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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Cidades, Campos e Territórios[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 3 - Identidades e patrimónios em discussão[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1220 - O Papel dos Centros Históricos na Cidade: estudo comparativo entre João Pessoa e Tours
    Resumo de PAP1220 - O Papel dos Centros Históricos na Cidade: estudo comparativo entre João Pessoa e Tours  PAP1220 - O Papel dos Centros Históricos na Cidade: estudo comparativo entre João Pessoa e Tours
    •  SILVA, Alzilene Ferreira da CV - Não disponível 
    • PAP1220 - O Papel dos Centros Históricos na Cidade: estudo comparativo entre João Pessoa e Tours

      O trabalho que ora apresenta-se tem como fito desenvolver um estudo comparativo entre os Centros Históricos das cidades de João Pessoa, no Brasil, e Tours, na França. O intuito precípuo reside em analisar o papel e as representações que são proeminentemente associadas ao Centro Histórico das respectivas cidades – diferenças e semelhanças. Nessa perspectiva faz-se necessário traçar um panorama do histórico dos Centros, verificando nesse percurso suas funções, usos e práticas sociais que contribuíram/contribuem para a consolidação de determinadas representações acerca desses Centros Históricos. A polissemia que envolve o tema, tem proporcionado entrecruzamento de visões, especialmente no que diz respeito a valorização do patrimônio cultural e revitalizações dos Centros. Esses aspectos permeiam o trabalho, pois as intervenções e políticas de conservação do patrimônio contribuem para corroborar as representações sobre esses Centros Históricos. Cumpre, nesse sentido, ressaltar o estrito engate da temática com as políticas de revitalização urbanas, que se alinham a nova onda de processos de gentrification do patrimônio cultural. No rastro dessas alterações sócio-espaciais, as áreas centrais das cidades vêm sendo transformadas em pontos de consumo cultural e turístico. Esse modo de intervenção, inaugurada nos Estados Unidos, ganhou eco também em cidades européias e na América Latina. Na esteira desses acontecimentos os estudos referentes aos Centros Históricos tornaram-se amplamente discutidos pelas diversas áreas do conhecimento, recrudescendo, inclusive, no campo da Antropologia e da Sociologia. Assim, o debate em torno destes referenciais teórico-conceituais tem viabilizado inúmeras discussões interdisciplinares e vem configurando-se em campo fértil de realização de pesquisas, delineando-se, portanto, em um caminho estimulante e rico de possibilidades. O estudo é de natureza qualitativa e comparativa. Seguindo essa trilha a construção de etnografia delineia-se como abordagem de pesquisa, o que contribui sobremaneira para a elaboração da pesquisa qualitativa. Estas relações apontam para a importância de estudos que levem em consideração aspectos referentes às cidades, ao simbólico, às representações, à memória e ao patrimônio. Neste particular busca-se apoio teórico em áreas do conhecimento como: a Antropologia, a Sociologia, o Urbanismo, a Geografia, e a História, que trazem importantes contribuições ao trabalho. Diversos autores vêm desenvolvendo relevantes estudos no âmbito dessas abordagens, a exemplo de Canclini, Certeau, Leite, Peixoto, Castells, Frúgoli, Fortuna, Villaça, Choay, Zukin, Jeudy entre outros autores que apresentam indubitável contributo na realização do presente trabalho.
  • PAP0631 - Património e Identidade: Vila Planalto nos bastidores de Brasília.
    Resumo de PAP0631 - Património e Identidade: Vila Planalto nos bastidores de Brasília. 
    • COÊLHO, Christiane Machado CV de COÊLHO, Christiane Machado
    • PAP0631 - Património e Identidade: Vila Planalto nos bastidores de Brasília.

      O processo de formação de Brasília, no Distrito Federal brasileiro, é analisado a partir de Vila Planalto. Trata-se de um antigo acampamento pioneiro, instalado de maneira provisória para construção da nova capital nacional. Este espaço permaneceu ilegal durante mais de 30 anos e foi posteriormente reconhecido como patrimônio do Distrito Federal, em função de seu papel como testemunho dos primórdios da cidade. As questões do direito à moradia, do direito à história e do direito à memória são igualmente estudadas neste contexto.
  • - Nome: Christiane Machado Coêlho
    - Afiliação Institucional: Universidade de Brasília (UnB) e Centro de Investigações e Estudos em Sociologia (CIES).
    - Área da Formação: Sociologia.
    - Interesse de Investigação: Sociologia Urbana e Mobilizações Transnacionais.

    Chrisitane Coêlho é formada pela Universidade de Brasília (UnB-Brasília), Mestre e Doutora pela Ecole des Etudes en Sciences Sociales (EHESS- Paris, França) sob direcção dos Profs. Serge Moscovici e Robert Castel respectivamente. Realizou seu pos-doutoramento no Centro de Estudos e Investigação em Sociologia (CIES, Lisboa) sob a direcção do Prof. Antonio Firmino da Costa. Professora Adjunta do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB-Brasília) e investigadora associada do Centro de Estudos e Investigação em Sociologia (CIES, Lisboa), tem se consagrado aos estudos na área da Sociologia Urbana, particularmente aos estudos sobre movimentos sociais, mobilizações transnacionais e processos de reconhecimento e legitimação de espaços pioneiros em Brasília e da emigração brasileira no plano internacional.
  • PAP0527 - LA OLVIDADA DIMENSIÓN SOCIAL DEL PATRIMONIO URBANO
    Resumo de PAP0527 - LA OLVIDADA DIMENSIÓN SOCIAL DEL PATRIMONIO URBANO PAP0527 - LA OLVIDADA DIMENSIÓN SOCIAL DEL PATRIMONIO URBANO
    • SOTO, José Luis Lalana CV de SOTO, José Luis Lalana
    •  GANGES, Luis Santos y CV - Não disponível 
    •  ROMÓN, María Castrillo CV - Não disponível 
    •  JIMÉNEZ, Marina CV - Não disponível 
    • PAP0527 - LA OLVIDADA DIMENSIÓN SOCIAL DEL PATRIMONIO URBANO

      Desde su concepción inicial, el concepto de patrimonio ha sido objeto de muchas reflexiones, ha conocido una profunda evolución y, sobre todo en los últimos años, ha adquirido una importancia creciente. Hoy en día es un término habitual, generalmente desde la perspectiva de recurso económico susceptible de ser explotado, y con una interpretación de claro signo monumentalista. Una interpretación que se superó ya en el primer tercio del siglo XX, con la obra de Gustavo Giovannoni y la formulación del concepto de patrimonio urbano, de conjunto patrimonial, en el que, superando la visión monumental -generalmente de edificios vinculados al poder-, adquiere protagonismo la creación colectiva y la relación entre los diversos elementos. Esta idea se ha desarrollado, y se plasma hoy, más elaborada, en los diferentes conceptos de paisaje (paisaje cultural, paisaje urbano histórico), que acentúan más este tipo de interpretación. Pero quizá la mayor implicación de estas “nuevas” formas de interpretar el patrimonio sea la importancia de la dimensión social. Por lo que tienen de creación social, pero también por su valor como elemento de identidad, en un mundo donde la globalización tiene cada vez más fuerza. Más importante todavía, y al mismo tiempo más olvidado, es que implica un cambio radical en la política de conservación del patrimonio, tanto en el patrimonio urbano como en los paisajes culturales, donde los aspectos sociales deben de ejercer un papel dominante, frente al secundario que ocupan en la conservación de los monumentos. La condición patrimonial no deja de ser el producto de una elección y es, por lo tanto, una construcción social, dentro de la continua tensión entre cambios y permanencias. El patrimonio es, pues, una fuente de información sobre nuestra sociedad. Pero además, y desde una perspectiva más operativa, es indispensable la participación de los profesionales del análisis social en la conservación del patrimonio, en campos como la articulación de la participación ciudadana -la implicación de la población es a la vez una condición imprescindible y una condición del éxito en las políticas de conservación del patrimonio-, o en el desarrollo de un sistema de indicadores que permitan identificar y cuantificar los procesos (marginación, terciarización, elitización, cambios en la composición demográfica o la estructura productivas, etc.). La defensa de la arquitectura y sus formas, como ya señalaban diversos autores italianos en la década de 1970, no tiene sentido si no va acompañada de la conservación social.
  • José Luis Lalana Soto, al igual que los demás autores de la comunicación, es Profesor del Departamento de Urbanismo y Representación de la Arquitectura en la Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Valladolid, y miembro del Instituto Universitario de Urbanística de esta Universidad.
    Geógrafo de formación, sus campos de investigación se centran en diversos campos relacionados con el patrimonio (especialmente patrimonio urbano, patrimonio industrial y paisajes culturales), y con la movilidad (tráfico, ferrocarriles y movilidad urbana sostenible).
  • PAP0229 - Multi-temporalidades urbanas: Passado e futuro nas estratégias de valorização das cidades
    Resumo de PAP0229 - Multi-temporalidades urbanas: Passado e futuro nas estratégias de valorização das cidades 
    • GOMES, Carina Sousa CV de GOMES, Carina Sousa
    • BEZERRA, Roselane Gomes CV de BEZERRA, Roselane Gomes
    • FORTUNA, Carlos CV de FORTUNA, Carlos
    •  BARREIRA, Irlys CV - Não disponível 
    • PAP0229 - Multi-temporalidades urbanas: Passado e futuro nas estratégias de valorização das cidades

      Cidades de universos culturais diversos, histórias e geografias díspares, partilham hoje linguagens, projetos e ações surpreendentemente similares nos seus desígnios de reforço identitário e de diálogo com o mundo da globalização. Este efeito de “proximidade” intercidades que a globalização tem instigado gera um manancial inédito de interconhecimento de tal forma que, face à exposição crescente de umas às outras, acaba devolvendo a cada cidade uma imagem refletida de si própria e, com isso, agudiza-se o eterno desejo de qualquer cidade se poder tornar uma outra. Cidades como Fortaleza ou Coimbra, que no plano formal correspondem a universos geoculturais muito distintos, podem revelar, contudo, partilhas inesperadas nas suas retóricas de ação política e estratégica. Centrando a nossa apresentação numa reflexão sobre as dimensões patrimonialistas das cidades e a sua relação com a busca de renovação ou revalorização estratégica, refletiremos sobre as múltiplas disputas de sentidos que estas cidades originam na sua relação com o “seu” passado. Nessa relação, as cidades proporcionam hoje novas possibilidades de encontro direto entre pessoas de todas as latitudes e origens: visitantes, residentes e estranhos. Em termos concretos, centros históricos ou prosaicos bairros – funcionando como lugares de memória e repositórios do passado – converteram-se em instrumento privilegiado de análise da dialética urbana entre a permanência e a mudança. Tal acontece por vezes de modo ambíguo: as cidades parecem sujeitar os seus centros históricos a estratégias que os convertem ora em sinais de modernidade e centralidade, ora em marcas de antiguidade e condição periférica. Ser-se centro e periferia de si mesma é um atributo das cidades que tanto preservam para serem modernas como modernizam para permanecerem antigas. Será que a “virada turística” urbana se pode converter na fórmula mais expedita para “descobrir o passado” da cidade? Bastará recorrer às marcas que as pedras e outros memoriais tornados património revelam? Qual é o limite dessa revelação? O que se esconde por detrás daquilo que se mostra? Procuramos responder a estas questões olhando para as experiências de Fortaleza e Coimbra. O que têm em comum é a valorização do passado como recurso de atração turística. Mas há ainda assim estratégias diferenciadas no uso desse património. Fortaleza aposta numa estratégia que chamaremos de valorização patrimonial “soft”, mais reformista, em que o futuro tem maior visibilidade no presente, enquanto Coimbra aposta numa valorização “hard”, mais conservadora, cujo presente revela mais marcas do passado.
  • Carina Sousa Gomes
    Investigadora do Centro de Estudos Sociais, integra o Núcleo de Estudos sobre Cidades, Culturas e Arquitetura. É licenciada em Sociologia, pela Universidade de Coimbra e mestre em Sociologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É doutoranda em Sociologia, no programa "Cidades e Culturas Urbanas", da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Os seus interesses atuais de investigação centram-se nas questões das cidades e seus centros históricos, turismo, imaginários turísticos urbanos, património e culturas urbanas.
    Roselane Gomes Bezerra é doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (Brasil), pós-doutoranda do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra com o o projecto: Narrativas Urbanas: Estratégias, discursos e representações no processo de requalificação na cidade de Almada, supervisão do Prof. Dr. Carlos Fortuna; Bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Investigadora do Núcleo de Estudos sobre Cidades, Culturas e Arquitectura (CCArq) do Centro de Estudos Sociais e membro da Rede Brasil-Portugal de Estudos Urbanos. É autora, dentre outras publicações, do livro O bairro Praia de Iracema entre o adeus e a boémia: usos e abusos num espaço urbano (LEO/UFC, 2009). Interesses: Sociologia Urbana e Políticas Urbanas.
    CARLOS FORTUNA
    Professor de Sociologia na Fac. de Economia da Univ. de Coimbra. Investigador do CES. Doutorado em Sociologia pela Universidade de Nova Iorque (Binghamton), produz hoje investigação na área da Sociologia das Cidades. Foi Presidente da Direção APS (1998-2002).
  • PAP0022 - OS PROCESSOS DE (IN) VISIBILIDADE SOCIAL DAS ESTRATÉGIAS DE (RE) ESTRUTURAÇÃO URBANA
    Resumo de PAP0022 - OS PROCESSOS DE (IN) VISIBILIDADE SOCIAL DAS ESTRATÉGIAS DE (RE) ESTRUTURAÇÃO URBANA PAP0022 - OS PROCESSOS DE (IN) VISIBILIDADE SOCIAL DAS ESTRATÉGIAS DE (RE) ESTRUTURAÇÃO URBANA
    • GUEDES, Inês Correia CV de GUEDES, Inês Correia
    • PAP0022 - OS PROCESSOS DE (IN) VISIBILIDADE SOCIAL DAS ESTRATÉGIAS DE (RE) ESTRUTURAÇÃO URBANA

      Assumindo que as cidades são locais estratégicos de desenvolvimento económico e social, mas também de conflito, contestação e diversidade, num mundo que se quer global, porque insistem as políticas públicas de intervenção urbanística em ordenar, higienizar e pacificar o espaço urbano de forma uniforme? Este é o ponto de partida para uma análise da relação entre estratégias de (re) estruturação urbana, a produção e uso do espaço recorrendo à análise de referências bibliográficas acerca do tema. Esta é também a questão de base do projecto de doutoramento da autora deste artigo. O foco de análise desta questão é a intervenção urbanística de carácter enobrecedor do centro histórico do Porto, intervenção que se afigura como caracterizados pela imposição de usos do espaço orientados por lógicas hegemónicas de consumo do património e da cultura e de higienização da vida social. Esta imposição, via políticas e práticas de valorização do património, promoveria uma demarcação socio-espacial segregacionista da cidade. Do mesmo modo, a prática de resignificação dos usos e formas de apropriação do espaço delinearia processos de (in) visibilidade social. O mesmo quer dizer que, as políticas de intervenção urbana, ao imporem usos e significados dominantes aos diferentes lugares da cidade, definem quem são os usuários, visitantes e habitantes e os que não o são. Definem ainda que práticas são esperadas e por quem. A cidade planeada e ordenada seria então a cidade dos visíveis. Os outros, os não reconhecidos, não produziriam o espaço urbano. Contudo, estas imposições não terão como efeito o desaparecimento das desigualdades e a aniquilação dos conflitos. Coloca-se a hipótese de, pelo contrário, implicarem no surgimento de locus de disput
  • Formada em Psicologia pela FPCEUP, pré-especializou-se em Comportamentos Desviantes. Atualmente encontra-se a frequentar o Doutoramento em Sociologia no CES-UC . Interessa-se pelos seguintes temas: modos de vida urbanos, marginalidade, informalidade, (in)visibilidade social. Participou no Projecto AGIS em parceria com o GAT e o Centro de Ciências do Comportamento Desviante da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Atualmente trabalha com população em situação de exclusão social, nomeadamente, toxicodependentes, portadores de VIH-Sida e sem-abrigo. Iniciará durante este ano um Traineeship no EMCDDA, no departamento de IBS. Participou com comunicações nos seguintes congressos: XVII Seminário APEC, Congresso Internacional “Feminismo e Migração: Intervenção Social e Ação Política”.