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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST12 Arte, Cultura e Comunicação[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 7 - Das músicas e das expressões culturais de identidades urbanas[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1399 - Mulheres e Música Rock em Portugal
    Resumo de PAP1399 - Mulheres e Música Rock em Portugal  
    •  GRÁCIO, Rita CV - Não disponível 
    • PAP1399 - Mulheres e Música Rock em Portugal

      Sendo a música rock, quer em Portugal, quer noutros contextos, um campo predominantemente masculino, um campo de produção, reprodução e valorização de imaginários associados a estereótipos de masculinidade (Bayton, 1993; Fournet, 2010; Guerra, 2010), afigura-se relevante o estudo do papel das mulheres neste campo musical. Nesta comunicação, parte de um doutoramento em curso, pretende-se explorar questões relacionadas com o papel das mulheres músicas de rock, partindo da abordagem da socióloga Tia DeNora no entendimento da música. DeNora (2000) coloca a tónica na forma como a cultura (música) é um meio constitutivo da vida social, um recurso na produção da vida social, que permite modos de ser, pensar e sentir, num processo que designa por “música-em-acção” [music-into-action]. Assim, a música não é sobre o social mas é, sim, o social, uma forma de fazer, que entra na estrutura da experiência social. Pretende-se perceber como é que o rock sustenta um imaginário de género, entendendo a música como recurso para performances de género; como é que, usando a música como recurso, estas mulheres negoceiam imagens, ideias e práticas e como constroem a sua posição, como mulheres músicas, neste campo artístico masculinizado e também fora dele (família, amigos, valores, afiliações políticas, activismo social). Como é que funciona a (re)produção de práticas e significados musicais(rock) genderizados/sexuais? Como é que as mulheres, entendidas como “criadoras mediadas” apropriam a música rock? Tomando então Portugal como estudo de caso, pretende-se analisar as trajectórias das mulheres músicas de rock, tendo-se também em conta a análise das suas redes sociais, online e offline, observando o papel das chamadas redes sociais virtuais da Web 2.0 e da comunicação-mediada-por-computador (CMC) e observando os nós humanos e não-humanos que constituem as redes sociais destas mulheres.
  • PAP1126 - Fado, património pessoal: uma microscopia da herança cultural
    Resumo de PAP1126 - Fado, património pessoal: uma microscopia da herança cultural 
    • GONÇALVES, Ana CV de GONÇALVES, Ana
    • PAP1126 - Fado, património pessoal: uma microscopia da herança cultural

      Passado pouco mais de meio ano sobre a inclusão do fado na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, surge quase como uma inevitabilidade fazer coincidir uma comunicação sobre este género musical com a problemática do património. Todavia esta comunicação incide sobre outras escalas da temática — a pessoal ou subjectiva e a familiar —, e é precisamente esta assinalável mudança de divisão do objecto (da planetária à íntima) que não deixará de ter implicações no escopo e na significação dos conceitos convocados. Nesta óptica, ao se reconhecer valor patrimonial ao fado, realça-se de imediato um feixe de questões: para quem constitui uma herança? Como se opera a sua transmissão entre gerações? Qual a constelação favorável à sua reprodução? Para que fins é apropriado? Que se retira da durabilidade do vínculo ao legado? Talvez porque a história deste género musical, tal como noutros, se venha alicerçando substancialmente em nomes singulares e/ou porque as abordagens mais sociologizantes se tenham focalizado em outros conjuntos sociais — e.g., bairro, marginalidade e ambiente social, género —, não se tem pesquisado o indício do fado poder estar a ser transmitido de geração em geração no interior de grupos de pessoas aparentadas como um importante elemento de solidariedade e identidade familiar. Nestes casos em particular, o fado é vivenciado como um traço intrínseco da família. Procura-se, assim, explorar e compreender os pragmáticos significados e justificações da adesão a uma tradição comum na família — seja paixão ou prática musical partilhada com outros membros de gerações diferentes ou da própria —, acedendo-lhes através de entrevista a fadistas, instrumentistas e cultores de fado, para quem esta canção urbana se lhes afigurou reapropriável, na medida em que era, desde muito cedo, omnipresente e incontornável nas redes de relações familiares e/ou no fundo sonoro do lar e/ou na discografia acessível e/ou nos instrumentos musicais disponíveis e/ou nos hábitos de frequência das casas ou tertúlias de fado.
  • Ana Gonçalves é socióloga, doutoranda em Sociologia no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL) e bolseira de doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Desenvolve atualmente uma pesquisa conducente a tese de doutoramento sobre transmissão familiar e intergeracional do fado em Lisboa. Os seus atuais interesses de pesquisa incluem cidades, culturas urbanas, património, famílias e gerações.
  • PAP0933 - From here to somewhere: do espaço social ao subcampo do rock alternativo em Portugal
    Resumo de PAP0933 - From here to somewhere: do espaço social ao subcampo do rock alternativo em Portugal  
    •  GUERRA, Paula CV - Não disponível 
    • PAP0933 - From here to somewhere: do espaço social ao subcampo do rock alternativo em Portugal

      A abordagem que apresentamos pretende evidenciar que, ao falarmos de rock alternativo em Portugal, na actualidade, estamos a referir-nos a um conjunto de posicionamentos num espaço social específico que deve ser situado no interior do universo pop rock e que, ao mesmo tempo, não pode deixar de ser perspectivado na sua relação com a estrutura do campo artístico português e do espaço social contemporâneo (globalmente considerado). O objectivo principal desta comunicação é o de reconstituir analiticamente essa inserção, concedendo dessa forma profundidade à análise sociológica da génese e estruturação deste espaço social específico. O título desta comunicação contem uma intencionalidade que se prende com a consideração das oportunidades teóricas actuais apresentadas em interrelação fecunda com a teoria bourdiana. Partimos do pressuposto de que a música enquanto prática e consumo se insere numa lógica de funcionamento complexa das estruturas sociais contemporâneas; como tal, a música que se faz, se divulga ou se consome depende das instâncias criativas contemporâneas, a maior parte das vezes sujeitas a imperativos culturais, económicos, sociais ou simbólicos relevantes. Também nos interessem os significados que os agentes dão às suas posições, produtos e artefactos num dado espaço social que marca, delimita e esboça relações de força e de sentido. O valor, e o interesse, do rock não se prende apenas com uma questão de prazer; importa fugir às asserções que defendem que o valor de qualquer objecto não é senão o seu valor instrumental na produção de prazer: a apreciação estética da música rock não esgota todos os aspectos relevantes na sua avaliação. Com este foco, apresentaremos o recorte, a definição e a dinâmica do subcampo do rock alternativo em Portugal e concomitantemente, as ferramentas e processo de produção de saber que os tornaram possíveis.
  • PAP0672 - Funk para além da festa: Um estudo sobre disputas simbólicas e práticas culturais na cidade do Rio de Janeiro
    Resumo de PAP0672 - Funk para além da festa: Um estudo sobre disputas simbólicas e práticas culturais na cidade do Rio de Janeiro 
    •  DA SILVA, Luciane Soares CV - Não disponível 
    • PAP0672 - Funk para além da festa: Um estudo sobre disputas simbólicas e práticas culturais na cidade do Rio de Janeiro

      A cidade do Rio de Janeiro tem sua trajetória histórica marcada pela presença de portugueses, africanos, holandeses, entre outros grupos que compuseram o que tem sido classificado como “cultura nacional”. No entanto, um especificamente, os africanos, escravizados no Brasil, mantiveram por séculos, suas formas de culto, dança, canto e resistência cultural. Do samba ao funk, estas manifestações têm passado por períodos de perseguição e posterior incorporação a cultura mais ampla e, no caso do samba, a expressão é consagrada como maior símbolo de cultura nacional. O funk como uma expressão endereçada principalmente a juventude negra das favelas, é associado no Brasil, a música típica de “marginais”, “traficantes”. Embora existam discursos dissonantes em relação a estas representações, há no caso do funk, uma disputa entre artistas e Estado em relação ao seu lugar nos espaços urbanos. Estes conflitos geram justificativas para enfrentamentos violentos em bailes, proibição de bailes e controle de horários em favelas pacificadas pelo Estado, através das Unidades de Polícia Pacificadora. O trabalho a ser apresentado, discutirá a partir de entrevistas em favelas cariocas, análise documental e entrevistas com agentes do Estado, como as políticas de cultura e segurança focam o fenômeno funk, que movimenta anualmente 174 milhões de reais e mais de 500 mil jovens, semanalmente só na cidade do Rio de Janeiro. A discussão possibilita refletir sobre como certas manifestações culturais são valorizadas, definidas como cultura de bom gosto, no caso do Brasil, a bossa nova, em detrimento de outras, cujas tentativas de controle por parte do Estado demonstram as relações entre políticas institucionais e expressões urbanas de periferia.
  • PAP0663 - O rap e o graffiti como dispositivos de reflexão identitária. O caso do bairro da Kova da Moura.
    Resumo de PAP0663 -  O rap e o graffiti como dispositivos de reflexão identitária. O caso do bairro da Kova da Moura. PAP0663 -  O rap e o graffiti como dispositivos de reflexão identitária. O caso do bairro da Kova da Moura.
    • VAZ, Cláudia CV de VAZ, Cláudia
    • CAMPOS, Ricardo CV de CAMPOS, Ricardo
    • PAP0663 - O rap e o graffiti como dispositivos de reflexão identitária. O caso do bairro da Kova da Moura.

      Partindo de distintas investigações desenvolvidas pelos dois investigadores e tomando o bairro da Cova de Moura como território de investigação, a presente comunicação pretende discutir o papel que o rap e o graffiti assumem como dispositivos de reflexão identitária de jovens que habitam este bairro maioritariamente negro. A Cova da Moura é um bairro clandestino de auto-construção que despontou nos anos 70 com a vaga de imigrantes provenientes das ex-colónias portuguesas em África. Este localiza-se na Amadora e, ainda hoje, é habitado na sua grande maioria por imigrantes Africanos e seus filhos. O rap e o graffiti são manifestações culturais apropriadas e empregues por diferentes jovens e que parecem funcionar como dispositivos identitários fulcrais através dos quais conquistam um espaço na esfera pública, confrontando e desafiando as representações e discursos hegemónicos mais profusamente difundidos pelos media. O rap político ou underground tem sido, aliás, uma produção cultural fortemente associada à vida de jovens excluídos e, particularmente, dos jovens comummente referidos como de segunda geração. Este facto deriva da própria natureza deste fenómeno musical que, desde as suas origens, está associado a uma cultura de rua fabricada e consumida por jovens de minorias étnicas ou em situação de exclusão. A cultura hip-hop surgida nos anos 70 do século passado no Bronx nova-iorquino dá-nos precisamente conta desse facto. Entretanto, as distintas vertentes do hip-hop (rap, graffiti e break-dance) globalizaram-se e foram apropriadas por grupos juvenis nos mais diversos contextos geográficos e culturais. A literatura revela, precisamente, esta adaptação do hip-hop aos distintos contextos locais e a apropriação do mesmo enquanto dispositivo de comunicação ao serviço de políticas de identidade, nomeadamente étnicas e culturais. No bairro da Cova da Moura quer o rap, quer o graffiti, têm uma presença considerável. Para além de existir um estúdio de produção e de gravação, diferentes rappers aí residentes adquiriram já uma projecção relevante neste circuito de natureza amadora. O graffiti encontra-se, também, fortemente presente na paisagem do bairro, por exemplo através de murais de grandes dimensões retratando uma série de ícones negros (Martin Luther King, Amilcar Cabral, etc.). Ambas as expressões parecem, por isso, servir de alguma forma à construção de diferentes patamares identitários, que ora remetem para uma ideia de comunidade imaginada (africana), ora problematizam a condição complexa das identidades múltiplas.
  • Cláudia Vaz é licenciada, mestre e doutora em Antropologia, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (Universidade Técnica de Lisboa). É Professora Auxiliar no ISCSP e investigadora no Centro de Administração e Políticas Públicas (CAPP). Integra o Sh.A.R.P - A Platform for Share and Representing, projecto europeu de investigação-acão desenvolvido no quadro do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida (Lifelong Learning Programme) da União Europeia e faz parte da comissão editorial da revista Cadernos de Arte e Antropologia. É coordenadora do livro wwwCulturasDigitais.com (ISCSP, 2011) e autora de Afinal quem sou eu? A identidade de crianças de origem cabo-verdiana em espaço escolar (ISCSP, 2006).
    Ricardo Campos é mestre em Sociologia e Doutorado em Antropologia Visual. Actualmente é investigador auxiliar no Centro de Estudos das Migrações e Relações Interculturais, da Universidade Aberta (Portugal). É autor do livro Porque pintamos a cidade? Uma abordagem etnográfica ao graffiti urbano (Fim de Século, 2010) e co-organizador do livro Uma cidade de Imagens (Mundos Sociais, 2011). É igualmente um dos editores da revista Cadernos de Arte & Antropologia.

  • PAP0288 - SONORIDADES DE LESTE: Identidades em (re)construção numa comunidade de imigrantes de leste na Área Metropolitana do Porto
    Resumo de PAP0288 - SONORIDADES DE LESTE: Identidades em (re)construção numa comunidade de imigrantes de leste na Área Metropolitana do Porto 
    •  GUERRA, Paula CV - Não disponível 
    •  SERPA, Ana CV - Não disponível 
    •  PORTAS, Rosilda CV - Não disponível 
    • PAP0288 - SONORIDADES DE LESTE: Identidades em (re)construção numa comunidade de imigrantes de leste na Área Metropolitana do Porto

      Este projecto tem como âmago a investigação sobre os modos como a música é reveladora de uma pluralidade de construções identitárias dos imigrantes de leste na Área Metropolitana do Porto (AMP), matizando os gostos e as práticas musicais nas sociabilidades quotidianas marcadas pelas relações com “outros” (intra e hetero grupo(s)). Assim, a música é assumida como a (re)transposição dos princípios e propriedades estruturais da vida social, podendo ser uma matriz de moldagem de novas subjectividades, novas identidades e novas modalidades de integração e reapropriação societal. A base conceptual prévia parte da música como um recurso por intermédio do qual as pessoas se regulam a si mesmas enquanto agentes estéticos, enquanto seres que sentem, pensam e agem nas suas vidas quotidianas. O desenvolvimento deste projecto implicará uma intensa e rigorosa pesquisa de terreno que contemplará procedimentos quantitativos e qualitativos tendo em vista a enunciação e compreensão de processos sociais de natureza complexa, accionando uma multiplicidade de procedimentos técnicos (inquérito por questionário, entrevistas e observação directa). Em termos de resultados, pretendemos enriquecer o património do saber acerca das reconstruções identitárias imigrantes por intermédio de afiliações musicais, terreno incipiente ou mesmo ausente da investigação sociológica portuguesa, designadamente quando abordamos imigrantes de leste. Esta contribuição materializar-se-á na constituição de narrativas musicais, banda(s) sonora(s) de imigração. O projecto é desenhado numa ambição de intervenção, pois os resultados serão apresentados à comunidade científica e em geral através de um debate/workshop pluridisciplinar contando com a participação dos próprios imigrantes. Os resultados do estudo também se consubstanciarão num objecto de cariz artístico/identitário (CD/Livro), revelando um processo dinâmico de enriquecimento cultural e de sensibilização para as diferenças –indício de novas mestiçagens identitárias– , estimulando a criação e inovação nas artes e ciências sociais, concorrendo para a consolidação da interculturalidade e diálogo cultural tão pertinentes como urgentes na contemporaneidade.
  • PAP0099 - O corpo escrito - as tatuagens na sociedade contemporânea
    Resumo de PAP0099 - O corpo escrito - as tatuagens na sociedade contemporânea 
    •  CASTELA, Ana Paula Robalo do Nascimento CV - Não disponível 
    • PAP0099 - O corpo escrito - as tatuagens na sociedade contemporânea

      A sociedade contemporânea ou como alguns autores se lhe referem como pós-modernidade traz consigo novos valores, novas identidades, novas maneiras de ver o corpo bem como novos hábitos de consumo, inseridos numa lógica de globalização decorrente da emergência desta nova sociedade. Este artigo aborda as mudanças na sociedades contemporânea em relação à sociedade anterior à revolução tecnológica e das comunicações. Trata, pois, dos novos valores que emergiram a seguir à mesma, da multiplicidade de identidades bem como das novas maneiras de ver o corpo relacionados com a sociedades de consumo e da imagem que trouxe a globalização. Analisa-se através de um estudo empírico a relação dos indivíduos com o seu corpo no âmbito da problemática dos processos de construção identitária, específicos, próprios da sociedade contemporânea. Procura, ainda, compreender e interpretar, sociologicamente, os significados subjectivos que os indivíduos investem nas tatuagens, alcançar as suas lógicas simbólicas e examinar a relação entre a posse de tatuagens e o respectivo papel na criação e manutenção de um sentido de identidade, uma nova maneira de ver o mundo e as estratégias utilizadas para se relacionarem com um mundo em mudança. Este artigo mostra-nos também que exisem diferentes tipos de tatuados com características diferentes e que têm a ver com a sua maneira de estar no mundo bem como com as influências a que estão submetidos e a sua maneira de ver o p´roprio corpo. É, pois, objectivo deste artigo inventariar os diferentes usos da tatuagem e reconstruir a pluralidade de sentidos relativos à experiência de marcar o corpo na sociedade portuguesa contemporânea. Queremos, assim, contribuir para uma visão “total” da tatuagem, partindo da noção de prática, tentando reconstruir, com base nessa perspectiva, os contextos socioculturais, os processos, os rituais, as interacções, as formas de apropriação e de construção subjectiva presentes na contemporaneidade. Procurou-se, enfim, transformar o “exótico” em próximo para que possamos produzir conhecimento