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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Cidades, Campos e Territórios[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 5 - Cidade e Espaços Públicos I[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1534 - Entre o gueto e a cidade: perspectivas cruzadas sobre a ‘colónia’ portuguesa na região de Boston no início do século XX
    Resumo de PAP1534 - Entre o gueto e a cidade: perspectivas cruzadas sobre a ‘colónia’ portuguesa na região de Boston no início  do século XX PAP1534 - Entre o gueto e a cidade: perspectivas cruzadas sobre a ‘colónia’ portuguesa na região de Boston no início  do século XX
    • CORDEIRO, Graça CV de CORDEIRO, Graça
    •  VIDAL, Frédéric CV - Não disponível 
    • PAP1534 - Entre o gueto e a cidade: perspectivas cruzadas sobre a ‘colónia’ portuguesa na região de Boston no início do século XX

      No início do século XX a ‘colónia’ de emigrantes portugueses em Nova Inglaterra, segundo a designação da época, constituía, do ponto de vista de Portugal, a segunda maior ‘colónia’ emigrante, a seguir à que escolhia o Brasil como destino. Constituída maioritariamente por açorianos, incluía também ‘continentais, cabo-verdianos e madeirenses’ e concentrava-se nalgumas das mais importantes cidades industriais da região: New Bedford, Fall River, Boston, Cambridge, Somerville (MA) Providence (RI). Localmente, tinham a dimensão suficiente para suscitarem a curiosidade e algum interesse científico. Os portugueses eram, apenas, um dos muitos grupos nacionais que nalgumas cidades americanas iam construindo esta ‘nação de imigrantes’, suscitando formas de conhecimento diversificadas, desde a análise sociológica, às descrições etnográficas, históricas e literárias, fazendo emergir a cidade como objecto de estudo e desenvolvendo os estudos urbanos a partir do pólo difusor da Universidade de Chicago, em redor dos anos 1920. Esta comunicação tem como objectivo fazer uma incursão nestas temáticas, a partir de um ponto de vista sócio antropológico e histórico. A revisitação de algumas das questões fundadoras da chamada ‘Escola de Chicago’, desde o ciclo de relações raciais do contacto à assimilação (ou integração), às formas de segregação sócio-espacial que, dialogicamente, fazem as cidades no fio da história, impõe-se, juntamente com outras perspectivas teóricas mais recentes que ajudam a melhor compreender o jogo complexo de múltiplas e sempre dinâmicas formas de identidade social, cultural, racial, étnica, política. Concretamente, propomo-nos fazer uma análise cruzada de alguns textos que se refetextos de referência que, na década de 20, se debruçaram sobre a comunidade portuguesa na região de Boston, tanto do lado americano como do lado português. Tal análise pretende identificar alguns elementos fundamentais que, do ponto de vista semântico e social, ajudam a compreender, na actualidade, os lugar dos territórios urbanos específicos e das representações particulares que compõem o caleidoscópio (para usar a expressão de Ulf Hannerz) da ‘Portuguese-speaking community’ nesta região do globo – neste início do século XXI.
  • Graça Índias Cordeiro
    Departamento de Métodos de Pesquisa Social e CIES-IUL
    Instituto Universitário de Lisboa, ISCTE-IUL
    Antropologia Urbana
    Etnografia Urbana
  • PAP1188 - Do Popular ao Lúdico: Lugares Urbanos em transformação.
    Resumo de PAP1188 - Do Popular ao Lúdico: Lugares Urbanos em transformação. PAP1188 - Do Popular ao Lúdico: Lugares Urbanos em transformação.
    • GOMES, Bruno CV de GOMES, Bruno
    • PAP1188 - Do Popular ao Lúdico: Lugares Urbanos em transformação.

      A partir de uma investigação de doutoramento em desenvolvimento, o objectivo deste artigo é, a partir e uma etnografia da rua, lugar onde se revela o sentido que a interacção urbana quotidiana tem para cada citadino, discutir as transformações que incluem o espaço urbano, mas que vão muito além dele. A rua é o recorte empírico que permite a análise destas dinâmicas citadinas. A partir da rua, é possível compreender o modo como se reestruturaram os sentimentos de pertença e como se reorganizam as redes de sociabilidade, as vivências quotidianas, as solidariedades e conflitos vicinais, mas também o(s) modo(s) como estas transformações afectam a cidade. Num tempo marcado pela ideia de globalização, a centralidade do bairro, não só não desapareceu como se viu reforçada. Assiste-se mesmo a um regresso ao bairro. No entanto, as políticas públicas, que parecem promover as vivências de rua tão características dos bairros de Lisboa, acabam por promover uma convivência marcada pela desigualdade. Assistimos hoje nas nossas cidades à reabilitação e revitalização dos centros históricos urbanos. Em muitos casos, esses processos de revitalização têm como objectivo claro o desenvolvimento da indústria turística nesses locais que passa pela ludificação do espaço. Conscientes da importância do turismo para o desenvolvimento das cidades, e numa lógica de competição global, os municípios apostam na reabilitação e requalificação dos centros urbanos, áreas que têm maiores potencialidades turísticas. Pela regulamentação procuram promover uma espécie de pastoral urbana, uma imagem harmoniosa onde nada destoa, onde nada está fora do seu lugar. O caso empírico é a Rua da Bica Duarte Belo, situada no bairro da Bica. A partir do final da década de 1990 este lugar sofreu uma profunda transformação. A juntar aos processos de reabilitação urbana surgem inúmeros bares e restaurantes que a transformaram num lugar privilegiado de diversão nocturna. Estas transformações tiveram impactos na vida local e parecem ter criado mundos distintos e separados: um, dos moradores mais antigos, das colectividades e das tascas; o outro, dos novos restaurantes, dos bares e daqueles que os frequentam. Esta coabitação implica necessariamente usos do espaço público que podem ser contrastantes e, por vezes até conflituosos. Esta, entre outras coisas, serão os aspectos analisados.
  • Bruno Gomes é licenciado e Mestre em Antropologia pelo ISCTE-IUL. Frequenta no mesmo instituto o programa de Doutoramento em Antropologia, onde se especializa em Antropologia Urbana. É investigador colaborador do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) e as suas principais áreas e interesses de investigação são a transformação urbana, as identidades e imaginários urbanos, os bairros, ruas.
  • PAP0814 - A vida social do espaço público: desenho urbano e space syntax
    Resumo de PAP0814 - A vida social do espaço público: desenho urbano e space syntax  
    •  GUERREIRO, Rosália CV - Não disponível 
    •  ELOY, Sara CV - Não disponível 
    •  GUARDA, Israel CV - Não disponível 
    • PAP0814 - A vida social do espaço público: desenho urbano e space syntax

      A redescoberta dos centros urbanos, enquanto espaços pedonais e de sociabilização, é um fenómeno mais ou menos universal desde os anos 60. Copenhaga é um exemplo surpreendente que deve o seu sucesso a um desenho urbano com características bottom-up liderado por Jan Gehl e que se baseia essencialmente na observação de comportamentos das pessoas face ao ambiente exterior. Projectistas (arquitectos e urbanistas) e observadores (cientistas sociais) executam tarefas mais ou menos separadas e/ou complementares com consequentes efeitos ao nível da vida das cidades. Acreditando que a cidade não é um problema mas sim uma solução para promover a sociabilização, e que o desenho urbano é uma ferramenta capaz de promover a cooperação entre diversas disciplinas, o objectivo deste estudo consiste na análise de padrões emergentes que resultam das relações entre as pessoas e o espaço. Procura-se compreender quais as características físicas do espaço público urbano que actuam como estímulos da sociabilização partindo do pressuposto que a cidade resulta do somatório de acções individuais e colectivas, planeadas e/ou emergentes e que os lugares são tanto melhor sucedidos quanto mais e melhor forem ocupados e vividos pelas pessoas. Pretende-se ainda mostrar como as teorias Space Syntax (Hillier and Hanson, 1984) permitem compreender as leis espaciais presentes no sistema do espaço urbano, nomeadamente os movimentos pedonais, a localização de actividades, etc. O modelo espacial Space Syntax, permite-nos perceber padrões e testar estratégias de desenho que melhorem a interacção e sociabilização entre as pessoas. Através do Space Syntax é possível analisar espaços individuais mas de um modo integrado na rede global da cidade compreendendo de que modo uma acção local pode influenciar toda a rede. Esta análise, que recorre a dados mensuráveis como a integração, a acessibilidade e a visibilidade, permite-nos identificar as razões do sucesso da promoção de sociabilização de determinadas áreas em detrimento de outras. Com este conhecimento é possível basear decisões futuras ao nível da regeneração do desenho do espaço urbano de modo a criar espaços mais atractivos e dinâmicos que promovam a sociabilização da população e onde se aprecie andar a pé e passar o tempo livre. Pretende-se apresentar a análise de um espaço público da cidade de Lisboa cujo desenho urbano contribui visivelmente para o seu sucesso enquanto espaço promotor da sociabilização. Este estudo procura identificar os factores físicos que promovem a ida das pessoas a estes espaços e que fomentam a sua permanência. Apresentar-se-ão também outros exemplos apoiados na análise Space Syntax que conduziram a espaços públicos mais agregadores e complementares à dinâmica urbana. Palavras Chave: Desenho urbano, sociabilização, espaço público, space syntax
  • PAP0226 - Narrativas urbanas: propagandas e blogues como diferentes retóricas no processo de requalificação das cidades
    Resumo de PAP0226 - Narrativas urbanas: propagandas e blogues como diferentes retóricas no processo de requalificação das cidades   
    • BEZERRA, Roselane Gomes CV de BEZERRA, Roselane Gomes
    • PAP0226 - Narrativas urbanas: propagandas e blogues como diferentes retóricas no processo de requalificação das cidades

      O processo de requalificação é um fenómeno urbano contemporâneo e está a ser implementado especialmente em centros históricos, em áreas “degradadas” ou em antigas zonas industriais. Estas intervenções se baseiam, predominantemente, na construção de novas edificações e nas apropriações do espaço urbano como lugar de contemplação e de lazer. A divulgação de propagandas oficiais desses planos de intervenção em outdoors, em revistas e em fóruns de participação com a mostra de maquetes e de slides com visualização tridimensional está a difundir uma concepção de política urbana assente na valorização estética da arquitectura por meio do planeamento estratégico. Porém, a propagação dessa ideia de mudança no espaço urbano como forma de estabelecer novos usos e apropriações tem gerado alguma polémica entre políticos e “praticantes da cidade” (Certeau, 1994) e está a influenciar o surgimento de discursos que vão de encontro às narrativas oficiais. Percebo que está a existir um certo “conflito simbólico” no tocante a definição do processo de “requalificação” urbana em diferentes meios de comunicação social. No campo dessa “disputa” a respeito da definição do processo de transformação nas cidades, destaco o antagonismo entre a retórica das propagandas oficiais e dos blogues sobre as cidades. Enquanto as propagandas oficiais são utilizadas pelos decisores públicos para divulgar a ideia da intervenção urbana como uma boa estratégia para o desenvolvimento da urbe, os blogues são usados pelos habitantes como um fórum de discussão com críticas e reflexões a respeito desse processo de transformação urbana. No âmbito desse “conflito simbólico”, apresento como referente empírico para esta comunicação, as propagandas oficiais e os blogues sobre projectos de intervenção na cidade de Almada, em Portugal.
  • Roselane Gomes Bezerra é doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (Brasil), pós-doutoranda do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra com o o projecto: Narrativas Urbanas: Estratégias, discursos e representações no processo de requalificação na cidade de Almada, supervisão do Prof. Dr. Carlos Fortuna; Bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Investigadora do Núcleo de Estudos sobre Cidades, Culturas e Arquitectura (CCArq) do Centro de Estudos Sociais e membro da Rede Brasil-Portugal de Estudos Urbanos. É autora, dentre outras publicações, do livro O bairro Praia de Iracema entre o adeus e a boémia: usos e abusos num espaço urbano (LEO/UFC, 2009). Interesses: Sociologia Urbana e Políticas Urbanas.
  • PAP0135 - As experiências da rua: as (re)criações do espaço pelos sujeitos por meio das práticas de lazer
    Resumo de PAP0135 - As experiências da rua: as (re)criações do espaço pelos sujeitos por meio das práticas de lazer  PAP0135 - As experiências da rua: as (re)criações do espaço pelos sujeitos por meio das práticas de lazer
    • LOPES, Carolina Gontijo CV de LOPES, Carolina Gontijo
    • AMARAL, Sílvia Cristina Franco CV de AMARAL, Sílvia Cristina Franco
    • PAP0135 - As experiências da rua: as (re)criações do espaço pelos sujeitos por meio das práticas de lazer

      Este estudo constituiu um dos eixos temáticos do projeto de pesquisa: “Usos do tempo livre na Vila Holândia: o lugar das práticas corporais”, do Grupo de Estudos e Pesquisa em Políticas Públicas e Lazer da UNICAMP/São Paulo/Brasil. Por meio de uma abordagem etnográfica olhamos as ruas da Vila Holândia, Campinas - SP, observando seu cotidiano nos períodos de férias escolares, nos feriados e aos finais de semana que é permeado pelas conversas entre vizinhos, pelas brincadeiras das crianças e pelo encontro, principalmente de homens, no entorno do bar. Ouvindo pessoas e/ou grupos que fossem significativos para identificarmos como ela é um lugar de fruição do lazer e como os moradores (re)criam os espaços pela apropriação e sociabilidade. As ruas servem como limite definidor de um determinado território que estrutura mapas e orienta a organização social do espaço, para nossa análise também a compreendemos como um lugar significativo de socialibilidade (SIMMEL, 1986), apropriação do espaço (POL, 2005) e de práticas de lazer (SMOLKA, 2000). A condição da vida comunitária na Vila Holândia compreende a tensão entre as tendências das recentes formas de urbanização e a relação histórica e cultural das formas tradicionais. Assim, encontramos evidências que permitem dizer que a riqueza das experiências da rua ainda resiste ao processo de urbanização das cidades. Entretanto, reconhecemos a tendência da dinâmica das formas de urbanização como perigosas para sociabilidade nos espaços públicos, principalmente na rua. Elas formalizam as experiências da rua pela regulação dos mecanismos institucionais do legislador alheio às representações locais, como também fragmenta as interações do tecido social. Nas experiências da rua, os sujeitos compartilham o espaço público, materializam a convivência social e estabelecem vínculos afetivos. No cotidiano da rua identificamos a perpetuação das formas de apropriação e sociabilidade subvertendo a idéia da rua como local de violência, insegurança e medo para lugar de resistência social e cultural. É possível afirmar que no Brasil a dinâmica da vida comunitária nas ruas ainda reconfigura a ocupação e usos dos espaços públicos.
  • Carolina Gontijo Lopes

    Graduada em Educação Física e especialista em Pedagogia do Esporte Escolar pela Universidade Estadual de Campinas e mestre em Lazer pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atuou em políticas de esporte e lazer municipais, em instituições não governamentais e em escolas públicas. Possui interesse de investigação em políticas públicas de lazer; práticas culturais no tempo livre; espaço urbano e atuação profissional.
    Sílvia Cristina Franco Amaral

    Possui graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Maria (1989), mestrado em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Maria (1995) e doutorado em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (2003) e Livre-docente pela FEF-UNICAMP (2011). Atualmente é docente da Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas e coordenadora do Grupo de Política Pública e Lazer. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Lazer e Políticas Públicas, atuando principalmente nos seguintes temas: lazer, política pública, cultura corporal, educação física e esporte.