PAP0167 - Saúde e bem-estar: Entre a relação diária e a info-exclusão - Perfis de utilização da internet da população portuguesa.
Nas sociedades contemporâneas, a utilização das tecnologias da informação e comunicação, vulgarmente abreviadas para TIC, assumem uma relevância crescente no quotidiano dos cidadãos.
No mundo actual, globalizado, em rede, as TIC encontram-se conectadas a quase todas as dimensões das nossas vidas: desde instrumentos de trabalho a auxiliares nas tarefas de gestão doméstica, passando por bibliotecas de conhecimento e instrumentos de lazer.
Conceitos como o de distância e espaço, ganham novos significados, com o advento das TIC e a sua crescente massificação. A mobilidade real e a mobilidade virtual, proporcionadas pelo desenvolvimento das TIC, fizeram das sociedades contemporâneas, sociedade de fluxos rápidos e múltiplos.
Ao nível da saúde, os impactos das TIC são, cada vez mais, relevantes. As possibilidades de trabalho em equipa, entre profissionais de saúde, geograficamente distantes, cresceram exponencialmente. O conceito de colaboração ganha uma outra dimensão prática e operacionalidade.
Estas também possibilitam, pela primeira vez, que cada cidadão possa ter acesso ao seu registo individual de saúde, on-line, esteja em Portugal, França ou Inglaterra. Por outro lado, a informação clínica disponível on-line, permite que o cidadão informado possa ser também um actor, mais consciente e mais responsável na gestão da sua saúde individual, mas também na saúde da sua comunidade. Também a relação médico-utente poderá sofrer alterações com esta maior consciência e responsabilidade, individual e colectiva, dos cidadãos. A autonomia na gestão da sua saúde e doença, possibilitada pelo recurso às TIC, modifica a relação entre o profissional de saúde e o utente, pois a «”confiança cega” está a ser substituída por “confiança informada”» (Akerkar, 2004).
Mas qual a relação dos portugueses com as TIC, no que respeita a assuntos de saúde e de bem-estar?
Esta comunicação pretende apresentar os resultados de um inquérito, por questionário, efectuado à população residente em Portugal Continental, com idade igual ou superior a 15 anos. A partir dos seus resultados, foi possível aferir perfis sociográficos, na utilização da internet, em Portugal.