente comprometido”; as escolhas temáticas e ângulos de abordagem dos vários artigos; a diversidade de colaboradores e colunistas; a parceria com revistas de referência estrangeiras, como a The Ecologist, a World Watch e a Integral; as opções de design; a interacção com os leitores; e as limitações comerciais auto-impostas por motivos de coerência filosófica (ou seja, a selecção da publicidade com vista a incluir apenas anunciantes “amigos do ambiente”). Não serão esquecidas questões relacionadas com a gestão do produto, como a tiragem, a colocação da revista em banca, a gestão da relação com os assinantes, a estratégia de diferenciação do título face à concorrência e a promoção da revista com vista à captação de um público mais alargado. Procuraremos também fazer o retrato do funcionamento interno da redacção e do departamento comercial, de modo a obter uma imagem o mais completa possível do projecto e compreender que razões levaram a que este se tornasse economicamente insustentável. Esperamos deste modo contribuir para um mais profundo conhecimento de uma iniciativa editorial que marcou o início do século XXI no nicho das publicações portuguesas especializadas em temas ambientais.
  • Luís Humberto Teixeira nasceu em Setúbal em 1977, onde se licenciou em Comunicação Social (ESE-IPS). Enquanto jornalista, colaborou em órgãos locais, regionais, nacionais e internacionais, e é membro da organização do Festroia – Festival Internacional de Cinema de Setúbal desde 2005.

    Mestre em Política Comparada (ICS-UL), efectuou diversos estudos sobre o sistema eleitoral português e escreveu os livros Reciclemos o Sistema Eleitoral! (2003) e Verdes Anos - História do Ecologismo em Portugal (2011).

    Traduziu o livro A Tradição da Liberdade – Grandes obras do pensamento liberal (2010), do politólogo belga Corentin de Salle e, em 2011, escreveu o argumento do documentário Setúbal, Cidade Verde, realizado por Helena de Sousa Freitas e vencedor do Prémio do Público do IV Curtas Sadinas.
    Helena de Sousa Freitas (Lisboa, 1976) é licenciada em Comunicação Social, pós-graduada em Direito da Comunicação Social e mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação.
    Bolseira da FCT no CIES – IUL, desenvolve actualmente a investigação “Histórias Que as Paredes Contam – O Muralismo como Forma de Comunicação Alternativa na Cidade de Setúbal (1974-2010)” no âmbito do doutoramento em Ciências da Comunicação.
    Jornalista desde 1996, ingressou na agência Lusa em 1998 e foi galardoada pela APDSI com o Prémio Editorial Sociedade da Informação 2010.
    É autora dos ensaios “Jornalismo e Literatura: Inimigos ou Amantes?” (2002), “Sigilo Profissional em Risco” (2006) e “O DN Jovem entre o Papel e a Net” (2011).
  • PAP0199 - A criação do discurso sobre
    Resumo de PAP0199 - A criação do discurso sobre  
    • VIEIRA, Inês CV de VIEIRA, Inês
    • PAP0199 - A criação do discurso sobre

      Nesta comunicação pretendemos contribuir para a compreensão da problemática das migrações ambientais, e particularmente da construção dos discursos que a enquadram, partindo de uma perspectiva interdisciplinar alicerçada na ecologia humana. Esta proposta surge como um aprofundamento do problema sob estudo no projecto de Doutoramento, que pretende explorar as narrativas biográficas de imigrantes ambientais africanos no contexto sul europeu, destacando os traços de vulnerabilidade e de capacidade de adaptação humana face às alterações do ambiente. Este projecto enquadra-se no Doutoramento em Ecologia Humana da FCSH-UNL, sob a orientação da Prof. Doutora Iva Pires e a co-orientação do Prof. Doutor Luís Baptista. Após o enquadramento da problemática no campo da ecologia humana, o foco será colocado na construção da figura "refugiado ambiental" na imprensa escrita portuguesa. Nesse sentido, analisam-se excertos noticiosos de três jornais portugueses – Jornal de Notícias, Público (diários) e Expresso (semanário) – entre 2004 e 2010. Procuramos analisar o seu conteúdo tendo por especial atenção os eventos que motivaram a saída de notícias, os protagonistas referenciados, os principais tópicos abordados e suas associações, as atribuições geográficas e os termos/expressões utilizados para definir quem migra como resposta a situações de degradação ou desastre ambiental. Procurar-se-á, por fim, contextualizar a análise das notícias ao nível dos diferentes discursos sobre migrações e alterações ambientais, destacando a criação do "fantasma dos refugiados ambientais" e dos discursos securitários sobre estas migrações enquanto possíveis externalidades negativas da intenção discursiva dos que defendem o ambiente e as suas "vítimas" humanas.
  • Inês Vieira
    CesNova, a frequentar o doutoramento em Ecologia Humana na FCSH-UNL
    Licenciatura em Educação de Infância (ESE-IPP), mestrado em Ecologia
    Humana e Problemas Sociais Contemporâneos (FCSH-UNL)
    Interesses de investigação:
    1. Actualmente foco em migrações e ambiente (PhD);
    2. Participação prévia: educação de jovens e cidadania (protocolo
    CesNova-MDN sobre o Dia da Defesa Nacional), atitudes ambientais de
    estudantes universitários ("Making Science Work in Society", Acção
    Integrada Luso-Britânica, FCSH-UNL e Universidade de Glasgow, frequência
    enquanto opção livre do Curso de Doutoramento em Ecologia Humana),
    dinâmicas territoriais e mobilidade humana (no âmbito do grupo de
    trabalho do CesNova).
  • PAP0174 - Clima, energia, poluição, alimentação e biodiversidade: o ambiente na imprensa portuguesa, entre 1976 e 2005
    Resumo de PAP0174 - Clima, energia, poluição, alimentação e biodiversidade: o ambiente na imprensa portuguesa, entre 1976 e 2005 
    • FONSECA, Rui Brito CV de FONSECA, Rui Brito
    • PAP0174 - Clima, energia, poluição, alimentação e biodiversidade: o ambiente na imprensa portuguesa, entre 1976 e 2005

      Esta comunicação parte da discussão em torno da Compreensão Pública da Ciência e da Tecnologia (Public Understanding of Science and Technology), em particular, aborda a presença do ambiente na imprensa portuguesa. Partindo do princípio que os artigos sobre ambiente publicados nos jornais nacionais, são representativos e fonte da cobertura dada pelos média a estes assuntos, o objectivo desta comunicação é possibilitar a construção de um retrato do que tem sido a cobertura mediática de assuntos de ambiente, entre 1976 e 2005. Parece claro, que para possibilitar a transferência de conhecimento da actividade científica para a sociedade em geral, a comunicação de ciência e tecnologia, em geral, e de ambiente, em particular, tem um papel central. O estudo e a análise desta “ciência popular” podem fornecer um bom indicador do nível de conhecimentos, sobre ambiente, que possui o cidadão comum. O período em análise foi fortemente marcado, por controvérsias e avanços científicos e tecnológicos, em torno das questões ambientais, de forma indiscutível. Foi um tempo em que o mundo viveu crises ambientais cruciais. Este foi um período em que as fronteiras do conhecimento, sobre os impactos da actividade humana no ambiente, desbravaram novos territórios, alargando os seus limites, para lá do imaginável. Portugal também viveu uma autêntica revolução, em termos ambientais, nomeadamente, através de uma maior participação dos cidadãos nos processos decisórios, do acesso a fundos estruturais para a reconversão ambiental e o confronto dos cidadãos com os riscos colectivos de comportamentos ambientalmente nefastos. Também a adesão á União Europeia, para além do já referido acesso aos fundos estruturais, trouxe mais informação e colaboração internacionais, em matérias ambientais. As obrigações de cumprimento de regras ambientais e de EIA, preconizadas pela União Europeia, foram mudando a face e a consciência nacionais, em termos ambientais. Baseada na análise, qualitativa e quantitativa, de 1440 edições, seleccionadas aleatoriamente, de 2 dos principais jornais “populares” e 2 dos principais jornais “qualidade”, ambos jornais diários, pagos e de distribuição nacional, chegou-se a um total de 388 artigos de jornal, sobre questões ambientais. Esta comunicação pretende contribuir para a compreensão da cobertura mediática das questões ambientais, entre 1976 e 2005, traçando o seu percurso e reflectindo sobre o seu futuro. Esta pesquisa é financiada pela FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
  • Rui Brito Fonseca. Licenciado em Ciência Política, com especialização em relações internacionais, pela Universidade Lusófona. É também mestre em Ciência do Trabalho, pelo ISCTE-IUL, onde frequenta o programa de Doutoramento em Sociologia, estando a desenvolver dissertação sobre a ciência e a tecnologia na imprensa portuguesa, entre 1976 e 2005. É, desde 2000, investigador no CIES-IUL, onde tem vindo a desenvolver trabalho sobre comunicação, media e compreensão pública da ciência. É também Director de Recursos Humanos na AHBVA e docente no Instituto Superior de Ciências Educativas.
    ruibritofonseca@yahoo.com