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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST8 Ambiente e Sociedade[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 10 - Grupo De Trabalho - Ambiente, Sociedade, Mercado e Novas Tecnologias[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1257 - Por dentro dos Estudos de Impacto Ambientais: A atuação de experts na identificação e delimitação dos problemas ambientais de grandes empreendimentos hidrelétricos brasileiros.
    Resumo de PAP1257 - Por dentro dos Estudos de Impacto Ambientais: A atuação de experts na identificação e delimitação dos problemas ambientais de grandes empreendimentos hidrelétricos brasileiros. 
    •  PRATES, Camila Dellagnese CV - Não disponível 
    • PAP1257 - Por dentro dos Estudos de Impacto Ambientais: A atuação de experts na identificação e delimitação dos problemas ambientais de grandes empreendimentos hidrelétricos brasileiros.

      GT Novas Economias, Sustentabilidade e Tecnologias O presente projeto busca compreender como se chegam às conclusões dos instrumentos de análise de impactos, presentes na Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), instituída no Brasil em meados da década de oitenta, a saber, os Estudos de Impactos Ambientais e seus respectivos Relatórios de Impactos Ambientais (EIA’s/RIMA’s). O objetivo é estudar como se dá o processo de fechamento dos EIA/ RIMA, através da forma como os atores se apropriam da natureza e da sociedade nas separações disciplinares de explicação da realidade estudada (em extensão e profundidade), e como elas eventualmente conectam entre si, para formular o conhecimento “fechado” constitutivo do EIA/RIMA. Essa compreensão, sobretudo, se desenvolve de forma a mostrar como é formada a rede que conectam os atores que participam na constituição dos estudos, considerando as diferenças disciplinares apontadas pelo Termo de Referência (TR), e acatadas de forma incontroversa pelos formuladores dos EIA’s/RIMA’s. O TR e o EIA compreendem em seus estudos, três grupos disciplinares que constituem os meios físico, biótico e antrópico, cada qual com suas próprias construções teóricas e metodológicas Para analisar os aspectos físicos da localidade atingida pelos impactos do empreendimento, se estudam a climatologia, recursos hídricos, recursos dos solos; para mapear os aspectos bióticos local, são estudadas a fauna e a flora; e para compreender o meio social afetado, são mapeadas as esferas sociais, culturais e econômicas do entorno do projeto. Será feito um estudo de caso a partir dos EIA/RIMA de grandes empreendimentos hidrelétricos brasileiros, que ainda se encontram em fase de escolha. A intenção é compreender analiticamente, utilizando a abordagem do ator-rede, a partir dos estudos de Bruno Latour, Michel Callon e John Law, como são realizados os estudos disciplinares, a partir de seus pesquisadores, ou seja, dos experts; e em segundo plano considerando a possibilidade de apontar aspectos que possam favorecer uma sociologia ambiental, que contemple a relação entre natureza e sociedade quando do fechamento e apresentação dos resultados do EIA/RIMA.
  • PAP1134 - Impactos sociais e culturais das novas interações sociotécnicas decorrentes dos avanços e das promessas da nanotecnologia
    Resumo de PAP1134 - Impactos sociais e culturais das novas interações sociotécnicas decorrentes dos avanços e das promessas da nanotecnologia 
    •  CALAZANS, Diego CV - Não disponível 
    • PAP1134 - Impactos sociais e culturais das novas interações sociotécnicas decorrentes dos avanços e das promessas da nanotecnologia

      GT Ambiente e Sociedade, Mercado e Novas Tecnologias A presente comunicação analisa os impactos sociais e culturais resultantes das novas interações sociotécnicas decorrentes dos avanços e das promessas da nanotecnologia. A publicização desses avanços e, principalmente, dessas promessas tem como resultado o fomento de expectativas e mesmo convicções dentro do espaço pluriforme do imaginário social. Os novos passos da nanotecnologia são lançados na dimensão do fantástico e levam a contínuas interpenetrações entre as descobertas e as previsões desse campo tecnocientífico e o que se convencionou chamar de ficção científica. Do mesmo modo que as promessas da nanotecnologia atiçam a criatividade dos ficcionistas, muitas das maravilhas vislumbradas por esses já são parte de nosso cotidiano ou fazem parte das promessas tidas como certas. Os riscos envolvendo a nanotecnologia oscilam, então, entre os atribuídos aos avanços atuais e os atribuídos às promessas do setor. Ambos devem ser levados em consideração. Do mesmo modo devem ser analisados não apenas os riscos mensuráveis, aqueles que podem ser apreendidos mediante testes laboratoriais, mas também os riscos percebidos, isto é, os riscos que os agentes atribuem. Tal leitura ajuda a apresentar de modo mais amplo e denso os impactos da nanotecnologia. Essa comunicação insere-se em uma pesquisa em andamento que está associada a uma rede nacional de pesquisa em nanotecnologia, meio ambiente e sociedade e resultará em uma tese de doutorado.
  • PAP0848 - Transformações socioambientais e uma sociologia para o Século XXI
    Resumo de PAP0848 - Transformações socioambientais e uma sociologia para o Século XXI 
    • RODRIGUES, Léo Peixoto CV de RODRIGUES, Léo Peixoto
    • PAP0848 - Transformações socioambientais e uma sociologia para o Século XXI

      A Sociologia, como disciplina do conhecimento científico e, em particular seus diversos ramos de especialização, tais como: sociologia da cultura, sociologia do conhecimento, sociologia da ciência e da tecnologia, sociologia econômica, sociologia política; incluindo áreas mais recentes como a sociologia ambiental, tem desenvolvido um importante arcabouço teórico, conceitual e de pesquisas empíricas, mesmo sendo uma das ciências mais recentes. As transformações sociais contemporâneas, que de fato têm imposto a remodelação de diversas práticas sociais e até mesmo a emergência de novas dinâmicas culturais, praticamente de modo global, têm requerido do conhecimento científico a urgência de uma nova postura frente a esta gama de novas demandas ainda tão-recentes. As questões socioambientais, a necessidade de uma ressemantização da noção de cidadania; a importância de renovados enfoques à teorização sobre modos de produção; o reconhecimento do mercado como uma dimensão indispensável à organização mais equilibrada das sociedades que despontam dentro desse espaço de transformação parecem apontar para o fato de que a sociologia, como ciência e como possibilidade técnica, possa assumir um papel de maior relevância. Portanto, este artigo tem por objetivo central discutir as possibilidades do conhecimento científico sociológico frente às transformações transdisciplinares contemporâneas. Primeiramente abordará aspectos do atual cenário que reclama por sustentabilidade, inclusão e mercado; posteriormente, discutirá o fato de que poucas disciplinas do conhecimento científico, como a sociologia, constituiu-se forma tão interdisciplinar e com reflexões diversificadas capazes de fazer frente a questões como as que se afiguram atualmente. Por fim, pretende destacar o importante arsenal epistemológico, teórico e metodológico, acumulado no bojo das transformações da sociedade moderna, que podem ser utilizados para uma mais ampla contribuição às dinâmicas sociais de natureza complexa.
  • Léo Peixoto Rodrigues é licenciado em Ciências Físicas e Biológicas (FAPA); licenciado em Ciências Sociais (UFRGS); Bacharel em Ciências social (UFRGS); Mestre e Doutor em sociologia, também pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente é Professor da Universidade Federal de Pelotas - UFPel, Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais - PPGCS. Sua área de de interesse e de pesquisa está vinculada à sociologia do conhecimento, sociologia da ciência e do conhecimento científico; também pesquisa teoria social contemporânea, sobretudo, teoria sistêmica e interdisciplinaridade. É autor dos livros: Introdução à sociologia do conhecimento da ciência e do conhecimento científico. UPF: Passo Fundo - RS, 2005.; e Niklas Luhmann: para compreender o sistema Social. Porto Alegre - RS 2012, em co-autoria com o prof. Dr.Fabrício Monteiro Neves, além de diversos artigos científicos.
  • PAP0555 - AGROEXTRATIVISMO E DINÂMICAS DA RELAÇÃO SOCIEDADE-NATUREZA NA REGIÃO DO BICO DO PAPAGAIO, ESTADO DO TOCANTIS, BRASIL.
    Resumo de PAP0555 - AGROEXTRATIVISMO E DINÂMICAS DA RELAÇÃO SOCIEDADE-NATUREZA NA REGIÃO DO BICO DO PAPAGAIO, ESTADO DO TOCANTIS, BRASIL. 
    •  ROCHA, Maria Regina Teixeira da CV - Não disponível 
    •  ALMEIDA, Jalcione Almeida CV - Não disponível 
    • PAP0555 - AGROEXTRATIVISMO E DINÂMICAS DA RELAÇÃO SOCIEDADE-NATUREZA NA REGIÃO DO BICO DO PAPAGAIO, ESTADO DO TOCANTIS, BRASIL.

      O objetivo desse artigo é discutir sobre as dinâmicas das relações sociedade-natureza na região do Bico do Papagaio– estado do Tocantins, Brasil, tomando como referência a produção e a reprodução social agroextrativistas. Situado na região de transição entre o bioma Cerrado e a Amazônia brasileira, em fronteira com os estados do Maranhão e Pará, as dinâmicas socioambientais, na região, são marcadas por disputas em torno da posse e uso dos “recursos naturais” (terra, recursos extrativistas e outros) entre diferentes atores sociais, dentre eles, os agroextrativistas, associando-se à privatização das terras, ao cercamento das áreas, à proibição e/ou limitação de acesso ao coco babaçu e à substituição da biodiversidade pelos campos de pastagem homogênea. Pelas análises de dados levantados na região por meio de uma pesquisa etnográfica observou-se que as estratégias de reprodução social adotadas pelos agroextrativistas, têm produzido efeitos transformadores, em vários níveis e intensidades, nas dinâmicas de relações sociedade-natureza, produzindo resultados menos nocivos ao ambiente. Por outro lado, as atividades agropecuárias (criação de gado e monocultivos) e a produção silvícola, contribuem para a produção de efeitos negativos ao ambiente natural com a diminuição da biodiversidade e a ameaça às formas de exploração agroextrativista. Nesse sentido, pode-se caracterizar essas dinâmicas, na atualidade, produzidas por processos que se alternam entre aqueles que potencialmente produzem efeitos negativos, a exemplo da agropecuária, e pelos processos que são capazes de produzir efeitos na direção de contribuir para a diminuição da pressão sobre o meio natural, como é o caso dos modos de produção agroextrativista e as mobilizações em prol da preservação do babaçu. Palavras-chave: Dinâmicas de relações sociedade-natureza, reprodução social, agroextrativismo, coco babaçu, Tocantis, Brasil
  • PAP0415 - Conflitos socioambientais e coletivos de mulheres: reflexões sobre a oposição às novas agrobiotecnologias no Brasil e Argentina
    Resumo de PAP0415 - Conflitos socioambientais e coletivos de mulheres: reflexões sobre a oposição às novas agrobiotecnologias no Brasil e Argentina PAP0415 - Conflitos socioambientais e coletivos de mulheres: reflexões sobre a oposição às novas agrobiotecnologias no Brasil e Argentina
    • LIMA, Márcia Maria Tait CV de LIMA, Márcia Maria Tait
    • PAP0415 - Conflitos socioambientais e coletivos de mulheres: reflexões sobre a oposição às novas agrobiotecnologias no Brasil e Argentina

      O artigo discute a centralidade da atuação de mulheres que se autodenominam camponesas ou agricultoras/rurais na formulação das críticas ao modelo de desenvolvimento em curso no Brasil e Argentina, que em grande medida, vigora também no restante dos países latino-americanos nas três últimas décadas. Na América Latina as políticas de fortalecimento de uma economia agroexportadora (ainda fortemente baseada na plantation colonial), incorporam durante o período de 60-70 os conhecimentos tecnocientíficos da chamada Revolução Verde. “Revolução” caracterizada pelo uso de agroquímicos e de métodos e tecnologias que pudessem gerar aumento de produtividade dos principais monocultivos. Nos anos 90 os “pacotes tecnológicos para o campo” incorporam as “inovações” na própria genética dos cultivos. As novas agrobiotecnologias ganham espaço com a disseminação de sementes transgênicas, que se tornam amplamente utilizadas pelos principais países exportadores de grãos em todo mundo. Apesar da rápida disseminação dessa tecnologia, não se pode afirmar que seja amplamente aceita. Os alimentos transgênicos enfrentam oposição de agricultores, consumidores, organizações e movimentos sociais. Os riscos dos Organismos Geneticamente Modificados e as questões de biossegurança seguem sendo temas controversos. A proposta deste artigo é refletir sobre os discursos e as práticas de movimentos que compartilhem críticas as agrobiotecnologias, evidenciando o papel das mulheres. No Brasil, o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), coloca questões como: soberania alimentar por meio da produção agroecológica camponesa, da recuperação de sementes crioulas e não cultivo de transgênicos. Na Argentina, grupos de mulheres ou coletivos mistos do meio rural também têm colocado propostas semelhantes. A metodologia para a pesquisa esteve baseada em entrevistas e observação nos dois países em viagens durante o ano de 2011. O material obtido foi colocado em diálogo com abordagens de autores como Alberto Melucci, Boaventura Sousa Santos e com autoras que exploram as relações entre gênero e ambientalismo (Ecofeminismo). O fio condutor é a discussão sobre como a participação de mulheres em coletivos no Brasil e Argentina pode estar contribuindo para formação de um discurso singular que articula a dimensão da ecologia e do feminismo a um enfrentamento econômico e político às grandes corporações e proprietários de terra que monopolizam o agronegócio.
  • Comunicadora social e especialista em jornalismo científico. Concluiu
    o mestrado em Política de Ciência e Tecnologia na Universidade
    Estadual de Campinas (Unicamp), local onde desenvolve atualmente o
    doutorado e participa como pesquisadora do Grupo de Análise de
    Política de Inovação (Gapi). Seu mestrado deu origem ao livro
    “Tecnociência e Cientistas: cientificismo e controvérsias na política
    de biossegurança brasileira”. Atualmente trabalha com o tema da
    oposição às novas agrobiotecnologias e relações com movimentos sociais
    de mulheres e está realizando um estágio de pesquisa exterior (com
    bolsa Fapesp) vinculado a Universidade de Valladolid. Também acaba de
    concluir uma especialização em Teoria do Feminismo vinculada à Cátedra
    de a Universidade Complutense de Madrid.
  • PAP0342 - EXPERIÊNCIAS E VOZES: UMA LEITURA BIOÉTICA DE SOLAR, DE IAN McEWAN
    Resumo de PAP0342 - EXPERIÊNCIAS E VOZES: UMA LEITURA BIOÉTICA DE SOLAR, DE IAN McEWAN 
    •  ARAÚJO, Joana CV - Não disponível 
    • MAGALHÃES, Susana CV de MAGALHÃES, Susana
    •  BAPTISTA, Isabel CV - Não disponível 
    • PAP0342 - EXPERIÊNCIAS E VOZES: UMA LEITURA BIOÉTICA DE SOLAR, DE IAN McEWAN

      A reflexão sobre a acção humana de modo a fazer o bem e sobre o significado deste bem remete para a questão da experiência, porque a acção é uma das formas de experimentar e está intrinsecamente ligada a outras vertentes da experiência, ao pensamento e à emoção. O agir ético implica sempre motivação, intenção e hábito. A educação em Bioética permite dar uma dimensão humana ao acto, distinguindo-se neste contexto o acto do Homem do acto humano, na medida em que só este implica uma reflexão e uma intenção no agir livre. A premissa da liberdade de escolha é a base do respeito pela autonomia, pelo bem individual e pelo bem comum. A Bioética sendo transdisciplinar, implica necessariamente um diálogo entre as várias áreas do saber, do qual nasce um novo modo de olhar a realidade e de comunicar esse conhecimento, respondendo, deste modo, à especificidade da acção pedagógica enquanto prática intencional que promove os valores através da reflexão e da acção. Sendo o respeito pelo outro a base da construção do conhecimento bioético, na discussão sobre questões e problemas éticos exige-se esse mesmo respeito pela autonomia de cada membro do grupo de discussão. O respeito pela autonomia promove o respeito pela identidade de cada um, que tem necessariamente diferentes modos de se expressar, diferentes vozes. A reflexão bioética sobre as questões ambientais servirá de exemplo desta inter-relação entre o ensino da bioética e o desenvolvimento das capacidades de deliberação e tomada de decisão dos jovens enquanto futuros cidadãos.
  • Susana Magalhães; Universidade Fernando Pessoa e Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa; Áreas de formação: Línguas e Literaturas Modernas e Bioética; Áreas de Interesse: Bioética e Literatura.