PAP1156 - O consumo e suas inferências pedagógicas na produção de identidades infantis contemporâneas
O texto discute a sociologia do consumo a partir da análise de artefatos escolares que tematizam os filmes infantis. O estudo problematiza a ação que a pedagogia do consumo exerce sobre as identidades infantis do século XXI, instituindo referências que asseguram as crianças pertencer ao mesmo grupo dentro e fora da escola, postulando novas formas do ser infantil na sociedade contemporânea. A investigação realiza um mapeamento fotográfico de artefatos da mídia (cadernos, mochilas, lanches) analisando as evidências que apontam para as transformações que estão ocorrendo na sociedade atual, postuladas, sobretudo, pela materialização das práticas de consumo na cultura infantil que inundaram as escolas e por vezes, desestabilizam o fazer pedagógico dentro das salas de aulas. Em termos metodológicos, além do mapeamento dos artefatos escolares, foram realizadas discussões com dois grupos de professores de duas escolas de ensino fundamental (pública e outra privada), tendo como foco principal, o consumo e as suas inferências na vida das crianças, especialmente, na produção destas identidades. Desse modo, destaca-se a importância de uma pesquisa que tem como proposta discutir a educação continuada para o consumo e analisar como a sociedade vem gradativamente se transformando, apregoada pelos estudos do sociólogo Zygmunt Bauman, tendo efeitos dentro e fora das escolas. O estudo faz uma reflexão sobre os possíveis resultados da relação entre educação e consumo infantil que acabam por regular, governar e disciplinar as identidades infantis contemporâneas. Neste sentido, a investigação defende o entendimento de que o consumo de artefatos escolares da mídia – filmes infantis sugerem estar realizando um trabalho pedagógico cultural muito aquém de que às crianças estejam apenas consumindo artefatos escolares da mídia, mas indubitavelmente, que elas estejam remodelando e reproduzindo novas formas de pensar, de ser e de agir, atreladas, sobretudo, pelo atributo moderno consumo, principalmente, para não ficarem obsoletas e sentir-se incluídas e assim, pertenceram à sociedade atual.