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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST1 Sociologia da Educação[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 5 - Os sociólogos em contextos educativos[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1424 - Sociólogo Investigador vs Sociólogo Interventor: reflexões em torno de uma experiência
    Resumo de PAP1424 - Sociólogo Investigador vs Sociólogo Interventor: reflexões em torno de uma experiência 
    •  COSTA, Dautarin da CV - Não disponível 
    • PAP1424 - Sociólogo Investigador vs Sociólogo Interventor: reflexões em torno de uma experiência

      Sociólogo Investigador vs Sociólogo Interventor: reflexões em torno de uma experiência Que papéis poderão os sociólogos desempenhar nos quotidianos escolares? Será a intervenção nas escolas um domínio de exercício sociológico? São questões que resultam de inquietações em torno de uma experiência de trabalho, enquanto sociólogo, numa escola integrada no programa dos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP). O que torna interessante o embarque na aventura de tentar dar resposta a estas questões é, justamente, o questionamento das fronteiras (imaginárias ou reais?) entre o sociólogo investigador e o sociólogo interventor. Certa vez, no âmbito de uma conferência no ISCTE, tive a oportunidade de ouvir o sociólogo, Augusto Santos Silva, referir que a sociologia tinha uma óbvia afinidade com os valores da democracia. Seguindo a esteira desta referência, podemos encontrar, nas diversas tradições sociológicas, outros conjuntos de afinidades que integram, numa perspectiva global e generalizante, ideais de justiça social. Estas empatias reflectem-se, inevitavelmente, nos trabalhos sociológicos onde, muitas vezes de forma implícita, são transpirados desejos de transformação do mundo social. A implicitude desses desejos decorre de um ideal de neutralidade face ao objecto, que inspira a larga maioria dos trabalhos sociológicos. No entanto, a camuflagem desse desejo de transformar o mundo, expõe a evidência de que não existe neutralidade. O sociólogo toma posição, consciente ou inconscientemente e independentemente do rigor científico e da fidelidade aos factos observados. Porém, aplicação desta perspectiva no exercício profissional, enquanto sociólogo, é recheada de conflitos identitários e epistemológicos. O sociólogo colocado na situação de desenvolver uma missão de intervenção social numa escola - uma missão decorrente de um determinado projecto educativo - será sociólogo ou apenas um técnico que aplica determinadas sensibilidades sociológicas?
  • PAP1363 - Propostas para o ensino de Sociologia na educação básica: o caso brasileiro
    Resumo de PAP1363 - Propostas para o ensino de Sociologia na educação básica: o caso brasileiro PAP1363 - Propostas para o ensino de Sociologia na educação básica: o caso brasileiro
    •  NEUHOLD, Roberta dos Reis CV - Não disponível 
    • PAP1363 - Propostas para o ensino de Sociologia na educação básica: o caso brasileiro

      Esta comunicação traz um mapeamento das orientações curriculares para o ensino da Sociologia na educação básica brasileira. A intenção é, por um lado, refletir sobre as diretrizes elaboradas, no âmbito do Ministério da Educação, para o ensino da Sociologia, levantando os objetivos traçados para esta disciplina, as propostas de seleção de conteúdos, de materiais e de recursos didáticos, bem como a sugestão de estratégias de ensino. Por outro lado, analisa a participação dos membros da comunidade científica na elaboração desses documentos, problematizando em que medida as discussões acadêmicas foram incorporadas aos documentos oficiais ou estiveram relacionadas a eles. O trabalho recorre à pesquisa documental e bibliográfica, tendo como foco os documentos e materiais produzidos pelo Ministério da Educação a partir do ano 2000. Ele abarca algumas reflexões sobre as publicações direcionadas para os docentes e para a seleção de manuais didáticos e, principalmente, sobre os Parâmetros Curriculares Nacionais, de 2000 e de 2002, e sobre as Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, de 2006. Com um histórico de descontinuidade nas propostas curriculares nacionais desde 1925, quando começou a ser oferecida como disciplina do ensino secundário ou, nos termos utilizados no Brasil, do “ensino médio”, a Sociologia tornou-se obrigatória em 2008, com a aprovação da lei 11.684, que revogou o item III da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996. À intermitência da Sociologia nos currículos da educação básica ao longo de muitos anos, soma-se a ausência de um acúmulo de experiências e de pesquisas sobre a questão ou até mesmo a inexistência de uma tradição de ensino. No próprio meio acadêmico, chama a atenção a carência de estudos científicos sobre o ensino de Sociologia no sistema escolar. Ensinada atualmente em todas as escolas brasileiras, públicas e privadas, nos três anos do ensino secundário, a Sociologia consolida-se como componente curricular da educação básica. Aponta-se, neste trabalho, que com esta obrigatoriedade do ensino da disciplina, o Ministério da Educação tem ampliado e diversificado a produção de materiais que versam sobre este componente curricular, contando com a participação de professores e pesquisadores das universidades brasileiras.
  • PAP1288 - Relevância da mediação escolar na actualidade em Portugal: Uma reflexão
    Resumo de PAP1288 - Relevância da mediação escolar na actualidade em Portugal: Uma reflexão PAP1288 - Relevância da mediação escolar na actualidade em Portugal: Uma reflexão
    • CUNHA, Pedro CV de CUNHA, Pedro
    • PAP1288 - Relevância da mediação escolar na actualidade em Portugal: Uma reflexão

      No meio escolar os actores sociais são confrontados, não raras vezes, com a necessidade de terem de lidar com desejos, interesses, preferências e valores distintos dos seus e podem ver-se implicados em problemas e conflitos que exigem respostas eficazes na forma como são enfrentados. O papel dos conflitos interpessoais na escola (organização assente numa profunda rede de relações de interdependência afectiva, social e profissional) constitui um repto para responder à necessidade de conhecer a realidade suscitada pelos mesmos, tanto por parte dos investigadores como dos docentes e outros profissionais que se movem no universo escolar, nomeadamente com o sentido de se preconizar as bases para o desenvolvimento de recursos psicossociais de uma cultura de paz em tão relevante organização social. O desenvolvimento de competências de gestão construtiva de conflitos na escola é, pois de indiscutível actualidade, sendo que a mediação constitui uma metodologia de resolução de conflitos cada vez mais aplicável aos mais diversos tipos de conflitualidade escolar. Assim, a presente comunicação, para além de pretender descrever o processo de mediação escolar e as suas principais fases, procura analisar e debater os papéis, competências e características de um mediador escolar, isto é, de um facilitador do relacionamento interpessoal quando este se vê ameaçado pelo espectro do conflito entre diferentes actores sociais. Reflectir-se-á igualmente sobre o desenvolvimento das condições organizacionais necessárias para a implementação de um programa de mediação na escola. Para finalizar, ressaltam-se as principais vantagens e limitações dos programa de mediação escolar na realidade actual do nosso país.
  • Pedro Cunha

    Pós-Doutorado em Psicologia na USC, sob orientação dos Profs. Doutores Gonzalo Serrano (Espanha) e Jorge Correia Jesuíno (Portugal). Doutor em Psicologia pela USC (bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia), Licenciado em Psicologia e Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde pela FEP da Universidade Católica e Licenciado em Sociologia pela Faculdade de Letras do Porto, possui Certificado de Mediador de Conflitos e Mediador Familiar.

    Director da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Fernando Pessoa (2001-2004), na qual é Professor Associado com Agregação. Docente convidado da FEP – Faculdade de Economia e na EGP/Business School da Universidade do Porto. Os seus interesses de investigação direccionam-se prioritariamente para as áreas de gestão de conflitos, negociação e mediação.

  • PAP1285 - Reflexão e experiência num Centro Novas Oportunidades no Barreiro: um “observatório sociológico” com impactos na população local
    Resumo de PAP1285 - Reflexão e experiência num Centro Novas Oportunidades no Barreiro: um “observatório sociológico” com impactos na população local 
    • PEREIRA, Irina Bettencourt CV de PEREIRA, Irina Bettencourt
    • RIBEIRO, Salomé CV de RIBEIRO, Salomé
    • PAP1285 - Reflexão e experiência num Centro Novas Oportunidades no Barreiro: um “observatório sociológico” com impactos na população local

      Um Centro Novas Oportunidades (CNO) é uma instituição fundamentalmente direccionada para a educação e formação de população adulta (>18 anos). A experiência que serve de base a esta reflexão é o trabalho desenvolvido durante 3 anos num CNO situado no Barreiro, em processos escolares de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), nos níveis Básico e Secundário. Neste período, este Centro acompanhou à volta de 800 pessoas (certificadas), pessoas que ocupam posições e recursos relativamente distintos na estrutura social. Este CNO é um serviço público e gratuito, e as equipas técnico-pedagógicas são qualificadas, multidisciplinares e assumem um sentido de missão no desenvolvimento do seu trabalho. Nesta reflexão partimos das experiências profissionais protagonizadas por duas sociólogas neste CNO: uma Técnica RVC (Básico) e uma Profissional RVC (Secundário). Em primeiro lugar, considera-se que os sociólogos assumem um lugar particular nas dinâmicas organizacionais dos CNO. O técnico ou o profissional é um sociólogo de “terreno” que mobiliza saberes de modo a equilibrar uma estrutura de serviço relativamente centralizada e burocrática com a flexibilidade organizacional necessária num processo de educação e formação que assume um elevado grau de personalização. Em segundo lugar, o sociólogo tem um contributo importante no modo de exploração da história de vida dos candidatos, mantendo o equilíbrio entre a sua autonomia e privacidade e um método de inquirição e de perscrutação permanentes. Em terceiro lugar, o sociólogo explora de forma reflexiva os percursos de vida dos candidatos, os contextos de socialização e de aprendizagem e, em última análise, as competências adquiridas (competências aqui entendidas como saberes exigidos e atitudes expectáveis e desejáveis). Há um papel fundamental em equilibrar o registo do “divã” (exposição, reflexão e introspecção) com um registo puramente factual, desligado dos sentidos e das representações sobre a experiência vivida. É necessário compreender os contextos e as dinâmicas que no percurso de vida dos candidatos, condicionaram ou permitiram o desenvolvimento de competências. Em quarto lugar, é importante reflectir os impactos deste CNO na população do Barreiro, os impactos simbólicos e latentes (por ex., fortalecimento de redes de sociabilidade), assim como os mais instrumentais e manifestos (por ex., a aquisição de saberes informáticos ou a entrada num novo posto de trabalho).
  • Licenciada em Sociologia, pelo ISCTE, trabalha em Educação e Formação de Adultos há cerca de 4 anos, no Centro de Formação Profissional do Seixal - IEFP. No passado, trabalhou no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (ISCTE/IUL) e no Escritório de Lisboa da Organização Internacional do Trabalho como investigadora. Frequenta actualmente o 1º ano do doutoramento em Sociologia Económica e das Organizações no Instituto Superior de Economia e Gestão (Lisboa). Os seus interesses de investigação prendem-se com as relações laborais/sociologia do trabalho
    Salomé Ribeiro (PAP0252 e PAP1285)

    Licenciada em Sociologia, pelo ISCTE, trabalhou em Educação e Formação de Adultos nos últimos 4 anos. No passado, trabalhou com Organizações Não Governamentais de Desenvolvimento e de Ambiente, nomeadamente como investigadora, formadora e coordenadora de projectos. Frequenta actualmente o 1º ano do doutoramento em Ecologia Humana, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH-UNL), em Lisboa. Os seus interesses de investigação prendem-se com sociologia do consumo e sociologia do ambiente.
    Votos de continuação de bom trabalho,
  • PAP1242 - Projetos TEIP e novos perfis profissionais: agentes de desenvolvimento local? Uma análise da relação escola-comunidade no âmbito do Programa TEIP2.
    Resumo de PAP1242 - Projetos TEIP e novos perfis profissionais: agentes de desenvolvimento local? Uma análise da relação escola-comunidade no âmbito do Programa TEIP2. PAP1242 - Projetos TEIP e novos perfis profissionais: agentes de desenvolvimento local? Uma análise da relação escola-comunidade no âmbito do Programa TEIP2.
    • TEIXEIRA, Ana CV de TEIXEIRA, Ana
    • PAP1242 - Projetos TEIP e novos perfis profissionais: agentes de desenvolvimento local? Uma análise da relação escola-comunidade no âmbito do Programa TEIP2.

      Esta comunicação tem como objectivo apresentar os resultados de uma investigação realizada no âmbito do Mestrado Sociologia e Planeamento (ISCTE-UL) centrada no Programa TEIP2, um programa de discriminação positiva criado pela primeira vez em 1996 e relançado posteriormente em 2006. Um dos objectivos deste programa (reforçado no despacho normativo 55/2008) é criar condições que permitam garantir às escolas ou agrupamentos de escolas o reforço do seu papel enquanto elemento central da vida comunitária. Desta forma, os territórios educativos vêem ampliada a sua capacidade, assim como a sua responsabilidade, de intervenção nas comunidades em que se inserem. Além disso, a intervenção social no território a partir da escola está muitas vezes centralizada nos Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), onde se encontram geralmente técnicos especializados - técnicos de serviço social, mediadores sociais, psicólogos - contratados através do Programa TEIP. São gabinetes constituídos por equipas multidisciplinares com o objectivo de proporcionar apoio ao aluno e à família reforçando assim uma maior aproximação das escolas às comunidades locais (DGIDC, 2010). O que se pretende com esta investigação é discutir o papel da escola como agente de desenvolvimento local à luz do Programa TEIP2. Para tal, procurou-se analisar como o projecto de intervenção de cada agrupamento, orientado pelas directivas do Programa TEIP, concebe a relação da escola com a comunidade/território e como se propõe transformar essa relação. Por outro lado, visto que estas escolas têm a possibilidade de requisitar novos profissionais, pretendeu-se compreender a intervenção e o seu lugar na relação escola-comunidade e como é concebido esse lugar nos agrupamentos de escolas TEIP. Partindo de uma metodologia qualitativa na forma de estudo de caso, foram seleccionados quatro agrupamentos de escolas TEIP, assim como um técnico contratado ao abrigo do Programa TEIP de cada escola. Através da análise documental e da realização de entrevistas em profundidade foi possível concluir que, embora estes agrupamentos tenham conseguido através do Programa TEIP dar importantes passos na abertura da escola ao meio social envolvente, quer pela criação de gabinetes de apoio aos alunos e à família que contam com equipas interdisciplinares, quer pelo alargamento e melhoria dos serviços educativos que se destinam a toda a comunidade, o reforço da relação escola-comunidade está ainda longe de ser uma prioridade das escolas TEIP.
  • Autor: Ana Teixeira
    Área Temática: Sociologia da Educação
    Título da Comunicação: Projetos TEIP e novos perfis profissionais: agentes de desenvolvimento local? Uma análise da relação escola-comunidade no âmbito do Programa TEIP2.

     Afiliação institucional: Bolseira de Investigação no Projecto“O outro lado da relação de cuidar: o olhar do idoso” através do CIEO – Centro de Investigação Sobre o Espaço e as Organizações – Universidade do Algarve.
     Áreas de formação: Licenciatura em Sociologia, Faculdade de Economia da Universidade do Algarve (2007), e Mestrado em Sociologia e Planeamento, ISCTE –IUL (2012).
     Interesses de Investigação: Sociologia da Educação, envelhecimento populacional, cuidados sociais e políticas sociais para idosos, envelhecimento activo.
  • PAP0675 - Diversidade cultural nas escolas: uma ponte para novos (des)encontros?
    Resumo de PAP0675 - Diversidade cultural nas escolas: uma ponte para novos (des)encontros? PAP0675 - Diversidade cultural nas escolas: uma ponte para novos (des)encontros?
    • LEANDRO, Alexandra CV de LEANDRO, Alexandra
    • PAP0675 - Diversidade cultural nas escolas: uma ponte para novos (des)encontros?

      Sendo a igualdade de oportunidades um ideal em permanente (des)construção, e a massificação do ensino persistentemente associada a baixos níveis de qualidade, o direito à diferença tem vindo a ganhar protagonismo nas escolas públicas, em diferentes espaços de afirmação institucional, familiar e individual. As diferenças de mérito são fixadas através de rituais renovados – os prémios escolares – que permitem seleccionar e distinguir os alunos com as melhores performances escolares; embora sem consenso generalizado, as crianças com necessidades educativas especiais são introduzidas num sistema que procura para estas um encaixe, simultaneamente, especial e inclusivo. Mas o que acontece quando alunos afrodescendentes assumem o uso do crioulo, ou quando famílias de etnia cigana hesitam no valor a atribuir à escola? Diferentes experiências etnográficas revelam o potencial de dissociação e confronto que estas interações encerram, permitindo problematizar o papel da escola enquanto instância de aculturação. Mas o que pode acontecer quando, em contexto de formação contínua, desafiamos um grupo de professores-formandos a pensar nas regras escolares como opções culturais, associadas a significados historicamente produzidos com base em relações de poder? Poderá a noção de mediação funcionar como um instrumento útil numa aproximação ao outro enquanto produtor de significados? Como fazer esta viagem sem cair num vazio comprometedor ou numa incerteza paralisante? Este parece ser um terreno que exige uma continuada reflexão sobre os diferentes referenciais em jogo e sobre as modalidades de partilha, debate e recriação experimentados.
  • Alexandra Leandro, doutoranda do Departamento de Antropologia do ISCTE, em fase de conslusão da tese de doutoramento, as áreas de interesse são - educação, escolas e segurança e formação de professores.
  • PAP0472 - Sociologia no Ensino Médio: a Teoria de Gênero abordada no material didático e nas práticas educativas das escolas públicas de Uberlândia/MG/Brasil
    Resumo de PAP0472 - Sociologia no Ensino Médio: a Teoria de Gênero abordada no material didático e nas práticas educativas das escolas públicas de Uberlândia/MG/Brasil  PAP0472 - Sociologia no Ensino Médio: a Teoria de Gênero abordada no material didático e nas práticas educativas das escolas públicas de Uberlândia/MG/Brasil
    •  PAULA, Sandra Leila de CV - Não disponível 
    •  MACEDO, Miriam Rosa CV - Não disponível 
    •  MORAES, Karine Ferreira de CV - Não disponível 
    • PAP0472 - Sociologia no Ensino Médio: a Teoria de Gênero abordada no material didático e nas práticas educativas das escolas públicas de Uberlândia/MG/Brasil

      O presente projeto busca analisar conteúdo programático de Sociologia, presente no material didático, referente à questão de gênero, bem como as práticas pedagógicas estabelecidas entre professores e estudantes do Ensino Médio, nas escolas públicas da cidade de Uberlândia/MG/Brasil, no intuito de compreender e contribuir para diversas e distintas posturas em relação a temática em questão. Em conformidade com o II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, cujo princípio fundamental é “assegurar direitos e melhorar a qualidade de vida das mulheres brasileiras em toda a sua diversidade, por meio da igualdade e respeito à diversidade, equidade na garantia dos direitos universais às mulheres, respeito à autonomia das mulheres com justiça social, aliadas à presença do Estado com Políticas Públicas direcionadas à elas, por meio de universalidadedas políticas e transparência dos atos públicos”, nosso estudo faz-se importante na busca do cumprimento desses princípios. Nos últimos anos, a sociedade brasileira entrou no grupo das sociedades mais violentas do mundo. Hoje, o país tem altíssimos índices de violência urbana (violências praticadas nas ruas, como assaltos, seqüestros, extermínios, etc.); violência doméstica (praticadas no próprio lar); violência familiar e violência contra a mulher, que, em geral, é praticada pelo marido, namorado, ex-companheiro, etc., enfim relações de violência, preconceito, discriminação em relação às mulheres de todas as classes sociais, raças, etnias, profissões, etc. Dessa forma, as relações entre homens e mulheres encontram-se longe da complementaridade, da igualdade, da convivência pacífica. Compõem-se como relações de oposição, contraditórias, desiguais, muitas vezes violentas e por conseguinte justificamos a necessidade de refletir sobre o assunto de forma prática e teórica, a fim de realizarmos o enfrentamento dessas questões nos diferentes níveis. Embora esse projeto não trabalhe com a violência explícita, ao trabalharmos com processo educativo e material didático, estaremos trabalhando com a idéia de violência simbólica (Bourdieu) presente nas relações educativas e entre gêneros. Compreendemos ser de fundamental importância tratar sobre questões de gênero e violência nos conteúdos programáticos da disciplina de Sociologia no Ensino Médio. Sendo assim, o nosso projeto propõe-se a analisar o material didático, bem como as estratégias de trabalho pedagógico utilizados na disciplina de Sociologia, em escolas públicas de Ensino Médio de Uberlândia, a fim de compreender e propor alternativas de análise e trabalho pedagógico que contemplem as discussões clássicas e críticas de gênero e sua adequação a vida cotidiana.
  • PAP0363 - SOCIOLOGIA IN CANTADA: DESMASCARANDO O SISTEMA, ATRAVÉS DE UMA ATRIZ SOCIAL, A MULHER EM SITUAÇÃO DE PROSTITUIÇÃO
    Resumo de PAP0363 - SOCIOLOGIA IN CANTADA: DESMASCARANDO O SISTEMA, ATRAVÉS DE UMA ATRIZ SOCIAL, A MULHER EM SITUAÇÃO DE PROSTITUIÇÃO 
    • SOUZA, Marcilon de CV de SOUZA, Marcilon de
    • PAP0363 - SOCIOLOGIA IN CANTADA: DESMASCARANDO O SISTEMA, ATRAVÉS DE UMA ATRIZ SOCIAL, A MULHER EM SITUAÇÃO DE PROSTITUIÇÃO

      O Sistema Social e o Self são dois conceitos de sociologia fundamentais para se entender algumas das situações que acontecem na contemporaneidade. Em uma sala de aula faz-se necessário da parte do professor/professora ser mediador deste conceito frente ao aluno/aluna, visto que, o mesmo é ativo na sociedade e não pode deixar de ser visto desse modo em sala de aula. É norte do trabalho oferecer melhor suporte possível para que o aluno/aluna entenda este emaranhado complexo que é o Sistema Social chamado no Rap, simplesmente, Sistema. Tal instrumento, o Rap,ritmo e poesia, é por sua condição e origem uma das vozes daqueles que detém uma condição financeira menos abastada, tendo nesta vertente musical um canal de expansão de suas opiniões, amarguras, felicidades e vitórias etc. O rap é um retrato musicado bastante fiel para denunciar a realidade que ainda não chegou a determinados lugares – mesmo que as comunicações de massa digam o contrário -, ou ainda com a mesma denúncia, clamar por um pedido/exigência das mesmas, que precisam se fazer presentes. Uma dessas situações é a da mulher em situação de prostituição, que um ator social, aqui colocada propositadamente como atriz, haja vista, a proposição do trabalho que é a de fazer a interlocução entre Sistema Social e Self tendo como via esta atriz que leva uma vida sendo três mulheres, em uma e ao mesmo tempo, uma que de fato é; a outra que gostaria de ser e por fim uma que precisa ser para continuar o seu trotoir rentável e (in)digno. É também, o objetivo destas experiências em sala de aula que o aluno/aluna tenha um avanço qualitativo, significativo, partindo do senso comum até o conceito de fato, tendo o mesmo, a percepção de que Sociologia é uma ciência tangível ao seu entendimento, rodeia suas vivências, mas na outra ponta é ao mesmo tempo uma ciência complexa e intricada e como tal está nas instituições escolares para dar sua contribuição aos indivíduos na sua educação formal. É nesse diverso quadro que o professor/professora de sociologia tem a oportunidade de contribuir com suas pesquisas, orientando as questões para uma mediação de sujeito para sujeito e não de sujeito para ouvinte. Emprega-se, ainda, a metodologia uso das letras de Rap de bandas de nacionais e da cidade onde a instituição escolar está situada. Esta metodologia reforça a máxima da generalização das situações, pois, estas se vêem em nível nacional e que bem se aplicam a realidade regional. É importante dizer que, programada com antecedência, a visita do próprio rapper à sala de aula pode acontecer para fazer uma fala de suas percepção ao escrever tais músicas. Palavras Chave: Conceito. Sistema. Self. Desmascaramento. Rap.
  • AUTOBIOGRAFIA DE MARCILON DE SOUZA

    Nasceu na década de 80 no Brasil. Tem uma esposa e filha, as quais, ama. Mesmo com condições contrárias à sua vida e passar por outras profissões, conseguiu ser professor de Sociologia, um sonho a muito esperado para que se concretizasse.
    É engajado em atividades sociais através de uma organização não-governamental que busca ajudar as pessoas que estão passando por dificuldades relacionadas à pobreza e as drogas.
    Atualmente, é professor em escolas de ensino médio na cidade de Criciúma e região, região esta que localiza ao sul do estado de Santa Catarina, Brasil.
  • PAP0292 - Comunicação organizacional e identidade coletiva – a comunicação como uma meta-ideia
    Resumo de PAP0292 - Comunicação organizacional e identidade coletiva – a comunicação como uma meta-ideia PAP0292 - Comunicação organizacional e identidade coletiva – a comunicação como uma meta-ideia
    • FARIA, Susana CV de FARIA, Susana
    • PAP0292 - Comunicação organizacional e identidade coletiva – a comunicação como uma meta-ideia

      O artigo que nos propomos apresentar pretende dar conta das principais conclusões da investigação que produzimos no âmbito de um Doutoramento em ciências sociais que teve como objeto de estudo os processos de comunicação e a sua influência na redefinição da identidade de um agrupamento de escolas em contexto de mudança. Nele pretendemos discutir o reforço e a diversificação do investimento na comunicação por parte das instituições educativas como uma das consequências da nova gestão pública (Santiago, Carvalho e Magalhães, 2005). O nosso argumento é o de que prosseguindo os ideais de ‘qualidade’ e ‘eficácia’, as escolas têm procurado reforçar o diálogo com os seus diferentes ‘públicos’, apostando na comunicação organizacional como parte integrante de uma estratégia empreendedora, que lhes tem vindo a conferir uma nova identidade colectiva, unificada em torno de valores neo-liberais. Revelando a influência de pressões híbridas, os complexos sistemas de comunicação então criados, transformaram-se num contexto mediador da mudança que decorre das novas concepções de escola e dos novos mandatos para a educação, assumindo-se como o locus de produção de novas identidades. O que sustentamos é que tal acontece porque a comunicação constitui o ponto de convergência entre as diferentes políticas educativas e as práticas localmente adoptadas na sequência de um processo de interpretação criativa das diferentes pressões. É este o sentido com que afirmamos que a comunicação se constitui numa meta-ideia ao serviço da ‘qualidade’, ainda que, como argumenta Stensaker (2004) esta possa ser perspectivada a partir do ideal burocrático da organização (como sinónimo de eficiência administrativa), do ideal profissional (centrada no processo de ensino-aprendizagem) ou do ideal empreendedor (valorizando a capacidade de resposta às solicitações do mercado). Os dados empíricos que sustentaram este estudo resultam da observação do quotidiano de um agrupamento de escolas do ensino básico e dos testemunhos recolhidos, ao longo de três anos, nesta comunidade educativa. Quanto aos resultados, apontam para a centralidade dos processos de comunicação na transformação induzida pela nova gestão pública e para o desenvolvimento de uma matriz discursiva bilinguista (Clarke e Newman, 1997), que procura harmonizar os imperativos de ‘mercado’ com o discurso pedagógico e com modelos burocrático-profissionais de organização. Clarke, J. and Newman J. (1997). The Managerial State. London: Sage Publications. Santiago, R. A.; Magalhães. A. e Carvalho. T. (2005). O surgimento do managerialismo no sistema de ensino superior português. Coimbra: CIPES. Stensaker. B. (2004). The transformation of organizational identities: Interpretations of policies concerning the quality of teaching and learning in Norwegian higher education. Twente: CHEPS/UT.
  • Susana Faria, Professora Adjunta na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, integra o Centro de Investigação Identidades e Diversidades (CIID) do Instituto Politécnico de Leiria.
    Doutorada em Ciências Sociais pela Universidade de Aveiro, atua na área de Sociologia, em que é licenciada, e das Ciências da Educação, onde obteve o grau de Mestre. Nos últimos anos, tem vindo a privilegiar como áreas de investigação: a comunicação organizacional, a cultura e identidade(s) coletiva(s) e os processos de transformação identitária.