PAP0174 - Clima, energia, poluição, alimentação e biodiversidade: o ambiente na imprensa portuguesa, entre 1976 e 2005
Esta comunicação parte da discussão em torno da Compreensão Pública da Ciência e da Tecnologia (Public Understanding of Science and Technology), em particular, aborda a presença do ambiente na imprensa portuguesa.
Partindo do princípio que os artigos sobre ambiente publicados nos jornais nacionais, são representativos e fonte da cobertura dada pelos média a estes assuntos, o objectivo desta comunicação é possibilitar a construção de um retrato do que tem sido a cobertura mediática de assuntos de ambiente, entre 1976 e 2005.
Parece claro, que para possibilitar a transferência de conhecimento da actividade científica para a sociedade em geral, a comunicação de ciência e tecnologia, em geral, e de ambiente, em particular, tem um papel central. O estudo e a análise desta “ciência popular” podem fornecer um bom indicador do nível de conhecimentos, sobre ambiente, que possui o cidadão comum.
O período em análise foi fortemente marcado, por controvérsias e avanços científicos e tecnológicos, em torno das questões ambientais, de forma indiscutível. Foi um tempo em que o mundo viveu crises ambientais cruciais. Este foi um período em que as fronteiras do conhecimento, sobre os impactos da actividade humana no ambiente, desbravaram novos territórios, alargando os seus limites, para lá do imaginável.
Portugal também viveu uma autêntica revolução, em termos ambientais, nomeadamente, através de uma maior participação dos cidadãos nos processos decisórios, do acesso a fundos estruturais para a reconversão ambiental e o confronto dos cidadãos com os riscos colectivos de comportamentos ambientalmente nefastos.
Também a adesão á União Europeia, para além do já referido acesso aos fundos estruturais, trouxe mais informação e colaboração internacionais, em matérias ambientais. As obrigações de cumprimento de regras ambientais e de EIA, preconizadas pela União Europeia, foram mudando a face e a consciência nacionais, em termos ambientais.
Baseada na análise, qualitativa e quantitativa, de 1440 edições, seleccionadas aleatoriamente, de 2 dos principais jornais “populares” e 2 dos principais jornais “qualidade”, ambos jornais diários, pagos e de distribuição nacional, chegou-se a um total de 388 artigos de jornal, sobre questões ambientais.
Esta comunicação pretende contribuir para a compreensão da cobertura mediática das questões ambientais, entre 1976 e 2005, traçando o seu percurso e reflectindo sobre o seu futuro.
Esta pesquisa é financiada pela FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia.