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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST1 Sociologia da Educação[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 11 - A sociologia e a inovação educativa [ Voltar às Mesas ]

  • PAP1444 - Escola, leitura(s) e imagem(ens): contribuições metodológicas
    Resumo de PAP1444 - Escola, leitura(s) e imagem(ens): contribuições metodológicas PAP1444 - Escola, leitura(s) e imagem(ens): contribuições metodológicas
    • ROCHA, Sérgio Luiz Alves da CV de ROCHA, Sérgio Luiz Alves da
    • PAP1444 - Escola, leitura(s) e imagem(ens): contribuições metodológicas

      Este trabalho é parte de uma pesquisa de doutorado na área da educação. O objetivo geral do estudo foi discutir com professores e alunos de uma escola pública de ensino médio do Rio de Janeiro algumas questões relacionadas com as suas práticas de leitura. De modo mais específico queríamos discutir a relação das denominadas novas tecnologias com a leitura, entendida como uma prática cultural mais ampla, realizada em diferentes suportes e sujeitas a diferentes avaliações. Tal compreensão da leitura como prática social mais ampla seguiu principalmente as proposições de Roger Chartier. Com isso foi possível superar uma visão restrita de leitura identificada apenas com o material impresso, em particular com os livros, e sua restrição à leitura literária. Em termos metodológicos optei por utilizar imagens fotográficas produzidas pelos sujeitos da pesquisa. O uso da imagem tinha o objetivo inicial de promover uma melhor aproximação com esses sujeitos, dirimindo a sua possível resistência à participação na pesquisa. Elas também proporcionariam o ponto de partida para a realização das entrevistas. Ao longo da realização da pesquisa a produção das imagens trouxe importantes contribuições tanto do ponto de vista da discussão das relações entre o pesquisador e os sujeitos da pesquisa e do próprio fazer da pesquisa, quanto em relação às discussões dos temas relacionados à leitura. Desta forma, pude problematizar minha intenção inicial de utilizar as imagens fotográficas apenas como forma de estimular a participação dos sujeitos e como ponto de partida para a realização das entrevistas. Elas foram incluídas com a pretensão de serem mais do que uma ilustração ao texto escrito. Também tentei não utilizá-las como uma cópia do real, prova de realidade, acentuando minha autoridade como pesquisador. Várias foram então as possibilidades abertas pelo uso das imagens fotográficas nessa pesquisa. Sua produção por parte dos sujeitos serviu para conferir-lhes maior liberdade, tornando o processo de muito mais colaborativo, diluindo a autoridade do pesquisador. Seu uso também permitiu conferir importância e visibilidade a determinados aspectos do cotidiano escolar relacionados à diferentes práticas de leitura que muitas vezes passam desapercebidas. São essas e outras possibilidades do uso das imagens em minha pesquisa que gostaria de discutir nesse texto.
  • Sérgio Luiz Alves da Rocha. Professor do Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos. Doutor em educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (ProPEd), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) . Possui graduação e licenciatura em Ciências Sociais pela UERJ. Atua também no ensino médio como professor de sociologia da rede pública. Sua área de interesse são os estudos sobre as práticas de leitura dos jovens na sua relação com as denominadas novas tecnologias.
  • PAP1021 - A Cultura de Paz e de Não Violência: uma proposta de intervenção em escolas públicas na Restinga (Porto Alegre) e em Medianeira (Osório)
    Resumo de PAP1021 - A Cultura de Paz e de Não Violência: uma proposta de intervenção em escolas públicas na Restinga (Porto Alegre) e em Medianeira (Osório) PAP1021 - A Cultura de Paz e de Não Violência: uma proposta de intervenção em escolas públicas na Restinga (Porto Alegre) e em Medianeira (Osório)
    •  COSTA, Giseli Paim CV - Não disponível 
    • RODRIGUES, Stellen Giacomelli CV de RODRIGUES, Stellen Giacomelli
    • LOPES, Felipe Ferreira CV de LOPES, Felipe Ferreira
    •  COSTA, Zuleika Schimidt CV - Não disponível 
    • PAP1021 - A Cultura de Paz e de Não Violência: uma proposta de intervenção em escolas públicas na Restinga (Porto Alegre) e em Medianeira (Osório)

      Esse projeto de pesquisa propõe uma intervenção em escolas públicas, a partir da perspectiva da Cultura de paz e da não violência em escolas na Restinga (em Porto Alegre) e em Medianeira (em Osório). A violência hoje é um assunto que faz parte das discussões do nosso cotidiano, em todas as esferas da nossa vida social e, principalmente, na escola. Uma das variáveis fundamentais para se compreender o crescente aumento da violência da sociedade brasileira não é apenas a desigualdade social, mas o fato desta ser acompanhada de um esvaziamento de conteúdos culturais, particularmente, os éticos e de cultura de paz, nos sistemas de relações sociais. A perspectiva metodológica a ser adotada é a Pesquisa Participante. Os sujeitos da pesquisa serão os respectivos membros dessas comunidades escolares como: os professores, alunos, equipe diretiva, pais e funcionários. Como resultados esperados, a partir do viés da Pesquisa Participante, pretendemos conhecer o processo de construção de uma cultura de paz e não-violência nas escolas proponentes, estabelecendo coletivamente estratégias que visam acabar ou coibir a violência no contexto escolar, e também, posteriormente, a partir dos resultados obtidos, promover cursos de extensão voltados para a formação continuada de professores na perspectiva da Cultura de Paz e Não-Violência. A pesquisa encontra-se em fase de coleta de dados. A Cultura de Paz está intrinsecamente relacionada à prevenção e à resolução não violenta dos conflitos. É uma cultura baseada em tolerância, solidariedade e compartilhamento em base cotidiana, uma cultura que respeita todos os direitos individuais - o princípio do pluralismo, que assegura e sustenta a liberdade de opinião - e que se empenha em prevenir conflitos resolvendo-os em suas fontes, que englobam novas ameaças não-militares para a paz e para a segurança como exclusão, pobreza extrema e degradação ambiental. A cultura de paz procura resolver os problemas por meio do diálogo, da negociação e da mediação, de forma a tornar a violência inviável. Tolerância, democracia e direitos humanos - em outras palavras, a observância desses direitos e o respeito pelo próximo - são os valores "sagrados" para a cultura de paz. A Cultura de Paz é uma iniciativa de longo prazo que deve levar em conta os contextos histórico, político, econômico, social e cultural de cada ser humano. É necessário aprendê-la, desenvolvê-la e colocá-la em prática no dia-a-dia familiar, regional ou nacional. Portanto, é no contexto das escolas, que os profissionais da educação passam a se constituir numa escuta privilegiada dos jovens e das famílias, muitas vezes, isolados de uma rede de solidariedade. Em meio à multiplicação das demandas por cuidados, é através destas questões essenciais, que precisamos refletir sobre o papel da escola frente a estes fenômenos.
  • Nome: Stellen Giacomelli Rodrigues

    Afiliação institucional: Faculdade Cenecista de Osório - FACOS/CNEC

    Área de fomação: Psicologia

    Interesse de Investigação: Psicologia Social Comunitária
    Nome: Felipe Ferreira Lopes
    Afiliação Institucional: Faculdade Cenecista de Osório/FACOS - Brasil
    Área de formação: Graduando do curso Bacharelado de Psicologia da FACOS
    Interesses de investigação: Psicologia Social Comunitária
  • PAP0958 - Reconfigurações de uma Instituição Desportiva como resposta a solicitações educativas e sociais no acompanhamento a percursos educativos de jovens atletas.
    Resumo de PAP0958 - Reconfigurações de uma Instituição Desportiva como resposta a solicitações educativas e sociais no acompanhamento a percursos educativos de jovens atletas. PAP0958 - Reconfigurações de uma Instituição Desportiva como resposta a solicitações educativas e sociais no acompanhamento a percursos educativos de jovens atletas.
    • SALDANHA, Ana CV de SALDANHA, Ana
    • SILVA, Liliana CV de SILVA, Liliana
    • SILVA, Sofia Marques da CV de SILVA, Sofia Marques da
    • PAP0958 - Reconfigurações de uma Instituição Desportiva como resposta a solicitações educativas e sociais no acompanhamento a percursos educativos de jovens atletas.

      A proposta que aqui se apresenta surge das reflexões emergentes de um processo de intervenção realizado no âmbito do Mestrado Profissionalizante em Ciências da Educação da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. Sempre acompanhada por uma forte componente de investigação que alimenta e é alimentada pela intervenção, esta experiência toma lugar no Departamento Pedagógico de um clube de futebol da região norte. A intervenção organiza-se em torno de um projecto que procura acompanhar e desenvolver percursos educativos para a cidadania de jovens atletas de alta competição - implicando não só torná-los afectos e participativos à realidade política e social envolvente, como dar espaço à criação de identidades pessoais no seio de uma comunidade (Estevão, 2003; Araújo, 2007). Decorrendo num contexto de intervenção algo novo para a construção da profissionalidade em Ciências da Educação – o contexto desportivo de alta competição - a intervenção explora o reconhecimento de que a Educação se corporiza e desenvolve em múltiplos contextos, para além dos formais (Afonso, 1989) e que contextos sociais imprevistos estão cada vez mais preocupados com dimensões sociais e educativas no desenvolvimento pessoal, social e para a cidadania. O contexto de intervenção aqui mencionado, no sentido de responder a exigências internas e externas de cumprir um papel educativo integrado ao nível da formação dos seus jogadores, tem solicitado o contributo de várias áreas das Ciências Sociais e Humanas, nomeadamente das Ciências da Educação, e em particular, dos contributos da Sociologia da Educação para melhor compreender os seus jovens e respectivas realidades (Silva, 2010). É com este enfoque que se procura contribuir para a reflexão acerca do papel de organizações sociais, que sem tradicionalmente terem preocupações educativas, sentem necessidade de desenvolver de forma mais sustentada o seu papel educativo, espelhando solicitações sociais que obrigam as referidas organizações a reconfigurações, visíveis nomeadamente a partir da criação de departamentos pedagógicos. A aposta no desporto é acompanhada, deste modo, pelo desejo de formação sócio-educativa das crianças e jovens (Freitas, 2010; Pinheiro, 2010). Esta comunicação procura, então, discutir algumas questões despoletadas pela operacionalização em práticas de mediação em contexto e respectiva reflexão teórico-conceptual: Quais as respostas desenvolvidas por uma instituição desportiva face a provocações sociais que a obrigam a assumir responsabilidades educativas para além das previstas? De que modo acolhe novos projetos de forma a diversificar o seu modo de atuação e criar práticas educativas inovadoras? Que sustentação teórico-metodológica para intervir e desenvolver uma consciência interna que fuja da função mecânica e esperada, no sentido de sustentar percursos educativos dos jovens atletas?
  • Ana Isabel Moreira de Sá Saldanha
    Afiliação institucional: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da U.Porto (Mestranda)
    Área de formação: Ciências da Educação
    Interesses de investigação: Educação Não-Formal, Desenvolvimento Local, Poder Local.
    Liliana Raquel Guedes da Silva
    Afiliação institucional: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da U.Porto (Mestranda)
    Área de formação: Ciências da Educação
    Interesses de investigação: Desenvolvimento Local, Educação de Adultos, Educação Não-Formal.
    Sofia Marques da Silva
    Afiliação institucional: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da U.Porto (Docente)
    Área de formação: Ciências da Educação
    Interesses de investigação: Culturas Juvenis e educação, Metodologias de Investigação e Sociologia da Educação.
  • PAP0322 - As AEC – Um projeto de inovação curricular enquanto estratégia de desenvolvimento social.
    Resumo de PAP0322 - As AEC – Um projeto de inovação curricular enquanto estratégia de desenvolvimento social.  PAP0322 - As AEC – Um projeto de inovação curricular enquanto estratégia de desenvolvimento social.
    •  MONTENEGRO, Monique CV - Não disponível 
    • PAP0322 - As AEC – Um projeto de inovação curricular enquanto estratégia de desenvolvimento social.

      O desenvolvimento da emergente sociedade globalizada, que tem, nas últimas décadas, sido marcado por mudanças que abrangem os diferentes setores de atividade humana, como as ciências, as artes, as tecnologias e que gera perplexidade e incerteza (Fernandes, 2000; Hargreaves, 2002; Giddens, 2002), impõe novos desafios à instituição escolar. As transformações que ocorreram descortinam um novo período histórico e isso significa que a trajetória do desenvolvimento social está a nos conduzir em direção a um tipo novo e distinto de ordem social. Nesse sentido, a escola atual está colocada perante o desafio de responder às novas necessidades (Bolívar, 2003; Thurler, 2001; Carbonell, 2001). Uma dessas novas necessidades, a qual a escola precisou responder, foi a de ocupar por mais horas as crianças na escola e alargar a sua oferta pedagógica, uma vez que, atualmente, grande parte dos pais trabalha a tempo inteiro. Diante deste desafio, em Portugal, um conjunto disperso de iniciativas a nível local começaram a surgir, propiciando atividades de natureza extra-curricular aos alunos do 1º CEB, porém, tais iniciativas não contemplavam toda a população portuguesa, uma vez que muitas famílias não tinham condições financeiras de propiciar ofertas de qualidade para ocupar o tempo livre de seus filhos. Diante desta conjuntura nasce, em 2006, um novo projeto curricular para o 1º Ciclo, as Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), que diferentemente das “ofertas” anteriores possuem uma vertente social, na medida que faz concretizar uma idéia de acesso a todos. Se antes somente as familias com maior remuneração podiam propiciar aos filhos atividades nos tempos livres, com as AEC qualquer família, independente da renda, tem essa oportunidade. Neste sentido, este artigo pretende discutir o projeto curricular das AEC enquanto estratégia de desenvolvimento social a partir das perspectivas de seus professores, apresentando alguns dados e hipóteses formuladas a partir de uma investigação realizada entre 2008 e 2011 de natureza qualitativa e que teve como base metodológica de recolha de dados a entrevista semi diretiva, realizada com sete professoras, de dois agrupamentos da cidade de Lisboa, que lecionam Inglês dentro da política curricular das AEC. Palavras-Chave: Currículo, Actividades de Enriquecimento Curricular, 1º CEB.
  • PAP0245 - Do direito à participação (cívica e política): o desenho e o artigo nos jornais escolares
    Resumo de PAP0245 - Do direito à participação (cívica e política): o desenho e o artigo nos jornais escolares 
    • DIAS, Teresa Silva CV de DIAS, Teresa Silva
    • BRITES, Maria José CV de BRITES, Maria José
    •  MENEZES, Isabel CV - Não disponível 
    •  PONTE, Cristina CV - Não disponível 
    • PAP0245 - Do direito à participação (cívica e política): o desenho e o artigo nos jornais escolares

      Enquadrado no contexto social actual em que vigora a instabilidade dos espaços, dos tempos e das práticas de socialização, considera-se fundamental reconhecer a competência social das crianças como co-construtoras de conhecimento, identidade e cultura e como parceiras dos adultos na resolução dos problemas que as afectam e na reconstrução social do espaço público (Madeira, R., 2009; Oliveira-Formosinho, J. & Araújo, S. B., 2008). O desenho constitui-se como ferramenta cultural (ao mesmo nível da linguagem), utilizado na mediação e transmissão de uma experiência, constitui-se como forma de comunicação na sua produção e como forma de expressão simbólica. É a capacidade que o desenho apresenta de trazer algo para o significado do individuo, que caracteriza o seu interesse na investigação com crianças (Veale, A., 2005), pois este revela muito relativamente ao mundo que as envolve (Sarmento, F., et al, 2007). “Quando desenham, as crianças estão a abrir janelas para que outros entrem nos seus mundos” (Carvalho, M. J. L., 2010: 205). No início do século XX, Célestin Freinet já se dedicava a pensar os jornais escolares como espaços de socialização e os alunos como elementos nucleares nesse processo, a sua proposta assentava no saber fazer e na expressão livre. Pensando os jornais escolares como espaços de construção da cidadania na infância, pretende-se dar conta da contínua necessidade de pensar a infância na sua pluralidade e também na sua capacidade interventiva no mundo, na sociedade e na política. Tendo em conta a problematização anterior, incidimos a nossa análise num conjunto de desenhos e produções escritas que foram feitos por crianças de ensino básico em jornais escolares no âmbito do Concurso Nacional de Jornais Escolares promovido pelo Público (2008/2009) intitulado: “Por que é que a política também é para nós?”. Quais são os contextos sociais e de que forma se reflectem nas expressões da imagem do que é a política? Quais são as representações temáticas dos desenhos? O que podemos aprender com essas representações? A análise dos jornais e dos desenhos realça a mais-valia que os media assumem no efectivar/promover da participação cívica e política de crianças e jovens. No espaço de partilha e expressão de opiniões, crianças e jovens demonstram conhecimento e preocupação com as questões que dominam a agenda pública/política nacional. A sensibilidade para a operacionalização eficaz da democracia quando contemplam os grupos minoritários e/ou desfavorecidos e a responsabilidade social na preservação do meio ambiente são temas recorrentes em todos os níveis de ensino. Os resultados apontam ainda para uma complementaridade entre as produções escritas, que evidenciam os modelos de cidadania e questionam direitos e deveres do cidadão, e os desenhos que retratam formas de reivindicação, formas de participação cívica e política.
  • Nome: Teresa Silva Dias
    Afiliação institucional: Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, UP
    Área de formação: Psicóloga/aluna doutoramento em Ciências da Educação
    Interesses de investigação: Participação cívica e politica de crianças e jovens (foco no contexto escolar)
    Maria José Brites é doutoranda em Ciências da Comunicação na FCSH-UNL e está a desenvolver uma tese de doutoramento sobre “O lugar das notícias na construção do comportamento cívico dos jovens” (apoiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia). Investigadora do Centro de Investigação Media e Jornalismo – CIMJ, também é assistente na Universidade Lusófona do Porto, desde 2008. Foi membro dos projectos Crianças e Jovens em Notícia (financiado pela FCT) e Digital Inclusion and Participation (com UT Austin) e integra a rede de investigadores COST – Transforming Audiences, Transforming Societies. Áreas de investigação: audiências e participação juvenil; produção e consumo noticioso juvenil; representação da delinquência juvenil nas notícias; e uso participatório do digital. Trabalhou a tempo integral como jornalista entre 1992 e 2008. Entre 1998 e 1999, coordenou um atelier de jornalismo com jovens num bairro de habitação social.
  • PAP0111 - BRASIL: A SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO.
    Resumo de PAP0111 - BRASIL: A SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO. 
    •  BRANQUINHO, Patrícia de Oliveira CV - Não disponível 
    •  FREITAS, Nathália dos Santos. CV - Não disponível 
    • PAP0111 - BRASIL: A SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO.

      Introdução: Ao participarem das atividades do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência (PIBID) realizada em uma escola da rede pública estadual, em Uberaba, no Estado de Minas Gerais, que atende cerca de 530 alunos, os estudantes do curso de Licenciatura em Ciências Sociais do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro – Campus Uberaba, identificaram um desinteresse dos alunos do ensino médio da escola-campo em relação à disciplina ‘Sociologia’. Esse caso levou os licenciandos a se interrogarem sobre quais seriam os motivos desse desinteresse. Para auxiliá-los na busca desse conhecimento, os estudantes da instituição respaldaram-se no conhecimento oferecido por Handfas e Teixeira, em seus estudos sobre a resistência dos alunos à disciplina ‘Sociologia’. Justificativa:Considerando o papel da sociologia na educação contemporânea que está diretamente ligado à forma como a sociedade constrói, a partir do pensamento crítico, a sua percepção do mundo que a circunda, selecionando, transmitindo, distribuindo e avaliando os saberes, direcionados ao desenvolvimento humano, libertando-o das amarras estabelecidas pelo senso comum, teologia e em alguns casos pela metafísica. Metodologia: Foram aplicados questionários a 320 alunos do ensino médio. Para a tabulação dos dados utilizou-se o software Statistical Package for the Social Sciences. A análise foi realizada sob uma perspectiva quantitativa e qualitativa. Discussão: Considerando a relevância dos conhecimentos oportunizados pela Sociologia, justifica-se a preocupação dos licenciandos em diagnosticar os motivos do desinteresse dos alunos do ensino médio pela temática. Conclusão: De acordo com o quadro de análises que orienta esse trabalho nota-se que além da resistência natural à disciplina devido ao fato de esta ser entendida pelos alunos como “desnecessária” ao cotidiano dos mesmos, há outros motivos pelos quais a disciplina vem sofrendo um grande índice de rejeição. Dentre os alunos que opinaram — cerca de 80% — percebe-se que a maioria não entende o verdadeiro significado do conteúdo enquanto disciplina, vêem o estudo como algo desnecessário, cansativo e repetitivo, sendo assim, desestimulante. Os motivos e as dificuldades causadoras do desinteresse pela disciplina Sociologia foram: o método de transmissão do conteúdo, materiais didáticos deficitários e a falta de conscientização sobre a importância dos temas abordados. É objeto maior desta pesquisa, construir elementos a partir dos resultados dos estudos voltados para realidades concretas, estudos estes que contribuam de fato para que sejam construídas práticas didáticas que tragam contentamento aos alunos nas aulas de sociologia e uma maior compreensão dos conteúdos sociológicos abordados, formando um pensamento crítico.