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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012
Associação Portuguesa de Sociologia
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PAP1024 - Consumo Sustentável e Energia
- ALEXANDRE, Sílvia

PAP1024 - Consumo Sustentável e Energia
O desenvolvimento sustentável é um dos objectivos prioritários das sociedades modernas. Neste contexto, é essencial a adopção de políticas energéticas e ambientais cuidadas, que passam pela eficiência energética (utilização racional dos recursos energéticos), pela utilização das energias renováveis e pela minimização do impacto ambiental no âmbito das diversas actividades humanas, tanto ao nível das empresas como dos indivíduos em particular. De facto, a opinião pública tem uma consciência cada vez maior da necessidade de alterar o actual paradigma energético baseado na queima de combustíveis fósseis, devido não só às suas implicações no clima e no ambiente, mas também ao aumento do preço do petróleo. Existe, hoje em dia, um consenso generalizado de que, uma nova política energética deve ser baseada no aumento do recurso às energias renováveis, no incentivo ao desenvolvimento de novas tecnologias energéticas e na eficiência energética. A implementação desta nova política implica transformações nas atitudes e nos comportamentos dos cidadãos. Deste modo, importa analisar os comportamentos dos indivíduos em três vertentes diferenciadas: Consumo doméstico de energia, eficiência energética no lar e autoprodução energética para auto-consumo.
Nesta comunicação apresentam-se os principais resultados de uma pesquisa das atitudes e dos comportamentos de consumo energético dos indivíduos no lar, recolhidos no âmbito de um projecto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. Procedeu-se à aplicação de um inquérito, no segundo trimestre de 2010, a uma amostra representativa de 527 indivíduos seleccionados aleatoriamente no universo das famílias portuguesas residentes no continente, com o objectivo de aferir as motivações e as resistências relativas à poupança energética, à eficiência energética no lar e ao investimento na autoprodução de energias alternativas (micro geradores eólicos, painéis solares e fotovoltaicos).
Palavras-chave: energias renováveis, eficiência energética; sociologia do consumo; consumo sustentável
Sílvia Alexandre é Investigadora de pós-doutoramento no SOCIUS - ISEG/UTL com bolsa da Fundação de Ciência e Tecnologia. Doutorada em Gestão (Especialidade em Organização e Desenvolvimento dos Recursos Humanos) pelo ISCTE e Mestre em Sistemas Socio-organizacionais da Atividade Económica pelo ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão). Atualmente está a desenvolver trabalhos na área do consumo sustentável, da publicidade e da alimentação.
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PAP0996 - Consumo e lixo na sociedade portuguesa: uma evolução histórico-ambiental (1960-2010)
- VALENTE, Susana
- SCHMIDT, Luísa

- TRUNINGER, Mónica

PAP0996 - Consumo e lixo na sociedade portuguesa: uma evolução histórico-ambiental (1960-2010)
Muitas das práticas de consumo com impactos no ambiente têm um carácter mundano, invisível e inconspícuo. Um dos aspectos invisíveis destas práticas remete para a questão do lixo – o outro lado do consumo – cuja invisibilidade quotidiana se reflecte também na negligência com que os estudos sociais sobre consumo a têm tratado. As preocupações com a sustentabilidade das sociedades contemporâneas tornam crucial analisar o consumo, não só no acto de compra e aquisição (mercado), como também enquanto processo indissociável dos fluxos materiais de produção, uso e desperdício.
O objectivo desta comunicação é sublinhar e dar visibilidade à articulação entre consumo e lixo na esfera quotidiana e doméstica dos portugueses, através de uma análise evolutiva de algumas práticas com impactos no ambiente desde os anos 60 (por exemplo, energia, água e alimentação). Sendo Portugal, comparativamente a outros países europeus, uma sociedade de consumo relativamente recente, é também uma sociedade de desperdício recente. Estando Portugal a entrar numa recessão económica que já está a afectar as dinâmicas de consumo, também o desperdício carece de uma nova leitura.
Para efectuar esta análise evolutiva (1960-2010) recorreu-se a vários dados de estatísticas nacionais (INE) sobre o consumo doméstico e sobre a produção de resíduos (APA) que permitem verificar o crescimento concentrado de ambos num curto período de tempo no nosso país, bem como as respectivas oscilações. Complementando esta abordagem de dados de carácter factual e objectivo, a pesquisa desenvolvida recorreu a uma análise evolutiva, da mediatização do consumo articulado a questões ambientais, assim como à temática do ‘lixo’ na RTP para um período que vai desde o início das suas emissões regulares – 1957 - até 2010. Por fim, analisa-se um conjunto de dados de opinião pública provenientes dos Eurobarómetros, que oferecem uma série no tempo considerável (desde a integração na União Europeia até à actualidade).
Esta comunicação contribui assim para uma reflexão analítica e, empiricamente fundamentada, sobre a evolução dos múltiplos fluxos e circularidades de apropriação, de uso e de desuso de recursos naturais e materiais que sustentam as práticas de consumo e lixo na esfera doméstica.
Luísa Schmidt
Socióloga investigadora principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, dedica-se actualmente a duas áreas de investigação principais: Sociologia da Comunicação e Sociologia do Ambiente, em que se doutorou. No ICS-UL coordena a Linha de Investigação 'Sustentabilidade: Ambiente, Risco e Espaço' e integra o Comité Científico do Programa Doutoral em "Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável". Faz parte da equipa de investigadores que criaram e montaram em 1996 o OBSERVA - Observatório de Ambiente e Sociedade que actualmente dirige, onde desenvolve vários projectos de investigação que articulam ciências sociais e ambiente.
Mónica Truninger, socióloga, integrou o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL) em 2008 como investigadora auxiliar. Tem uma Licenciatura em Sociologia pelo ISCTE (1996), trabalhou como assistente de investigação no Observa entre 1997 e 2001 em vários projectos sobre ambiente e sociedade. Em 2001 vai para Inglaterra onde fez o seu doutoramento em Sociologia na Universidade de Manchester. A tese intitulada Organic Food in Portugal: Conventions and Justifications tratou o consumo e o mercado dos produtos de agricultura biológica em Portugal, particularmente na cidade de Lisboa. Entre 2005 e 2008 integrou uma equipa interdisciplinar das Universidades de Bangor (País de Gales) e de Surrey (Inglaterra) como investigadora de pós-doutoramento. Antes do regresso a Portugal, passou ainda pela Universidade de Cardiff (País de Gales) onde foi assistente de investigação num projecto comparativo entre o Reino Unido e Itália sobre ementas escolares e sustentabilidade. Em 2010 publicou o livro O Campo Vem à Cidade – Agricultura Biológica, Mercado e Consumo Sustentável, editado pela Imprensa de Ciências Sociais. E em 2012 publicará o livro em co-autoria com Mara Miele intitulado Children, Food and Nature: linking the plate and the planet through school meals (Ashgate). Tem publicado artigos em revistas internacionais como: Journal of Consumer Culture; Food Trends in Science and Technology; International Journal of Agricultural Resources, Ecology and Governance e International Journal of Life Cycle Assessment.
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PAP0793 -

- COELHO, Sandra Lima

PAP0793 -
Esta comunicação tem como fito apresentar resultados parciais de uma investigação de doutoramento em curso sobre os públicos e práticas de consumo de uma modalidade alternativa de consumo, o Comércio Justo.
A emergência do capitalismo industrial favoreceu o surgimento de um consumo massificado. Com o surgimento da globalização, esta homogeneização do consumo deu lugar ao culto do indivíduo, sustentado na procura de singularidade, presente no consumo de bens diferenciados, revestidos de simbolismo, e potenciadores de individualização e distinção. Esta nova modalidade de fruição, eminentemente individualizada, opera todo um significativo conjunto de alterações e reconfigurações sociais. Surgem novos padrões e novas formas de consumo, dos quais destacamos os consumos verdes, associados ao consumo sustentável, ao consumo responsável, à alimentação vegetariana, vegan e macrobiótica, e ao consumo de produtos de agricultura biológica. O Comércio Justo emerge neste segmento alternativo de consumo. Define-se como um movimento social que visa promover o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida dos pequenos produtores dos países do hemisfério Sul.
É nosso intuito avaliar o potencial do Comércio Justo enquanto acção de subversão das lógicas hegemónicas de distribuição, e perceber se o acto de compra surge, ou não, dissociado dos movimentos de contestação aos desequilíbrios gerados pelo mercado convencional, seguindo critérios mercantilistas tradicionais.
Pretendemos, igualmente, cogitar sobre a emergência de valores ligados ao consumo na pós-modernidade, e enquadrar as práticas de consumo alternativas nas sociedades actuais, bem como detectar a existência de valorização simbólica neste sistema comercial: os artigos são bens simbólicos, dotados de significação, ou somente mera mercadoria? Quais são as razões e motivações para a compra nos espaços simbólicos corporizados das lojas de Comércio Justo? Quais os significados que revestem essa acção: será este um consumo de “sentidos”, de simbologias, e não tanto de objectos materiais?
Estas são algumas das questões a que procuraremos dar resposta.
Nome: Sandra Lima Coelho
Sandra Lima Coelho, licenciada em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e mestre em Desenvolvimento e Inserção Social pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Investigadora integrada no Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Os principais interesses de investigação desenrolam-se em torno da Sociologia da Cultura, Sociologia do Consumo e Sociologia dos Movimentos Sociais, áreas em que se enquadram as mais recentes pesquisas e publicações.
Doutoranda em Sociologia, com área de especialização em Desigualdades, Cultura e Território, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a desenvolver a tese “O Comércio Justo: públicos e práticas de consumo de uma modalidade comercial alternativa”, projecto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (SFRH / BD / 48838 / 2008).
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PAP0732 - Objectivos e estratégias de associações na mudança das práticas de consumo
- CRUZ, Isabel Silva

PAP0732 - Objectivos e estratégias de associações na mudança das práticas de consumo
A questão do consumo
sustentável assume
particular
importância nas
sociedades
contemporâneas e
ganha visibilidade
através da agenda
política actual.
Constitui, ainda, o
motivo para a
emergência de novos
movimentos sociais.
Os novos movimentos
sociais têm origem
na acção colectiva e
visam a defesa de
direitos civis e
sociais e a promoção
da integração
social. São
caracterizados pela
heterogeneidade, o
enquadramento
comunitário, o
radicalismo, as
dimensões simbólica,
discursiva e cénica.
Pela
instrumentalização
dos mass media,
exercem pressão
sobre as estruturas
de controlo e de
sentido,
preconizando a
construção de um
sistema social novo,
reorientando a sua
historicidade
(Fernandes, 1993;
Estanque, 1999;
Gohn, 2004).
Ancorados numa
pesquisa realizada
na NET, entre
Outubro e Novembro
de 2011, e na
informação
disponível nos sites
de associações
centradas nas
questões do consumo
e do desenvolvimento
sustentável,
elaboramos uma
tipologia destas
associações
construída com base
em quatro variáveis
de caracterização:
temporal;
geográfica;
objectivos definidos
e actividades
desenvolvidas. Os
propósitos são: i)
identificar a
emergência deste
fenómeno em
Portugal; ii)
aprofundar o
conhecimento dos
objectivos definidos
por estas
associações, e iii)
analisar a relação
entre estes e as
actividades
privilegiadas para
os alcançar. A
análise desta
relação visa a
identificação das
dimensões
predominantes
(jurídica; educativa
/ formativa;
intervenção social;
etc.) quer ao nível
dos objectivos, quer
das actividades
desenvolvidas para
os atingir. A partir
destes resultados
pretende-se retirar
algumas ilações
relativas: i) às
diferentes
conceptualizações de
consumo e de
desenvolvimento
sustentável; ii) aos
processos de
mudança; e iii) aos
públicos visados.
Estas questões
constituirão pontos
de partida para uma
análise mais fina e
aprofundada centrada
no papel que estas
associações
desempenham,
enquanto elementos
da sociedade civil,
na promoção da
mudança das práticas
de consumo,
designadamente na
interiorização de
disposições
“ambientalistas”.
Nome: Isabel Silva Cruz
Afiliação institucional: Instituto de Sociologia - ISFLUP
Área de Formação: Sociologia
Interesses de Investigação: Sociologia do consumo; Pobreza e exclusão social
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PAP0713 - Sobre as Possibilidades de Participação Política na Esfera do Consumo

- SANTOS, Djalma Eudes dos

PAP0713 - Sobre as Possibilidades de Participação Política na Esfera do Consumo
Sobre as Possibilidades de Participação
Política na Esfera do Consumo
Djalma Eudes dos Santos
Bolsista do CNPQ/CAPES, é Doutorando no
Programa de Pós-Graduação em Sociologia da
Universidade Federal de Minas Gerais
(PPGS/UFMG) e Mestre em Sociologia.
Endereço eletrônico: djalma@ufmg.br
Telefone do autor: + 55 31 88154410
RESUMO:
O debate que aqui se propõe visa traçar um
abreviado perfil do conjunto de estudos e
pesquisas relacionados aos movimentos ou formas
de associação de consumidores. Pelo estudo
deste fenômeno é possível ilustrar e lastrear
empiricamente uma das faces da crescente
participação política na esfera do consumo.
Estudos recentes destacam a politização do
consumo com¬o um fator relevante na formação de
uma nova consciência de cidadania e tal
politização nos remete, frequentemente, à
participação em movimentos que se organizam
para defender os interesses dos consumidores.
Este campo de pesquisas, assim apresentado, nos
abre imensas possibilidades analíticas,
principalmente quando consideramos suas
conexões com os principais temas que foram
impulsionadores de ação coletiva e lutas
sociais durante o Século XX – um século marcado
por importantes mudanças sociais que foram, de
algum modo, detonadas pelas crises e clivagens
estruturais na matriz ideológica do
industrialismo. Notadamente a partir da segunda
metade do século passado, pela emergência de
padrões e níveis de consumo centrados em
modelos que têm levado ao uso dos recursos
naturais em níveis preocupantes, somos
desafiados a construir novas ferramentas
analíticas e a considerar novos fenômenos em
nossas reflexões. Com o apoio metodológico de
uma análise comparativa, faremos uma explanação
do ativismo de consumidores utilizando dados da
Europa e América Latina. Destacaremos os
momentos de maior alcance político de temas
específicos como: custo de vida ou carestia de
vida; direitos dos consumidores; consumo
consciente, consumo e sustenbilidade; dentre
outros não menos importantes. Como um resultado
desta análise, evidenciaremos a ocorrência duma
importante mudança no principal tema da agenda
que orientou os movimentos de consumidores dos
anos 1970, a saber, a questão do custo de vida
e da carestia, e o processo de translação da
temática com cariz socioeconômico para o atual
foco socioambiental, o que configura um novo
discurso para a ação política no campo do
consumo.
Djalma Eudes dos Santos (PAP0713)
Graduado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; Especialista em Elaboração de Projetos Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG-2007); Mestre em Sociologia (UFMG-2009), cursando o Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS/UFMG, início em 2010). Atualmente tenho me dedica a uma pesquisa sociológica sobre como são construídos os mercados consumidores de produtos orgânicos no Brasil.
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PAP0381 - Em busca de práticas sustentáveis: A influência das crenças, dos valores e das atitudes ambientais nos comportamentos de uso de energia

- REBELO, Margarida

- MENEZES, Marluci

- CAEIRO, Tiago
- SCHMIDT, Luísa

- HORTA, Ana

- CORREIA, Augusta
- FONSECA, Susana

PAP0381 - Em busca de práticas sustentáveis: A influência das crenças, dos valores e das atitudes ambientais nos comportamentos de uso de energia
O estudo que se apresenta é parte integrante do projecto Net Zero Energy School: Reaching the community (FCT-MIT), cujo objectivo é identificar como as percepções e os comportamentos relativos à energia, conjuntamente com a caracterização de parâmetros físicos do espaço, podem contribuir para uma maior eficiência e sustentabilidade no consumo de energia numa escola secundária de Lisboa, recentemente requalificada. Assim, com base na Teoria da Acção Planeada (Azjen & Fishbein, 1980; Azjen, 1991), na Teoria dos Valores e Crenças Normativas (Stern et al., 1999; Stern, 2000) e no Novo Paradigma Ambiental de Dunlap et al (2000), o estudo identifica a forma como as representações sobre energia, os valores sociais e ambientais e a cidadania ambiental podem contribuir para um uso mais eficiente de energia e para o reforço das práticas de conservação, delineando os aspectos que mais se destacam para a planificação de intervenções para a mudança comportamental face ao ambiente e para a promoção de práticas sustentáveis no contexto escolar. Os principais resultados, obtidos através de um inquérito por questionário aplicado a uma amostra representativa de 731 estudantes do 3º ciclo e do ensino secundário, mostram a forte influência do género, da idade e da classe social nas representações e práticas de uso de energia. Mais especificamente, as raparigas apresentam uma representação mais tradicional da energia, sobretudo associada à luz e à electricidade e ao uso de equipamentos domésticos, atribuem uma maior importância à conservação de energia, e apresentam uma maior preocupação com o ambiente e com a diminuição do consumo de energia no país do que os rapazes. Por outro lado, os rapazes, revelam um conhecimento mais preciso a respeito do uso e das fontes de energia, mas parecem menos sensibilizados em relação ao tema da energia em contexto doméstico e referem falar menos sobre o assunto. Em geral, estes resultados mostram que os jovens estão preocupados com os riscos ambientais e essa é a principal razão para a conservação da energia. Além destes resultados gerais, foi desenvolvido um modelo de equações estruturais para compreender os factores de influência das práticas de eficiência energética. A dimensão directa de explicação das práticas de eficiência energética refere-se às atitudes pró-activas de conservação dos recursos naturais (energia, água) e de prevenção das alterações climáticas. Estas, por seu lado, são formadas a partir da influência do contexto familiar na exposição ao tema da energia e nos valores altruístas e tradicionais. O planeamento da intervenção escolar para a mudança de comportamento deve tomar em conta estes resultados, nomeadamente, a necessidade de continuadamente expor os alunos a informação precisa sobre a energia, de fomentar uma monitorização activa dos consumos de energia e das formas eficientes de uso do recurso, de modo a ajustar comportamentos e a promover práticas sustentáveis.
Nome: Margarida Rebelo
Afiliação: Laboratório Nacional de Engenharia Civil
Área de formação: Doutoramento em Psicologia Social
Interesses de investigação: Dimensões psicológicas e socio-culturais dos
comportamentos de sustentabilidade ambiental, designadamente, dos
comportamentos de uso e conservação de água e de energia.
Nome: Marluci Menezes
Afiliação Institucional: Núcleo de Ecologia Social (NESO) do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC)
Área de formação: Geografia / Antropologia
Interesses de Investigação: habitat, espaço público e qualidade de vida urbana, cultura, património e intervenção urbana, práticas e representações do espaço e de sustentabilidade.
Luísa Schmidt
Socióloga investigadora principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, dedica-se actualmente a duas áreas de investigação principais: Sociologia da Comunicação e Sociologia do Ambiente, em que se doutorou. No ICS-UL coordena a Linha de Investigação 'Sustentabilidade: Ambiente, Risco e Espaço' e integra o Comité Científico do Programa Doutoral em "Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável". Faz parte da equipa de investigadores que criaram e montaram em 1996 o OBSERVA - Observatório de Ambiente e Sociedade que actualmente dirige, onde desenvolve vários projectos de investigação que articulam ciências sociais e ambiente.
Investigadora de pós-doutoramento no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa com bolsa da Fundação de Ciência e Tecnologia. Membro da equipa de investigação do Observa – Observatório de Ambiente e Sociedade. Doutoramento em Sociologia da Comunicação, Cultura e Educação, licenciatura em Sociologia e mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação pelo ISCTE. Actualmente participa em projectos de investigação sobre questões sociais relacionadas com energia, sustentabilidade e alimentação.
- Susana Maria Duarte Fonseca
- Doutoranda do ISCTE-IUL no Programa de Doutoramento em Sociologia a trabalhar no projecto: “O princípio da prevenção nas políticas de ambiente - o caso da eficiência energética”;
- Colabora em projectos de investigação na área da sociologia do Ambiente no ISCTE– UL (Projecto GISA - Gestão Integrada da Saúde e do Ambiente no Litoral Alentejano) e no ICS-UL (Net Zero Energy School – Reaching the Community e Consensos e controvérsias socio-técnicas sobre energias renováveis);
- Tem colaborado em vários projectos de investigação nas áreas da percepção de risco, representações sociais, movimentos sociais, energia, ambiente e saúde;
- Voluntária da Quercus, tendo sido membro da Direcção Nacional entre Março de 2003 e Dezembro de 2011.