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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST10 Sociologia do Consumo[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 4 - Consumo, território e património [ Voltar às Mesas ]

  • PAP1360 - Slow travel: em busca de uma nova forma de mobilidade
    Resumo de PAP1360 - Slow travel: em busca de uma nova forma de mobilidade 
    •  GOULART, Raquel CV - Não disponível 
    • PAP1360 - Slow travel: em busca de uma nova forma de mobilidade

      O incremento mundial das viagens por lazer vem despertando o interesse da academia e do mercado em busca da compreensão de novos rituais, códigos, representações e comportamentos de consumo, fomentando a discussão sobre a sustentabilidade de deslocamentos cada vez mais intensos e velozes. O estudo busca contextualizar o slow travel como uma nova forma de deslocamento por lazer, investigando proximidades e contrastes com as formas tradicionais de turismo. Atributos como memorabilidade, personalização, intensidade e subjetividade da experiência da viagem são confrontados na experiência slow. A partir das relações com outros movimentos slow, predominantes na Europa e ainda incipientes no Brasil, como o Slow Food e o Slow Cities, pretende-se identificar os elementos que se apresentam como representativos das práticas desse consumo, tais como a duração da viagem, os meios de transporte utilizados, o envolvimento com as comunidades visitadas e até mesmo a opção por um estilo de vida que se confirma na forma de viajar, colocando o slow travel em evidência como alternativa sustentável para o paradigma da mobilidade. O encontro de um ritmo próprio no desfrutar a viagem, defendido pelo movimento slow em todas as suas nuances, não exclui ou disputa espaço com a cultura da aceleração, que é inerente às sociedades atuais. Mas põe em xeque a centralidade e a necessidade da velocidade excessiva. Se comunicar é deslocar-se e deslocar ideias, signos, símbolos, tecnologias, produtos e imagens, podemos assumir que a valorização de uma temporalidade mais sutil e qualitativa permite que as interações e consequentemente a própria construção de cultura se beneficiem de um aprofundamento e de uma perenidade maior. Os conceitos de mobilidade e motilidade, defendidos por John Urry, são utilizados como base teórica para a discussão do assunto e sinalização de futuros desdobramentos de pesquisa. Propõe-se refletir sobre o contraste entre uma maior liberdade para realizar deslocamentos por lazer (mobilidade) e o potencial de movimento, entendido como uma junção de habilidades, acessos e apropriações que constituem o que Urry batizou de capital de motilidade.
  • PAP1086 - Problemática actual de los Mercados de Abastos a través de un caso de estudio.
    Resumo de PAP1086 - Problemática actual de los Mercados de Abastos a través de un caso de estudio. PAP1086 - Problemática actual de los Mercados de Abastos a través de un caso de estudio.
    • OUTÓN, Sara Mª Torres CV de OUTÓN, Sara Mª Torres
    • PAP1086 - Problemática actual de los Mercados de Abastos a través de un caso de estudio.

      El comercio, en general, y las Plazas de Abastos, en particular, están sufriendo en las últimas décadas cambios importantes derivados, principalmente, de los cambios de hábitos en el consumo. Existen Mercados de Abastos que han consolidado su actividad y han conseguido renovar su clientela y, con ello, mantener su cuota de negocio; pero muchos otros se encuentran desde hace año s en un proceso de decadencia que parece no tener fin a pesar de los apoyos institucionales y esfuerzos corporativos realizados. A través del trabajo de campo realizado en el Mercado de Abastos de Pontevedra se pretenden conocer: (1) cual es el perfil del vendedor y consumidor de este tipo de establecimiento y (2) cuales son las estrategias emprendidas para garantizar el funcionamiento y atraer clientela, con el objetivo (3) de valorar si estas estrategias son acertadas y suficientes para garantizar el futuro de la Plaza. Este análisis de caso requirió de la realización de encuestas personales a pie de calle (clientes) y establecimiento (vendedores), la observación de las instalaciones actuales y la documentación sobre el pasado inmediato (traslado temporal por obras y regreso al edificio remodelado ) y presente (apoyo institucional y movimiento asociativo).
  • Sara Mª Torres Outón es profesora asociada de Sociología en la
    Universidad de Vigo desde el año 2001. Licenciada en Sociología por la
    Universidad de Deusto (1994), especialidad en Sociología Urbana,
    Máster en Sociología y Planeamiento Regional en la Ball State
    University (Indiana-USA)(1998) y Licenciada en Ciencias Políticas por
    la Universidad de Santiago de Compostela (2011). Como freelance
    participó en proyectos de investigación en diferentes fases: trabajo
    de campo, análisis y redacción. Vinculada desde el 2000 al Seminario
    de Estudios Socioeconómicos de Pontevedra Carlos Velasco, se
    especializó en diagnóstico comercial y estudios de intervención
    municipal hasta que ocupó el puesto de Agente de Desarrollo Local
    (2007-2010). Actualmente, centra su actividad en la docencia e
    investigación.
  • PAP0941 - A CONSTRUÇÃO SOCIAL DE MERCADOS PARA OS PRODUTOS DA AGROINDÚSTRIA FAMILIAR: as relações sociais existentes entre famílias, consumidores, governo, instituições públicas e privadas
    Resumo de PAP0941 - A CONSTRUÇÃO SOCIAL DE MERCADOS PARA OS PRODUTOS DA AGROINDÚSTRIA FAMILIAR: as relações sociais existentes entre famílias, consumidores, governo, instituições públicas e privadas  PAP0941 - A CONSTRUÇÃO SOCIAL DE MERCADOS PARA OS PRODUTOS DA AGROINDÚSTRIA FAMILIAR: as relações sociais existentes entre famílias, consumidores, governo, instituições públicas e privadas
    • CARVALHEIRO, Elizângela Mara CV de CARVALHEIRO, Elizângela Mara
    • PAP0941 - A CONSTRUÇÃO SOCIAL DE MERCADOS PARA OS PRODUTOS DA AGROINDÚSTRIA FAMILIAR: as relações sociais existentes entre famílias, consumidores, governo, instituições públicas e privadas

      A agricultura familiar adota o processo de agroindustrialização como alternativa produtiva da produção agrícola e como fonte de renda familiar. O desafio nesta atividade é a comercialização desses produtos, pois a maioria é feita na informalidade e a escala de produção é pequena, e um mercado consumidor em crescimento, assim a saída é destinar os produtos para o mercado local (feiras-livres, venda direta ao consumidor nas residências ou comercialização na propriedade rural) fugindo das grandes redes de comercialização. Assim, o escopo deste trabalho é analisar a construção social dos mercados para os produtos das agroindústrias familiares, caracterizando as relações sociais que as famílias mantêm com os diversos atores sociais (consumidores, governo, instituições públicas e privadas) nas ações de comercialização. Para tanto, utiliza-se a abordagem teórica da Sociologia Econômica, que permite a compreensão de que os mercados são construções sociais, ou seja, são o resultado de formas específicas de interação social, da capacidade dos indivíduos, das instituições e das organizações locais promoverem ligações dinâmicas, capazes de valorizar seus conhecimentos, suas tradições e a confiança que conseguiram, historicamente, construir. A relação mercantil gera um laço social mesmo sem implicar relações pessoais íntimas, na medida em que esse laço não se esgota no único ato da troca, mas se enraíza e participa do processo de reprodução das instituições sociais. Os municípios de Assis Chateaubriand, Jesuítas, Maripá e Palotina, localizados na região oeste do Estado do Paraná (Brasil), retrata bem esta realidade. Nestes se encontram a emergência de atores que buscam a cooperação (associações formais e informais) e a construção de uma rede de relações (sociais e econômicas) com engajamento das entidades públicas, e iniciativas privadas. O desafio para as agroindústrias é sua participação ativa na construção social dos mercados.
  • Elizângela Mara Carvalheiro
    Professora Adjunta da Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA (Rio Grande do Sul-Brasil). Economista, mestre em Desenvolvimento Regional e Agronegócio e Doutora em Desenvolvimento Rural. Temas recentes estudados se relacionam com: a sociologia econômica na esfera que tange a construção social de mercados para agroindústrias familiares do Brasil, a economia criativa focando a relação entre o turismo e a cultura. Email: elizangelamara@hotmail.com
  • PAP0395 - O Consumo Cultural nos Museus Virtuais: O caso do Museu virtual da Rádio e Televisão de Portugal (RTP)
    Resumo de PAP0395 - O Consumo Cultural nos Museus Virtuais: O caso do Museu virtual da Rádio e Televisão de Portugal (RTP) PAP0395 - O Consumo Cultural nos Museus Virtuais: O caso do Museu virtual da Rádio e Televisão de Portugal (RTP)
    • ALVES, Sofia Branquinho CV de ALVES, Sofia Branquinho
    •  ALVES, Tânia Patrícia Lima CV - Não disponível 
    • PAP0395 - O Consumo Cultural nos Museus Virtuais: O caso do Museu virtual da Rádio e Televisão de Portugal (RTP)

      Nas últimas décadas tem-se vindo a observar profundas transformações nos mais diversos contextos, dando origem a novas dimensões culturais. As mudanças de paradigma são o resultado da crescente globalização e interdependência internacional nos finais do século XX. Desta forma, é fundamental implementar novas e criativas soluções no sector cultural, como o recurso às novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Neste sentido, a presente investigação, pretende desconstruir o impacto das mesmas nas instituições culturais, concretamente no caso dos museus, que se deparam com mudanças paradigmáticas ao nível conceptual, impulsionando a emergência de novas tendências de consumo e acessibilidade, nomeadamente através da sua virtualização. Surge assim uma nova concepção do espaço museológico, como forma de ultrapassar as dificuldades de comunicação com o seu consumidor, única e exclusivamente associada à virtualização do seu espaço físico - museu virtual - que se caracteriza pela divulgação de “informações mais detalhadas sobre o seu acervo e, muitas vezes, através de visitas virtuais” (Oliveira e Silva). O museu virtual é ainda caracterizado por Deloche (2001) como um museu ubíquo, sem fronteiras, e como “um espaço paralelo e complementar que privilegia a medição da relação do utilizador com o património” (Oliveira e Silva: 7). O Museu da RTP é um exemplo desta mudança no contexto museológico português, notando-se um investimento e esforço por parte da instituição em adaptar–se às tendências do consumidor contemporâneo. É de salientar que esta instituição é de carácter estatal, pelo que enfatiza a valorização de reorganização do sector cultural por parte do Estado português, no sentido de actualizar e dinamizar as suas instituições. Em suma, esta investigação centra-se na virtualização do Museu da RTP, procurando identificar as motivações que levam o público a aceder (ou não) a esta plataforma e de que forma esta mudança conceptual contribui para o desenvolvimento do consumo cultural no contexto museológico português.
  • Sofia Branquinho Alves, Research Analyst na Sonae Sierra, Portugal. Licenciada em Comunicação Social – especialização em Comunicação Cultural (ESE- Instituto Politécnico de Setúbal) e Mestranda em Comunicação Social – especialização em Comunicação Estratégica (ISCSP – Universidade Técnica de Lisboa). Iniciou o seu percurso como estagiária na AYR - Consulting, empresa de consultoria na área da inovação estratégica (tendências & consumer research), onde também desempenhou funções de Coolhunting. Colaborou na edição do livro “Tendências e Gestão da Inovação” e publicou um artigo na área do consumo: “Museu Virtual da RTP”. Em 2011, começou a estagiar no departamento de Market Intelligence, da empresa Sonae Sierra (Portugal), onde desempenhou funções na área do Market Research, Competitive Intelligence & Scouting. Em 2012, integrou a equipa de Data Analysis & Reporting, no mesmo departamento, onde exerce atualmente funções.
  • PAP0252 - Consumo verde: práticas quotidianas e preocupações ambientais dos estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa
    Resumo de PAP0252 - Consumo verde: práticas quotidianas e preocupações ambientais dos estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa PAP0252 - Consumo verde: práticas quotidianas e preocupações ambientais dos estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa
    • RIBEIRO, Salomé Cosme CV de RIBEIRO, Salomé Cosme
    • PAP0252 - Consumo verde: práticas quotidianas e preocupações ambientais dos estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa

      As acções humanas têm sérias implicações negativas sobre os ecossistemas. Já há vários anos que a comunidade científica alerta para o facto de que a produção e consumo de bens e serviços são a grande causa dos problemas ambientais e que urge uma mudança de atitude. Dada a dimensão dos problemas ambientais e sociais que o consumo tem trazido e o aumento do acesso à informação sobre os mesmos, muitos consumidores começaram a preocupar-se com esses aspectos e a mudar os seus hábitos de consumo, numa tentativa de proteger o ambiente. Nasceu, assim, o consumo verde, ou seja, um consumo que se preocupa fundamentalmente com a protecção ambiental. Para além de ter um elevado poder de compra, a população juvenil representa o grupo de consumidores do futuro e, portanto, é importante perceber que ideias orientam as suas práticas. Assim, procurámos apreender os hábitos de consumo que pautam o quotidiano dos estudantes universitários face às suas preocupações de índole ambiental. No âmbito do projecto de investigação Making Science Work in Society (Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Strathclyde, Glasgow), que visa conhecer as atitudes pró-ambientais dos estudantes do ensino superior, foi aplicado um inquérito que partiu da adaptação da escala NEP (New Ecological Paradigm, Dunlap et al., 2000) em associação com questões relacionadas com padrões de consumo verde, gaps de comportamento pró-ambiental, ligação ao campus universitário e felicidade. Esta comunicação incidirá e reflectirá sobre os principais resultados desse mesmo inquérito, no sentido de perceber se existe ou não uma tendência para o consumo verde, por parte dos estudantes da FCSH – UNL.
  • Salomé Ribeiro

    Licenciada em Sociologia, pelo ISCTE, trabalhou em Educação e Formação de Adultos nos últimos 4 anos. No passado, trabalhou com Organizações Não Governamentais de Desenvolvimento e de Ambiente, nomeadamente como investigadora, formadora e coordenadora de projectos. Frequenta actualmente o 1º ano do doutoramento em Ecologia Humana, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH-UNL), em Lisboa. Os seus interesses de investigação prendem-se com sociologia do consumo e sociologia do ambiente.
    Votos de continuação de bom trabalho,