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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST2 Sociologia da Saúde[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 1 - Doença crónica, reconstrução identitária e fim de vida[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1586 - O Congresso Português de Sociologia e as tendências de evolução da Sociologia da Saúde em Portugal
    Resumo de PAP1586 - O Congresso Português de Sociologia e as tendências de evolução da Sociologia da Saúde em Portugal PAP1586 - O Congresso Português de Sociologia e as tendências de evolução da Sociologia da Saúde em Portugal
    • TAVARES, David CV de TAVARES, David
    •  LOPES, Noémia CV - Não disponível 
    •  CARAPINHEIRO,Graça CV - Não disponível 
    • PAP1586 - O Congresso Português de Sociologia e as tendências de evolução da Sociologia da Saúde em Portugal

      Alocução introdutória da Secção da Sociologia da Saúde
  • David Tavares é Professor Coordenador da Área Científica de Sociologia
    da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (Instituto
    Politécnico de Lisboa), onde é actualmente Presidente do Conselho
    Técnico-Científico e lecciona as unidades curriculares de Sociologia das
    Profissões e de Sociologia da Saúde. É licenciado em Sociologia pelo
    Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), mestre
    em Sociologia Aprofundada e Realidade Portuguesa pela Universidade Nova
    de Lisboa e doutorado em Ciências da Educação - Especialidade de
    Sociologia da Educação pela Universidade de Lisboa. É autor do livro
    «Escola e identidade profissional - o caso dos técnicos de
    cardiopneumologia» e de diversos artigos científicos publicados em
    livros e revistas. É investigador do Centro de Investigação e Estudos em
    Sociologia (CIES) do ISCTE/IUL - Instituto Universitário de Lisboa e
    olaborador da Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Educação e
    Formação (UIDEF) do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.
  • PAP1023 - Barreiras, discursos e recursos: o caso da reconstrução identitária das pessoas com lesão vertebro-medular
    Resumo de PAP1023 - Barreiras, discursos e recursos: o caso da reconstrução identitária das pessoas com lesão vertebro-medular PAP1023 - Barreiras, discursos e recursos: o caso da reconstrução identitária das pessoas com lesão vertebro-medular
    •  FONTES, Fernando CV - Não disponível 
    • MARTINS, Bruno Sena CV de MARTINS, Bruno Sena
    •  BERG, Aleksandra CV - Não disponível 
    • HESPANHA, Pedro CV de HESPANHA, Pedro
    • PAP1023 - Barreiras, discursos e recursos: o caso da reconstrução identitária das pessoas com lesão vertebro-medular

      A ruptura existencial imposta pela experiência de uma lesão vertebro-medular obriga a um processo de reconfiguração pessoal e, consequentemente, a alterações significativas a nível identitário. Este processo de reconstrução identitária abarca diferentes dimensões, incluindo aspectos corporais, psico-sociais e culturais. Tal como a literatura sociológica evidencia, a vida das pessoas com deficiência tem sido dominada pelo discurso biomédico, cuja influência neste processo de reconfiguração identitária é inegável. No caso das pessoas com lesão vertebro-medular, tal influência é ainda mais marcante tendo em conta as recorrentes complicações de saúde que reposicionam o lesionado vertebro-medular ciclicamente na posição de paciente, bem como o carácter súbito e traumático da lesão vertebro-medular que contribui para uma maior vulnerabilidade face ao poder biomédico, nomeadamente os serviços de reabilitação. Contrariamente a outros contextos geográficos, no caso português a ausência de uma politização da questão da deficiência – capaz de oferecer discursos e recursos alternativos de construção identitária – e a consequente inexistência de uma identidade colectiva partilhada pelas pessoas com deficiência, aumenta a vulnerabilidade face ao poder biomédico. Neste contexto, o processo de reconstrução identitária torna-se refém da complexa rede de instituições, profissionais e poderes que domina a vida das pessoas com lesão vertebro-medular e que ignora por completo a importância das barreiras sociais na deficientização das pessoas com deficiência. Esta apresentação, alicerçada no modelo social da deficiência, resulta do projecto actualmente em curso no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra – ‘Da lesão vertebro-medular à inclusão social: a deficiência enquanto desafio pessoal e sociopolítico’ – financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (PTDC/CS-SOC/102426/2008). Tendo por base um vasto conjunto de entrevistas biográficas, nesta comunicação apresentaremos o processo de reconfiguração identitária que se segue a uma lesão vertebro-medular traumática, identificaremos os factores chave neste processo e discutiremos o impacto a este nível da fraca politização das pessoas com deficiência em Portugal e da hegemonia do discurso biomédico.
  • "Bruno Sena Martins é licenciado em Antropologia pela Universidade de
    Coimbra e Doutorado em Sociologia pela mesma instituição. Sempre
    enleado na questão das representações culturais, tem dedicado o seu
    trabalho de investigação aos temas do corpo, deficiência e conflito
    social.

    Em 2006, publicou o livro 'E se Eu Fosse Cego: narrativas silenciadas
    da deficiência', produto da sua dissertação de mestrado galardoada com
    Prémio do Centro de Estudos Sociais para Jovens Cientistas Sociais de
    Língua Oficial Portuguesa. Foi Research Fellow no Centre for
    Disability for Disability Studies (CDS) na School of Sociology and
    Social Policy da Universidade de Leeds, entre Abril e Junho de 2007.

    Na sua tese de doutoramento - 'Lugares da Cegueira: Portugal e
    Moçambique no Trânsito de Sentidos' - explorou as relações entre as
    histórias de vida das pessoas cegas e os valores culturais dominantes
    através dos quais a cegueira é pensada. Paralelamente, no contexto do
    CES tem integrado a equipa de vários projectos de investigação que se
    dedicam a temas como Guerra Colonial portuguesa e a inclusão social
    das pessoas com deficiência."
    Pedro Hespanha
    Sociólogo. Professor da Faculdade de Economia de Coimbra e Membro Fundador do Centro de Estudos Sociais.
    Coordenador do Programa de Mestrado “Políticas Locais e Descentralização".
    Tem investigado e publicado nas áreas dos estudos rurais, políticas sociais, sociologia da medicina, pobreza e exclusão social
    Coordena o Grupo de Estudos sobre Economia Solidária (ECOSOL/CES)
  • PAP0770 - Corpos em arquivo: lepra, migrações, iteração classificatória e rasura institucional
    Resumo de PAP0770 - Corpos em arquivo: lepra, migrações, iteração classificatória e rasura institucional 
    •  CRUZ, Alice CV - Não disponível 
    • PAP0770 - Corpos em arquivo: lepra, migrações, iteração classificatória e rasura institucional

      A medicalização da lepra, em finais do século XIX, cristalizou a sua classificação como uma doença residual de atraso civilizacional, isto é, como uma enfermidade antitética do projecto moderno cujo traço matricial seria a exterioridade (Said, 2004). Uma vez expulsa do Norte Global, em meados do século XX, a lepra converteu-se num objecto de programas de saúde pública verticalizados e desenvolvimentistas, dirigidos a enfermidades incidentes no Sul Global. Se o programa para a eliminação global da lepra difunde um discurso soteriológico que sintetiza a cura bacteriológica com a emancipação social, o mesmo assenta na farmacêutização (Biehl, 2007) da saúde pública e falha em responder à lepra no Norte Global, num recorte da sua geografia médica (Lock e Nguyen, 2010) ao Sul Global que denuncia a epidemiologia enquanto tecnologia de invisibilidade (Biehl, 2007). Em Portugal, o declínio epidemiológico da lepra precedeu a deposição do internamento compulsivo, em vigor entre 1947 e 1974 (Cruz, 2008). O arquivamento classificatório da lepra como uma doença residual de atraso civilizacional, aliado à recriação da sociedade civil pelo Estado (Santos, 1985), exauriu de dialéctica a relação entre as pessoas portadoras e o Estado, invisibilizando a doença sob uma linha abissal (Santos, 2007). Durante a década de 1980, o seu semblante metamorfoseou-se numa doença importada associada à imigração, contraindo o vazio institucional de uma doença rara e assomando como doença reemergente que desestabiliza os paradigmas da transição epidemiológica e do nexo território/saúde pública. Com base numa etnografia multi-situada (Marcus, 1998) nas escalas transnacional, nacional e local que justapõe as divergências entre dois contextos representativos da expressão polar da lepra e ligados pelos trânsitos de migração da doença - Portugal e Brasil -, discutir-se-á a relação entre as permanências da história e as turbulências contemporâneas, com ênfase na relação entre paisagens morais (Pálsson e Hardardóttir, 2002), participação leiga e respostas institucionais à doença. A etnografia na escala local, enquanto metodologia que produz evidências alternativas (Biehl, 2007), revela a incerteza (Walker et al, 2003) de uma clínica-previdência, o estigma institucional (Mak et al, 2009) e a interseccionalidade entre diferentes barreiras sociais ao acesso ao tratamento, induzindo uma análise realizada entre micro e macro escalas de análise (Latour, 1999) acerca dos corolários dos abusos do esquecimento (Ricoeur, 2000) e da repetição do arquivo (Derrida, 2001) para a política ontológica (Moll, 2009) da lepra em Portugal, que desemboca numa ponderação extra- institucionalista do acesso aos serviços de saúde, por um lado, e da determinação de processos colectivos de produção de respostas institucionais na escala nacional para os determinantes sociais da iniquidade em saúde (Whitehead e Dahlgren, 2007), por outro.
  • PAP0652 - Projectos Reconstruídos: Doentes com doenças que alteram a duração do tempo de vida.
    Resumo de PAP0652 - Projectos Reconstruídos: Doentes com doenças que alteram a duração do tempo de vida. 
    • MORAES, Teresa de Campos CV de MORAES, Teresa de Campos
    • PAP0652 - Projectos Reconstruídos: Doentes com doenças que alteram a duração do tempo de vida.

      Trata-se da apresentação de uma síntese do trabalho de investigação realizada entre 2003 e 2005 no âmbito do programa de doutoramento em Antropologia Médica (DAM) na Universidade Rovira i Virgili em Tarragona , com o titulo original de ‘O tempo das doenças e as doenças com tempo’. Pretendeu-se identificar, analisar e demonstrar a existência, ou não, da reconstrução de projectos de vida e um novo entendimento do tempo para os doentes diagnosticados com doenças que interferem de forma radial com a esperança de vida. As duas vertentes que teoricamente orientaram o trabalho são representadas pelo tema do ser e do tempo - nas suas apresentações histórico filosóficas e na sua interligação às dimensões sócio antropológicas - baseado em autores e conceitos estruturantes da problemática da doença; nos paradigmas ontológicos do ser; nas diferentes apropriações, significados e simbologias desse mesmo tempo; Não esquecendo a importância dos processos reflexivos na abordagem das sociedades, procurou-se interpretar os vários sentidos do self e respectiva reflexividade na dinâmica das sociedades actuais. Na síntese aqui presente serão referidos os critérios de escolha para a delimitação e definição da amostra, as condições necessárias para a abordagem ao terreno - as principais linhas de aproximação, a recolha dos testemunhos e organização dos dados. Fala-se sobre a organização das histórias de vida, onde foram identificados outros processos reflexivos que designam a emergência de um outro self, que permite demonstrar a existência das diferentes fases, em cada doente, segundo o tipo de doença e segundo um itinerário, por um lado global e por outro específico de cada um deles. Descreve-se o percurso de cada doente nos diferentes momentos da sua carreira e projectos para o futuro. Pretende-se demonstrar e evidenciar, tanto a vertente individual, como a vertente global da experiência destes doentes. O outro lado do processo prende-se com o contexto da relação médico-doente, com o exercício de práticas interculturais e com a inclusão de valores indicativos da diferenciação cultural na relação terapêutica. A este propósito, poder-se-á, posteriormente discutir, de uma forma crítica, o carácter predominantemente biomedicalizado da referida relação, em prejuízo da introdução de outras modalidades e escolhas terapêuticas. A terminar apresentam-se as conclusões do trabalho, fazendo uma reflexão crítica sobre as diferentes metas para o estudo das alterações sofridas pelas sociedades actuais, e a relevância do ser-aí, na sua faceta reflexiva, ao expressar o caracter transitório de ser enquanto ser em vida face à finitude.
  • Teresa de Campos Moraes;

    Aposentada. Ministério da Educação. Fui professora em duas escolas privadas.

    Antropologia médica (pós graduação, doutoramento); sociologia da saúde (licenciatura, mestrado).
  • PAP0367 - Entre obrigações e direitos na saúde: polémicas, dilemas e transladações actuantes entre a expertise e os seres vulneráveis
    Resumo de PAP0367 - Entre obrigações e direitos na saúde: polémicas, dilemas e transladações actuantes entre a expertise e os seres vulneráveis  
    •  RESENDE, José Manuel CV - Não disponível 
    •  MARTINS, Alexandre CV - Não disponível 
    • PAP0367 - Entre obrigações e direitos na saúde: polémicas, dilemas e transladações actuantes entre a expertise e os seres vulneráveis

      Quando habitualmente os técnicos de saúde são convidados a falar sobre temas de saúde pública, os seus pontos de vistas estão associados a inúmeras noções e termos que qualificam os sujeitos sociais em indivíduos responsáveis e irresponsáveis, uma vez que estão em causa condutas avaliadas como adequadas ou inadequadas considerando obviamente os fins daquelas acções. Esta clivagem assume particular importância quando se está perante a figura de doentes crónicos. Apesar de haver diferenças substantivas entre doenças crónicas que são ou não transmissíveis a outros seres humanos, o cumprimento ou não daquilo que é prescrito aos doentes pelos médicos assistentes não deixa de ser um objecto tensional entre uns e outros. Esta tensão é, por sua vez, objecto de questionamento, de um lado e do outro, porque a medicação, os tratamentos, ou os meios de diagnóstico aconselhados não deixam de expor uns e outros a variadíssimos dilemas. Neste sentido, se a gramática de responsabilidade é um dos eixos actuantes nos modos de envolvimento na acção dos indivíduos que de um lado estão mais ou menos sujeitos à exposição dos riscos que visam a progressão ou não de diversas doenças crónicas, mas que do outro lado, estão perante a adopção de procedimentos e de dispositivos que visam a sua vigilância, regulação e controlo, a mesma gramática da responsabilidade continua a ser um eixo actuante nos momentos da determinação, do cumprimento e da regulação da terapêutica definida aquando do aparecimento e comprovação da referida doença crónica. Ao abrigo dos dilemas, tem-se vindo a assistir a movimentos políticos de crítica e de resistência em aceitar as prescrições definidas pelos médicos assistentes, levando os doentes isolada ou colectivamente a denunciar tais práticas como lesivas do seu estado de saúde físico, psicológico e emocional. A publicitação das críticas é muitas vezes acompanhada por demandas aos médicos para que estes reconheçam que os doentes têm o direito de não só conhecerem integralmente os efeitos a que ficam sujeitos caso adiram à terapêutica definida, mas também para que estes conferirem a possibilidade de optar por outras terapêuticas alternativas. Usando um conjunto de dados recolhidos em investigações realizadas sobre doentes crónicos – seropositivos e oncológicos – esta comunicação pretende reflectir sociologicamente sobre os efeitos da gramática de responsabilidade nos modos de envolvimento de médicos e doentes no processo de definição e redefinição da terapêutica, não deixando de incluir nesta reflexão os dilemas e controvérsias públicas que tal acto possa suscitar, uma vez que os embates que aquelas promovem dão azo a um conjunto de movimentações políticas cujo acompanhamento é fundamental para se compreenderem as articulações entre a referida gramática, a figura do ser vulnerável, os processos de reconhecimento e as operações críticas de todos os indivíduos envolvidos nestas causas.
  • PAP0353 - Representações da saúde e da doença entre pessoas com doença reumática
    Resumo de PAP0353 - Representações da saúde e da doença entre pessoas com doença reumática 
    •  SÁ, Maria do Céu CV - Não disponível 
    •  OLIVEIRA, Abílio CV - Não disponível 
    • PAP0353 - Representações da saúde e da doença entre pessoas com doença reumática

      Os conceitos de saúde e de doença estão inter-relacionados e têm evoluído, de forma concomitante, ao longo do tempo. A saúde tem sido avaliada a partir da percepção do próprio paciente (Ribeiro, 1994). A doença reumática, como doença crónica, compromete o bem-estar em todas as suas dimensões. O presente estudo enquadra-se na teoria das representações sociais (Moscovici, 1961, 1981, 1984) e visa compreender como a saúde e a doença são representadas em adultos e idosos (129 mulheres e homens) com doença reumática. Pretendemos analisar como essas representações sociais podem diferir de acordo com a idade, o sexo e a evolução da doença (anos de diagnóstico da doença). Os participantes foram questionados sobre diversos temas, tais como, o que pensam e sentem sobre a sua saúde e doença, como a doença limita as suas actividades diárias e como habitualmente se sentem. Os dados foram recolhidos por associação livre de palavras e realizaram-se Análises Factoriais de Correspondências (AFC) para identificar os universos semânticos associados aos conceitos estudados. Todos os participantes referem a doença como crónica e como principal fonte de tristeza e sofrimento, afectando as suas vidas. Os resultados também indicam que os participantes se preocupam com as limitações impostas pela doença e dependência dos outros, sentindo-se muito vulneráveis. As mulheres, mais que os homens, expressam emoções mais negativas. Elas consideram que a dor e as limitações funcionais afectam seriamente as suas actividades diárias, tanto a nível do trabalho como das tarefas domésticas. Eles são mais precisos em descrever os graves problemas a nível físico e funcional, evidenciando a perda de autonomia. Como parte do impacto psicológico de uma doença crónica, estes sujeitos sentem-se habitualmente tristes e desanimados, achando-se diferentes das outras pessoas. O que os sujeitos pensam e sentem sobre a sua saúde e doença (devido às suas limitações físicas, funcionais e emocionais, e implicações nas rotinas e actividades diárias) são muito importantes para os profissionais, que cuidam de pessoas com doença reumática, ajudando-os a desenvolver melhores estratégias para enfrentar a vida quotidiana com algum bem-estar. Palavras-chave: saúde, doença, doença reumática, adultos, idosos, percepções, representações sociais.
  • PAP0046 - Um olhar sobre a dilaceração da identidade no final da vida
    Resumo de PAP0046 - Um olhar sobre a dilaceração da identidade no final da vida 
    • HILARIO, Ana Patricia CV de HILARIO, Ana Patricia
    • PAP0046 - Um olhar sobre a dilaceração da identidade no final da vida

      Tendo como ponto de partida a combinação de diversas perspectivas teóricas, neste artigo pretende-se explorar o processo sobre o qual os doentes terminais se compreendem a si mesmos no período de declínio e deterioração antes da sua morte e, simultaneamente, perceber a forma como os outros os vêem enquanto pessoas no decorrer da trajectória do fim da vida. Com o intuito de clarificar o modo como as transformações corporais provocadas pelo avançar da doença e da proximidade da morte afectam a identidade dos doentes terminais, optou-se por desenvolver uma pesquisa qualitativa, tendo como técnica nuclear de pesquisa a observação participada e continuada do investigador por um período de 12 meses em 2 unidades de cuidados paliativos, e como técnica complementar entrevistas semi- estruturadas e aprofundadas a 10 doentes, 20 familiares e 20 profissionais de saúde. Apresenta-se neste artigo, de forma sumária, as capacidades e os atributos que são considerados centrais para a manutenção da identidade.
  • Ana Patrícia Hilário holds a degree in Sociology and Planning from
    Lisbon University Institute. She is currently preparing her PhD in
    Sociology at Royal Holloway, University of London, and is carrying out
    research as a doctoral fellow at the Centre for Research and Studies
    in Sociology (CIES), Lisbon University Institute. Her main research
    interests focus on the sociology of health and illness, sociology of
    the body and sociology of death and dying. patriciahilario@gmail.com