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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Cidades, Campos e Territórios[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 2 - Enraizamento e mobilidade: apropriações e estilos de vida[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1402 - Caminhar e pedalar na cidade automobilizada : Análise das representações sociais vigentes
    Resumo de PAP1402 - Caminhar e pedalar na cidade automobilizada : Análise das representações sociais vigentes PAP1402 - Caminhar e pedalar na cidade automobilizada : Análise das representações sociais vigentes
    •  MANTAS, Ana Isabel CV - Não disponível 
    • PAP1402 - Caminhar e pedalar na cidade automobilizada : Análise das representações sociais vigentes

      A reflexão em torno da mobilidade quotidiana em espaço urbano remete-nos para as questões associadas aos significados que lhe estão inerentes. As práticas de mobilidade são muito mais que práticas de deslocação física de um ponto para outro, são práticas significativas, uma vez que sendo a mobilidade uma prática social, está relacionada com as normas culturais e regras vigentes numa determinada sociedade. Cresswell (2006) defende as práticas de mobilidade são ideológicas, sendo que a mobilidade está associada a diversas conotações que têm mudado ao longo do tempo e que divergem de sociedade para sociedade. O conceito de mobilidade é o equivalente dinâmico do lugar transportando em si significados, poder e compreensões conflituais. O discurso em torno da mobilidade integra diversos conceitos contraditórios, encerrando em si múltiplos significados. Este, tal como outros, é um conceito que não é neutro. Para Cresswell a “mobilidade é um emaranhado de movimento físico, de significado e de prática” (2009:25), sendo que cada um destes elementos que se encontram ligados entre si integra em si relações de poder. Compreender os processos complexos de mobilidade passa necessariamente pela análise das representações sociais subjacentes aos diversos sistemas de mobilidade (Cresswell 2006; 2009), uma vez que a escolha de determinado meio de deslocação está em grande parte associado ao modo como os actores sociais apreendem a realidade social e desenvolvem representações sociais acerca da mesma. A observação da imprensa escrita constitui uma forma importante de recolha de dados sobre a opinião pública, permitindo-nos, através da sua análise, compreender as representações e os significados relativos a um determinado objecto cultural em circulação numa sociedade. Em Portugal apenas 15% dos indivíduos se desloca a pé e 1% de bicicleta contra 56% que se deslocam diariamente de carro e 25% de transportes públicos, segundo dados do Eurobarómetro de 2007. Com base no observatório de imprensa efectuado no âmbito da dissertação para doutoramento em curso para o qual recolhi notícias de três jornais: Diário de Notícias, Jornal de Notícias e Público relativas a duas formas específicas de deslocação - a pedonal e a velocipédica - pretendo analisar os significados vigentes acerca das mesmas, tendo em atenção que são dois modos de deslocação em concorrência com o automóvel – a forma dominante de deslocação numa sociedade como a nossa – altamente “automobilizada”.
  • PAP1359 - Modelos habitacionais e modos de habitar na AML
    Resumo de PAP1359 - Modelos habitacionais e modos de habitar na AML 
    •  PINTO, Teresa Costa CV - Não disponível 
    • PEREIRA, Sandra Marques CV de PEREIRA, Sandra Marques
    • PAP1359 - Modelos habitacionais e modos de habitar na AML

      A presente comunicação insere-se num projecto financiado pela FCT, designado Trajectórias Residenciais e Metropolização: rupturas e continuidades na AML. A partir de um inquérito à população residente na AML nascida entre 1945-1975 (N=1500), pretende-se, num primeiro momento, caracterizar o território em questão do ponto de vista habitacional, destacando-se os modelos habitacionais dominantes (tipo de casa, tipologia e regime de ocupação) na diversidade dos territórios que compõem a AML. Num segundo momento, pretende-se articular esta diversidade territorial e habitacional com os respectivos perfis sociológicos, numa abordagem que procura interpretar a relação entre territórios, diversamente configurados ao longo do processo de metropolização, modelos habitacionais dominantes e modos de habitar. Para tal, explorar-se-á os resultados do referido questionário sobretudo no que tem a ver com as estratégias residenciais dos moradores da AML, na medida em que estas implicam a concretização de determinados modos de habitar na relação que é pressuposta entre a casa (localização, dimensão, regime de ocupação), o trabalho, as redes de relações sociais, o consumo e o lazer. Esta análise far-se-á dominantemente a partir das várias coortes etárias definidas para a estruturação da amostra.
  • Sandra Marques Pereira,
    Doutorada Em Sociologia
    Investigadora Pós-Doc do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), DINÂMIA’CET
    Áreas de Interesse: habitação, cidades, arquitectura
  • PAP0888 - Estilo de vida e apropriação social em cidades intermediárias
    Resumo de PAP0888 - Estilo de vida e apropriação social em cidades intermediárias PAP0888 - Estilo de vida e apropriação social em cidades intermediárias
    • CARDOSO, Antonio Dimas CV de CARDOSO, Antonio Dimas
    • PAP0888 - Estilo de vida e apropriação social em cidades intermediárias

      Tendo como referência a noção sociológica de espaço, cotejada das pesquisas de Jean Remy na Universidade de Lovaina (Bélgica), este trabalho discute estilo de vida, modos de apropriação e formas de espacializações em “cidades intermediárias”. Procura estabelecer uma comparação da noção que se tem do conceito intermédiarie, tanto em Portugal como no Brasil, considerando seu aspecto primordialmente interpretativo (Gault, 1989). No entanto, ao estudar espacializações do social, tendo como referência a noção de “cidade intermediária”, nossa análise assimila uma situação concreta, como propõe Jean Remy (1992) – juntamente com Liliane Voyé –, quando desenvolve sua interpretação de espaço e de transacção social. A cidade é, por excelência, o lugar onde indivíduos vários, embora permanecendo distintos uns dos outros, encontram entre si possibilidades múltiplas de coexistência e de trocas mediante a partilha legítima de uma “unidade social”. O espaço surge como lugar de convergência onde se detecta facilmente a presença de atores diferentes, que participam na vida cotidiana da transacção social. Na cidade, as configurações dos espaços sociais são ambíguas, onde a construção de um estilo de vida moderno, no contexto binário rural/urbano, caracteriza-se pelo hibridismo cultural – refratário e acessível, concomitante, ao que ainda é considerado “local” e “estrangeiro”, “tradicional” e “moderno”, paradoxalmente. Em meio a contrastes e similaridades, no dia a dia a estética da cidade suscita formas “tradicionais” e “modernas” de vida social, cuja visibilidade pública se reproduz nos estilos de habitação e ocupação dos espaços urbanos. Como “situação concreta”, a referência empírica é uma cidade brasileira que consideramos “intermediária”, Montes Claros, a maior aglomeração urbana de Minas Gerais localizada na interseção Sudeste/Nordeste do país, onde se verifica intensa mobilidade espacial, difusa e generalizada. Concomitante, identificamos alguns estudos realizados em Portugal que aplicam o conceito de “cidade intermediária”, formulado por Michel Gault. O nosso interesse é discutir a pertinência prática do conceito – apesar de contextos diferenciados de cada cidade – por considerar que a expansão urbana atinge proporções históricas e universais. Entende-se que o estudo do fenômeno urbano, suas dinâmicas sócio-culturais e mobilidades passam pela construção de um paradigma sociológico que extrapole a visão funcionalista do “urbanismo”, cuja interpretação de urbanização e posições intermédias das cidades é definido como processo que integra a mobilidade/fluxo regional, não apenas de pessoas e de bens, mas também de mensagens e de idéias na vida cotidiana.
  • CARDOSO, Antônio Dimas

    É bacharel e especialista em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES (Brasil), mestre e doutor em Sociologia, com tese sobre ação coletiva e arranjos corporativos, no Centro de Pós-Graduação sobre as Américas, na Universidade de Brasília (UnB/Brasil). Atualmente, está realizando projeto de pós-doutoramento na Universidade Nova de Lisboa/UNL, Portugal, com investigação sobre "Modos de Apropriação de Espaço", no estudo da Sociologia de Jean Rémy. É professor efetivo da Universidade Estadual de Montes Claros (Brasil), na Graduação em Ciências Sociais, onde ministra cursos de Sociologia Urbana, e no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social. Possui experiência como sociólogo em Administração Pública, com atuação em projetos de geração de trabalho e renda e apoio às atividades produtivas, além de atuar como gestor público em planejamento de cidade média no Brasil, implementando programas de governança democrática.
  • PAP0568 - Mobilidade geográfica e desigualdades sociais. Desafios para a formulação de políticas públicas na AML.
    Resumo de PAP0568 - Mobilidade geográfica e desigualdades sociais. Desafios para a formulação de políticas públicas na AML. PAP0568 - Mobilidade geográfica e desigualdades sociais. Desafios para a formulação de políticas públicas na AML.
    • SANTOS, Sofia CV de SANTOS, Sofia
    • PAP0568 - Mobilidade geográfica e desigualdades sociais. Desafios para a formulação de políticas públicas na AML.

      A produção de mobilidades geográficas tem sido abordada de uma forma multifacetada (Urry, 2000; Cresswell, 2006; Kaufmann, 2004; Montulet, 2005). A mobilidade refere-se tradicionalmente a deslocações geográficas, a movimentos de uma origem a um destino através de uma trajectória que pode ser descrita em termos de espaço e de tempo (Kaufmann e outros, 2004: 746). Condição mutável, é resultado de tendências de classe, acesso às infra-estruturas e da definição social das obrigações familiares, conjugando aspectos sociopolíticos e estratégias diárias dos indivíduos ou das famílias (Camarero e Oliva, 2008:345). Reflecte então dinâmicas de desigualdade – colocadas em termos de diferentes condições de acessibilidade aos lugares e de mobilidade das pessoas – que configuram situações de inclusão/ exclusão. Estas dinâmicas de desigualdade são simultaneamente produto e matéria do planeamento de base territorial. A estrutura urbana fornece possibilidades e constrangimentos para a mobilidade dos indivíduos e das famílias constituindo um factor determinante na maior ou menor acessibilidade aos lugares (de trabalho, residência, lazer, família, etc.). No entanto, os indivíduos transformam e apropriam-se destes espaços e possibilidades de mobilidade contribuindo para a produção social do espaço (Lefebvre, 1974). Entre a acção sobre a estrutura urbana e a promoção de boas práticas de mobilidade pela população, evocar-se-á o papel das políticas públicas na redução das desigualdades sociais e procura de maior justiça social/espacial (Harvey, 1973; Lefevbre, 1974; Asher, 2010; Soja, 2010). Na Área Metropolitana de Lisboa (AML), são estreitas as relações entre o desenvolvimento dos sistemas de transportes, as alterações dos padrões de mobilidade e o desenvolvimento das configurações urbanas (Salgueiro, 2001; Ferrão e outros, 2002; Marques da Costa, 2007). De 1991 para 2001 o fluxo de veículos a entrar em Lisboa aumentou 60% (CML, 2005), colocando não só os mais conhecidos desafios ambientais, de congestão e disfuncionalidade da rede viária mas também questões de diferenciação social que poderão acentuar-se numa cidade cuja mobilidade parece cada vez mais dependente do transporte individual. Um análise preliminar dos dados do recenseamento de 2011 e das politicas urbanas e de transportes de Lisboa, ajudar-nos–ão a compreender como aqui se aborda a relação entre a mobilidade geográfica quotidiana, o planeamento em transportes públicos e dinâmicas de redução ou reprodução de desigualdades sociais.
  • Sofia Santos. Bolseira de doutoramento (sociologia) no CIES-IUL. Licenciada e mestre em Geografia Humana e Planeamento. Interesses de investigação: mobilidade geográfica, desigualdades socio-espaciais, identidades territoriais, políticas públicas, desenvolvimento local.
  • PAP0330 - Transformações recentes nos territórios do eixo Guarda – Castelo Branco
    Resumo de PAP0330 - Transformações recentes nos territórios do eixo Guarda – Castelo Branco PAP0330 - Transformações recentes nos territórios do eixo Guarda – Castelo Branco
    • VAZ, Domingos CV de VAZ, Domingos
    •  ALVES, Rui Amaro CV - Não disponível 
    • PAP0330 - Transformações recentes nos territórios do eixo Guarda – Castelo Branco

      Há uma componente do desenvolvimento que passa pelas dinâmicas territoriais, assumindo as cidades um papel de destaque nas mudanças da economia e da sociedade contemporâneas. A diversidade de situações e de configurações que lhe estão associadas aludem a fenómenos que ocorrem em pontos específicos do espaço e do tempo, cujo âmbito está em contínua transformação. Não podemos ignorar que as transformações estruturais afectam de forma desigual os diferentes territórios e grupos sociais. No território de baixa densidade do interior do País, particularizado pelo despovoamento rural e pela melhoria das acessibilidades regionais e nacionais, uma nova geografia de fluxos parece abrir perspectivas inovadoras na dinamização de centros urbanos relativamente importantes à escala regional (Guarda, Covilhã, Fundão e Castelo Branco), configurando uma rede urbana multipolar com potencial para sustentar o desenvolvimento regional policêntrico. A comunicação tem por principal objectivo dar conta da análise das transformações urbano-territoriais da área de influência do eixo Guarda – Covilhã – Castelo Branco. Designadamente interrogar e conhecer: Como evoluíram estes territórios em termos de dinâmica populacional e de ocupação urbana? Como evoluíram as relações de interdependência nestes territórios? Quais as consequências desta evolução? Estarão os fluxos rurais-urbanos a perder parte significativa da sua relevância para movimentos mais urbanizados essencialmente entre as áreas urbanas? Será possível estabelecer possíveis correlações entre movimentos migratórios ou pendulares e transformações espaciais e funcionais da região? Quais os desafios para o futuro? Palavras-chave: Desenvolvimento regional, fluxos regionais, território, transformação urbana
  • Domingos Martins Vaz, professor no Departamento de Sociologia da Universidade da Beira Interior e investigador do CesNova (Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa). A sua principal área de estudo é a sociologia urbana e do território, sendo autor do livro Cidades Médias e Desenvolvimento: o caso da cidade da Covilhã [UBI, Covilhã, 2004], organizador do livro Cidade e Território: Identidades, Urbanismos e Dinâmicas Transfronteiriças [Celta, Lisboa, 2008] e autor de diversos textos nos domínios das cidades, do ordenamento do território e do desenvolvimento regional.