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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Migrações, Etnicidade e Racismo[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 6 - Racismo: perceções e vivências da discriminação [ Voltar às Mesas ]

  • PAP1486 - IDENTIDAD, LENGUA Y PERCEPCIÓN Y EXPERIENCIAS DE DISCRIMINACIÓN Y RECHAZO EN ADOLESCENTES Y JÓVENES INMIGRANTES: EL CASO DEL ESTUDIO HIJAI EN HUELVA (ESPAÑA), 2007 Y 2010
    Resumo de PAP1486 - IDENTIDAD, LENGUA Y PERCEPCIÓN Y EXPERIENCIAS DE DISCRIMINACIÓN Y RECHAZO EN ADOLESCENTES Y JÓVENES INMIGRANTES:  EL CASO DEL ESTUDIO HIJAI EN HUELVA (ESPAÑA), 2007 Y 2010 
    • GUALDA, Estrella CV de GUALDA, Estrella
    • PAP1486 - IDENTIDAD, LENGUA Y PERCEPCIÓN Y EXPERIENCIAS DE DISCRIMINACIÓN Y RECHAZO EN ADOLESCENTES Y JÓVENES INMIGRANTES: EL CASO DEL ESTUDIO HIJAI EN HUELVA (ESPAÑA), 2007 Y 2010

      La bibliografía reciente sobre cuestiones identitarias relativas a la población de origen inmigrante y, especialmente, respecto a su descendencia ha venido poniendo de relieve cómo muchos jóvenes inmigrantes e hijos de inmigrantes (primeras y segundas generaciones, pero especialmente las últimas) configuran su desarrollo identitario desplegando identidades múltiples o híbridas en las que se superponen y conviven elementos socioculturales que se nutren del origen y el destino. La flexibilidad que aporta para la vida cotidiana esta hibridación, como elemento que facilta la adaptación a nuevos entornos, también ha sido destacada. Por otra parte, se ha venido resaltando la importancia que ha tenido el conocimiento de la lengua del país de destino migratorio de los padres en los procesos de integración, así como también, las ventajas que reporta el desarrollo del bilingüismo en algunos procesos, como el de la integración laboral. Junto a la cuestión de la identidad y la lengua (muy ligadas de por sí), introducimos en este trabajo un tercer elemento, que comprende las percepciones y experiencias de discriminación y rechazo relatadas por chicos y chicas. Nos preguntamos en este trabajo, a partir del análisis de lo que cuentan de sus biografías unos y otras, si sus percepciones y experiencias de discriminación son compatibles con desarrollos identitarios ligados a España, o si estas experiencias parecen ir unidas a la declaración de las identidades ligadas al origen, orientadas al destino o múltiples. Para responder a esta pregunta nos basamos en dos estudios cuantitativos transversales dirigidos a la población adolescente y joven inmigrante y de origen inmigrante en Huelva (con trabajos de campo en 2007 y 2010, 413 y 303 encuestas respectivamente). Los cuestionarios de ambos estudios, prácticamente idénticos, permiten observar si existen pautas regulares de respuesta entre ambos años, a pesar de haber sido aplicada la encuesta a muestras representativas diferentes de chicos y chicas residentes en Huelva y provincia, de una edad media en torno a los 14 años. Los cuestionarios empleados, de carácter semiestructurado, permiten ofrecer información tanto cualitativa como cuantitativa. Se incorporaron en el análisis igualmente otras variables que sirven de control tales a el país de origen, la nacionalidad, la edad, el número de años que lleva residiendo en España, las amistades, confianza interpersonal en los demás, y otras. Los resultados discuten sobre los vínculos existentes entre identidad, percepción y experiencias de discriminación y rechazo, y lengua comparando ambas muestras. Se comparan igualmente los factores que parecen intervenir en estos vínculos en ambos años y se valora finalmente si las diferencias existentes parecen estar o no ligadas a los macro acontecimientos económicos del entorno.
  • Estrella Gualda holds a PhD in Sociology and a MA in Politics and Sociology Sciences from the Complutense University of Madrid. She is a Professor in Sociology at the University of Huelva and Director of the Social Studies and Social Intervention Research Center. She has directed numerous projects and published several books, book chapters and scientific articles in the field of sociology, migrations, crossborder issues and social networks. Email: estrellagualda@gmail.com
  • PAP1215 - Velhos e Novos Racismos no Brasil
    Resumo de PAP1215 - Velhos e Novos Racismos no Brasil PAP1215 - Velhos e Novos Racismos no Brasil
    • DAHIA ,Sandra Leal de Melo CV de DAHIA ,Sandra Leal de Melo
    • PAP1215 - Velhos e Novos Racismos no Brasil

      O presente estudo irá tratar o tema das relações raciais no Brasil. Nosso pressuposto consiste em considerar que uma das facetas do “racismo à brasileira” se manifesta na escolha do riso como canal de expressão e consolidação do racismo. Não consideramos que tal escolha seja feita intencionalmente, de forma consciente. Defendemos a hipótese de que o riso seja uma solução inconsciente para o dilema que envolve a questão do racismo no Brasil. Por um lado, os brasileiros não se consideram racistas e gostam de ostentar uma imagem de gente sem preconceito afeita à mistura racial, uma vez que condenam abertamente o racismo. Por outro lado, fornecem indicadores, quando sondados sutilmente, que apontam para um preconceito racial latente. Inúmeras pesquisas reforçam esse paradoxo no Brasil. A expressão “racismo à brasileira” tornou-se corrente na literatura sobre relações raciais designando, grosso modo, uma forma de racismo peculiar ao Brasil que se caracteriza, sobretudo, por sua manifestação sutil, velada e ambígua. Não pretendemos aqui naturalizar a expressão como se ela tivesse um significado único e fixo ou essencializar um povo e seus atributos, ao contrário, nosso ponto de vista é fazer o caminho inverso no sentido de tentar entender um dos muitos percursos históricos traçados e uma das muitas possibilidades interpretativas atribuídas às relações raciais no Brasil. Embora a manifestação encoberta do racismo seja um fenômeno reconhecido em todo o mundo ocidental, assume uma terminologia diferente conforme o referencial de análise utilizado: racismo sutil, racismo moderno, racismo aversivo (Meertens e Petttigrew, 1995, 1999; MacConahay e Hough, 1976; Gaertner e Dovidio, 1986). Tais estudos apontam para novas e sutis expressões dos racismos em diversos contextos sociais que, a despeito de suas especificidades, consagram um modelo de manifestação mais “civilizada” para esse fenômeno. No Brasil, o modelo de racismo em questão parece não apenas reforçar essa nova tendência internacional, mas, sobretudo, evidenciar uma forma particular de se relacionar construída historicamente pelos brasileiros para expressar sua identidade.
  • Sandra Leal de Melo Dahia
    Professora Adjunta da Universidade Federal do Amazonas, com lotação provisória na Universidade Federal da Paraíba
    Graduada em Psicologia pela Universidade Federal da Paraíba (1992)
    Mestra em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Paraíba (1996)
    Doutora em Sociologia pela Universidade Federal da Paraíba (2007)
    Atuação profissional nos seguintes temas: relações sociais, representação social, racismos, preconceito racial e inclusão social.
  • PAP0490 - Mulheres Brasileiras em Portugal: o que esconde um sorriso?
    Resumo de PAP0490 - Mulheres Brasileiras em Portugal: o que esconde um sorriso? PAP0490 - Mulheres Brasileiras em Portugal: o que esconde um sorriso?
    • FRANÇA, Thais CV de FRANÇA, Thais
    • PAP0490 - Mulheres Brasileiras em Portugal: o que esconde um sorriso?

      A imigração brasileira para Portugal já não pode mais ser considerada um fenômeno novo, seja porque lá se vão quase quatro décadas desde quando se considera seu início (meados dos anos 70), seja porque quantitativamente representam a maior comunidade estrangeira em Portugal, seja porque nos últimos anos vários estudos e investigações tem mapeado de forma exaustiva e cuidadosa a realidade dessa população. Contudo, isso não significa que não sejam possíveis novas problematizações acerca desse tema; principalmente no que diz respeito as questões de gênero, que sistematicamente tem sido ou desconsiderada ou invizibilizada. O imaginário em relação a mulher brasileira em Portugal é bastante consolidado, as brasileiras gozam de uma identificação própria, não sendo confundidas com outros grupos de imigrantes (Padilla, Fernandes, Gomes 2010) - como acontece por exemplo com romenas, ucranianas e moldavas que, em geral, são classificadas como mulheres imigrantes do leste europeu. Contudo esse imaginário está montado em cima das relações coloniais entre Portugal e Brasil, que confere ao Brasil, e por consequência seu povo, uma posição subalterna. De forma que o lugar reservado as mulheres brasileiras em Portugal é também um lugar de inferioridade. Assim, os discursos – midiáticos, oficiais – acerca das imigrantes brasileiras em geral essencializam, racializam e estigamatizam essas mulheres, uma vez que associam-nas tanto à sexualidade, ao erótico e ao exuberante, como a submissão e docilidade, alegria. A partir dessas colocações objetiva-se analisar como esse imaginário atuam nos processos de a inserção das mulheres brasileiras na sociedade portuguesa, em especial no mercado de trabalho. Para tanto entrevistou-se e analisou-se o discursos 15 de mulheres brasileiras imigrantes que trabalham em Portugal, bem como algumas matérias veiculadas pela mídia portuguesa. Observa-se que a ambiguidade desse discurso que ao mesmo tempo em que hiperssexualiza a mulher brasileira, também ressalta características que são socialmente reconhecidas – como a simpatia e a docilidade – age principalmente no sentido de justificar a inserção precária e segregada da mulher brasileira em Portugal, contribuindo para sua marginalização. Cria-se um mecanismos perverso, que por um lado diferenciam as mulheres brasileiras das demais imigrantes, através desses atributos que são positivamente aceitos na sociedade – alegria, sensualidade, beleza – que dificulta que essas mulheres identifiquem que os mecanismos que as aprisionam em uma imagem sexualizada e subalterna.
  • Thais França.
    Doutoranda do Programa de Relações de Trabalho, Desigualdaes Sociais e Sindicalismos do Centro de Estudos Sociais, da Universidade de Coimbra - Portugal. Mestra pelo programa Erasmus Mundos em Work, Organizational and Personnel Psychology - WOP-P pela Universidade de Bolonha - Itália (2008). Gradução em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará - Brasil (2004). Tem experiência na área de Psicologia e Sociologia, com ênfase em Psicologia Social e do Trabalho , atuando principalmente nos seguintes temas: gênero, feminismos, trabalho, precarização, migrações.
  • PAP0271 - Racismo contra Mulheres Brasileiras em Portugal? Algumas Reflexões.
    Resumo de PAP0271 - Racismo contra Mulheres Brasileiras em Portugal? Algumas Reflexões. PAP0271 - Racismo contra Mulheres Brasileiras em Portugal? Algumas Reflexões.
    •  PADILLA, Beatriz CV - Não disponível 
    • GOMES, Mariana Selister. CV de GOMES, Mariana Selister.
    • PAP0271 - Racismo contra Mulheres Brasileiras em Portugal? Algumas Reflexões.

      Este artigo parte de pesquisa empírica e bibliográfica sobre mulheres brasileiras imigrantes em Portugal, através das quais foi possível evidenciar situações de preconceito e discriminação que estas mulheres sofrem nesse país. Empreende, também, um mapeamento empírico discursivo de como o preconceito é (re)construído, especialmente nos media. Busca-se refletir sobre esse fenômeno a partir das discussões conceituais em torno do racismo, enquanto ideologia e prática social (Machado, 2000). Ao entender a importância dos diferentes conceitos (racismo novo, cultural, diferencialista e desigualitário), propõe-se uma abordagem ainda pouco difundida e uma especificação teórica, no intuito de colaborar com avanço no conhecimento sobre migrações, etnicidade e racismo. Trata-se de introduzir a perspectiva epistemológica descolonial (Quijano, 2000; Mignolo, Grosfogel, 2008), descolonial de gênero (Gonzáles, 1988; Brah, Anzaldua, et al, 2004; Lugones, 2008) e o conceito histórico de racismo (Fanon, 1983; Balibar, Wallerstein, 1988; Munanga, 2003). Na perspectiva proposta, a modernidade é entendida como profundamente marcada pela colonização e, assim, a sociedade atual não pode ser compreendida distante de uma análise crítica desse processo histórico e de suas consequências contemporâneas. Uma das principais marcas da colonização consiste na introdução e na disseminação da categoria mental raça, a qual permanece atualmente. Segundo essa perspectiva, o racismo colonial dividiu a população em raças, articulando para isso supostas características físicas, culturais e comportamentais, para inferiorizar, essencializar e estigmatizar grupos humanos não europeus. Essa divisão (mental, ideológica) em raças continuaria operando atualmente, o que se alteraria são as práticas de discriminação e os grupos alvo conforme o contexto. Na Europa, os grupos mais afetados por essa racialização são os imigrantes, que em sua maioria são oriundos de antigas colônias. Na atual conjuntura de crise econômica esse racismo tende a agravar-se. O presente trabalho propõe que essa perspectiva é importante para compreender a situação das mulheres brasileiras imigrantes. A partir da pesquisa empírica verificou-se que essas mulheres são vistas em Portugal como portadoras de características comuns, são elas: comportamentais (sorrir, seduzir, ser simpática, disponível para sexo, ser dócil), culturais (dançar sensualmente, falar errado, alto e sensual, gostar de festas) e físicas (são mestiças – incluindo aquelas que no Brasil são consideradas brancas, têm o corpo em curvas, têm nádegas sobressalientes). Através dessas características, as imigrantes brasileiras são essencializadas, inferiorizadas e estigmatizadas em Portugal. Torna-se possível perceber que elas são vistas a partir da categoria mental raça e são vítimas de práticas sociais que podem ser entendidas como discriminação racial.
  • Mariana Selister Gomes é Doutoranda em Sociologia no Instituto Universitário de Lisboa, acolhida no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-ISCTE-IUL), Bolseira da CAPES/Ministério da Educação do Brasil. Bacharel em História e Mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil). Bacharel em Turismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Brasil). Pesquisadora Associada no Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Mulher e Gênero da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (NIEM-UFRGS/Brasil). Seus temas de interesse são: relações de gênero, racismo, imaginários sociais, turismo, imigração, cultura, identidades.
    Endereço eletrônico: marianaselister@gmail.com
  • PAP0125 - Racismo e desigualdade uma nova abordagem à história de grupos étnicos no Agreste e Sertão de Pernambuco Brasil
    Resumo de PAP0125 - Racismo e desigualdade uma nova abordagem à história de grupos étnicos no Agreste e Sertão de Pernambuco Brasil PAP0125 - Racismo e desigualdade uma nova abordagem à história de grupos étnicos no Agreste e Sertão de Pernambuco Brasil
    •  JALES, Danielly Amorim de Queiroz CV - Não disponível 
    • PAP0125 - Racismo e desigualdade uma nova abordagem à história de grupos étnicos no Agreste e Sertão de Pernambuco Brasil

      A pobreza e a desigualdade embora constantes na sociedade não podem ser consideradas como situações naturais e espontaneas uma vez que são materializadas a partir de processos e estruturas políticas, econômicas e sociais. O objetivo desse artigo é identificar o racismo como principal mecanismo de sustentação a construção da pobreza e desigualdade econômica e social a que foram submetidos grupos de negros no Agreste e Sertão de Pernambuco. O artigo contrapõe-se a idéia de que a grande necessidade de mão-de-obra concentrava escravos apenas na zona açucareira apresentando vários documentos que indicam sua presença no Agreste e Sertão do estado. Em seguida, explica o que é o ciclo de pobreza descrevendo que fatores históricos o impulsionou, bem como os mecanismos que foram essenciais a sua fixação. Assim, o racismo é esmiuçado e ilustrado a partir da análise de relatos e documentos históricos entre os anos de 1845 e 1970, criando um perfil que o exemplifica destrinchando suas principais ações. Para mensurar que aspectos esse ciclo alcançou bem como a instituição da desigualdade, foi utilizado o censo brasileiro por amostra de domicílio que reúne dados sobre raça e cor baseados em técnicas de amostragem representativas com todos os setores da sociedade representados em proporções adequadas sendo capaz de documentar desigualdades étnicas, por isso, verificou-se junto ao IBGE, no censo 2000, dados sobre educação, ocupação e renda em todas as categorias concluindo que as diferenças étnicas mantiveram os negros em constante vulnerabilidade uma vez que a desigualdade tem estado inalterada ao longo dos anos citados.
  • PAP0108 - Percepções face à discriminação por parte dos Imigrantes na Área Metropolitana de Lisboa: elementos de comparação entre dois concelhos
    Resumo de PAP0108 - Percepções face à discriminação por parte dos Imigrantes na Área Metropolitana de Lisboa: elementos de comparação entre dois concelhos PAP0108 - Percepções face à discriminação por parte dos Imigrantes na Área Metropolitana de Lisboa: elementos de comparação entre dois concelhos
    • MENDES, Maria Manuela CV de MENDES, Maria Manuela
    • CANDEIAS, Pedro CV de CANDEIAS, Pedro
    • PAP0108 - Percepções face à discriminação por parte dos Imigrantes na Área Metropolitana de Lisboa: elementos de comparação entre dois concelhos

      Em Portugal, os estudos sobre a discriminação face aos imigrantes concentram-se quase que exclusivamente, ora sobre a população autóctone, ora sobre a população estrangeira. Os primeiros têm privilegiado o uso de metodologias quantitativas/extensivas, enquanto os segundos revelam uma preferência bem clara por metodologias qualitativas/intensivas, focalizando-se em segmentos específicos da população (jovens ou imigrantes de uma dada nacionalidade). Assim, há poucos estudos longitudinais, assim como aqueles em que a população imigrante é extensamente estudada, abrangendo imigrantes de diversas origens nacionais. É nosso objectivo discutir e comparar alguns dos resultados derivados de uma pesquisa de pendor dominantemente quantitativo em que se utilizou a técnica do inquérito por questionário a imigrantes residentes em dois municípios da Área Metropolitana de Lisboa com histórias locais de imigração bem distintas: Oeiras e Sesimbra, tendo-se inquirido 840 imigrantes (422 em Oeiras e 418 em Sesimbra). Tendo como enfoque de análise a discriminação percepcionada/percebida definida como “a group member’s subjective perception of unfair treatment of ethnic groups or members of such groups, based on racial prejudice and ethnocentrism.” (Neto: 2006, 90) questionou-se os imigrantes se alguma vez se tinham sido discriminados por motivos étnico-raciais, tendo-se constatado que mais de 40% dos imigrantes já tinham sido discriminados pelo menos uma vez, desde que se fixaram em Portugal. Com esta comunicação pretende-se discutir de forma comparada os principais preditores relacionados com a discriminação percepcionada/percebida (i) sócio-demográficos, (ii) contacto com a população autóctone e (iii) aculturação/proximidade cultural pelos imigrantes residentes nos 2 concelhos.
  • Maria Manuela Mendes

    Maria Manuela Mendes é licenciada e mestre em sociologia (Faculdade de Letras da Universidade do Porto) e doutora em ciências sociais (Instituto de Ciências sociais da Universidade de Lisboa). É docente na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (FA-UTL) e investigadora no CIES, ISCTE – IUL desde 2008 nas áreas da etnicidade, imigração, exclusão social, desenvolvimento local, realojamento e territórios desqualificados. Publicou em 2005 o livro Nós, os Ciganos e os Outros: etnicidade e exclusão social.
    Mais recentemente em 2012 e 2010, respectivamente, publicou as obras: Identidades, Racismo e Discriminação: Ciganos da Área Metropolitana de Lisboa, Caleidoscópio, Lisboa e Imigração, identidades e discriminação: imigrantes russos e ucranianos na área Metropolitana de Lisboa, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais.
    Interesses de investigação: migrações, etnicidade, cidade e diversidade cultural, exclusão sócio-espacial.
    Pedro Candeias. Licenciado em Sociologia no ISCTE em 2008, mestrando em Sociologia na mesma instituição. Assistente de investigação no CIES-IUL (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia - Instituto Universitário de Lisboa) desde 2009. Principais áreas de investigação: migrações, tolerância social e reinserção social.