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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST13 Sexualidade e Género[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 3 - Jovens, contextos educativos e sexualidade[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1221 - Educação Sexual em contextos heterogéneos: Instituições de acolhimento de crianças e jovens de Braga
    Resumo de PAP1221 - Educação Sexual em contextos heterogéneos: Instituições de acolhimento de crianças e jovens de Braga  PAP1221 - Educação Sexual em contextos heterogéneos: Instituições de acolhimento de crianças e jovens de Braga
    • ZAMITH.CRUZ, Judite CV de ZAMITH.CRUZ, Judite
    •  ANASTÁCIO, Zélia CV - Não disponível 
    •  TERROSO, Nuno CV - Não disponível 
    • PAP1221 - Educação Sexual em contextos heterogéneos: Instituições de acolhimento de crianças e jovens de Braga

      Como quaisquer outros jovens a viverem com as suas famílias, os que foram institucionalizados sentem-se agradavelmente melhor, quando encontrem quem mostre interesse por si e pelo que digam, sem se sentirem desvalorizarem por terem ultrapassado o risco sexual e/ou sofrido assédio, abuso, negligência e maus tratos. Nesse sentido, nas sociedades ocidentais, para o domínio da Educação Sexual, continuam a ser analisados e debatidos programas modelares de formação de adultos em escolas (Barragán, 1991; Kirby, 2007; Kirby et al., 2007), e em instituições de acolhimento de crianças e jovens (Daly, 2004; Garcia Ruíz, 2009). Na equipa multidisciplinar da Universidade do Minho – Instituto de Educação, realizamos uma investigação-ação, em Braga, junto de escolas públicas e instituições religiosas de acolhimento, com as seguintes ações ordenadas, oficializados acordos de cooperação entre instituições (ação 1): (1) analise/interpretação de espírito de missão/finalidades e crenças, valores e ideologias, presentes nos discursos e nos processos de trabalho formativo/educativo das estruturas e organizações locais, com projetos socioeducativos e individuais explícitos (ação 2); (2) levantamento de potencialidades, necessidades e formação de adultos implicados e utentes (crianças e jovens), de acordo com nível de desenvolvimento profissional e psicossocial e etário, respetivamente, conhecidas as retaguardas familiar e institucional (ações 3 e 4); (3) caracterização de dinâmicas escolares e institucionais, a partir da análise dos dados quantitativos e qualitativos recolhidos (ação 5); (4) diagnóstico biopsicossocial, ponto de chegada/partida para a planificação e implementação de ação/programa de Educação Sexual, uma intervenção heterogénea (com a colaboração de unidades de saúde pública) (ações 6 e 7); (5) registo e avaliação de dados do programa de intervenção, por meio de instrumentos adequados a estratégias e técnicas utilizadas e posterior triangulação de análise quantitativa e qualitativa (ações 8, 9 e 10); (6) avaliação global, com base nos resultados (ação 11); e (7) formulação de orientações futuras (ação 12). No Congresso, iremos apresentar dados iniciais e exploratórios das ações 1 e 2, relativos às instituições de menores. A possível eficácia de intervenções planeadas será explorada, por análise de congruências, discrepâncias e da sua superação nessas realidades, consumadas orientações e sugestões a aplicar em organismos religiosos e educativos similares da região (ação 12). Aposta-se na capacitação bilateral e dialética (formadores/formandos; adultos/crianças), com recurso a metodologias diversas e complementares, que pretendemos desenvolver um projeto de Educação Sexual não para todos, esperando-se ir ao encontro de modelos viáveis de educação para o amor e sexualidade saudável.
  • Judite Maria Zamith Cruz - doutorada em psicologia, mestre em educação e mestre em ciências cognitivas, é professora auxiliar no Instituto de Educação, da Universidade do Minho, onde realiza formação em domínios de desenvolvimento na infância e adolescência, motivação e dificuldades de aprendizagem, em licenciatura e mestrados. Trabalha em projeto de educação sexual, em contexto de acolhimento de crianças e jovens. Tem experiência clínica, em necessidades especiais (sobredotação com perturbação de Asperger) e em atendimento neuropsicológico a doentes de Alzheimer. É autora de livros e publicou artigos nas áreas psicossociais, por metodologias qualitativas: Grounded Theory, Histórias de Vida e Análise de Discurso.
  • PAP0772 - Sexo, amor e género: trajectórias sexuais dos jovens para a vida adulta
    Resumo de PAP0772 - Sexo, amor e género: trajectórias sexuais dos jovens para a vida adulta 
    •  MARQUES, Ana Cristina CV - Não disponível 
    • PAP0772 - Sexo, amor e género: trajectórias sexuais dos jovens para a vida adulta

      Baseada em entrevistas semi-estruturadas, realizadas com 60 jovens-adultos, com idades compreendidas entre os 18 e os 29 anos, residentes em Leiria, e pertencentes a diferentes posições sociais, esta comunicação analisa as práticas e representações sexuais deste/as jovens. Argumenta-se que para a maioria do/as jovens entrevistado/as a sexualidade é especialmente valorizada em termos relacionais, embora haja espaço para a vivência de uma sexualidade mais individualizada, traduzida, por exemplo, no caso dos relacionamentos sexuais esporádicos. Os significados e comportamentos relacionados com a sexualidade são diversos, múltiplos e, frequentemente, contraditórios. O/as jovens tendem a ter várias representações da sexualidade, sendo que estas tendem a ser dinâmicas, podendo por isso mudar no tempo. O/as jovens usam os diferentes guiões sexuais existentes na sociedade (romântico, essencialista, hedonista...) de acordo com as suas posições e circunstâncias sociais, os seus encontros inter-pessoais, e as possibilidades que estes admitem a um nível intra-psíquico. Paralelamente, este/as não têm um ou outro tipo de relações sexuais e/ou amorosas. Antes, ele/as têm diferentes tipos de relacionamentos sexuais e/ou amorosos, geralmente de forma sequencial e intercalada. Contudo, estes diferentes tipos de relacionamentos têm valores diferenciados para o/as jovens, para além de que este/as têm distintas possibilidades de os vivenciar. O género, o nível educadional, a orientação sexual e/ou a posição perante a religião tendem a influenciar as representações e práticas da sexualidade deste/as jovens. Ademais, os dados sugerem a permanenciam do duplo padrão sexual, apesar de atenuado, nas narrativas do/as jovens, mesmo quando um padrão sexual singular é geralmente defendido.
  • PAP0607 - Sexualidades, juventude e educação: relações e configurações sociológicas entre sexualidades e género
    Resumo de PAP0607 - Sexualidades, juventude e educação: relações e configurações sociológicas entre sexualidades e género 
    •  FONSECA, Laura CV - Não disponível 
    •  Simões, Ana CV - Não disponível 
    •  SANTOS, Sofia A. CV - Não disponível 
    • ARAÚJO, Helena C. CV de ARAÚJO, Helena C.
    • PAP0607 - Sexualidades, juventude e educação: relações e configurações sociológicas entre sexualidades e género

      De uma perspectiva sociológica da educação, este texto procura dar conta dos debates de jovens em torno da temática das sexualidades e educação, de modo a captar as suas percepções acerca das mudanças que têm (re)configuradp as relações entre sexualidades, género e educação. Concretamente, procura-se perceber a natureza e extensão dessas mudanças, dando particular atenção ao modo como o campo educacional está a ser modelado. Trata-se de apresentar resultados da pesquisa realizada no âmbito do Projecto Sexualidades, Juventude e Gravidez Adolescente a Noroeste de Portugal, financiado pela FCT. São examinados alguns dos principais desenvolvimentos e debates suscitados pela análise de 42 Grupos de Discussão Focalizada, realizados com rapazes e raparigas, de vários contextos sociais, escolas básicas e secundárias, em grupos mistos, só rapazes ou só raparigas. Apesar de estar subjacente a este texto uma compreensão localizada sobre realidades nacionais, a análise e resultados que se apresentam, não dispensa a confrontação com estudos portugueses similares (Almeida e al, 2004, Vilar e Gaspar, 2000, Moita 2006, Fonseca 2009, Ferreira e Cabral 2010, Moita 2003, Nogueira, 2000). Dialoga-se também com o conhecimento de países europeus (Kehily 2002; Lees 2000, Aapola, Gonick, and Harris 2005, Paetcher 2007; Allen 2008; Trimble 2009, Arnot 2009), ou com estudos brasileiros (Heilborn et al, 2006; Louro, 2001) ou ainda com pesquisas de autores/as australianas e americanas (Keddie 2009; Fine 2006 e 2009). Carrear estas perspectivas permite compreender melhor “as comunidades de interpretação das sexualidades” locais/globais (Kehily & Nayak, 2009). construídas pela juventude portuguesa, ao mesmo tempo que mobiliza os desafios científicos e dos movimentos e fóruns sociais, relacionados com cidadania sexual e intima. As categorias encontradas no mundo das sexualidades (lugares de género, relações diferenciais geracionais, sexualidades normativas e marcadas, contextos de aprendizagem e educação; sexualidades (des) protegidas; gravidez jovem e DST, sujeitos de confidencialidade, controlo e pressão nos relacionamentos; etc.) permitem considerar como, apesar dos passos dados de maior igualdade de género e sexual, os padrões tradicionais e conservadores continuam a actuar como pesadas formas de direccionamento social, embora em moldes ressignificados, considerando o nível das relações de género, poder e autonomia.
  • Helena Costa Araujo
    hcgaraujo@mail.telepac.pt;
    haraujo@fpce.up.pt
    Professor of Sociology of Education
    and Gender Studies
    University of Porto/Faculty of Psychology and Education
    and Director of the
    Centre for Research in Education (CIIE)
    tel. 351.22.6079700
    fax. 351.22.6079725
    http://www.fpce.up.pt/ciie/?q=researchers/helena-c-araújo
  • PAP0455 - A construção social do género nas crianças: formas de habitar um corpo sexualizado
    Resumo de PAP0455 - A construção social do género nas crianças: formas de habitar um corpo sexualizado 
    • MIRANDA, Patrícia Isabel Martins CV de MIRANDA, Patrícia Isabel Martins
    • PAP0455 - A construção social do género nas crianças: formas de habitar um corpo sexualizado

      A apresentação baseia-se no projecto de doutoramento intitulado “Processos de construção social das identidades de género nas crianças: um estudo de caso com um grupo de pré-adolescentes em Viseu”, o qual teve o objectivo de compreender a construção social das identidades de género nas crianças, a partir dos processos que participam na construção do ser (ou percepcionar-se como) rapaz/rapariga, homem/mulher. Poderemos sintetizar as grandes hipóteses e/ou perspectivas de partida nas seguintes ideias: a) num contexto de modernidade reflexiva as crianças percepcionam e constroem as suas identidades de género de forma individualizada; e b) existem lógicas e mecanismos inscritos nos processos dessa construção. A partir da análise das entrevistas aos sujeitos – crianças, pais e professores – e do que se observou no terreno, realçou a coexistência de mecanismos que propiciam, ora uma diferenciação, ora uma igualização, revelando-se, a par de uma lógica predominante de oposição de género, alguma transversalidade, a partir da interpenetração de atributos e gostos tradicionalmente vistos como femininos ou masculinos. No contexto da modernidade reflexiva marcado pela individualização e pela possibilidade dum projecto identitário do self, notou-se então um limitado espaço para a performatividade de género, experienciando os sujeitos ambiguidades e tensões ao habitarem um corpo sexualizado, habitado por um sexo naturalizado. Ainda assim, foi possível observar alguma transversalidade de género na construção identitária das crianças, incluindo os projectos de género projectos do corpo. O corpo constitui-se pois como território privilegiado de significados de género, tornando-se este uma das partes fundamentais do projecto de identidade sempre inacabado do self (Giddens, 1991). Este trabalho de investigação evidenciou então uma diversidade de processos e lógicas de construção identitária, a partir de representações e de práticas que anunciam tendências, quer para o “doing gender”, quer para o “undoing gender”, perspectivando-se as ambiguidades inscritas na individualização do corpo sexualizado. Mostrou ainda que as masculinidades e as feminilidades não existem previamente ao comportamento social, como estados de corpo ou personalidades fixas; apenas existem na medida em que os indivíduos as fazem (doing gender) e constroem activamente nas suas práticas sociais quotidianas (Connel, 1996). O(s) género(s) não é pois uma entidade biológica que existe antes da sociedade; constitui-se precisamente nas formas através das quais as sociedades (e os sujeitos sociais) interpretam e usam os corpos.
  • Patrícia Miranda é doutorada em Sociologia da Família e da Vida Quotidiana pelo ISCTE-IUL (2010). Os seus interesses actuais de investigação em Sociologia são o Género, o Corpo e a Sexualidade.

    Patrícia Miranda graduated in Sociology by ISCTE-IUL (Lisbon) in 2003 and completed a PhD degree in ISCTE-IUL in 2010. Since obtaining the PhD degree P Miranda has worked as a social worker in a public institution. She published a paper based on her thesis: “Habitar um corpo sexualizado: Identidades de género construídas numa modernidade ambígua”, Ex aequo (2010).
    Concerning her research project in Sociology of Family, Gender and Sexuality, Patrícia Miranda made also multiple presentations at conferences.
  • PAP0315 - “EU FAÇO UM SEXO AMOROSO!” A sexualidade experienciada por jovens rapazes e raparigas (17 a 25 anos)- porto/ Portugal - estudo exploratório através de grupos de discussão, de análise qualitativa.
    Resumo de PAP0315 - “EU FAÇO UM SEXO AMOROSO!” A sexualidade experienciada por jovens rapazes e raparigas (17 a 25 anos)- porto/ Portugal - estudo exploratório através de grupos de discussão, de análise qualitativa. 
    • VIEIRA, Cristina CV de VIEIRA,  Cristina
    • PAP0315 - “EU FAÇO UM SEXO AMOROSO!” A sexualidade experienciada por jovens rapazes e raparigas (17 a 25 anos)- porto/ Portugal - estudo exploratório através de grupos de discussão, de análise qualitativa.

      Centrados nas vivências, práticas, comportamentos e significados dos/as jovens, nesta comunicação foca-se a sexualidade do ponto de vista das práticas. A sexualidade dos/das jovens, é uma prática efetiva. Veremos como ela surge ancorada a um sistema de significados e símbolos culturais que, actuando nos discursos e nos comportamentos, reproduz categorias tradicionais de género. O método de pesquisa empírico desta investigação recaiu na técnica metodológica grupos de discussão. Em cada grupo combinamos características homogéneas - com base na idade e na escolaridade - e heterogéneas – aqui definidas a partir do sexo dos elementos participantes (rapazes e raparigas).A discussão em grupo, permitiu-nos obter uma variabilidade discursiva. Orientada por padrões da sociedade moderna, a sexualidade destes jovens surge como um processo naturalmente legitimado nas trajetórias juvenis. Ela assume uma dimensão individualizada (Giddens, 1996), pensada como necessária à subsistência dos relacionamentos. A iniciação teve lugar com um/uma parceiro/a conhecido/a (designado/a por namorado/a), o que indica um sentido de distanciamento em relação à forma tradicional de iniciação sexual/coital masculina, de recurso à prostituição (Pais, 1993;1998). Apesar da aproximação em determinados entendimentos e comportamentos entre rapazes e raparigas, não deixa de ser acompanhada da permanência de significados e símbolos culturais que operam nos discursos e nas práticas, reproduzindo categorias de género. A tomada de decisão e os medos associados à primeira relação sexual/coital refletem valores morais diferenciados: - as raparigas a manifestarem sentido de responsabilidade pelas consequências do ato; os rapazes a viveram como fundamental a questão do desempenho - os rapazes são, mais do que as raparigas, afirmativos da não-aceitação da norma da virgindade pré-conjugal. Para os rapazes, a iniciação precoce na sexualidade surge, como uma valorização que no grupo de pares confirma a identidade masculina, através da afirmação da virilidade. Na relação continuada, os/as jovens adotam práticas sexuais de grande intimidade. A partir de discursos imbricados de modos de produção de sentidos inerentes ao duplo padrão de género temos ainda oportunidade de perceber analisar as relações entre sexualidade, prazer, relação e práticas comportamentais eróticas e pornográficas. Os/as jovens interrogam-se sobre as práticas sexuais nas relações de crescente intimidade, do ponto de vista do seu significado relacional: - Em que medida elas traduzem fazer amor ou fazer sexo? - “Eu faço um sexo amoroso!”
  • Nome: Cristina Pereira Vieira;
    Afiliação institucional: CEMRI/UAb
    Área de formação: Doutorada em Sociologia - área específica de sociologia da saúde
    Interesses de investigação: sexualidade; jovens; género; minorias sexuais; saúde