• English version
  • Versão Portuguesa
  • Versão Espanhola
  • Versão Francesa


VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
Adobe Acrobat Reader

©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST1 Sociologia da Educação[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 4 - Socialização e percursos biográficos[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1435 - Vidas escritas. Portefólios Reflexivos de Aprendizagens como fonte privilegiada de análise da reflexividade individual, em sociologia
    Resumo de PAP1435 - Vidas escritas. Portefólios Reflexivos de Aprendizagens como fonte privilegiada de análise da reflexividade individual, em sociologia PAP1435 - Vidas escritas. Portefólios Reflexivos de Aprendizagens como fonte privilegiada de análise da reflexividade individual, em sociologia
    • ANÍBAL, Alexandra CV de ANÍBAL, Alexandra
    • PAP1435 - Vidas escritas. Portefólios Reflexivos de Aprendizagens como fonte privilegiada de análise da reflexividade individual, em sociologia

      A presente comunicação resulta de uma investigação, levada a cabo no âmbito da dissertação de doutoramento em sociologia da autora pelo ISCTE, em que se pretende analisar as aprendizagens não formais e informais realizadas pelos indivíduos ao longo das suas vidas e compreender os contextos que as potenciam ou inibem. Essas aprendizagens "de vida" traduzem-se em competências que podem ser reconhecidas, validadas e certificadas nos Centros Novas Oportunidades, através do recurso a uma metodologia que se centra na construção, por cada candidato, de um Portefólio Reflexivo de Aprendizagens. O Portefólio Reflexivo de Aprendizagens (PRA) é uma narrativa autobiográfica em que a vida de cada um é contada do ponto de vista da aquisição e mobilização de competências. Ao contrário de um dossier que apenas compila certificados e provas de aprendizagens feitas, o PRA pressupõe e exige que o candidato detenha e desenvolva competências meta-cognitivas e meta-reflexivas sobre o próprio conhecimento que foi adquirindo. A sua construção é, em si mesma, uma experiência promotora de aprendizagens e de aquisição de novas competências. Nesta comunicação pretende-se reflectir sobre o potencial heurístico dos PRA, encarados como um tipo específico de documento pessoal escrito, um tipo específico de fonte para a Sociologia. A escrita, sobretudo a autobiográfica, é aqui encarada como um poderoso instrumento de reflexividade individual que abre ao investigador social (que toma por objecto os documentos escritos) a possibilidade de acesso aos processos de reflexividade em curso. Através da escrita, pode aceder-se à compreensão do que cada indivíduo pensa sobre si próprio e as suas condições sociais, sobre como mobiliza os seus recursos de forma a fazer face àquilo que se lhe apresenta de uma forma exógena, no seu percurso de vida. A transversalidade destas narrativas autobiográficas e a especificidade de serem escritas torna-as espaços privilegiados de análise da reflexividade individual e da relação entre constrangimentos estruturais e agência humana nas trajectórias de vida. Estas narrativas em que a história de cada um é contada do ponto de vista da aquisição e mobilização de competências têm, desde logo, um interesse evidente para a sociologia da educação. Mas, ao incluírem, numa mesma história individual várias dimensões da vida social, podem constituir igualmente fontes de informação muito válidas e ricas para outros campos de investigação sociológica.
  • Alexandra Aníbal (n. 09.05.1967, Lisboa). Licenciada e mestre em Sociologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tem trabalhado, desde 2002, na área da Educação e Formação de Adultos, na Câmara Municipal de Lisboa e no Instituto do Emprego e Formação Profissional. Bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia (desde Junho de 2010), frequenta o Programa de Doutoramento em Sociologia no ISCTE-IUL. Interesses de investigação: aprendizagem informal/não-escolar; aprendizagem ao longo da vida; validação de competências adquiridas pela experiência; educação e formação de adultos.
  • PAP1349 - Iniciativa Novas Oportunidades: genealogia de uma política de educação de adultos.
    Resumo de PAP1349 - Iniciativa Novas Oportunidades: genealogia de uma política de educação de adultos. PAP1349 - Iniciativa Novas Oportunidades: genealogia de uma política de educação de adultos.
    •  CANÁRIO, Rui CV - Não disponível 
    •  ALVES, Natália CV - Não disponível 
    •  CAVACO, Carmen CV - Não disponível 
    •  MARQUES, Marcelo CV - Não disponível 
    • PAP1349 - Iniciativa Novas Oportunidades: genealogia de uma política de educação de adultos.

      Nesta comunicação apresentam-se resultados preliminares do Projecto Eduqual (financiado pela Fundação de Ciência e Tecnologia), com base numa revisão de literatura e análise documental, a qual inclui depoimentos orais de alguns dos decisores e executores do programa "Novas Oportunidades". A primeira década deste século é, sem qualquer dúvida,marcada, em Portugal, pela concepção e implantação no terreno do programa "Novas Oportunidades", o qual materializou um conjunto de ofertas formativas dirigidas a jovens e adultos trabalhadores. Trata-se de um programa que, na sequência do trabalho realizado na viragem do século pela ANEFA (e pelo Grupo de Missão que lhe deu origem) representou o "relançamento" da educação de adultos que passa a ocupar um lugar central na agenda educativa portuguesa. A importância e dimensão deste programa podem ser avaliadas pelas suas metas extremamente ambiciosas, por ter assumido o carácter de uma campanha massiva com vista a elevar o nível de qualificações da população adulta, pelo modo como articula a acção pública com a intervenção de entidades de direito privado, pelo conjunto de recursos financeiros que mobiliza, pelas inovações organizacionais e pedagógicas que introduz. Para compreender a genealogia desta política recorre-se não apenas a antecedentes imediatos, mas também à evolução do campo da educaçõ de adultos, em Portugal, no último quartel do século XX. A especificidade do caso português é acompanhada por uma análise das políticas de educação e formação ao nível internacional as quais constituem um quadro de grande constrangimento externo. O nosso objectivo consiste em argumentar sobre as mudanças mais significativas das políticas de educação de adultos, recolocando-as num novo quadro interpretativo.
  • PAP1247 - Entre a vitimização e o heroísmo: relatos autobiográficos da experiência escolar produzidos no âmbito do processo RVCC
    Resumo de PAP1247 - Entre a vitimização e o heroísmo: relatos autobiográficos da experiência escolar produzidos no âmbito do processo RVCC PAP1247 - Entre a vitimização e o heroísmo: relatos autobiográficos da experiência escolar produzidos no âmbito do processo RVCC
    • CALHA, António Geraldo Manso CV de CALHA, António Geraldo Manso
    • PAP1247 - Entre a vitimização e o heroísmo: relatos autobiográficos da experiência escolar produzidos no âmbito do processo RVCC

      A educação de adultos tem vindo a ser reordenada com base em políticas e práticas que consolidam o discurso em torno da aprendizagem ao longo da vida. Entre as novas ofertas educativas destinadas ao público adulto sobressai, pela sua originalidade, o Sistema de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), assente na valorização das aprendizagens não-formais e rompendo com os tradicionais modelos de educação escolar. As práticas de reconhecimento, validação e certificação de competências, ainda que orientadas pelos Referenciais de Competências-Chave, são bastante diversificadas e contextualizadas. Várias investigações (Ávila, 2005; Cavaco, 2008; Freire, 2009) têm revelado que o modo como é concretizado este processo pode apresentar variações de Centro para Centro. Apesar da diversidade de instrumentos utilizados pelos Centros Novas Oportunidades, o processo RVCC baseia-se num conjunto de pressupostos metodológicos: o Balanço de Competências e a abordagem Autobiográfica. A metodologia adoptada, baseada sobretudo na escrita, visa promover um trabalho reflexivo do adulto sobre si mesmo, permitindo o reconhecimento do valor das suas experiências de vida. Nesta comunicação iremos apresentar alguns resultados da análise de um corpus documental de cem autobiografias elaboradas por adultos que passaram pelo sistema RVCC em quatro Centros Novas Oportunidades da região Alentejo. Iremos centrar-nos, sobretudo, nos relatos e descrições das experiências escolares destes indivíduos. No caso particular dos adultos certificados através do processo RVCC, a prova escolar (na acepção de D. Martuccelli, 2006) compõe-se de percursos escolares de duração bastante variável e de casos de sucesso e insucesso. Assim, a comunicação irá estruturar-se em duas partes distintas. Em primeiro lugar, o julgamento que os indivíduos fazem da experiência escolar, elucidando os critérios de julgamento tidos em consideração. Dada a abrangência intergeracional do programa, são várias as formas escolares e os modos de socialização que configuraram as diferentes experiências escolares. Em segundo lugar, a análise dos motivos e das condições em que ocorreu a interrupção do percurso escolar. A larga abrangência do programa, correspondendo aos quatro ciclos de ensino não superior, abarca indivíduos com níveis de qualificação bastante díspares, envolvendo, por um lado, aqueles com níveis de qualificação escolar muito baixos e, por outro, indivíduos com níveis de qualificação acima da média verificada na sociedade portuguesa. Procuraremos, pois, identificar quais os factores que favorecem o encurtamento e o prolongamento das trajectórias escolares, caracterizando, quer os percursos e o abandono escolares, quer os retornos à escola, ao longo da vida.
  • António Calha é docente na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Portalegre, licenciado em Sociologia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e mestre em Sociologia pela Universidade de Évora. Investigador do C3I-IPP. Doutorando em Sociologia no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL). As suas áreas de interesse incluem: sociologia da saúde; sociologia da educação; sociologia do desenvolvimento. Contactos: antoniocalha@hotmail.com; antoniocalha@essp.pt.
  • PAP1226 - Na Cozinha De Famílias Rurais: Práticas De Escolarização De Mães Com Filhos Em Idade Escolar
    Resumo de PAP1226 - Na Cozinha De Famílias Rurais: Práticas De Escolarização De Mães Com Filhos Em Idade Escolar PAP1226 - Na Cozinha De Famílias Rurais: Práticas De Escolarização De Mães Com Filhos Em Idade Escolar
    • PORTES, Écio CV de PORTES, Écio
    •  SILVA, Pedro CV - Não disponível 
    •  CAMPOS, Alexandra CV - Não disponível 
    •  SANTOS, Valéria CV - Não disponível 
    • PAP1226 - Na Cozinha De Famílias Rurais: Práticas De Escolarização De Mães Com Filhos Em Idade Escolar

      A comunicação proposta se insere em uma pesquisa mais abrangente denominada As práticas de escolarização de famílias rurais com filhos em idade escolar: o caso do povoado de Goiabeiras, São João del-Rei, Minas Gerais, Brasil (PORTES e outros, 2010), que vem sendo desenvolvida nos últimos cinco anos. Ela procura responder uma pergunta básica: como é o cotidiano de mães que vivem no meio rural na lida com seus filhos naquilo que diz respeito às questões escolares? Assim, tomamos os relatos construídos em vivências diárias junto a 15 famílias, acompanhadas de segunda a domingo, de 11 da manhã às 18 horas da noite. Anotamos os acontecimentos diários dessas famílias, mas especialmente aqueles voltados para as ações da criança e daquilo que diz respeito às práticas escolares. Este acompanhamento durou dois meses e meio. Trata-se de um estudo etnográfico e baseamo-nos nos diários construídos durante o acompanhamento. Queríamos construir um painel complexo de uma realidade já definida, utilizando de diferentes técnicas e métodos de pesquisa, para que pudéssemos cruzar discursos e práticas de famílias e professores. Inspiramo-nos basicamente nos trabalhos de Bernard Lahire, notadamente nas questões configuracionais; nos trabalhos de Daniel Thin, principalmente aqueles relacionados às diferentes lógicas socializadoras da escola e da família; na etnografia efetuada por Pedro Silva sobre um conjunto de escolas portuguesas de diferentes posições sociais e nos trabalhos de Anettle Lareau. Para além dos aportes teóricos já indicados, concentramos nossas leituras em textos etnográficos de Fonseca, Mauss, Geertz, Velho, Ezpeletta e Rockwell, Van Zanten, Martins, Elias e Scotson. Precisávamos estar providos de uma compreensão simbólica do sentido da nossa inserção nessas famílias e dos efeitos da nossa presença em uma cena complexa, privada, que se abria generosamente à nossa curiosidade investigativa. Para interpretar esse conjunto de dados, apoiamo-nos em um conceito que vem sendo trabalhado por Portes (2001), denominado circunstâncias atuantes. As primeiras análises indicam um aprofundamento dos estudos no que se refere: ao conceito de famílias rurais, ao significado de tempo e de espaço no meio rural, ao lugar ocupado pela criança nas famílias e no povoado, ao lugar da mãe nas famílias, as manifestações simbólicas das famílias, a ordenação da casa, ao lugar da escola na casa e as práticas específicas de escolarização no meio rural. Os dados mostram que se essas famílias são semelhantes materialmente falando, as inserções simbólicas diferenciam sobremaneira as suas práticas de escolarização.
  • Écio Antônio Portes, professor adjunto da Universidade Federal de São João del-Rei, Minas Gerais, Brasil. Doutor em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais, pesquisa no campo da Sociologia da Educação, com ênfase nas trajetórias escolares de estudantes pobres e nas práticas de escolarização da famílias rurais. É ainda, professor do Programa de Pós-Graduação Processos Sócioeducativos e Práticas Escolares da UFSJ.
  • PAP0618 - Como se escreve a vida? Regimes de socialização da classe trabalhadora no Portugal contemporâneo
    Resumo de PAP0618 - Como se escreve a vida? Regimes de socialização da classe trabalhadora no Portugal contemporâneo PAP0618 - Como se escreve a vida? Regimes de socialização da classe trabalhadora no Portugal contemporâneo
    •  ABRANTES, Pedro CV - Não disponível 
    • PAP0618 - Como se escreve a vida? Regimes de socialização da classe trabalhadora no Portugal contemporâneo

      Os modos de construção/representação do self e do mundo são formados, não apenas na escola, mas em diversos contextos sociais. No caso da classe trabalhadora (operários e empregados e executantes), no Portugal contemporâneo, sabemos que os percursos escolares foram geralmente curtos e/ou mal-sucedidos, mas também que as suas disposições não constituem a mera reprodução de estruturas familiares, frequentemente tradicionais, rurais e agrícolas. Como se formaram? A comunicação apresenta resultados de uma pesquisa de pós-doc, discutindo-se o processo de socialização, à luz de cinquenta e quatro histórias de vida produzidas por trabalhadores, no decurso de processos de reconhecimento, validação e certificação de competências. Estas narrativas apontam para um conjunto de momentos, relações e processos relevantes na formação dos indivíduos, guardados na memória devido ao seu importante papel na definição e apresentação do self. Partimos das conceptualizações de Elias, Berger & Luckman e Bourdieu, discutindo estudos recentes sobre a socialização, produzidos por Wenger e Lave, Dubar, Lahire ou Hotkinson e Goodson. Com recurso a teorias da psicologia e neurociências, explora-se o papel das emoções. Assim, apresenta-se uma noção de socialização como processo de constituição dos indivíduos e das sociedades, através das interações, atividades e práticas sociais, regulado por emoções, relações de poder e projetos identitários-biográficos, numa dialética entre organismos biológicos e contextos socioculturais. Seleccionámos uma amostra diversificada em termos de idade, ocupação, sexo e escolaridade, a partir dos inscritos em quatro Centros Novas Oportunidades – situados em contextos distintos (centro de Lisboa, Barreiro, Torres Vedras e Entroncamento) – que, após a nossa solicitação, nos enviaram cópia dos seus trabalhos. Recorremos ao método biográfico como forma de interpretar as cerca de 5000 páginas de informação apurada (textos e imagens). Nesta comunicação, discutimos o modo como estes trabalhadores organizam as suas autobiografias, destacando padrões comuns, enquanto marcadores culturais do modo como a vida é elaborada e representada. Focaremos os seguintes aspectos: (1) o nascimento e os rasgos de bebé, enquanto mitos fundacionais do “eu”; (2) a formação infantil, entre as obrigações familiares e as brincadeiras entre pares; (3) a escola como “experiência estranha”, de abertura de horizontes e interiorização de incapacidades; (4) o trabalho, a religião, o serviço militar e o desporto como principais comunidades iniciáticas; (5) o casamento, a parentalidade e a construção/aquisição da casa como “fixadores” de identidades e competências; (6) o desdobramento da vida adulta em três cenários: o trabalho, a família/casa e os hobbies/paixões pessoais. Será equacionado como estas dimensões evoluem no tempo, comparando três coortes: n. 1945- 1959; 1960-1974 e 1975-1990.
  • PAP0379 - A Educação em Tempo de Mudança e a relação com “As Novas Oportunidades” – O Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) na Região Autónoma da Madeira.
    Resumo de PAP0379 - A Educação em Tempo de Mudança e a relação com “As Novas Oportunidades” – O Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) na Região Autónoma da Madeira. PAP0379 - A Educação em Tempo de Mudança e a relação com “As Novas Oportunidades” – O Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) na Região Autónoma da Madeira.
    • PEREIRA, Maria Manuela Vieira Teixeira CV de PEREIRA, Maria Manuela Vieira Teixeira
    • PAP0379 - A Educação em Tempo de Mudança e a relação com “As Novas Oportunidades” – O Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) na Região Autónoma da Madeira.

      Resumo: A presente comunicação centra-se na problemática do reconhecimento e validação das aprendizagens experienciais dos adultos (RVAE) numa perspetiva educativa-formativa. Estas novas práticas pedagógicas, resultantes do Processo de Reconhecimento, Certificação e Validação de Competências (RVCC), decorrem num período de mudanças muito significativas na dinâmica global. É inevitável que as diversas correntes do saber se esforcem para dar respostas aos novos desafios da humanidade, num período de crise e, em simultâneo, de luta pelas novas oportunidades. Vivemos, assim, num terreno de tensões e contradições, onde as crises e reconfigurações que atravessamos hoje na sociedade portuguesa necessitam de reflexão e de apostas em investimentos pessoais e necessidade de novas qualificações académicas. Os novos enquadramentos legislativos integrados no paradigma de Educação/Formação ao Longo da Vida valorizam as aprendizagens informais e não-formais dos adultos, decorrentes dos seus percursos pessoais, sociais e profissionais. A presente investigação tem como principal objetivo a análise do sistema de ação que enforma (cf. no sentido da sociologia formal de Simmel) as práticas de adultos que, não tendo concluído a Escolaridade Básica Obrigatória (3º Ciclo do Ensino Básico), recorrem às ofertas de educação e formação de compensação, mais concretamente as propostas a nível do Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), nos Centros de Novas Oportunidades (CNOS= 5), na Região Autónoma da Madeira (R.A.M.) A referida investigação permite a identificação de dimensões de análise do nosso objeto de estudo e, ao mesmo tempo, faz emergir diversas pistas de investigação a desenvolver no futuro no campo da Educação e Formação de Adultos e a sua integração no Sistema Educativo. Palavras-Chave: Educação – Formação de Adultos; Sociedade; Novas Oportunidades; Processo de Reconhecimento Certificação e Validação de Competências.
  • Maria Manuela Vieira Teixeira Pereira

    Afiliação institucional - Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
    Àrea de formação - Ciências da Educação
    Interesses de investigação - Educação/Formação de Adultos (Processo de Reconhecimento, Certificação e Validação de Competências)
  • PAP0089 - Aprender com os deuses: processos de socialização em terreiros de umbanda
    Resumo de PAP0089 - Aprender com os deuses: processos de socialização em terreiros de umbanda  
    • BERGO, Renata Silva CV de BERGO, Renata Silva
    • PAP0089 - Aprender com os deuses: processos de socialização em terreiros de umbanda

      O que um terreiro de umbanda tem a nos contar sobre processos de socialização e aprendizagem é o tema deste trabalho. Procuro discutir aqui algumas das questões que foram abordadas em minha pesquisa de doutorado realizada pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais/ Brasil. A investigação teve como objetivo problematizar a aprendizagem para além do modelo escolar, focalizando uma prática cultural que é socializada independentemente de instruções pedagógicas. Partindo do entendimento de que aprender é um aspecto inerente a toda prática social, busca-se na proposta teórica de Jean Lave e Etienne Wenger (1991) a mudança de foco sugerida pelos autores: passar do indivíduo como aprendiz para aprendizagem como participação no mundo social. Nesse sentido, ao desenvolver a pesquisa foi possível compreender as experiências vivenciadas pelos membros do terreiro de umbanda então focalizado como percursos de aprendizagem situada (Lave e Wenger, 1991) e os conhecimentos ali (re) produzidos como constituidores da habilidade (Ingold, 2000, 2001) umbandista. A pesquisa evidenciou que a uma religião pouco codificada, cuja lógica só pode ser apreendida em ação, corresponde um modo de aprendizagem implícito, prático e coletivo. Mas não se trata de um processo “espontâneo”: há fortes recursos que estruturam as possibilidades de aprender (na) umbanda e que provêem de uma variedade de fontes intrínsecas à própria prática da comunidade e criam uma espécie de “roteiro” para a ação e demais disposições. No contexto estudado, um aspecto em particular que chamou atenção foi a presença significativa de crianças que tomam parte da prática religiosa como participantes ativos. O modo como participam e interagem nas sessões, festas e outros rituais umbandistas evidenciam a existência de diferentes formas de compreender os processos de socialização das novas gerações, aliadas a um modo bastante específico de compreender a condição infantil. Ao final da investigação, ficou evidente que, ao tomarmos um terreiro de umbanda como campo de pesquisa, nossas noções naturalizadas de ensino-aprendizagem e relação mestre-aprendiz podem ser profundamente questionadas. E isto abre novas e promissoras perspectivas para se pensar os processos de socialização e as experiências de aprendizagem humana como um todo.
  • Renata Silva Bergo, Professora Visitante da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Doutora em Educação. Realiza pesquisas na área da Antropologia da Educação.