• English version
  • Versão Portuguesa
  • Versão Espanhola
  • Versão Francesa


VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
Adobe Acrobat Reader

©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Migrações, Etnicidade e Racismo[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 9 - Emigração portuguesa: velho tema, novas realidades [ Voltar às Mesas ]

  • PAP1400 - Porque partem eles (agora)? Revisita à eterna pergunta.
    Resumo de PAP1400 - Porque partem eles (agora)? Revisita à eterna pergunta.  
    •  OLIVEIRA, Nelson Clemente Santos Dias CV - Não disponível 
    • PAP1400 - Porque partem eles (agora)? Revisita à eterna pergunta.

      Na sequência, da integração europeia, os quase perenes fluxos migratórios portugueses foram-se, paulatinamente, extinguindo, de tal forma que na viragem do século passou a ser lugar comum afirmar-se que o nosso país se tinha metamorfoseado de “país de emigrantes” em “país de imigrantes”. De facto, nas últimas décadas do século XX Portugal tornou-se um país atractivo inclusive para alguns cidadãos do país que, até há bem pouco tempo, atraia as mais significativas levas de expatriados portugueses (o Brasil) e, no contexto global, ascendeu à categoria de território atractivo para a generalidade dos migrantes económicos e, consequentemente, o número daqueles que partiam começou a ser superado pelo número daqueles que entravam. Não obstante, a recente crise económica que a Europa e Portugal por arrasto ultrapassaram nos primeiros anos do século XXI vieram pôr a descoberto que essa realidade não estava definitivamente solidificada no nosso país, pelo menos não tanto como alguns acreditaram ou quiseram fazer crer. Isto, porque novos fluxos migratórios recentes vieram emergir no território nacional, particularmente visíveis em regiões deprimidas do interior como é o caso do distrito da Guarda. Assim, alicerçado nos contributos da sociologia das migrações e em algumas deambulações pela história da emigração portuguesa, e tendo como pano de fundo a região da Guarda procuram-se equacionar “as molas impulsionadoras” que estão, outra vez, a levar estes beirões a procurarem melhores condições de vida longe do solo pátrio. Intentando, desta forma, aferir até que ponto estes novos fluxos migratórios têm uma génese semelhante aos que os precederam ou se, pelo contrário, têm configurações particulares que os individualizam no panorama migratório português. Palavras-chave: migrações internacionais, migrantes, trajectórias pessoais, integração profissional.
  • PAP1083 - Portugueses na Galiza, cidadania diferenciada nun contexto transnacional
    Resumo de PAP1083 - Portugueses na Galiza, cidadania diferenciada nun contexto transnacional PAP1083 - Portugueses na Galiza, cidadania diferenciada nun contexto transnacional
    • FERNÁNDEZ, José Daniel Arias CV de FERNÁNDEZ, José Daniel Arias
    • PAP1083 - Portugueses na Galiza, cidadania diferenciada nun contexto transnacional

      O Objetivo desta comunicação é o de apresentarmos a realidade da maior comunidade estrangeira na Galiza (Espanha) e os processos que este movimento migratório representa. O maior número de pessoas com nacionalidade não espanhola na aqui são os portugueses, no ano 2010, mais de 21000, segundo os dados do INE (instituto de estatística da Espanha), sendo isto unha particularidade da Comunidade Galega, pois no conjunto da Espanha não acontece tal. Este facto não é só destacável por si só, pois estes 21000 portugueses só representavam aproximadamente um 0,8% da população total da Galiza, e tendo em conta que Portugal é um país com uma forte tradição emigrante também não é este um número significativo em quanto aos dados totais de saídas. Mas, se o pensarmos este stock migratório em termos qualitativos si o é; já que poderemos atingir grande número de elementos teórico, para a análise a partir desta população trasladada; em primeiro lugar, é a origem duma serie de processos migratórios muito interessantes, assim como um espantoso elemento de analise para entendermos uma conceição antropológica, econômica e política em novidade e em trocas constantes, tanto num plano de conceição dum estado multinacional, a Espanha, como na conceição e criação de comunidades políticas transnacionais como é a U.E e alguns órgãos de integração da mesma. Pelo que o objetivo principal da investigação foi reconhecer e estudar até que ponto se faz visível que estas pessoas com nacionalidade portuguesa e residentes na Galiza; a pesar de morarem numa comunidade muito próxima a nível cultural e geográfico e de compartirem um marco supraestatal comum com pretensões de criar uma cidadania comum européia, e sem uma fronteira fechada; não estão equiparadas a nível subjetivo com os cidadãos autóctones e estão abocados a sofrerem uma serie de passos de descapitalização, além de estarem, expostos a infinidade de estereótipos negativos que influem negativamente no seu assentamento. É especialmente destacável como entre os dois territórios que fazem parte do processo que estudamos existe uma forte relação em diversos âmbitos, especialmente chamativo em termos culturais, podendo considerar tais territórios como um território dalgum jeito entendido como transnacional, entendendo por transnacional como “certos grupos vivendo em espaços transfronteiriços com interesses comuns de natureza cultural, desportiva, política ou doutro tipo, podendo ver-se a si próprios como comunidades” (Castels 2005),mas ainda assim a proximidade geográfica e cultural, etc; não é suficiente elemento integrador tamén a pesar das já citadas instituições européias; e das possibilidades legais no processo migratório. Pois a presença das alteridades criadas durante séculos pelos estados- nações tradicionais são superiores às próprias sinergias contemporâneas içadas com a construção duma difusa Cidadania Européias.
  • - José Daniel Arias Fernández, 28 anos, Licenciado em Ciencias Políticas e da Administração na Universidade de Santiago de Compostela; tenho feito Erasmus na Universidade do Minho no curso de Relações Internacionais.

    - Mestrado Oficial em Migrações Internacionais na Faculdade de Sociologia da Universidade da Corunha. Atualmente estou a começar com os meus estudos de doutoramento, cuja tese terá por título "Migracións portuguesas á Galiza entre transnacionalismo e alteridade, ruralidade e urbanidade posicionamentos a debate."

    - Experiencia laboral em várias organizações do terceiro setor entre as que destaco ter sido Co-Criador do site "africanews.es" e colaborador habitual e antigo bolseiro na organização italiana "africanews.it".

    - Atualmente emigrante em Edinburgh (Escocia), onde trabalho como camareiro de evento, assim como tenho emigrado anterioriomente a Londres onde trabalhei como fregapratos durante 4 meses.

    - Falo Galego, Espanhol, Português, Italiano e Inglês.
  • PAP0257 - A presença do dialeto de contacto nas migrações entre Portugal e França: análise de uma seleção de obras literárias contemporâneas
    Resumo de PAP0257 - A presença do dialeto de contacto nas migrações entre Portugal e França: análise de uma seleção de obras literárias contemporâneas 
    •  SIMÕES, Isabelle CV - Não disponível 
    • PAP0257 - A presença do dialeto de contacto nas migrações entre Portugal e França: análise de uma seleção de obras literárias contemporâneas

      Estudaremos, a partir de uma seleção de obras literárias portuguesas, as manifestações bilingues das personagens, todas emigrantes em França. Debruçar-nos-emos sobre as interferências e influências presentes nos seus discursos, não só na segunda língua (o francês) como também na primeira língua (o português). Interessar-nos-emos nas repercussões que estes emigrantes, locutores de língua portuguesa, sofreram ao entrar em contacto com outro país e outra língua. De facto, a voz das personagens, emigrantes portuguesas em França, caracteriza-se através de uma linguagem única, misturando e/ou alternando elementos morfo-sintácticos, semânticos e lexicais das línguas portuguesa e francesa. Segundo Grosjean & Py (1991), existe uma reestruturação da competência da primeira língua quando os emigrantes estão em contacto prolongado com a língua do país de acolhimento. A primeira língua dos emigrantes é influenciada pela segunda língua a todos os níveis. Os estudos relativos ao contacto das línguas reforçam a hipótese de que estas mudanças não são idiossincrásicas mas sim marcas constitutivas desta comunidade, as variações acabando por integrar a língua dos emigrantes. As manifestações que caracterizam o que se pode chamar de “interlíngua dos imigrantes”, “immigrant speech” ou “dialeto de contacto” (segundo as várias teorias) são de ordem distinta. O indivíduo bilingue dispõe de dois sistemas morfo-sintácicos que pode empregar de maneira alternada ou misturada no seu discurso. O contexto do nosso corpus relaciona-se portanto, com o contacto das línguas através da emigração das personagens, emigração que se opera a vários níveis: geográfico, social e linguístico. Tendo em conta que a sua produção linguística é fortemente híbrida, identidade e alteridade coabitam no seu discurso. Sustentaremos a nossa análise a partir de estudos e conceitos desenvolvidos, entre outros, por Milroy & Muysken (1995), Heine (2005) e Bhatia & Ritchie (2006). CLÍMACO, Nita (1967): A salto. Lisboa: edição da autora. GONÇALVES, Olga (1978): Este verão o emigrante là-bas. Lisboa: Livraria Bertrand. LEHNING, Maria João (2003): D’acordo. Lisboa: Editorial Presença. FERREIRA, José Pardete (2007): Paris – ir e voltar. Lisboa: Prefácio.
  • PAP0106 - A inserção dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro nos últimos 50 anos.
    Resumo de PAP0106 - A inserção dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro nos últimos 50 anos. PAP0106 - A inserção dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro nos últimos 50 anos.
    • VILELA, Elaine M. CV de VILELA, Elaine M.
    • PAP0106 - A inserção dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro nos últimos 50 anos.

      A inserção dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro nos últimos 50 anos. Resumo No Brasil, muitos estudos buscam analisar a questão da migração. Alguns temas apresentam-se como centrais em diversas pesquisas, como, por exemplo, a questão das relações de etnicidade, os conflitos étnicos, o processo de imigração. Outros são menos abordados, tais como a inserção dos imigrantes no mercado de trabalho, a questão dos refugiados e dos autorizados. Quanto às metodologias, a predominância é de trabalhos de cunho qualitativo. Há um número bem menor de trabalhos quantitativos, quando comparados aos qualitativos. A cifra de pesquisadores que trabalham integrando as duas metodologias é ainda mais reduzida. Com o intuito de sanar tais falhas, a proposta geral desse artigo é apresentar uma análise cross-section da inserção de imigrantes portugueses no mercado de trabalho brasileiro, durante o período de 1960 a 2010. Os objetivos específicos são: identificar as características sóciodemográficas de tais imigrantes; verificar as regiões e os estados de destino de maior concentração de portugueses; e analisar as situações deles no país hospedeiro a partir dos tipos de autorizações de trabalho a eles concedidas, os ramos de atividades e as ocupações. Para isso, utilizo os dados da RAIS (Relatório Anual de Informações Sociais), os censos demográficos de 1960 a 2000 e os dados da Coordenação Geral de Imigração do Ministério do Trabalho e Emprego e, no que se refere à discussão teórica, o debate gira em torno da Sociologia econômica da migração. O intuito é de mostrar as controvérsias, mas, principalmente, a complementaridade entre as abordagens de cunho mais estrutural e as de mais individual. O estudo está dividido em quatro seções, além da introdução, das considerações finais e das referências bibliográficas. Na primeira seção, introduzo o debate teórico que busca explicar os modos de integração dos imigrantes na sociedade de destino. Nele, apresento as diferentes formas possíveis de integração no mercado de trabalho em que os imigrantes internacionais podem, em alguns casos, devem experimentar. Na segunda seção, o fim é apresentar os dados e a metodologia de análise. Na terceira, identifico a distribuição espacial dos imigrantes ao longo do tempo, bem como o perfil sócio-demográfico desses imigrantes. A intenção é identificar as variáveis estruturais (mais ligadas ao tempo e ao espaço) e as individuais (mais ligadas aos perfis) que afetam a inserção dos imigrantes no mercado de trabalho e suas alteração (ou não) no tempo. A quarta e última seção refere-se análise dos dados, buscando compreender a situação dos portugueses no mercado de trabalho brasileiro ao longo das últimas 5 décadas.
  • Elaine Meire Vilela é professora de Sociologia do Departamento de Sociologia e Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Seus temas de pesquisa são, principalmente: imigração internacional, mercado de trabalho e estratificação social. Seus estudos tem como foco métodos quantitativos, especialmente, e qualitativos de análise.

    Elaine Meire Vilela
    Professora Adjunta - UFMG
    Departamento de Sociologia e Antropologia
    Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
    Tel: ++ 55 31 3409 6302
    elainevilela@fafich.ufmg.br