• English version
  • Versão Portuguesa
  • Versão Espanhola
  • Versão Francesa


VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
Adobe Acrobat Reader

©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST12 Arte, Cultura e Comunicação[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 3 - Mesa Redonda - Jornalismo e jornalistas: reconstruções identitárias na era da globalização[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1558 - Crise, novo paradigma, o próximo jornalismo e arbitragem da ética
    Resumo de PAP1558 - Crise, novo paradigma, o próximo jornalismo e arbitragem da ética PAP1558 - Crise, novo paradigma, o próximo jornalismo e arbitragem da ética
    • GOMES, Adelino CV de GOMES, Adelino
    • PAP1558 - Crise, novo paradigma, o próximo jornalismo e arbitragem da ética

      A emergência dos novos média e o crescente empoderamento das audiências puseram em causa a agenda comunicacional e informativa unilateral e centralizada, prevalecente ao longo do século passado. A crise financeira de 2008 acelerou o fim do modelo industrial em que assentara a prosperidade do sistema de imprensa. Gurus do novo jornalismo matraqueiam a ideia de que users can do it for themselves e que uma onda sísmica digital submerge os modelos jornalísticos tradicionais (Starkman, 2011e 2012). A partir duma reflexão crítica sobre o estado dos média à luz do ComitteeofConcernedJournalists e da respectiva réplica portuguesa, o Projecto Jornalismo e Sociedade, o autor problematiza tentativas de conciliar, no próximo jornalismo, a dominante digital, nas suas diferentes declinações, com um núcleo de regras e padrões éticos e profissionais do velho jornalismo (Rosen, 2006 e 2012; Kovach e Rosenstiel, 2007 [2001] e 2010, e Beckett, 2008).
  • Adelino Gomes
    Investigador no CIES-IUL e docente no mestrado Comunicação, Cultura e Novas Tecnologias, do ISCTE-IUL
    Doutorado em Sociologia (especialidade em Sociologia da Comunicação, da Cultura e da Educação).
    Interesses de investigação: Sociologia da Comunicação e Jornalismo.
    Integrou a equipa, coordenada por José Rebelo, que procedeu à Análise Sociológica do Jornalista Português (na origem do livro Ser Jornalista em Portugal. Perfis sociológicos). A investigação alarga-se actualmente ao perfil das Novas Gerações de Jornalistas, num trabalho que conta agora também com os sociólogos José Luís Garcia e Rui Brites. Integra ainda a equipa coordenada por Gustavo Cardoso, do Projecto Jornalismo e Sociedade.
  • PAP1434 - Sociologia da Comunicação e Ciências da Comunicação: contributo para uma dialética das fronteiras
    Resumo de PAP1434 - Sociologia da Comunicação e Ciências da Comunicação: contributo para uma dialética das fronteiras  
    •  FERNANDES, José Luiz CV - Não disponível 
    • PAP1434 - Sociologia da Comunicação e Ciências da Comunicação: contributo para uma dialética das fronteiras

      GT Comunicação Social Esta comunicação apresenta uma reflexão sobre a Sociologia da Comunicação e as Ciências da Comunicação nas suas interdependências e na sua interação com a realidade social, em Portugal. Com base na pesquisa e análise documental construiu-se um mapeamento comparativo da institucionalização das duas disciplinas, no país. Do lado da Sociologia na perspetiva da especialização intrínseca ao processo da sua institucionalização, desde o primórdio dos anos 60 do século passado. Pelo lado das Ciências da Comunicação focando a sua emergência disciplinar ocorrida nos anos 80. Um mapeamento que é o de um território de fronteira. Sobre uma pluralidade, por vezes contraditória mas complementar, frequentemente esquiva a fixações mas geradora de novas dimensões teóricas e epistemológicas. Usando uma palavra: dialética. Tal como noutros países, em Portugal o estudo da Comunicação como objeto teórico e empírico foi um ramo da Sociologia até a multiplicidade de aproximações para interrogar essa dimensão da realidade, progressivamente mais complexa, levar à integração de novos conceitos, problemas, teorias e métodos numa nova matriz teórica, denominada Ciências da Comunicação. Esse processo de desdobramento disciplinar ou de reconfiguração teórico-metodológica foi-se articulando com a movente pluridimensionalidade do político-social na dimensão nacional, até aos 90. Nessa década verificou-se uma progressiva interpenetração com fatores de dimensão globalizante associados à crescente tecnologização e tecnificação comunicacional. Se os artigos da “pré-história” da Sociologia em Portugal evidenciam uma antiga atenção de investigadores sociais sobre o campo comunicacional, as obras mais recentes mostram como a complexidade do sistema dos media requer uma abordagem epistemológica transdisciplinar para a investigação e a teorização do fenómeno social total que é a Comunicação.
  • PAP1080 - Para o Estado da Arte da Investigação sobre o Jornalismo e os Jornalistas Portugueses. Mesa-Redonda de Reflexão entre os Autores e os seus Estudos.
    Resumo de PAP1080 - Para o Estado da Arte da Investigação sobre o Jornalismo e os Jornalistas Portugueses. Mesa-Redonda de Reflexão entre os Autores e os seus Estudos. 
    • GARCIA, José Luís CV de GARCIA, José Luís
    • PAP1080 - Para o Estado da Arte da Investigação sobre o Jornalismo e os Jornalistas Portugueses. Mesa-Redonda de Reflexão entre os Autores e os seus Estudos.

      Proposta de Grupo de Trabalho sob coordenação de José Luís Garcia (ICS-UL) Em 1987 e 1998, dois estudiosos dos media e do jornalismo em Portugal, Mário Mesquita e José Manuel Paquete de Oliveira, faziam notar a escassez de pesquisa no campo de investigação dos jornalistas portugueses. Mário Mesquita aludia à lacuna de dados disponíveis que constituíssem “pontos de referência” para o estudo deste domínio (Mesquita, 1987: 2). Paquete de Oliveira realçava que se a ignorância era grande sobre “a ‘informação’ em geral e a comunicação social em particular”, a área em que este desconhecimento se revelava maior era aquela que dizia respeito aos profissionais do jornalismo. “Sabe-se pouco dos jornalistas”, salientava Paquete de Oliveira em finais da década de 1990, chamando ainda a atenção para o facto de esta omissão não se observar apenas em Portugal (Oliveira, 1998: 47). Volvidas mais de duas dezenas de anos, é forçoso reconhecer que o panorama da investigação sobre o jornalismo e os jornalistas em Portugal, sejam quais forem as insuficiências, é bastante diferente. Já não é destituído de sentido falar de algo como um campo de investigação em torno destes domínios, assim como a existência de um espólio razoável de teses académicas e estudos valiosos por parte de centros de investigação e universidades portuguesas, e ainda de debates em congressos. E focalizando apenas o âmbito dos estudos sobre os jornalistas contamos hoje com diversas contribuições, como ensaios de cariz histórico, estudos baseados em inquéritos, abordagens sociológicas, publicações de natureza memorialista e outras que têm dado lugar à edição de artigos, livros e números temáticos de revistas. Este grupo de trabalho reúne vários autores portugueses em redor de obras consideradas importantes para o campo de estudo dos jornalistas portugueses. Adelino Gomes (CIES-ISCTE), Carla Baptista e Fernando Correia (UNL/UAL), Joaquim Fidalgo (UM), João Figueira (UC), Sara Meireles Graça (ESEC-IPC/ICS-UL), entre outros, integram a mesa-redonda de reflexão/debate sobre o jornalismo e os jornalistas portugueses.
  • José Luís Garcia, investigador do ICS-UL, sociólogo, dotourado pela Universidade de Lisboa. Áreas de interesse: sociologia da ciência e da tecnologia, sociologia da comunicação, teoria social..
  • PAP0791 - Os Académicos que podem falar na TV
    Resumo de PAP0791 - Os Académicos que podem falar na TV 
    •  LOPES, Felisbela CV - Não disponível 
    •  NETO, Ivo CV - Não disponível 
    • PAP0791 - Os Académicos que podem falar na TV

      A TV é hoje um meio de grande repercussão social. Poder-se-á considerar um “ecossistema” social e cultural ao qual todos estamos vinculados pelo facto de integrarmos determinada cultura, ainda que não sejamos telespectadores assíduos. Estaremos, então, perante um metamedium ou um “epicentro cultural” das nossas sociedades, como prefere designá-lo Manuel Castells. Portanto, falamos aqui de algo que desenvolve e marca um espaço social. Seguindo uma linha de pesquisa que procura interrogar que tipo de espaço público constroem os programas informativos, analisámos a composição social dos plateaux informativos dos canais generalistas (RTP1, SIC e TVI) e dos canais temáticos de informação (SICN, RTP Informação e TVI 24) entre Setembro de 2011 e Fevereiro de 2012. Para além dos jornalistas e políticos que são os mais solicitados para os estúdios de informação, há um grupo que vem ganhando expressividade ao nível dos programas televisivos de conversação: os académicos. Nesta comunicação, iremos analisar quem são e a que área pertencem estes convidados que se constituem como um grupo relativamente circunscrito. Uma elite, poder-se-ia dizer, embora sem integrar as categorias mais elevadas da carreira académica do Ensino Superior. Trata-se, acima de tudo, de interlocutores desembaraçados no verbo e no gesto, ajustando-se facilmente aos ritmos exigidos pela TV. Esta investigação insere-se no projecto “Jornalismo televisivo e cidadania: os desafios da esfera pública digital” (FCT PTDC/CCI-JOR/099994/2008) que pretende perceber que tipo de espaço público os programas de informação da TV portuguesa constroem através daqueles que chamam aos respectivos plateaux. Na investigação que aqui destacamos foram identificados todos os convidados dos conteúdos informativos emitidos entre as 18h e as 01h de segunda a sexta-feira. Ao estudo foi ainda acrescentada a análise dos fóruns de informação dos canais temáticos, espaços de participação do telespectador por excelência. Cada convidado foi caracterizado em função de seis variáveis: profissão, lugar de origem, sexo, mote do convite, ligação ao tema do programa e ao programa. Palavras-chave: informação televisiva, convidados, académicos, confraria dos plateaux
  • PAP0539 - Jornalistas e Consultores de Comunicação Estratégica - Reconfiguração, precisa-se
    Resumo de PAP0539 - Jornalistas e Consultores de Comunicação Estratégica - Reconfiguração, precisa-se PAP0539 - Jornalistas e Consultores de Comunicação Estratégica - Reconfiguração, precisa-se
    • ESTEVES, Álvaro CV de ESTEVES, Álvaro
    • PAP0539 - Jornalistas e Consultores de Comunicação Estratégica - Reconfiguração, precisa-se

      GT Comunicação Social A democraticidade do ato de comunicar/informar, através de um progressivo número de suportes, redes e plataformas, para públicos cada vez mais diversificados e em contextos de grande transformação social, exige o surgimento do Novo Comunicador/Jornalista. Enquadre-se este na atividade jornalística formal, ou na consultoria de comunicação estratégica, junto das fontes. As novas tecnologias de informação, as redes sociais, os novos canais posicionaram o jornalista-cidadão lado a lado com o cidadão-jornalista. A visão utópica da isenção jornalística recolocou a autocensura no seio dos profissionais, enquanto a opinião pública ignora a existência condicionante do gatekeeping, nas plataformas mais modernas, “em favor dos mais fortes”. A profunda alteração necessária ao exercício dos novos comunicadores passa também pela Escola, sob pena de os jovens profissionais, recém-formados, qualquer que seja a dimensão em que se situem, não percecionarem, em tempo útil, que os mercados mudaram. Os meios de comunicação social tradicionais estão em plano descendente e existe uma nova realidade a que têm de se adaptar. Na reorganização da atividade comunicacional, dos novos meios e dos seus agentes/atores, há um novo papel para o Gestor/Consultor de Comunicação Estratégica e para o Jornalista, ainda não interiorizado. Em tempo de mudança, reconfiguração, precisa-se.
  • Álvaro Batista Esteves
    Doutorando/Ciências da Comunicação/ISCTE-IUL.
    Antigo jornalista profissional (1974-88); chefe dos Serviços de Comunicação Social (1988-89); sócio e director geral da agência Média Alta - Comunicação (1989-2012).
    Antigo vogal do Conselho Fiscalização da EPNC-Emp. Pública Jornais Notícias e Capital (1979-88); antigo membro da Direção do Sindicato dos Jornalistas; ex-membro e presidente da APECOM-Assoc. Port. Empresas Conselho em Comunicação e Relações Públicas (1996-2002); ex-presidente do Conselho Consultivo e coordenador Comissão do Código de Conduta da APCE-Assoc. Port. Comunicação de Empresa. Membro da Comissão Organizadora do Congresso Port. Relações Públicas (out.2012).
  • PAP0052 - Jornalistas: jovens profissionais de um ofício em mutação
    Resumo de PAP0052 - Jornalistas: jovens  profissionais de um ofício em mutação  
    • PACHECO, Liliana CV de PACHECO, Liliana
    • PAP0052 - Jornalistas: jovens profissionais de um ofício em mutação

      GT Comunicação Social No presente artigo pretende-se esboçar um retrato dos jovens jornalistas portugueses, num ofício que se encontra em ebulição devido a vários factores. Podemos nomear alguns: a tendência de concentração dos órgãos de comunicação social em grupos económicos, o que provoca sinergias de jornalistas que, não raras vezes, desempenham funções em vários meios - o que conduz ao estreitamento do mercado de trabalho. Outra questão são as condições de precariedade em que, sobretudo os jornalistas mais jovens, trabalham – e os que efectivamente conseguem emprego, já que há uma larga fatia dos licenciados em jornalismo que encontra barreiras praticamente intransponíveis no acesso à profissão. Vivem de estágios sucessivos, normalmente não remunerados, alimentando-se da esperança de uma possível contratação. As relações de poder nas redacções também se reconfiguram, na medida em que o jornalista não conhece o proprietário do meio de comunicação onde trabalha (poderão ser uma série de accionistas, por exemplo). As relações com as chefias tornam-se impessoais, mediadas por editores ou directores que poderão ter acesso aos conselhos de administração, mas cuja influência nos mesmos não é certa. Dentro da profissão, surgem cisões entre os jornalistas e traços distintivos entre as várias gerações. Procurar-se-á identificar os elementos de identificação ou divergência entre elas - os percursos, a formação, as representações sociais, por exemplo. As novas tecnologias de informação desempenham também um papel importante neste domínio, uma vez que transformaram o modelo de comunicação, em que assentavam os média tradicionais. As metodologias utilizadas na investigação passam pelas entrevistas e análise de dados estatísticos fornecidos pela Comissão para a carteira Profissional do Jornalista e do Sindicato de Jornalistas.
  • Liliana Pacheco
    Assistente de Investigação no Centro de Investigação e Estudos em Sociologia, do ISCTE-IUL. Licenciada em Comunicação Social e mestranda em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação. Investigadora nas áreas do jornalismo, novos media, cinema e juventude.