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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Cidades, Campos e Territórios[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 4 - Espaços e formas da criatividade[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1264 - Atracção da Classe Criativa e Recursos Primários no Turismo do Algarve
    Resumo de PAP1264 - Atracção da Classe Criativa e Recursos Primários no Turismo do Algarve PAP1264 - Atracção da Classe Criativa e Recursos Primários no Turismo do Algarve
    • CRUZ, Ana Rita CV de CRUZ, Ana Rita
    • PAP1264 - Atracção da Classe Criativa e Recursos Primários no Turismo do Algarve

      As ideias celebrizadas por Richard Florida mostram como o mundo contemporâneo é marcado pela ascensão da classe criativa. Esta classe apresenta-se como um elemento central na capacidade competitiva regional ao ser a fonte de novas ideias e inovações. São estes recursos humanos, com um nível elevado de competências criativas, que escolhem o lugar onde querem viver. Esta escolha depende de um conjunto de amenidades que os lugares oferecem ligados às oportunidades laborais, dinâmica social e interacção cultural. A presente comunicação discute possibilidades da região do Algarve atrair e reter a classe criativa. Sabendo-se da importância do turismo nesta região e a necessidade de diversificação face ao produto “sol e praia” explora-se a interligação entre recursos turísticos primários, turismo criativo e classe criativa. Uma primeira componente empírica analisa a capacidade criativa do Algarve por comparação com as outras regiões portuguesas no seu comportamento nos três Ts: talento, tecnologia e tolerância. Este último T é o aspecto distintivo para o Algarve se afirmar em termos de criatividade no contexto português. Seguidamente, é efectuada uma identificação dos recursos turísticos primários por freguesia na região permitindo mapear, com recurso a técnicas estatísticas, áreas de potencial diversificação do produto. Os resultados da análise possibilitam identificar um conjunto relevante de indicações estratégicas sobre que produtos complementares estimular em cada freguesia e concelho e ainda um leque de reflexões para promover o desenvolvimento do Algarve com base em políticas de criatividade. Palavras-Chave: Criatividade, Classe Criativa, Turismo Criativo, Recursos Turísticos.
  • Socióloga e PhDc na Universidade do Algarve (UAlg) e no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), DINÂMIA’CET-IUL, Ana Rita Cruz tem um mestrado em Gestão e Desenvolvimento de Destinos Turísticos da UAlg e é actualmente docente convidada da Faculdade de Economia da UAlg. Como investigadora colaborou em diversos estudos e projectos na área da sociologia, em várias entidades: “A Intervenção do FSE na Promoção da Inclusão Social de Grupos Desfavorecidos” do IESE e Quaternaire, “Avaliação de Impactos da Estratégia Regional para as Áreas de Baixa Densidade do Algarve” CET-ICSTE, “Social Quality and Changing Relationships Between Work, Care and Welfare in Europe” (WORKCARE), CIES-ISCTE, entre outros. Como gestora de projectos no CRIA, Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia da UAlg, a Ana Rita esteve envolvida em vários projectos de cooperação europeia no Programa Transnacional Espaço Atlântico, Programa MED, ENPI CBCMED, INTERREG IVC, INTERREG IVB SUDOE e 7º Programa Quadro.
    Interesses de investigação:
    Criatividade, Classe Criativa, Desenvolvimento Territorial, Redes.
    Publicações Recentes:
    Cruz, A. R. (2012) Tourism as a Magnet for Creativity: Insights for Creative Class Atraction in a Tourism-based Region, in Actas do 18º Congresso da ADPR, Faro, Junho de 2012, pp. 60-72.
    Cruz, A. R. (2011) Políticas de Criatividade para o Desenvolvimento Regional: A Importância do Setor Cultural e Criativo em Portugal, in Chão Urbano Revista do Laboratório Redes Urbanas e Laboratório das Regiões Metropolitanas do IPPUR - Universidade Federal do Rio de Janeiro, N.º2, pp. 55-83.
    Cooke, Phil; Ana Rita Cruz; Hugo Pinto; Julie Porter e Fangzhu Zhang (2011) Notes from the Iberian Algae Belt, Research Briefing, in European Planning Studies, Vol. 19, N.1, pp. 159-173.
    Cruz, A. R. (2010) Turismo e Criatividade no Algarve: Uma Análise da Oferta Turística Regional como Elemento de Atracção da Classe Criativa, Dissertação de Mestrado em Gestão e desenvolvimento de Destinos Turísticos, Faro: Universidade do Algarve.
  • PAP1228 - Sociedade de Metamorfose: a criação de uma orquestra sinfónica num bairro da Amadora
    Resumo de PAP1228 - Sociedade de Metamorfose: a criação de uma orquestra sinfónica num bairro da Amadora PAP1228 - Sociedade de Metamorfose: a criação de uma orquestra sinfónica num bairro da Amadora
    • BENTO, Ricardo Alves CV de BENTO, Ricardo Alves
    • PAP1228 - Sociedade de Metamorfose: a criação de uma orquestra sinfónica num bairro da Amadora

      A Orquestra Geração apresenta-se como um processo de aprendizagem musical que está desenhado para ensinar crianças e jovens em situações sociais de adversidade. O projecto da Orquestra Geração está a ser implementado em Portugal desde 2007 em escolas, que estão alocadas a alunos de bairros periféricos, do 1º, 2º e 3º ciclo de escolaridade. As bases da formação musical das orquestras assenta no sistema de ensino das orquestras sinfónicas da Venezuela, que se denomina, El Sistema. O sistema classifica as orquestras por níveis de aprendizagem: A, B, C, ou D. O nível “A” corresponde ao nível mais desenvolvido e o “D” abrange as crianças mais novas, normalmente do 1º ciclo. Embora exista esta “arrumação conceptual” temos de considerar as palavras de uma coordenadora pedagógica: “... cada escola é um mundo e temos de estar atentos às suas circunstâncias.” A comunicação que pretendo realizar quer explorar e reflectir as relações entre cultura urbana e risco de exclusão social. Como é que os jovens que vivem um determinado contexto familiar, social e cultural, do bairro analisado, se entregam ao esforço de aprender a executar composições de música erudita? Quais são os padrões culturais em jogo? Quais são as mudanças, se elas existirem, nesses padrões? Qual a interdependência entre mobilidade social e identidade cultural nos jovens que integram a Orquestra? Que peso têm os conceitos de papel e status? Como é que os trajectos individuais são alterados através da interacção e do interconhecimento vivido entre os elementos da Orquestra Geração? Na Orquestra geração podemos encontrar uma dupla ambiguidade. Se as relações da periferia com o centro geram sempre algumas tensões, o que sucede quando o centro, visto aqui como a instituição da orquestra sinfónica, se desloca para a periferia? A música erudita como expressão cultural elitista está usualmente conectada a uma rede de relações complexa. Essa rede é, regra geral, o resultado das decisões politicas, económicas e sociais que permitem o surgimento de instituições complexas, como neste caso específico: escolas de música, conservatórios, e orquestras. A presente comunicação procura apresentar resposta às questões formuladas, através da articulação entre o social e o cultural, na interacção e observação com os diversos elementos da Orquestra Geração e do estudo dos contextos da vida urbana do bairro analisado. Para tal está a ser desenvolvido um trabalho de campo, com o acompanhamento da orquestra que está inserida no bairro, edificado em 2001, para realojamento de diversas famílias do concelho da Amadora que, anteriormente, viviam em bairros degradados.
  • Ricardo Alves Bento, estudante no ramo de investigação no âmbito do
    mestrado de Sociologia ministrado no ISCTE-IUL, tem uma licenciatura
    em Filosofia pela Universidade Nova de Lisboa (UNL). As principais
    áreas de interesse de investigação relacionam-se com Educação, Arte,
    Inovação Social, Desigualdades e Antropologia Urbana.
  • PAP1014 - TERRITÓRIOS RESILIENTES, CRIATIVOS E SOCIALMENTE INOVADORES: desafios e paradoxos à transformação e mudança face a disrupções e processos com expressões difusas e diluídas no tempo
    Resumo de PAP1014 - TERRITÓRIOS RESILIENTES, CRIATIVOS E SOCIALMENTE INOVADORES: desafios e paradoxos à transformação e mudança face a disrupções e processos com expressões difusas e diluídas no tempo PAP1014 - TERRITÓRIOS RESILIENTES, CRIATIVOS E SOCIALMENTE INOVADORES: desafios e paradoxos à transformação e mudança face a disrupções e processos com expressões difusas e diluídas no tempo
    • FREITAS, Maria João CV de FREITAS, Maria João
    •  ESTEVENS, Ana CV - Não disponível 
    • PAP1014 - TERRITÓRIOS RESILIENTES, CRIATIVOS E SOCIALMENTE INOVADORES: desafios e paradoxos à transformação e mudança face a disrupções e processos com expressões difusas e diluídas no tempo

      No actual contexto de reconfiguração de paradigmas, modificam-se as relações sociais e as formas de apropriação do espaço. A necessidade de adaptação a estes processos assume uma actualidade e urgência de dimensões colectivas que convida a uma reflexão critica sobre conceitos como resiliência, criatividade e inovação social na tentativa de compreender e explorar formas alternativas das mudanças em curso. Para Walker, Holling et al (2004), o conceito de resiliência está associado à “capacity of a system to absorb disturbance and reorganize while undergoing change so as to still retain essentially the same function, structure, identity and feedbacks”. O conceito de resiliência centra-se assim na capacidade de superar ou recuperar da adversidade, mas surge normalmente associado a epifenómenos tais como desastres naturais e/ou tecnológicos ou actos terroristas. Porém torna-se importante reflectir sobre o conceito de resiliência na acomodação da transformação e das mudanças dos territórios e das comunidades que resultam de processos mais diluídos no tempo, tais como a sua desvitatização ou a "crise" vivida na sua expressão territorial. Também, a criatividade surge em contextos de mudança e de “crise” como um activo importante. Muitas vezes, associa-se a criatividade ao combate à adversidade, à imprevisibilidade, à incerteza e/ou ao risco respondendo aos desafios com outras formas de interpretar os processos que desencadeiam transformação. São condições necessárias à configuração e ao desenvolvimento de um meio criativo ser resilente, ou seja, permitir a mudança sem se fragmentar e sem perder a sua unidade e coerência, associando-se o conhecimento, a diversidade, a aprendizagem, a tolerância e/ou a participação. A esta configuração associa-se também a inovação social que permite encontrar novas respostas para problemas não reconhecidos ou não solucionados, visando a transformação das relações sociais, a coesão das comunidades locais e o combate à exclusão (Moulaert et al. 2009; Klein e Harrisson 2007, André e Abreu 2006). A conciliação destes conceitos – resiliência, criatividade e inovação social – coloca assim questões específicas à sua abordagem e desenvolvimento quando aplicada a processos colectivos com expressão territorial disruptiva cuja visibilidade e diluição no tempo assumem uma forma mais difusa. Qual o papel da resiliência face a estes factores disruptivos? Quais as suas fronteiras com o do conceito de "resistência" e de "sobrevivência"? Onde entra a criatividade e a inovação social nestes contextos numa perspectiva de "community (re)building"? Uma comunidade resiliente é necessariamente uma comunidade criativa e aberta à inovação social? Porquê? E o que é que isso poderá querer dizer, na prática, na reconfiguração dos papeis, das relações e dos desafios que se colocam aos vários actores em acção ou com acção junto destas comunidades?
  • Maria João Freitas. *Socióloga, Investigadora Auxiliar no Núcleo de
    Ecologia Social do Laboratório Nacional de Engenharia Civil,.Tem
    desenvolvido atividade de investigação, contrato e consultoria técnica
    em torno das questões da habitação e das questões urbanas, nomeadamente
    em torno modelos de habitar, intervenções integradas de base
    territorial, modelos de governança colaborativa, dinâmicas de ação
    coletiva e processos de transformação e desenvolvimento sócio-territorial.
  • PAP0433 - A Identidade e a Plasticidade Territorial e os Processos de Regeneração Urbana
    Resumo de PAP0433 - A Identidade e a Plasticidade Territorial e os Processos de Regeneração Urbana  PAP0433 - A Identidade e a Plasticidade Territorial e os Processos de Regeneração Urbana
    • NETO, Paulo CV de NETO, Paulo
    • SERRANO, Maria Manuel CV de SERRANO, Maria Manuel
    • PAP0433 - A Identidade e a Plasticidade Territorial e os Processos de Regeneração Urbana

      A regeneração urbana e a revitalização dos centros históricos, conjuntamente com as questões da sustentabilidade energética e da necessidade de redução de emissões poluentes, são hoje os principais desafios que se colocam ao planeamento das cidades. Desde logo em Portugal, dadas as condições de crescente abandono e degradação em que se encontram muitos dos edifícios dos centros históricos das cidades portuguesas, mas também na Europa, uma vez que, a maioria dos centros urbanos europeus são cidades históricas e, por isso mesmo, muito antigas. As cidades parecem estar a redescobrir o valor económico das indústrias criativas e da cultura e, muitas delas, começam a apostar fortemente nestes sectores como forma de dinamização económica e de regeneração de zonas particularmente sensíveis em termos patrimoniais e arquitectónicos. As indústrias criativas e da cultura são actividades que convivem bem com edifícios e zonas particularmente nobres das cidades. Exactamente por isso, assistimos ao surgimento de um conjunto de apostas na rentabilização das oportunidades de regeneração urbana associadas a este tipo de indústrias. De que são exemplo, as estratégias assentes na afirmação de unidades territoriais especializadas em actividades no âmbito das industrias criativas, nomeadamente os Design Districts (district entendido enquanto bairro, área, zona, quarteirão ou circuito urbano), os Fashion Districts, os Museum Districts, os Art Districts, os Antiques Districts, os Video & Cinema Districts, os Music Districts, que começam a ser concretizados em várias cidades em Portugal e no mundo. Muitas das soluções adoptadas têm fortes implicações na identidade e plasticidade dos territórios. Muitas delas, consolidam e tiram partido das identidades territoriais, mas em muitas outras, no esforço de reproduzir localmente soluções bem sucedidas noutros contextos territoriais, assistimos a uma crescente degeneração da identidade dos lugares bem como a alterações estruturais significativas da sua plasticidade que importa acautelar. Nesta comunicação será assim analisada a problemática dos processos de regeneração urbana no que respeita aos modos de se assegurar um justo equilíbrio entre a salvaguarda da identidade dos lugares, e a capacidade de construir condições que lhes possibilite o desempenho de novas funções urbanas e de novas soluções de modernidade.
  • Paulo Neto é Professor na Universidade de Évora, Departamento de Economia, tem Doutoramento e Agregação em Economia, e é autor de vários artigos e livros científicos publicados em Portugal e no estrangeiro. Foi Pró-Reitor para o Planeamento Estratégico e Director do Departamento de Economia desta Universidade, onde também coordenou vários cursos de licenciatura, pós-graduação e mestrado. É investigador colaborador do Centro de Estudos e Formação Avançada em Gestão e Economia da Universidade de Évora (CEFAGE-UE) e do Centro de Investigação sobre o Espaço e as Organizações da Universidade do Algarve (CIEO-UALG).
    Maria Manuel Serrano é Doutorada em Sociologia Económica e das Organizações e Mestre em Sistemas Socio-Organizacionais da Atividade Económica, pelo ISEG/UTL e Licenciada em Sociologia pela Universidade de Évora.
    É investigadora do SOCIUS – Centro de Investigação em Sociologia Económica e das Organizações do ISEG/UTL .
    É Professora Auxiliar no Departamento de Sociologia da Universidade de Évora e Diretora do 1.º Ciclo de Estudos em Sociologia desta Universidade, desde 2009.
    É autora de diversas publicações científicas na área da Sociologia Económica e das Organizações.