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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST12 Arte, Cultura e Comunicação[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 1 - Comunicação, média e desafios da sociedade da informação[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1165 - A representação da política portuguesa nas revistas de vida social
    Resumo de PAP1165 - A representação da política portuguesa nas revistas de vida social 
    •  AFONSO, Bruna CV - Não disponível 
    • FERREIRA, Vanda CV de FERREIRA, Vanda
    • PAP1165 - A representação da política portuguesa nas revistas de vida social

      A actualidade política portuguesa - entendida neste caso como resultante da construção jornalística dos acontecimentos e dos representantes dos partidos políticos feita pelas revistas semanais de vida social - partilha do espaço concedido a outras figuras públicas sobretudo ligadas ao mundo do espectáculo. O artigo pretende questionar se a actual forma de representação dos políticos portugueses nas revistas de vida social (como figuras públicas em eventos privados - os políticos como pais, maridos, frequentadores de festas, protagonistas de idas ao teatro ou à discoteca), decorre de, ou expressa, uma crise das formas de discursividade moderna de publicitação do "político". Em contraponto, nomeadamente à forma de representação predominante na imprensa "de referência", onde os políticos aparecem como actores do universo político, no âmbito da sua actividade com impacto público. Esta comunicação resulta de uma base de dados de artigos com presença de políticos portugueses publicados nas revistas sobre vida social (vulgo, "revistas cor-de-rosa") e que compõe uma amostra representativa das duas revistas semanais de vida social com maior circulação nacional: a Caras e a Nova Gente publicadas em 2007, um ano de eleições autárquicas intercalares em Lisboa e de 2010, ano de eleições presidenciais. A comunicação apresentará algumas tendências sobre o tratamento jornalístico dado por estas publicações ao contexto político-partidário e questionará uma eventual crise da distinção moderna das esferas pública e privada.
  • FERREIRA, Vanda
    Licenciada em Ciências da Comunicação, variante Jornalismo, pós-graduada em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação e em Análise de Dados em Ciências Sociais
    ISCTE/CIES – Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia
    ferrvanda@gmail.com
  • PAP0506 - “A cobertura da imprensa conta a história da guerra no Século XX. O documentário e o livro-reportagem contam mais”
    Resumo de PAP0506 - “A cobertura da imprensa conta a história da guerra no Século XX. O documentário e o livro-reportagem contam mais” 
    •  PEDRO, Vanessa. CV - Não disponível 
    • PAP0506 - “A cobertura da imprensa conta a história da guerra no Século XX. O documentário e o livro-reportagem contam mais”

      O texto jornalístico é o principal lugar da interpretação da guerra. Partindo da experiência brasileira e também associando à internacional, o século XX confirma essa premissa e mostra um desenho de de como isto ocorreu. O relato cotidiano do combatente dá lugar à notícia do jornalista, que culmina com a transmissão em direto e com um retorno às narrativas dos combatentes, só que agora através da internet. Este é um dos pilares da análise feita neste trabalho, que vai demonstrar como esta mudança ocorreu. O século XXI reafirma esta avaliação. Outros dois aspectos deste quadro valem ser analisados: o documentário e o livro-reportagem com alternativas, contrapontos e complementos do texto jornalístico para construir a narrativa da guerra. Dois cases interessantes para esta análise são a cobertura da Guerra do Iraque do ponto de vista da única equipe brasileira que esteve no país desde o início do conflito, que foram dois jornalistas do jornal Folha de S. Paulo, e o documentário War feels like war, do diretor espanhol Esteban Uyarra, que acompanhou jornalistas de diversos países que cobriam o conflito a partir do Kuwait, país vizinho ao Iraque. A cobertura diária do jornal dialogo com a publicação do livro Diário de Bagdá: a Guerra do Iraque segundo os bombardeados. Enquanto o documentário trata de como é realizar um cobertura de guerra, tema que não aparece na própria cobertura jornalística. O fazer jornalístico é um tema que aparece apenas nesses dois espaços, no livro e no documentário. Para complementar trago a experiência de estar produzindo o documentário GUERRA.DOC: UM FILME SOBRE COBERTURA DE GUERRA, produzido no interior de meu projeto de pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o CIAC da Universidade do Algarve e com o NEOM da Universidade Federal Fluminense. O filme, em fase de produção, está reunido correspondentes de guerra e pesquisadores sobre o tema, de diferentes cidades no Brasil, em Portugal e em outras cidades do mundo.
  • PAP0494 - Interrogações sobre a natureza do poder dos media noticiosos
    Resumo de PAP0494 - Interrogações sobre a natureza do poder dos media noticiosos PAP0494 - Interrogações sobre a natureza do poder dos media noticiosos
    • ROCHA, João Manuel CV de ROCHA, João Manuel
    • PAP0494 - Interrogações sobre a natureza do poder dos media noticiosos

      GT Comunicação Social O que se propõe nesta comunicação é uma reflexão sobre os contornos do poder dos jornalistas e dos media noticiosos, revisitando teorias da comunicação que se cruzam com a sociologia dos media e tendo em conta a centralidade do seu papel na vida pública e o questionamento da sua legitimidade. Únicos actores da vida pública a recolherem a sua legitimidade apenas no espaço público, na leitura de Missika e Wolton (1983), os jornalistas teriam uma legitimidade fundamentada “na recolha e tratamento da informação” e seriam como que “guardiões” do espaço público. Mas poder dos jornalistas e poder dos media noticiosos não devem confundir-se. Glorificados, uns e outros, mas também eles objecto de escrutínio permanente, o seu trabalho é exercido em quadros de constrangimentos que nos propomos identificar. Para além de balizar os termos em que é exercida a actividade dos media noticiosos, enquanto dispositivos de produção do jornalismo; e de convocar distintos entendimentos do conceito de “opinião pública”; propõe-se um questionamento da natureza do poder mediático. Se em regimes autoritários o espaço para os media serem outra coisa que não instrumento de propaganda será nulo ou inexistente, distintos autores realçam a importância do seu papel nas democracias. Quarto poder? Contrapoder? Instrumento de exercício de poderes e controlo social? Poder delegado por outros campos, exercido num quadro de constrangimentos? As questões sobre os media noticiosos, que pelo seu papel na vida pública podem ser encarados como actores políticos, multiplicam-se.
  • João Manuel Rocha é estudante de doutoramento em Ciências da Comunicação no ISCTE-IUL, onde prepara uma tese sobre narrativas jornalísticas na guerra colonial. Licenciado em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa, é pós-graduado em Jornalismo e mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação pelo ISCTE. Membro do Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ), interessa-se pela sociologia e história do jornalismo e pelas relações entre media e poderes. Publicou o livro "Quando Timor-Leste foi uma causa" (MinervaCoimbra, 2011). É jornalista profissional desde 1984.
  • PAP0468 - DN Jovem (1983-2007) - Trajecto, dinâmicas e legado de um suplemento juvenil
    Resumo de PAP0468 - DN Jovem (1983-2007) - Trajecto, dinâmicas e legado de um suplemento juvenil  PAP0468 - DN Jovem (1983-2007) - Trajecto, dinâmicas e legado de um suplemento juvenil
    • FREITAS, Helena de Sousa CV de FREITAS, Helena de Sousa
    • PAP0468 - DN Jovem (1983-2007) - Trajecto, dinâmicas e legado de um suplemento juvenil

      GT Comunicação Social O DN Jovem foi idealizado em 1983 por Mário Mesquita, então director do DN, à imagem do antecessor DL-Juvenil mas com o objectivo de ter um rumo mais próximo do jornalismo de investigação, podendo até “servir até um pouco de escola” nessa área. Porém, a participação dos leitores (logo aí tornados colaboradores) inclinou o suplemento para a poesia, o conto, a fotografia... Ao longo de 13 anos, este lugar único na imprensa portuguesa foi a rampa de lançamento de escritores entretanto reconhecidos, como José Eduardo Agualusa, José Luís Peixoto ou António Manuel Venda, divulgou os primeiros trabalhos dos cartoonistas e ilustradores Álvaro e João Fazenda e acolheu textos de José Mário Silva ou Pedro Mexia, hoje reputados críticos literários. Mas, apesar do êxito cultural e do aplauso público de que o DNJ granjeava, a Administração/Direcção e o departamento comercial do jornal que o publicava questionavam a sua valia do ponto de vista financeiro e, em Junho de 1996, aproveitando a propalada emergência da Internet, deslocaram o caderno juvenil do papel para o suporte digital. A empresa ficou livre dos custos inerentes à impressão das oito páginas do suplemento. No entanto, e dado que a rede era, à data, inacessível à generalidade dos colaboradores e leitores do DNJ, os participantes e o público viram-se privados daquela montra artística semanal. Esta transição - que exaltou ânimos dentro e fora do Diário de Notícias - foi sucedida de um desinvestimento progressivo no DN Jovem, cujo destino não foi também alheio à turbulência vivida no DN, que mudou do Grupo PT para a Controlinveste em 2005 e teve cinco directores entre 1996 e Março de 2007, data em que o DNJ foi extinto, a cerca de um ano de celebrar um quarto de século. O trabalho de investigação de onde se extrai a presente comunicação incluiu uma análise dos conteúdos do DNJ em quatro períodos distintos e o exame de 18 entrevistas semi-estruturadas a colaboradores e coordenadores do DNJ e a membros da Direcção do Diário de Notícias, visando conhecer o trajecto, as dinâmicas e o legado de uma iniciativa emblemática na imprensa portuguesa.
  • Helena de Sousa Freitas (Lisboa, 1976) é licenciada em Comunicação Social, pós-graduada em Direito da Comunicação Social e mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação.
    Bolseira da FCT no CIES – IUL, desenvolve actualmente a investigação “Histórias Que as Paredes Contam – O Muralismo como Forma de Comunicação Alternativa na Cidade de Setúbal (1974-2010)” no âmbito do doutoramento em Ciências da Comunicação.
    Jornalista desde 1996, ingressou na agência Lusa em 1998 e foi galardoada pela APDSI com o Prémio Editorial Sociedade da Informação 2010.
    É autora dos ensaios “Jornalismo e Literatura: Inimigos ou Amantes?” (2002), “Sigilo Profissional em Risco” (2006) e “O DN Jovem entre o Papel e a Net” (2011).
  • PAP0393 - O poder comunicativo do humor – o caso das paródias ao computador ‘Magalhães’ nos media
    Resumo de PAP0393 - O poder comunicativo do humor – o caso das paródias ao computador ‘Magalhães’ nos media 
    • PEREIRA, Sara CV de PEREIRA, Sara
    •  PEREIRA, Luís CV - Não disponível 
    • PAP0393 - O poder comunicativo do humor – o caso das paródias ao computador ‘Magalhães’ nos media

      O humor tem uma relação próxima com a atualidade, lançando sobre esta uma leitura irónica que ajuda a caricaturar dimensões de um problema que não são enunciáveis noutro registo. Alguns autores (Hollander,2005) discutem a importância do humor para comunicar uma ideia, nomeadamente a atualidade política, e de reter a atenção do leitor/ouvinte/espectador. Num momento em que abundam nos media nacionais secções e programas com pendor sarcástico, que tomam a realidade social como objecto da sua atenção, torna-se importante analisar o potencial comunicativo desses produtos e o seu contributo para a construção de um olhar mais informado e crítico sobre essa mesma realidade. Os programas de humor proporcionam leituras sobre a atualidade, podendo determinar que interpretações vão ser feitas sobre um determinado assunto. Deste modo, pode-se considerar que os espaços humorísticos dos media constituem um meio e um recurso importante de educação para os media. Tomando como ponto de partida o impacto educativo, social e económico que o computador Magalhães teve na sociedade portuguesa, bem como a discussão expressiva que suscitou, esta comunicação pretende analisar as abordagens que os espaços humorísticos fazem deste fenómeno mediático. O corpus de análise é constituído pelo material publicado e difundido na imprensa, na televisão e na internet desde o lançamento da medida pelo XVII Governo liderado por José Sócrates (2008), até Setembro de 2011, altura em que o novo executivo, agora dirigido por Pedro Passos Coelho, suspende esta medida governamental. Tendo por base este material, proceder-se-á a uma análise dos principais temas abordados, dos aspectos que são caricaturados e da sua relação com a atualidade do processo. Pretende-se também analisar as rábulas dos programas televisivos de humor, relacionados com o tema em estudo, que foram objecto de queixas à Entidade Reguladora para a Comunicação Social, procurando-se identificar os motivos dessas queixas por parte do público e o seguimento que foi dado às mesmas pelos organismos em causa. Outra dimensão que se pretende explorar nesta apresentação é o potencial do humor como forma de desenvolvimento de competências ao nível da literacia ou educação para os media fora de um ambiente formal de educação, mas muito abrangente e capaz de chegar a uma grande audiência, como é o caso da televisão. Este trabalho insere-se no âmbito de um projeto de investigação intitulado ‘Navegando com o Magalhães - Estudo do Impacto dos Media Digitais nas Crianças’, em curso no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho com financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Referências: Hollander, B. A. (2005). Late-Night Learning: Do Entertainment Programs Increase Political Campaign Knowledge for Young Viewers?. Journal of Broadcasting & Electronic Media, 49(4), 402-415.
  • Sara Pereira, professora auxiliar no Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho e investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da mesma universidade. É atualmente diretora do mestrado de Comunicação, Cidadania e Educação e coordenadora de dois projetos de investigação: um financiado pela FCT, sobre as políticas e as práticas de uso do computador Magalhães; o outro, financiado pelo QREN, visa a criação de uma plataforma digital para as crianças. Os interesses de investigação centram-se na educação ou literacia para os media, na relação das crianças e jovens com os meios de comunicação e nos estudos de recepção.
  • PAP0062 - O consumo da ficção nacional na televisão portuguesa: uma análise crítica
    Resumo de PAP0062 - O consumo da ficção nacional na televisão portuguesa: uma análise crítica  PAP0062 - O consumo da ficção nacional na televisão portuguesa: uma análise crítica
    • SOUSA, João CV de SOUSA, João
    • MORAIS, Ricardo CV de MORAIS, Ricardo
    • PAP0062 - O consumo da ficção nacional na televisão portuguesa: uma análise crítica

      O contexto português na última década, no que se refere à produção de ficção audiovisual, tem sofrido profundas convulsões, bem patente sobretudo no domínio quantitativo desta, a ser exibida em regime “prime-time” nas principais cadeias televisivas generalistas portuguesas, como são os casos da RTP e SIC, mas sobretudo da TVI, com uma forte aposta neste tipo de produção própria. Ora, partindo do pressuposto estatisticamente observável, de que é a televisão, o principal meio de acesso a informação, bem como a bens de consumo cultural da população portuguesa, em claro detrimento de outros mecanismos, como o teatro ou o cinema, pretende-se desenvolver uma análise crítica a partir do paradigma marxista na pessoa do seu fundador Karl Marx, bem como desenvolvimentos posteriores mormente oriundos da designada escola de Frankfürt, como Walter Benjamin, tal como esforços teóricos contemporâneos, como é o caso de Pierre Bourdieu. Para tal, concebemos como unidade de análise o conjunto das três séries de novelas a exibi actualmente na TVI entre as 21h20 e as 00h30, num período compreendido entre 6 e 10 Fevereiro (apenas dias úteis). Tendo como objectivo a apreensão de representações sociais, assim como formas sub-reptícias de exercício do poder e de dominação a partir de uma determinada ideologia, optámos no plano metodológico, pela aplicação da análise de conteúdo a partir de uma grelha previamente concebida, em que se ensaiarão a operacionalização de diversas dimensões e seus respectivos indicadores, de forma a promover a maior e melhor sistematização da análise que se pretende realizar.
  • João Carlos Sousa - Licenciado em Sociologia pela Universidade da Beira Interior. É Bolseiro de Investigação do projecto “Agenda dos Cidadãos: jornalismo e participação cívica nos media Portugueses” no Laboratório de Comunicação Online. As suas áreas de interesse na investigação estão centradas na sociologia da juventude, política e religião.
    Ricardo Morais - Investigador de Doutoramento em Ciências da Comunicação na Universidade da Beira Interior. Nesta mesma Universidade tirou a licenciatura em Ciências da Comunicação e o Mestrado em Jornalismo: Imprensa, Rádio e Televisão. Desenvolve a sua investigação na análise das diferentes dimensões das oportunidades de participação oferecidas aos cidadãos pelos novos media. É Bolseiro de Investigação do projecto “Agenda dos Cidadãos: jornalismo e participação cívica nos media Portugueses” no Laboratório de Comunicação Online.