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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST12 Arte, Cultura e Comunicação[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 16 - Questionar o lugar das artes na sociedade contemporânea[ Voltar às Mesas ]

  • PAP0786 - Da Crise Cultural e Artística na Sociedade Actual: ameaça ou ocasião?
    Resumo de PAP0786 - Da Crise Cultural e Artística na Sociedade Actual: ameaça ou ocasião? 
    •  MARQUES, Lénia CV - Não disponível 
    •  GONÇALVES, Carla Alexandra CV - Não disponível 
    • PAP0786 - Da Crise Cultural e Artística na Sociedade Actual: ameaça ou ocasião?

      A presente comunicação inscreve-se na esteira da Sociologia da Arte e pretende ajudar-nos a reflectir sobre o papel actual da cultura e das artes, procurando perspectivar se a crise presente é uma ameaça ao que nos caracteriza enquanto seres humanos, ou antes uma oportunidade de mudança de paradigmas. Na sociedade de consumo em que vivemos (e a que alguns autores, como Guy Debord, também chamam sociedade do espectáculo), o homo sapiens tornou-se no homo consumericus (Gilles Lipovetsky, Le Bonheur paradoxal). No campo cultural e artístico também se denotam várias alterações fruto desta conjuntura. Procuraremos, com esta comunicação, indagar sobre algumas das mutações que este quadro conjuntural provoca, tais como a reflexão sobre a questão sempre premente da utilidade da arte (e que arte?), interrogando, desde logo, a pertinência deste assunto num momento em que as indústrias culturais e criativas se apresentam como vias de desenvolvimento económico e social. A noção de cultura (material e imaterial) continua a merecer debates inflamados. Na Declaração Universal da Diversidade Cultural, a UNESCO define-a nos seguintes moldes: «culture should be regarded as the set of distinctive spiritual, material, intellectual and emotional features of society or a social group, and that it encompasses, in addition to art and literature, lifestyles, ways of living together, value systems, traditions and beliefs». Se pensarmos a arte e a cultura a partir destas premissas, e dentro de um contexto que promove o desenvolvimento das indústrias culturais e criativas, poderemos questionar, num segundo momento, sobre aquilo que as artes e as culturas nos trazem e causam enquanto sociedade composta de indivíduos e organizada colectivamente. Num terceiro e último momento, procederemos a uma cogitação sobre o papel da cultura e da(s) arte(s) nos cenários de crise e, pertinentemente, no âmbito da conjuntura presente. Uma crise é uma ruptura de um determinado equilíbrio. A etimologia da palavra (Krisis) remete para campos como a decisão, o julgamento, a distinção. Assim, momentos de ruptura como aquele que vivemos acarretam perigos, mas constituem-se como charneiras que servem para alterar paradigmas, para o questionamento e decisão sobre novos rumos enquanto sociedade activa e consciente. Que arte servirá estes momentos?
  • PAP0645 - Cinema e realidade: entender a função vital da sétima arte
    Resumo de PAP0645 - Cinema e realidade: entender a função vital da sétima arte PAP0645 - Cinema e realidade: entender a função vital da sétima arte
    • ALVES, Pedro CV de ALVES, Pedro
    • PAP0645 - Cinema e realidade: entender a função vital da sétima arte

      Para a compreensão e definição da vida humana e das distintas “versões-do-mundo” (Goodman), a Arte desempenha um papel fundamental ao permitir indagar elementos sensoriais e criativos da realidade que a Ciência não enquadra na sua ambição de objectivar e universalizar o real. Neste contexto, o Cinema instituiu-se como forma artística mais completa para criar metáforas sobre dados do real. Ao aliar imagem, som, palavra, ficção, metáfora e narrativa, permite simular e actualizar o passado, reflectir sobre o presente ou imaginar o futuro. O Homem pode assim expressar e experimentar sentidos e ideias em mundos possíveis e simulados, que contribuem para a construção da sua identidade e compreensão da (sua) realidade.
  • Pedro Alves, Porto (Portugal). Conclui, em 2007, a Licenciatura com Mestrado integrado em Som e Imagem na Escola das Artes da U.C.P. - Porto, com estágio curricular na RTP - Meios de Produção. Entre 2007 e 2008 trabalha na Utopia Filmes, Lisboa, nas áreas de Produção, Operação de Câmara e Argumento. Entre 2008 e 2011 participa no projecto “Revisitar / Descobrir Guerra Junqueiro” da Escola das Artes da U.C.P. - Porto, como Assistente de Realização e Co-Director de Fotografia de "Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro" e Assistente de Produção em "A Música de Junqueiro". Actualmente é bolseiro da FCT em Doutoramento na Faculdade de Ciencias de la Información da Universidade Complutense de Madrid, investigando temas relacionados com produção e recepção de cinema. É também membro da Associação Científica ICONO14 (Espanha) desde 2010, e colaborador do CITCEM (FLUP - Porto) desde 2011.
  • PAP0546 - TERÁ A POESIA FUTURO NUM MUNDO GLOBAL E DESUMANIZADO?
    Resumo de PAP0546 - TERÁ  A  POESIA FUTURO NUM MUNDO GLOBAL E DESUMANIZADO? 
    • LETRIA, José Jorge CV de LETRIA, José Jorge
    • PAP0546 - TERÁ A POESIA FUTURO NUM MUNDO GLOBAL E DESUMANIZADO?

      TERÁ A POESIA FUTURO NUM MUNDO GLOBAL E DESUMANIZADO? José Jorge Letria Não obstante a importância que a poesia tem, há séculos, na vida cultural portuguesa e na definição e consolidação da nossa identidade colectiva, verifica-se que nunca a sua existência no espaço editorial e mediático foi tão limitada e tão posta em causa, com o argumento recorrente de que não existe mercado que viabilize a sua sobrevivência. Por isso, impõe-se uma pergunta que se inscreve numa reflexão sociológica de âmbito mais dilatado: terá a poesia futuro, em Portugal e noutros países dominados pela lógica agressiva do mercado? Propõe-se este texto promover a reflexão e o debate sobre este tema, partindo da constatação de que a poesia faz intrinsecamente parte da nossa identidade enquanto povo e de que, embora inscrita no referencial mítico e simbólico que nos orienta, nunca o seu espaço de comunicação e afirmação esteve tão notoriamente ameaçado. Esta é também uma reflexão sobre a forma como a arte e a cultura, essenciais para o reforço de espiritualidade da vida em comunidade, são contaminadas e postas em causa por uma sociedade que vive apressadamente sem valores estruturantes, refém do consumismo e do hedonismo e cada vez mais dominada pelo recurso a uma tecnologia avançada que ameaça deixar de ser um meio para se converter num fim, com tudo o que isso representa de desumanização e indisponibilidade para a fruição e partilha dos bens culturais de maior carga espiritual.
  • José Jorge Letria e pós-graduado em Jornalismo Internacional e mestre em Estudos da Paz e da Guerra pela Universidade
    Autónoma de Lisboa. E doutorando em Ciências da Comunicação no ISCTE. Foi redactor e editor de alguns dos mais importantes
    jornais portugueses e professor de jornalismo. Foi autor de programas de rádio e televisão. Tem uma vasta obra literária
    publicada, com traduções em mais de uma dezena de línguas e distinguida em Portugal e no estrangeiro. Tem representado
    Portugal em eventos literários no estrangeiro. Foi vereador da Cultura da Câmara de Cascais entre 1994 e 2002. Colabora
    regularmente em publicações nacionais e estrangeiras. Integrou a Direcção da Associação dos Eleitos da Grande Europa para a
    Cultura. E presidente da Direcção e do Conselho de Administração da Sociedade Portuguesa de Autores e membro do Comité
    Executivo do Conselho Internacional de Autores Dramáticos, Literários e Audiovisuais.
  • PAP0228 - Cultura e comunicação na contemporaneidade
    Resumo de PAP0228 - Cultura e comunicação na contemporaneidade PAP0228 - Cultura e comunicação na contemporaneidade
    • PAULINO, Vicente CV de PAULINO, Vicente
    • PAP0228 - Cultura e comunicação na contemporaneidade

      Nesta comunicação pretende-se apresentar algumas ideias e sugestões sobre diversas modalidades de relações que empreendem e envolvem todos os elementos necessários para uma clara abordagem sobre a noção de cultura e de comunicação na sociedade contemporânea. Pode dizer-se que a cultura é uma modalidade totalizante da experiência humana e caracteriza-se-á, antes de mais, pela assimilação das diferentes dimensões ontológicas da realidade. No entanto, para as modalidades tradicionais da experiência humana, aquilo que é verdadeiro é simultaneamente belo e bom. Pode dizer-se também que a comunicação, não exclui a cultura, mas produz o contexto específico da cultura. Portanto, o que significa a cultura e a comunicação para nós? Segundo Tony Schirato & Susan Yell: ―Communication can be understood as the practice of producing meanings and the ways in which system of meaning are negotiated by participants in a culture. Culture can be understood as the totality of communication practices and system of meaning” (Schirato & Yell 2000). No entanto, a cultura e a comunicação são, sem dúvida, um instrumento ou uma condição humana que engloba o labor, a diversão e todos os demais aspectos da vida, pois o homem na sua plenitude serve-se dela para enfrentar o universo e exprimir as suas competências dentro dos grupos sociais a que pertence. Mas, será possíveis os dois conceitos – cultura e comunicação – podem ajudar-nos afastar o conflito que se encontra todos os dias? será a violência humana e guerra é também uma prática cultural? Será o conflito como a guerra é também influenciada pelo poder da comunicação e influenciada pela cultura do outro? Qual é o papel do Estado para preservar a identidade cultural de seu povo - no caso concreto do povo timorense - no mundo de tecnologia de informação e de comunicação? Estas questões vão ser abordadas também neste trabalho.
  • Pequena bio-nota


    Vicente Paulino é licenciado e mestre em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É doutorando em Comunicação e Cultura no Departamento Anglístico – FLUL. Foi fundador e redactor do Bulletin kuda Ulun Lian, em Maliana – Timor-Leste e Vogal do Conselho Fiscal da APARATI em Lisboa. Actualmente é investigador do Projecto: As ciências da classificação antropológica em “Timor Português” – Projecto HC/0089/2009, financiado pela FCT (2010-2014) e membro do Conselho de Política Científica da AICSHLP e Sócio da SOPCOM. Tem publicado artigos em capítulos de livros e actas, como “A imprensa católica Seara e a tradição timorense: 1949-1973”, in: Silva, Kelly & Sousa, Lúcio (org), Ita Maun Alin - o livro do irmão mais novo, 2011, Lisboa: Edições Colibri; “Crónica literária e relato jornalístico no jornal Seara, 1950-1970”, in Actas do Colóquio Timor: Missões Científicas e Antropologia Colonial, 2001, Lisboa: IICT; “Cultura e Múltiplas identidades linguísticas em Timor-Leste”, in Sousa, Ivo Carneiro de & Correia, Ana Maria (org), Lusofonia encruzilhadas culturais, Macau: Saint Joseph Academic Press; “Remembering the Portuguese Presence in Timor and Its Contribution to the Making of Timor’s National and Cultural Identity”. In Laura Pang (ed.), Portuguese and Luso-Asian Legacies, 1511-2011: Complexities of Engagement, Culture, and Identity in Southeast Asia. Vol. 2: The Tenacities and Plasticities of Culture and Identity, 2011, Singapura: Institute of Southeast Asian Studies. Tem apresentado as comunicações em colóquios, congressos e conferências nacionais e internacionais.
  • PAP0145 - Crises identitárias nas Inovações e (re)Construções Estéticas na Produção e Divulgação de BD´s Online
    Resumo de PAP0145 - Crises identitárias nas Inovações e (re)Construções Estéticas na Produção e Divulgação de BD´s Online  
    • BRAGA JR, Amaro Xavier CV de BRAGA JR, Amaro Xavier
    • PAP0145 - Crises identitárias nas Inovações e (re)Construções Estéticas na Produção e Divulgação de BD´s Online

      A produção de BD´s, dentro das produções artístico-midiáticas da indústria cultural, se consolidou durante o séc. 20 como objeto de consumo nos mais diversos países e para as mais diversas classes etárias e sociais. Não só como desenho, pintura ou literatura, as BD´s têm uma importância fundamental nas representações sociais. Com a cibercultura o consumo de BD´s tem cada vez mais se ampliado em novas modalidades, primeiro em relação ao consumo de BD´s digitalizados numa pirataria solidária, traduzidos pelos fanfics e por fansubs (ambos essencialmente pela internet) e posteriormente, produzidos já em um suporte cibernético. Estas inovações vêem causando uma série de mudanças estéticas na produção de BD, alterando a idéia de página, de quadro e de seqüencialidade. Elementos estruturais da linguagem artísticas dos BD´s. O trabalho avalia estas mudanças sob duas óticas: a primeira, a partir do estudo de caso dos principais materiais lançados no Brasil, nos EUA e em Portugal na última década, de modo a criticar os limites fronteiriços destas inovações na BD, afastando-se do impresso pelos meios gráficos tradicionais e esta nova forma de produzir um quadrinho digital e cibernético. E também pela veiculação e divulgação, não só das bandas desenhadas independentes, mas daqueles do circuito comercial pela plataforma online. E a segunda, mapeando as novas técnicas, mediadas pelos sistemas cibernéticos que alteram a estética da produção, mesmo pelos meios impressos. Como a pintura digitalizada, as promoções na internet e os contatos entre leitores e fãs com os agentes produtores e comercializadores de quadrinhos pelas redes sociais e suas influências recíprocas. Estas mudanças podem ser entendidas através da discussão sobre os limites das Vanguardas e seu papel na construção identitária e cultural de uma dada localidade em que são produzidas.
  • Amaro Braga, é Professor da Universidade Federal de Alagoas no Brasil. Graduado, mestre e Doutorando em Sociologia, desenvolve pesquisas na área de sociologia da comunicação, do consumo e da arte. Estudando no campo das Representações Sociais e da Mudança Social nas Bandas Desenhadas e outros veículos de Arte e Comunicação.
  • PAP0009 - A ARTE
    Resumo de PAP0009 - A  ARTE  PAP0009 - A  ARTE
    • MALIZIA, Pierfranco CV de MALIZIA, Pierfranco
    • PAP0009 - A ARTE

      Pierfranco Malizia, LUMSA, Roma A ARTE “SOCIAL” Notas sobre os quadros sociais da criatividade artística RESUMO Este trabalho parte de um tema de base e de uma hipótese; o tema consiste na idéia segundo a qual – sem aliás nada tirar ao sistema “competências-capacidades- genialidades” que fazem de um artista um artista, ou seja, a individualidade, a subjetividade do artista e da sua criatividade,ecc., a hipótese consiste no fato que seja possível individuar os quadros sociais que, tanto a apriori quanto a posteriori, ora mais evidentemente ora mais ocultamente tais, orientam e influenciam a criatividade artística (uma enésima ação social “efervescente”, come diria Durkheim) e a arte em geral. No âmbito de tal hipótese, os quadros sociais aqui propostos são: a) fatores estruturais de contexto (ou seja, situações sociais “totalizantes” como a anomia e a morfogênese entendida, precisamente como cenários complexos que vêm a descompor uma situação existente, estimulando a mudança e a criatividade; b) fatores ligados aos “círculos sociais” (artísticos, nesse caso) e relativos sistemas de relação e interação sociais como os mundos artísticos (Becker); c) os condicionamentos provenientes das tradições, essa espécie de “memória coletiva canonizada” , de “modelos estabilizados de crenças, valores etc.” as quais de qualquer forma podem orientar de fato o pensamento/ação do artista; d) fatores ligados ao sistema da indústria cultural e da totalidade das relações estabilizadas que em diferentes maneiras e com diversas modalidades dele derivam . Como se pode deduzir, trata-se somente de alguns dos possíveis quadros sociais que podem vir a ter significado no âmbito do discurso que aqui se sustenta; se entende que o quanto acenado possa, de toda forma, trazer confirmações para a hipótese inicial e que reflexões, mesmo se não totalmente concluídas como essas, sem nada tirar às tantas diferentes modalidades de estudo dos fenômenos artísticos, pretendem ser enriquecedoras ao debate e à reflexão sobre a própria arte.
  • Pierfranco Malizia Mestre em Filosofia e em Letras,Phd. em Sociologia da cultura na Universidade “La Sapienza” de Roma,è professor de Sociologia na Universidade LUMSA de Roma e Diretor do Curso de pos-graduaçao em Comunicação e Diretor do Centro de pesquisa em comunicação: é tamben visiting professor de Teoria contemporaneas da comunicaçã no ISCEM de Lisboa. Atùa principalmente nas areas das trasformaçoes sociais,da produçao cultural e da comunicaçao.