• English version
  • Versão Portuguesa
  • Versão Espanhola
  • Versão Francesa


VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
Adobe Acrobat Reader

©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Migrações, Etnicidade e Racismo[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 3 - Imigração e Mercado de Trabalho I[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1022 - Trajectórias-tipo dos jovens imigrantes e descendentes de imigrantes: percursos laborais e de vida
    Resumo de PAP1022 - Trajectórias-tipo dos jovens imigrantes e descendentes de imigrantes: percursos laborais e de vida PAP1022 - Trajectórias-tipo dos jovens imigrantes e descendentes de imigrantes: percursos laborais e de vida
    • CERDEIRA, Maria Conceição CV de CERDEIRA, Maria Conceição
    • EGREJA, Catarina CV de EGREJA, Catarina
    •  KOVACS, Ilona CV - Não disponível 
    • PAP1022 - Trajectórias-tipo dos jovens imigrantes e descendentes de imigrantes: percursos laborais e de vida

      O abstract que vimos por este meio submeter à apreciação dos coordenadores da Secção Temática Migrações, Etnicidade e Racismo tem por base o projecto Percursos laborais e de vida dos jovens imigrantes e descendentes de imigrantes nos novos sectores de serviços, o qual resulta de um protocolo SOCIUS / ACIDI. O fluxo de imigrantes para o nosso país nas últimas três décadas constitui um dos aspectos mais relevantes da demografia portuguesa. Neste quadro, assume particular importância conhecer a forma como é que a socialização e a integração vêm a processar-se. No contexto actual de crise e desregulamentação dos mercados de trabalho fortemente penalizadora da mão-de-obra jovem em geral, levanta preocupações sérias a situação dos imigrantes jovens e daqueles que embora tendo nascido já em Portugal, por razões culturais, possam estar a ser afectados por processos de marginalização e dumping social. A investigação incidiu sobre a área metropolitana de Lisboa, zona onde há uma maior concentração de imigrantes e, também, de actividades escolhidas para o estudo. Estas dizem respeito ao sector dos serviços, seleccionando, dentro destes, os subsectores portadores das novas tendências de uma economia de serviços avançados ligados às novas tecnologias de informação e comunicação (call centres), novas formas de comércio (centros comerciais) e restauração (nomeadamente fast-food). Foram realizadas 40 entrevistas semi-estruturadas: 10 a interlocutores privilegiados (dirigentes sindicais, representantes de associações de jovens e de associações de imigrantes) e 30 a jovens de ambos os sexos, com idades entre os 15 e os 29 anos, que trabalham nos subsectores acima mencionados, repartidos entre jovens nacionais, descendentes de imigrantes e imigrantes eles mesmo. A comunicação que propomos terá na sua base as respostas do projecto às seguintes questões: Serão os jovens imigrantes e os descendentes de imigrantes mais afectados do que os “jovens nacionais” por percursos laborais e de vida mais irregulares e problemáticos? Quais as «trajectórias-tipo» de uns e de outros? Qual a percepção destes jovens sobre as suas condições de trabalho e de vida? Apresentaremos as principais conclusões retiradas das entrevistas, sendo que existem indícios que a inserção no mercado de trabalho é afectada sobretudo por outros factores que não necessariamente a condição da nacionalidade (de onde destacamos a escolaridade e os recursos familiares). Concluímos também que os jovens imigrantes parecem ter uma perspectiva mais positiva face ao futuro do que os restantes. Por seu lado, os descendentes são os que aparentam ter menores possibilidades de saída de situações de trabalho e de vida mais precárias.
  • Maria da Conceição Santos Cerdeira é licenciada em Sociologia pelo ISCTE e doutorada em Sociologia Económica e das Organizações pelo ISEG-UTL, instituição onde exerceu actividade docente durante cerca de duas décadas. Actualmente é Professora Associada no ISCSP, membro integrado do CAPP e membro associado do SOCIUS. Participou na elaboração do Livro Verde das Relações Laborais e integrou a Comissão do Livro Branco das Relações Laborais. Isoladamente ou em co-autoria publicou algumas dezenas de obras, destacando-se, entre as últimas (com J. Dias): “Trade Union Strategies, Precariousness and Sustainable Development: an Analysis of the Portuguese Case”, in Garibaldo, Francesco / Yi, Dinghong (eds.), (20012), Labour and Sustainable Development North-South Perspectives, Frankfurt am Main, Berlin, Bern, Bruxelles, New York, Oxford, Wien: Peter Lang International Academic Publishers, pp. 219-236.
    Catarina Egreja, licenciada em Sociologia e Mestre em Economia Social e Solidária, pelo ISCTE-IUL. Tem colaborado em variados projectos em diferentes centros de investigação, encontrando-se actualmente no IN+ (Centro de Estudos em Inovação, Tecnologias e Políticas de Desenvolvimento), do Instituto Superior Técnico. A sua principal área de investigação tem sido a Imigração.
  • PAP0989 - (DES)REGULAÇÃO LABORAL, IMIGRAÇÃO E VULNERABILIDADE OCUPACIONAL: AS CONTINUIDADES DA MUDANÇA NO SERVIÇO DOMÉSTICO EM PORTUGAL
    Resumo de PAP0989 - (DES)REGULAÇÃO LABORAL, IMIGRAÇÃO E VULNERABILIDADE OCUPACIONAL: AS CONTINUIDADES DA MUDANÇA NO SERVIÇO DOMÉSTICO EM PORTUGAL 
    •  DIAS, Nuno CV - Não disponível 
    • PAP0989 - (DES)REGULAÇÃO LABORAL, IMIGRAÇÃO E VULNERABILIDADE OCUPACIONAL: AS CONTINUIDADES DA MUDANÇA NO SERVIÇO DOMÉSTICO EM PORTUGAL

      O trabalho doméstico remunerado, enquanto esfera autónoma de relações laborais e âmbito de análise, tem sido, em Portugal, um fenómeno social pouco observado. Um modelo de dominação masculina assente sobre um conservadorismo social alargado, a natureza privada do espaço em que a actividade é desempenhada, um conjunto de representações sociais influentes sobre os papéis de género e uma consequente generalização e enraizamento sociocultural da percepção do trabalho doméstico enquanto arena feminizada são, entre outros, traços que explicam e evidenciam, para o caso português, a inanidade crítica prevalente no campo. Paradigma da relação laboral vincada pela assimetria social e sustentada por uma percepção de dependência partilhada entre empregado e empregador o trabalho doméstico conserva ainda, em alguns casos, uma matriz de servitude legatária da figura da criada. Matriz essa da qual o Estado foi um agente activo de perpetuação ao favorecer, continuadamente, um enquadramento do trabalho doméstico marcado pela vulnerabilidade, nomeadamente através da conservação do estatuto ilegítimo e vago destas trabalhadoras por via da recusa arbitrária da inclusão destas no universo de abrangência do Código do Trabalho. Na última década a consolidação de alguns contingentes imigrantes tem sido reflectida na composição da mão-de-obra que ocupa este sector. Este trabalho pretende caracterizar e discutir o contexto legal quer do serviço doméstico quer do trabalho imigrante e a influência que ambos têm exercido um sobre o outro, designadamente nas transformações recentes que alguns dados oficiais têm permitido observar relativamente a este sector. Complementarmente aos dados dos Quadros de Pessoal e da Segurança Social a análise quantitativa assentará nos dados do primeiro inquérito aplicado a nível nacional ao universo das trabalhadoras domésticas tentando deste modo identificar processos de continuidade e de transformação dentro do serviço doméstico em simultâneo com tendências de desenvolvimento consequentes destes mesmos processos.
  • PAP0881 - A imigração Africana em Portugal nos últimos vinte anos: oportunidades e ameaças no mercado de trabalho
    Resumo de PAP0881 - A imigração Africana em Portugal nos últimos vinte anos: oportunidades e ameaças no mercado de trabalho PAP0881 - A imigração Africana em Portugal nos últimos vinte anos: oportunidades e ameaças no mercado de trabalho
    •  SANTOS, José Rebelo dos CV - Não disponível 
    • MENDES, Maria Filomena CV de MENDES, Maria Filomena
    •  REGO, Conceição CV - Não disponível 
    • PAP0881 - A imigração Africana em Portugal nos últimos vinte anos: oportunidades e ameaças no mercado de trabalho

      GT A imigração Africana na Europa nos últimos vinte anos: desafios e constrangimentos No âmbito da temática em referência, propomo-nos efectuar uma breve caracterização da Imigração Africana para Portugal desde o início dos anos noventa aos nossos dias; Privilegiamos nesta análise a imigração africana originária dos Países de Língua Oficial Portuguesa (Cabo Verde, Angola, Guiné Bissau, S. Tomé e Príncipe e Moçambique) com o objetivo de melhorar o conhecimento relativo a estes imigrantes, identificando os países de que são originários, quantificando ainda estes imigrantes e caracterizando-os em função do sexo, grupo etário, qualificações e actividades exercidas. A análise a apresentar alicerça-se nos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Permite evidenciar uma progressiva diminuição do número de imigrantes africanos dos países em referência, devendo-se este facto por um lado à naturalização de um número muito substancial destes imigrantes no período em análise e por outro lado ao facto de se viver em Portugal um período muito conturbado e difícil consubstanciado em elevadas taxas de desemprego sobretudo nos grupos mais vulneráveis da população em idade ativa (jovens, mulheres e trabalhadores pouco qualificados, integrando-se neste último grupo a maior parte dos imigrantes de origem africana); ao mesmo tempo, nalguns destes Países Africanos assiste-se a um período de crescimento sem precedentes (evidenciando-se o caso de Angola). Não obstante os Imigrantes Africanos oriundos de Países de Língua Oficial Portuguesa correspondem no seu conjunto a cerca de cento e quinze mil indivíduos (correspondendo a aproximadamente 25% do total de imigrantes em Portugal). As comunidades de Cabo Verde e de Angola são as que assumem maior expressão, seguindo-se respetivamente Guiné Bissau, S. Tomé e Príncipe e Moçambique. A nível de estrutura do trabalho apresentado, após contextualizar os movimentos migratórios na dinâmica demográfica portuguesa, identificamos algumas especificidades da Imigração Africana em Portugal no âmbito dos aspetos já referidos. Palavras-chave: Imigrantes Africanos, mercado de trabalho.
  • Maria Filomena Mendes, licenciada em Economia e doutorada em Sociologia na especialidade de Demografia pela Universidade de Évora é Professora Associada no Departamento de Sociologia desta Universidade.
    Publicou recentemente, entre outras, as seguintes publicações:
    2010, “A diferença de esperança de vida entre homens e mulheres: Portugal de 1940 a 2007” (com I. T. de Oliveira) in Análise Social, Vol. XLV (1.º), 2010 (n.º 194), 115-138.
    2010, “Perfil dos imigrantes em Portugal: dos países de origem às regiões de destino” (com C. Rego, J. R. dos Santos e M. G. Magalhães), in Revista Portuguesa de Estudos Regionais, RPER, nº 24-2º Quadrimestre, artigo 7, APDR, Coimbra, pp. 17-39.
  • PAP0609 - Empreendedorismo no Sector da Beleza: Brasileiras na Quinta do Conde
    Resumo de PAP0609 - Empreendedorismo no Sector da Beleza: Brasileiras na Quinta do Conde PAP0609 - Empreendedorismo no Sector da Beleza: Brasileiras na Quinta do Conde
    • CHAVES, Tiago CV de CHAVES, Tiago
    • PAP0609 - Empreendedorismo no Sector da Beleza: Brasileiras na Quinta do Conde

      O ponto de partida para este trabalho surgiu no decorrer de um trabalho anterior (2009) para a Câmara Municipal de Sesimbra e para o ISCTE/CIES intitulado: “Estudo de Diagnóstico e Caracterização da População Imigrante, Identificação dos seus Problemas e dos seus Contributos para a Dinâmica de Desenvolvimento dos Municípios”, em que durante o trabalho no terreno, constatou-se a sobre-representação de um sector que doravante será designado por sector/ramo da beleza na Quinta do Conde, freguesia do concelho de Sesimbra que, para além da sua enorme visibilidade, encontra-se centrado no género feminino e num grupo étnico bem concreto. Nessa perspectiva, pretende-se efectuar uma etnografia da globalização no feminino, mapeando os percursos migratórios de mulheres brasileiras residentes na freguesia da Quinta do Conde e que se tornaram empreendedoras no sector da beleza, ou seja, que abriram os seus próprios cabeleireiros, tornando-se empresárias e contribuindo para a economia portuguesa. Nessa linha, procurar-se-á descodificar se a sua opção por este ramo, se deveu a uma questão de oportunidade e/ou necessidade (?) e se o mercado se encontra baseado nesse aspecto, numa lógica marcada pela etnicidade (?). Serão salientadas questões económicas que lhes são inerentes: averiguar os prós e contras na tomada de decisão que se pensa ser neste processo decisiva e fulcral e que passa pela sua partida do Brasil e chegada a Portugal e pela opção de abertura de um salão de cabeleireiro e tudo o que isso acarreta (burocracia; dinheiro; energia; tempo; disponibilidade; conhecimentos). Outras questões abordadas prendem-se com o capital social, as cooperações/redes e relações de família e conterrâneos que se vão tecendo entre quem se estabelece em Portugal e aqueles que aguardam a sua vez de fazer o mesmo; condições relacionadas com o mercado de trabalho português, bem como a exposição ainda que em traços genéricos da vida dos imigrantes na Quinta do Conde, sem nunca esquecer duas premissas que desde sempre alavancaram o presente trabalho – o género feminino e a etnia brasileira. Uma nota final para a re(entrada) no terreno este ano (2011). No seguimento do trabalho de campo, registaram-se alguns comentários que convergem com um discurso de teor xenófobo. Ainda que por enquanto ténue ou porventura ocultado por parte da população nativa, face à maior ou pelo menos a mais visível etnia empreendedora no ramo da beleza na Quinta do Conde: “elas não têm formação”, expressão algumas vezes repetida no trabalho de campo, revela uma tendência de alguma radicalização do discurso por parte da população autóctone feminina em relação à mulher brasileira empreendedora. Decidiu-se face a estes factos novos, incorporar na Grelha de Entrevista várias questões que procuram explorar, confrontar e “colocar em diálogo” a mulher empreendedora portuguesa com a mulher empreendedora brasileira no sector da beleza.
  • Notas Biográficas
    Nome: Tiago Miguel Marques Chaves
    Formação Académica: Pós-graduação em Antropologia, especialidade em Globalização, Migrações e Multiculturalismo (ISCTE-IUL)
    Percurso Profissional(mais recente): Bolseiro de Investigação no CIES/ISCTE no âmbito do Projecto PTDC/CS-SOC/101693/2008 - Culturas de Convivência e Super-diversidade, coordenado pela Profª Drª. Beatriz Padilla e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).
    Áreas de Investigação e de Interesse:Antropologia; Sociologia; Migrações; Género; Etnicidade; Multiculturalismo; Relações inter-étnicas
    Comunicações/Publicações (mais recentes):
    “Empreendedorismo no Sector da Beleza: Brasileiros na Quinta do Conde”. II Seminário de Estudos sobre a Imigração Brasileira na Europa. Lisboa. ISCTE-IUL (04/06/2012-06/06/2012).

    “Bairro e Diversidade: Mouraria e Cacém”. Conferência Internacional no âmbito no Projecto de Investigação PTDC/CS-SOC/101693/2008 – Conviviality&Superdiversity. Lisboa. ISCTE-IUL (11/06/2012-12/06/2012).

    “Empreendedorismo no Sector da Beleza: Brasileiros na Quinta do Conde”. VII Congresso Português de Sociologia subordinado ao tema Sociedade. Crise e Configurações. Porto. Universidade do Porto na Faculdade de Letras e na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação (19/06/2012-22/06/2012).