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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST7 Conhecimentos, Ciência e Tecnologia[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 8 - Tecnociencia e a nova economia do conhecimento[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1049 - Do bioconhecimento ao biocapital
    Resumo de PAP1049 - Do bioconhecimento ao biocapital 
    • GARCIA, José Luís CV de GARCIA, José Luís
    • PAP1049 - Do bioconhecimento ao biocapital

      A comunicação desenvolve a ideia segundo a qual uma das tendências mais características da economia de mercado nas últimas três décadas tem como base a sua transformação numa economia política da vida biológica estimulada pelas biotecnociências. A abordagem a este processo incide na análise das condições e implicações sociais, ideológicas, económicas e tecnológicas de emergência de uma nova economia da vida biológica. A hipótese neste domínio é que um dos caminhos mais importantes do lucro tem sido a anexação de formas de vida biológica para o interior do domínio empresarial-comercial (corporate-commercial domain). Este movimento histórico revela-se como um processo multifacetado e alargado de anexação que transforma tanto o carácter das formas de vida como do próprio capital. Este projecto propõe uma leitura que conjuga conceitos da economia política com reflexões vindas dos estudos sociais da ciência e da tecnologia. A emergência da nova economia da vida faz-se sob a directriz da ideia de inovação e liga-se directamente ao tema da transformação do capitalismo em "economia de conhecimento" enquanto mecanismo fulcral de reconstrução tecnocientífica do capitalismo numa ordem económica apoiada no factor cognitivo (e em outros elementos, como a informação, o marketing, os recursos comunicacionais e imaginativos).
  • José Luís Garcia, investigador do ICS-UL, sociólogo, dotourado pela Universidade de Lisboa. Áreas de interesse: sociologia da ciência e da tecnologia, sociologia da comunicação, teoria social..
  • PAP0783 - Formação de aglomerados tecnológicos em torno da nanotecnologia
    Resumo de PAP0783 - Formação de aglomerados tecnológicos em torno da nanotecnologia 
    • CRUZ, Rui Vieira CV de CRUZ, Rui Vieira
    • PAP0783 - Formação de aglomerados tecnológicos em torno da nanotecnologia

      Desde a observação de Alfred Marshall em finais do século XIX que os grupos de firmas industrializadas obtinham vantagens nos custos marginais, na concentração da produção, no acesso à mão de obra, mas sobretudo nos efeitos de spillover, muitas transformações já ocorreram na formação de aglomerados e de clusters industriais. Mais do que factores de cariz endógeno à economia são os factores exógenos, tais como tecnologias, conhecimento, competências, e aquisição de inputs, que parecem estar a assumir maior preponderância. A nanotecnologia aparece, no século XXI, neste campo enquanto uma tecnologia multidisciplinar e convergente e por isso agregadora de múltiplas tecnologias e de sectores de aplicação (como energético, agricultura, saúde, militar entre outros) carecendo ainda de estudos sistemáticos no impacto desta tecnologia no sector empresarial. Esta apresentação visa demonstrar a ligação entre os elementos da triple-helix - Estado, Universidades e Empresas – tendo por base o desenvolvimento tecnológico (em especial a nanotecnologia), podem fomentar a criação e/ou a expansão de clusters industriais e de clusters científicos numa determinada região, possibilitando um efeito de free riding (“andar à boleia”) e de causalidade circular cumulativa (utilizando as diferenças conceptuais introduzidas por Myrdal e Kapp em relação a Veblen e Kaldor) junto das instituições e organizações trabalhadas. Este artigo sustenta-se numa análise aprofundada de bibliografia, assim como na utilização de dados estatísticos sobre a formação e clusterização empresarial em território nacional incidindo no sector da nanotecnologia, mas também nos sectores de aplicação (SA’s) ligados a esta forma tecnológica. A combinação de vários clusters, em especial os cluster científico, industrial e tecnológico, embora de importância territorial regional, comporta uma mais-valia que extravasa o plano regional no desenvolvimento da nanotecnologia.
  • Rui Vieira Cruz, Centro de Investigação em Ciências Sociais na Universidade do Minho, área de formação em Sociologia, com especialidade em Desenvolvimento e Políticas Públicas e com tese de Mestrado apresentada na área de Ciência e Tecnologia em especial ligada ao desenvolvimento da nanotecnologia
    Os interesses de investigação manifestam-se em áreas como ciência e tecnologia, nanotecnologia, desenvolvimento local/regional, sociologia do desenvolvimento e sociologia económica.
  • PAP0782 - Ciclos tecnológicos em tempos de crise
    Resumo de PAP0782 - Ciclos tecnológicos em tempos de crise 
    • CRUZ, Rui Vieira CV de CRUZ, Rui Vieira
    • PAP0782 - Ciclos tecnológicos em tempos de crise

      A nanotecnologia está a emergir enquanto a nova Revolução Industrial. A sua constituição enquanto uma tecnologia multidisciplinar e convergente tem edificado novos paradigmas tecnológicos tais como GNR (Genética, Nanotecnologia, Robótica), NBIC (Nanotecnologia, Biotecnologia, tecnologias de Informação, ciências Cognitivas), e BANG (Bits, Átomos, Neurónios, Genes). Esta vasta amplitude de paradigmas tecnológicos resulta na sua tradução prática em inúmeros sectores de aplicação (energia, agricultura, militar, saúde…) conduzindo também a aplicações inter-industriais, o que lhe confere uma característica de omnipresença tecnológica. Tal fomenta um vasto leque de promessas, esperanças e expectativas, assim como de riscos e questões éticas. Esta apresentação pretende discutir até que medida a nanotecnologia poderá ser encarada enquanto o leitmov para a criação do sexto ciclo de mudança tecnológica enquadrando-a no quadro teórico desenvolvido por Kondratieff, Schumpeter e Sorokin. Argumenta-se a premissa que os desenvolvimentos tecnológicos desempenham um papel central na constante e contínua transformação do capitalismo, ora determinando a criação de ciclos de inovação, ora ciclos politico-económicos na esteira dos trabalhos desenvolvidos por Perez e Freeman. Este artigo é sustentado por uma extensa análise bibliográfica, combinada com análise estatística no que diz respeito ao desenvolvimento de ciclos/ondas/surtos na promoção de mudança socioeconómica, mas também na análise da disseminação tecnológica que (possivelmente) confere à nanotecnologia a característica de General Purpose Technology (GPT). A intrínseca relação entre a transformação dos sistemas capitalistas e os desenvolvimentos tecnológicos estão, por isso, progressivamente a reconfigurar os modelos de produção fomentando uma constante (mas regular) transformação societal.
  • Rui Vieira Cruz, Centro de Investigação em Ciências Sociais na Universidade do Minho, área de formação em Sociologia, com especialidade em Desenvolvimento e Políticas Públicas e com tese de Mestrado apresentada na área de Ciência e Tecnologia em especial ligada ao desenvolvimento da nanotecnologia
    Os interesses de investigação manifestam-se em áreas como ciência e tecnologia, nanotecnologia, desenvolvimento local/regional, sociologia do desenvolvimento e sociologia económica.
  • PAP0709 - Sobre o tratamento técnico e conceptual de objectos residuais
    Resumo de PAP0709 - Sobre o tratamento técnico e conceptual de objectos residuais 
    •  PÓLVORA, Alexandre CV - Não disponível 
    • PAP0709 - Sobre o tratamento técnico e conceptual de objectos residuais

      Esta comunicação recai sobre objectos quotidianos em períodos pós uso ou pós consumo. Quase todos os artefactos da vida prática, desde clipes de papel a automóveis, são tratados como meros dejectos ao passarem a fronteira das suas utilidades materiais ou simbólicas. No campo técnico, os macro sistemas de gestão de detritos, tidos como principal destino para os nossos objectos residuais, desde incinerações a deposições em aterros, prestam serviços essenciais na ordenação e renovação do mundo físico. Mas as suas linhas duras de higienização conduzem no presente a dejectificações extremas destes objectos, mesmo quando na ausência iminente de ameaças biológicas ou semelhantes. Em acréscimo, se muitas das suas propostas de substituição, como as reciclagens ou os reusos industriais, desaceleram ou evitam alguns efeitos da entropia material, a longo prazo, elas seguem programas paralelos de desconsideração e erradicação dos objectos em si. Por sua vez, no campo conceptual tais objectos têm tratamento similar. Os discursos analíticos dominantes, essencialmente ligados ao pensamento social da ciência e técnica, enquadram também esta categoria de objectos enquanto problema a resolver, desde males ambientais de uma sociedade de risco, a distúrbios psicanalíticos de uma sociedade de consumo. Além de museologias tradicionais ou valorizações fetichistas do passado, o pensamento social raras vezes aborda objectos depois das suas trajectórias úteis. Verifica-se um interesse quase exclusivo no artefacto apenas nos instantes da sua invenção, produção, distribuição ou uso, desde os estudos sobre a construção social da tecnologia fascinados com o novo e a inovação, a estruturalismos mais ou menos críticos da cultura material que hoje cruzam a alienação com novos arqueologismos. Contudo, quer do lado técnico, quer do lado conceptual, existem outros quadros práticos e teóricos que trabalham estes objectos com perspectivas mais favoráveis à sua consideração e aproveitamento. Esta comunicação ao recair sobre objectos residuais da vida quotidiana, focará assim os contrastes e pontos de contacto entre os seus principais programas de tratamento tecnológico e epistemológico e estes outros caminhos alternativos. A discussão irá, no campo técnico, desde os sistemas hierárquicos de gestão de detritos a um debate sobre a respiga para suprimento de necessidades práticas, e no campo conceptual, do apagamento heurístico operado pela narrativa ecológica que ocupa o pensamento socioantropológico no domínio dos resíduos, até às recuperações epistémicas de artefactos obsoletos ou descartados que são hoje efectuadas por novos estudos sociais do lixo e dos dejectos.
  • PAP0466 - A reconfiguração da proteção do conhecimento na Era da Sociedade da Informação: debates no cenário internacional
    Resumo de PAP0466 - A reconfiguração da proteção do conhecimento na Era da Sociedade da Informação: debates no cenário internacional 
    •  BARACAT, Alyssa Cecilia CV - Não disponível 
    • PAP0466 - A reconfiguração da proteção do conhecimento na Era da Sociedade da Informação: debates no cenário internacional

      Este trabalho tem por objetivo analisar os debates e controvérsias sobre o sistema de proteção do conhecimento observados nos foros de discussões de organizações internacionais tais como a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura (UNESCO). O sistema de proteção do conhecimento, baseado no direito da propriedade intelectual, vem passando por uma crise de significado no contexto da sociedade da informação. As novas tecnologias de informação e comunicação permitem novas formas de produzir e difundir o conhecimento, desafiando os mecanismos tradicionais de proteção e difusão da produção intelectual. O movimento Open Access é um exemplo da busca pela adaptação da difusão e proteção do conhecimento às estas novas tecnologias. O tema torna-se mais controverso na medida em que o conhecimento e a criatividade tornam-se o centro da economia global. Desta forma, a economia do conhecimento está relacionada com o capitalismo informacional. Os desdobramentos desta nova economia influenciam tanto as políticas públicas dos países quanto a política internacional, tornando-se um tema estratégico nas agendas de discussões e negociações entre os Estados. A proposta teórica do trabalho é analisar o desenvolvimento da chamada economia da informação, sob a visão da Sociologia do Conhecimento. Autores como Bourdieu, que analisa a contradição existente entre o campo de produção intelectual e artístico e a lógica da economia capitalista, oferecem visões que auxiliam na compreensão deste momento de transição e reconstrução. O estudo utilizará o método de direito comparado para realizar uma análise dos diferentes documentos normativos internacionais sobre a proteção da propriedade intelectual. Após esta análise será realizada uma contraposição entre o quadro normativo das organizações internacionais selecionadas e os atuais debates sobre a proteção da propriedade intelectual, com o objetivo de analisar seus efeitos para a proteção, circulação e acesso ao conhecimento. Embora o momento seja de crise de significado e muitas perguntas estão em suspenso, é importante a observação destes debates que podem influenciar a elaboração de um novo sistema de proteção do conhecimento. Esta crise reflete diretamente nos campos da construção do conhecimento e inovação, que também levantam questionamentos e, assim, passam por momentos de reflexão importantes para os desdobramentos futuros.
  • PAP0057 - Reconfiguração da ciência em tempo de crise: entre o conhecimento aplicado e o desenvolvimento tecnológico
    Resumo de PAP0057 - Reconfiguração da ciência em tempo de crise: entre o conhecimento aplicado e o desenvolvimento tecnológico PAP0057 - Reconfiguração da ciência em tempo de crise: entre o conhecimento aplicado e o desenvolvimento tecnológico
    • PITEIRA, M. Margarida CV de PITEIRA, M. Margarida
    • PAP0057 - Reconfiguração da ciência em tempo de crise: entre o conhecimento aplicado e o desenvolvimento tecnológico

      O actual cenário económico-social impõe novas pressões à criação de conhecimento, bem como à sua gestão e aplicação produtiva. As organizações que querem sobreviver nos tempos futuros, não têm apenas que criar, mas sim criar com valor acrescentado; e disseminar esse valor para a envolvente. Universidades, empresas e estado já não podem continuar a viver em separado; isto, se querem manter uma sociedade em desenvolvimento. Assim, a ciência passa também pela necessidade de uma urgente reconfiguração. Se não quer cristalizar entre as suas “paredes laboratoriais” tem ir ao encontro das problemáticas emergentes. O presente trabalho apresenta os resultados que advêm desta nova realidade. Adoptou-se a perspectiva da construção social da inovação, sob os contributos de Berger e Luckmann (1967), e do grupo MIRP (Minnesota Innovation Research Program - Van de Ven et al, 2000; 1999; 1993; 1990, 1986), sobre a gestão da inovação. Em paralelo, são apresentadas práticas de gestão da inovação portuguesas, que evidenciam a importância do conhecimento aplicado e do desenvolvimento tecnológico, numa lógica de tripla-hélice, como estratégia de competitividade. Estas práticas servem, também, como reflexão para uma nova reconfiguração, na interacção entre os vários actores sociais. O desenvolvimento científico, neste novo cenário, passa, assim, por ultrapassar fronteiras, integrando o conhecimento aplicado e o desenvolvimento tecnológico ao serviço de uma sociedade, também em reconfiguração. Por fim, entre os dados empíricos e as reflexões teóricas, o trabalho discute a necessidade de cooperar e competir em rede. A inovação assenta no esforço de construir redes onde se promova o desenvolvimento de transacções e relações, com pessoas suficientemente envolvidas nas suas ideias, conduzindo à sua aceitação e legitimação (Tidd et al., 1997).
  • Informação Biográfica de Margarida Piteira

    Licenciada em Sociologia pela Universidade Autónoma de Lisboa; Mestre em Comportamento Organizacional pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada; e Doutorada em Sociologia Económica e das Organizações pelo Instituto Superior de Economia e Gestão/Universidade Técnica de Lisboa.
    É atualmente investigadora do SOCIUS – Centro de Investigação em Sociologia Económica e das Organizações/Instituto Superior de Economia e Gestão/Universidade Técnica de Lisboa. Em paralelo, tem vindo a lecionar em várias universidades portuguesas, sendo, no presente momento, coordenadora do Curso de Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos (ISLA de Santarém).
    A investigação desenvolvida tem-se orientado para as áreas de Gestão de Recursos Humanos e Inovação; Mudança e Desenvolvimento Organizacional; e para a perspetiva da Construção Social e dos Estudos de Caso.