• English version
  • Versão Portuguesa
  • Versão Espanhola
  • Versão Francesa


VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
Adobe Acrobat Reader

©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST13 Sexualidade e Género[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 6 - Sexualidade, género e identidades[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1185 - Análise crítica das capas das revistas generalistas portuguesas: resistência ou reprodução dos significados culturais associados ao género?
    Resumo de PAP1185 - Análise crítica das capas das revistas generalistas portuguesas: resistência ou reprodução dos significados culturais associados ao género?  
    • BERNARDO, Mariana CV de BERNARDO, Mariana
    •  CEQUEIRA, Carla CV - Não disponível 
    • CABECINHAS, Rosa CV de CABECINHAS, Rosa
    • PAP1185 - Análise crítica das capas das revistas generalistas portuguesas: resistência ou reprodução dos significados culturais associados ao género?

      Nos últimos anos a interação das questões de género com as da representação mediática tem assumido um dos principais eixos de intervenção académica feminista. Apesar de os públicos serem ativos no processo de leitura e (re)apropriação da informação mediatizada, é reconhecida a grande influência dos conteúdos noticiosos na formação e modelagem das suas opiniões. Além disso, a persistência de representações genderizadas ao nível da produção de conteúdos mediáticos tem vindo a ser apontada por diversos autores. Estas representações, embora não totalmente desvinculadas do real, tendem a ser apropriadas de forma seletiva, (re)produzindo uma visão hegemónica e androcêntrica. Efetivamente, estes estudos permitem relativizar a tão propagada conquista da igualdade das mulheres nas esferas pública e privada, evidenciando que os media, mais do que entidades privilegiadas na condução da mudança social (nomeadamente pelo seu papel de mediadores entre a realidade e os cidadãos), tendem a configurar-se frequentemente como perpetuadoras de assimetrias simbólicas. Para esta comunicação em particular, focamo-nos no discurso visual dos media, que parece assumir uma especial relevância na criação de um imaginário associado ao que é ser homem ou mulher em determinada sociedade. De acordo com a teoria de Roland Barthes, as imagens comunicam não só um significado denotativo, mas também um significado conotativo que está relacionado com o sistema de códigos culturais. Neste sentido, os discursos visuais podem influenciar, de forma ainda mais subtil do que os discursos escritos, a forma como algumas realidades são percebidas, assumindo um poder que se pode tornar, por um lado, regulador ou, por outro lado, emancipatório. Para esta comunicação, selecionámos um corpus de imagens das capas das duas revistas generalistas mais lidas em Portugal – Visão e Sábado. Este segmento de revistas desempenha um papel especial na (in)formação da opinião pública porque é referente a notícias atuais com uma abordagem considerada séria e rigorosa no campo jornalístico. No que diz respeito à cronologia da nossa amostra, escolhemos estudar as capas dos últimos três meses de 2011 (outubro, novembro e dezembro). Considerando que as imagens se inserem na dimensão ideológica, pretendemos realizar uma análise crítica das imagens que constituem as faces destas revistas. Recorremos ao campo da semiótica visual por nos permitir perceber como é que as imagens de capa interagem com a (re)produção ou resistência aos significados culturais associados ao género.
  • Mariana Bernardo é licenciada e Mestre em Psicologia pela Universidade Católica Portuguesa (2004-2009). É bolseira de investigação da FCT no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) na Universidade do Minho desde abril de 2011. No projeto onde participa, “O Género em foco: representações sociais nas revistas portuguesas de informação generalista” desenvolve investigação na área do género e media.
    Rosa Cabecinhas é doutorada em Ciências da Comunicação (área de conhecimento Psicologia Social da Comunicação) e Professora Associada no Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. Foi Diretora-Adjunta do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade e Diretora do Mestrado em Ciências da Comunicação. Atualmente é diretora do Departamento de Ciências da Comunicação na mesma Universidade. A sua tese de doutoramento, intitulada Racismo e etnicidade em Portugal: Uma análise psicossociológica da homogeneização das minorias, foi premiada pelo Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas em 2004. Atualmente participa como investigadora em diversos projetos nacionais e internacionais, dedicando-se principalmente às seguintes áreas de investigação: diversidade e comunicação intercultural, memória social, representações sociais, identidades sociais, estereótipos e discriminação social. Os seus trabalhos estão publicados em várias revistas científicas internacionais: Journal of Cross-Cultural Psychology, International Journal of Psychology, International Journal of Conflict and Violence, International Communication Gazette, International Sociology, Swiss Journal of Psychology, Science. Entre as suas obras destacam-se os seguintes livros: Preto e Branco: A naturalização da discriminação racial (Campo das Letras, 2007) e Comunicação Intercultural: Perspectivas, Dilemas e Desafios (em parceria com Luís Cunha; Campo das Letras, 2008).
  • PAP0954 - A transexualidade e o género: Identidades e (in)visibilidades de homens e mulheres transexuais
    Resumo de PAP0954 - A transexualidade e o género: Identidades e (in)visibilidades de homens e mulheres transexuais PAP0954 - A transexualidade e o género: Identidades e (in)visibilidades de homens e mulheres transexuais
    •  SALEIRO, Sandra Palma CV - Não disponível 
    • PAP0954 - A transexualidade e o género: Identidades e (in)visibilidades de homens e mulheres transexuais

      Pretende-se na presente comunicação dar conta de parte dos resultados obtidos com o projecto “Transexualidade e transgénero: identidades e expressões de género”, desenvolvido no CIES-IUL, com financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que constitui uma das primeiras abordagens da temática no âmbito das ciências sociais em Portugal. Do vasto leque de expressões de género que o termo aglutinador “transgénero” inclui, nesta comunicação centrar-nos-emos apenas nas pessoas transexuais, ou seja, aquelas que permanentemente se sentem e se expressam no género “oposto” ao sexo que lhes foi atribuído à nascença. A informação que sustenta esta comunicação provém sobretudo de 25 entrevistas biográficas realizadas a pessoas transexuais, complementada por um conjunto de informação conseguida pela abordagem etnográfica desenvolvida ao longo da investigação. A transexualidade revela-se um terreno fértil para as discussões em torno da feminilidade e da masculinidade, do que é ser homem e do que é ser mulher íntima e socialmente. No decurso das entrevistas biográficas e das incursões etnográficas realizadas sobressaiu uma diferença acentuada entre homens e mulheres transexuais, a nível das identidades de género e dos percursos sociais, revelando-se pois o sexo/género para a população transexual, tal como acontece para a população cissexual (ou seja, aquela em que não existe descoincidência entre sexo atribuído à nascença e género experienciado), como uma das principais variáveis produtoras de diferença. Só que neste caso a complexidade analítica é acrescida, uma vez que obriga a jogar com uma dupla referência: o sexo/género atribuído e o sentido e expressado. Um elemento chave a mobilizar para análise é o capital corporal, que, condicionando ou possibilitando a invisibilidade social das pessoas transexuais, actua diferentemente sobre homens e mulheres e contribui (ou não) para a credibilidade social de género. Um outro foco de análise é a relação que é socialmente estabelecida entre “a masculinidade e os homens” e “a feminilidade e as mulheres” e a medida da sua exclusividade ou permeabilidade. Para a análise das identidades transexuais, há ainda que ter em conta estarmos perante identidades fortemente medicalizadas, existindo uma “narrativa clássica da transexualidade” oriunda das ciências médicas, à qual se têm vindo a juntar mais recentemente, e com frequência em oposição, novas referências ou referências alternativas construídas a partir de movimentos vindos de “dentro”. Estas novas referências, materializadas em novas expressões de género, têm potencialidades para alterar as identidades e visibilidades de homens e mulheres transexuais.
  • PAP0883 - Pleasure in the Body, Pain in the Soul: the Identity Construction in BDSM
    Resumo de PAP0883 - Pleasure in the Body, Pain in the Soul: the Identity Construction in BDSM PAP0883 - Pleasure in the Body, Pain in the Soul: the Identity Construction in BDSM
    • MONTEIRO, Núria Augusta Venâncio CV de MONTEIRO, Núria Augusta Venâncio
    • PAP0883 - Pleasure in the Body, Pain in the Soul: the Identity Construction in BDSM

      INTRODUCTION For my presentation I would like to share a knowledge renewal, or revival, inspired in my academic monography, developed for the purpose of obtaining the undergratuade level. The central theme of the research was BDSM, that is, bondage/Discipline, Domination/submission and Sadomasochism. These are erotic and sexual practices that (re)create situations of power and pain in the pursuit of pleasure. The size of the first letters of each word was intentionally written to express that the power equilibrium is not balanced. On one side, the masterful; on the other, the obedient. Yet, due to the demands of deep communication and understanding of each parts, BDSM is perhaps one of the most egalitarian worlds of power exercise. These terms are interchangeable, that is, there is a blend between all these possibilities. OBJECTIVES One of the main objectives, and given the lack of studies in this area, was to assess the evolution of BDSM until the aggregation into pathologized pratices and identities. My presentantion will focus on the paths that practitioners choose when managing their personal and grupal identities facing the discrimination which they are targets.Their sources of inspiration, their relations to the group, and the association of the BDSM with their other social roles will be taken into account. To this end, their interpretations about BDSM,about the ways they think society sees and treats them, and the ways they seem themselves, will be revealed. Methodology The initial contacts were made through a portuguese internet forum dedicated to BDSM. After, some observations were made on a weekly basis on a bar where the participants of that forum usually gathered. From there, it was possible to achieve a sample of 11 interviewees. CONCLUSIONS As expected, the identity management is highly conflituous. The consciousness of the discrimination they could be faced to leads them to occult or dissimulate any revealing signal. Discrete symbols are used to express the belonging to the group, but they are only recognizable by other members. Even participants that seem more secure and open about their choices, demonstrate some sort of difficulties to treat BDSM as another part of their identity. Coping strategies are created and shared between them, generating an individual and collective form of handling with the feelings of stigma. Keywords: BDSM, Bondage, Discipline, Domination, Submission, Sadomasoquism, identity, sexuality, body
  • Núria Augusta Venâncio Monteiro,

    Licenciada em Sociologia, com o Mestrado obtido na mesma área de estudos, exerce funções de investigação no Sapo Labs, Departamento de Comunicação e Arte, da Universidade de Aveiro. Os interesses de investigação orientam-se para as esferas da construção do género e da sexualidade, assim como para qualquer domínio de índole (sub)cultural.
  • PAP0356 - Plural, flexível e reflexiva: discutindo novas configurações de identidade sexual
    Resumo de PAP0356 - Plural, flexível e reflexiva: discutindo novas configurações de identidade sexual PAP0356 - Plural, flexível e reflexiva: discutindo novas configurações de identidade sexual
    • GUIMARÃES, Jamile Silva CV de GUIMARÃES, Jamile Silva
    • PAP0356 - Plural, flexível e reflexiva: discutindo novas configurações de identidade sexual

      O conceito de identidade sexual ganhou sentido e relevância histórica a partir do lugar que a sexualidade passou a ocupar na cultura ocidental moderna, possibilitando a emergência de sujeitos em determinados contextos de relações sociais que expressam um discurso de verdade na descrição de si ligado ao sexo. Vincula-se à vertente teórica do construtivismo que associa a cultura e a história na definição dos padrões da experiência sexual dos grupos sociais. A partir da compreensão do caráter mutável das identidades sexuais, este trabalho discute a configuração de identidades sexuais flexíveis em um contexto urbano de participação juvenil no Brasil. Utiliza-se a observação participante e entrevistas em profundidade para analisar a construção social da sexualidade por jovens que estabelecem relações amorosas estáveis tanto com pessoas de mesmo sexo quanto de sexo diferente. A rede social que conforma a participação é complexa, diversa e multiplicada por vários domínios sociais, oportunizando uma crescente abertura na atualização de princípios de classificação social constituintes da identidade. Esses jovens entendem que o compromisso e a filiação a uma identidade específica tende a cristalizar possibilidades de experiências e de crescimento individual. Na possibilidade de se libertar das restrições instituídas pelas normas sociais, eles vão percebendo a diversidade de expressões do afeto e do erotismo e vivendo sua sexualidade com mais fluidez e menos sujeita a classificações. Em conformidade, a rejeição ao termo bissexual advém da crítica às rotulações dos comportamentos sexuais e a uma condição humana essencializada. Articula-se fundamentalmente com um estilo de vida elaborado como uma estratégia de expressar “eu vivo o momento”. Esse estilo inerentemente desordenado desprende-se da ideia de um atributo identitário fundamental e uma conduta adequada correspondente. Os contextos de participação foram profícuos para o exercício reflexivo sobre as performances identitárias, propiciando novos modos de interação entre os jovens. Eles regulam e reinventam suas relações e práticas sociais, e narrativas do eu em um ambiente caracterizado pela problematização e contestação do mundo social e organizado a partir de princípios democráticos e valores do pluralismo. O distanciamento crítico frente às convenções sociais se expressa na afirmação de que o sexo do parceiro não é essencial para o entendimento da relação, além de não compreenderem a identidade sexual como elemento encompassador na constituição de suas identidades sociais. A produção de novas condutas é impulsionada pela desconstrução das estruturas binárias e excludentes homem-mulher e heterossexual-homossexual diante das múltiplas possibilidades de configuração do self oportunizadas por este ambiente.
  • Jamile Silva Guimarães é bacharel em Sociologia e mestre em Saúde Comunitária pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Desde a graduação propôs-se a desenvolver uma linha de estudos de caráter holístico sobre a Infância e a Juventude. Dedicou sua monografia a discutir a construção da Infância como questão social no Brasil e na dissertação analisou o papel da participação juvenil na promoção da saúde. Atua em estudos interdisciplinares nos seguintes temas: promoção da saúde, participação social, direitos humanos, desenvolvimento humano, educação, sexualidade e uso de drogas.