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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST7 Conhecimentos, Ciência e Tecnologia[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 10 - Interacções e cruzamentos da ciência e tecnoogia[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1336 - Ciência e Tecnologia da Alimentação: um estudo critico
    Resumo de PAP1336 - Ciência e Tecnologia da Alimentação: um estudo critico 
    •  OLIVEIRA, José Carlos de CV - Não disponível 
    • PAP1336 - Ciência e Tecnologia da Alimentação: um estudo critico

      Por equívoco encaminhei anteriormente o rascunho. Por favor substitua por este corrigido. Obrigado Este texto se insere no debate sobre produção de técnicas e de conhecimentos científicos na área de alimentação, especificamente sobre a produção de carnes. É um estudo interdisciplinar contido nas áreas confluentes de Sociologia e de História das Ciências e das Técnicas. Pretende demonstrar que os conhecimentos científicos e tecnológicos para esse fim tem sido mais amparados pelas finalidades estritas de lucro do que para o bem estar humano. O consumo de carnes tem cada vez mais desempenhado um papel fundamental no destino humano. Embora essa questão seja tema de debates antigos, remontando às primeiras décadas de 1800 - onde sobressaem as discussões em torno dos nomes de Thomas Robert Malthus (1766-1834), economista britânico, e das idéias do filósofo francês Marie Jean Antonie Nicolas de Carirat, marquês de Condorcet (1743-1794) – e bem mais tarde, de forma intensa, nos EUA, nas décadas que precederam à Segunda Guerra mundial, hoje ela ganha um papel bem destacado pelas características e consequências anunciadas por diversos estudiosos e críticos. A produção de carne, no pós segunda-guerra, é altamente industrializada, com suposição alardeada, de que seja necessária e saudável como alimento para o bem estar humano. Sua industrialização implicou no aparecimento de desenvolvimentos técnicos que a tornam cada vez mais acessível e, mais barata. As técnicas desenvolvidas tem a ver mais com a produção,com o abate em larga escala, com a distribuição e com a conservação que procuram atender muito mais as expectativas de mercado, cada vez mais monopolizado, do que propriamente por uma alimentação de qualidade que se insira na solução do problema da fome. Nessas condições, há que se examinar a qualidade dos produtos dos animais abatidos e verificar suas implicações, como carne industrializada – ou seja, processada -, para o corpo humano (saúde). Assim, implica em examinar conjunto de textos atuais que se inserem nesse debate indicando não apenas as conseqüências para a biologia humana, como também produzindo mazelas para o meio ambiente pelo seu consumo – desmatamento, perda da biodiversidade, poluição ambiental: da atmosfera, da água e da terra, etc. Enfim, este trabalho, é um estudo crítico das inovações tecnológicas destinadas à produção de alimentos, num sistema econômico capitalista que procura indicar posturas políticas para serem inseridas nas discussões sobre sustentabilidade sócio-ambiental e propõe caminhos a seguir. Tudo isto dentro de uma perspectiva histórica.
  • PAP0740 - Área restrita – Ponha aqui o seu pezinho, devagar, devagarinho...
    Resumo de PAP0740 - Área restrita – Ponha aqui o seu pezinho, devagar, devagarinho... 
    • COSTA, Susana CV de COSTA, Susana
    • PAP0740 - Área restrita – Ponha aqui o seu pezinho, devagar, devagarinho...

      A investigação criminal é hoje um tema que está na ordem do dia, não só pelo aumento que se tem vindo a verificar no que concerne à criminalidade violenta, como também devido a alterações introduzidas recentemente nos procedimentos de investigação criminal que levam a que se tenha vindo a discutir a pertinência ou não da unificação dos diferentes órgãos de policial criminal. Aquilo a que alguns comentadores em debates recentes na comunicação social têm apelidado já de uma polícia “tosta mista”. As novas tecnologias que as polícias hoje dispõem podem ser um contributo valioso na obtenção de provas mais fidedignas no deslindamento de casos crime, no entanto, também podem revelar as limitações quotidianas do seu trabalho e, até, gerar algumas tensões no âmbito das competências que os diferentes órgãos de polícia criminal (Polícia Judiciária, Polícia de Segurança Pública e Guarda Nacional Republicana) possuem, em função do tipo de crime ou de delito com que se deparam, ou dos contornos que esse crime parece indiciar. Um olhar desatento ao cenário de crime pode induzir a um tipo de abordagem que, afinal, se vem a revelar mais tarde erróneo; a atitude estática ou dinâmica das polícias que primeiro chegam ao local - as polícias de proximidade, colocando o “pezinho” num ponto crucial pode, igualmente colocar em causa a investigação; a falta de recursos financeiros e humanos destes primeiros agentes que se deslocam ao local é, em última análise, a grande questão a resolver, no sentido de perceber se a unificação dos órgãos de polícia criminal podem minimizar esses obstáculos que se vão encontrando para recolher bons vestígios no cenário do crime. Com base em entrevistas realizadas no âmbito de uma investigação de pós doutoramento em Sociologia, tentarei mostrar alguns dos obstáculos que se colocam na gestão da cena de crime, tendo em conta não apenas os diferentes contornos que o puzzle pode ir tomando num crime de cenário, como também as formas utilizadas pelos órgãos de polícia criminal para não danificar provas que podem ser cruciais para uma investigação criminal bem sucedida.
  • Investigadora do Centro de Estudos Sociais e pós doutoranda da FCT com
    o projeto intitulado: "“O ADN e a investigação criminal – uma análise
    sociológica comparativa da sua evolução e impactos em Portugal e no
    Reino Unido”, financiado pela FCT.
    Co-coordenadora da ST: Conhecimentos, Ciência e Tecnologia
    Licenciatura em Sociologia - 1996; Mestrado em Sociologia - 2001
    (Justiça em Laboratório); Doutoramento em Sociologia - 2010 (Filhos da
    (sua) mãe. Actores institucionais, perícias e paternidades no sistema
    judicial português).
  • PAP0583 - A interação entre Ciência e Arte vista pelos Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia: análise de resultados e proposta de uma agenda de pesquisa
    Resumo de PAP0583 - A interação entre Ciência e Arte vista pelos Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia: análise de resultados e proposta de uma agenda de pesquisa PAP0583 - A interação entre Ciência e Arte vista pelos Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia: análise de resultados e proposta de uma agenda de pesquisa
    •  SANTOS, Rojanira Roque dos CV - Não disponível 
    •  RIGOLIN, Camila Carneiro Dias CV - Não disponível 
    • PAP0583 - A interação entre Ciência e Arte vista pelos Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia: análise de resultados e proposta de uma agenda de pesquisa

      É fato que Ciência e Arte, entendidas como realizações tipicamente humanas, há muito fazem parte da história das civilizações. Ambas passaram por um longo processo até alcançarem sua institucionalização e, hoje, é possível reconhecer a particularização destes dois campos, cada qual orientado por um conjunto de referências teóricas e práticas, caracterizadas por controvérsias epistemológicas e conflitos internos. Deste modo, tanto a Ciência quanto a Arte podem ser consideradas como campos sociais visto que, segundo Pierre Bourdieu, em ambas reconhecemos a existência de atores sociais em permanente disputa, movimentando-se no sentido de acumular “capitais” (institucionais, científicos, artísticos). Estes agentes passam a internalizar disposições específicas (habitus) levando a formação das estruturas objetivas de cada campo. Todavia, a fronteira que demarca a separação entre os campos científico e artístico nem sempre foi delimitada. Em épocas como a Renascença, ainda que a Ciência e a Arte não estivessem institucionalizadas, os conhecimentos tidos como científicos e artísticos conviviam de maneira muito próxima. Na atualidade, com o advento das novas tecnologias, verificamos que a aproximação entre os dois campos tem se intensificado de maneira que é possível reconhecer diferentes níveis de interação, desde a apropriação de conceitos e técnicas por ambos os campos até a construção conjunta de conhecimento. O aumento do número de projetos voltados para divulgação científica que tem buscado na interação entre Ciência e Arte o fundamento de suas atividades demonstra esta hipótese. A partir do desenvolvimento de propostas interdisciplinares e transdisciplinares, tais projetos representam uma modificação na concepção estritamente disciplinar que justificava o afastamento entre Ciência e Arte. Dessa forma, pautado nos conceitos de campo social de Bourdieu e nos Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia, o presente trabalho tem como principal objetivo a análise e discussão de projetos de divulgação científica desenvolvidos no Brasil, que tem como fundamento a fertilização cruzada entre estes dois campos sociais – Ciência e Arte. São analisados como as inscrições científicas (a exemplo de fotografias) são apresentados como objetos artísticos e como a linguagem artística é utilizada para representar a Ciência e seus artefatos. Ao final da análise, as autoras apresentam a proposição de uma agenda de pesquisa voltada para a investigação da interação entre Ciência e Arte.
  • PAP0339 - Science and Society. The Public Role of Social Science in Late 19th century America and Britain
    Resumo de PAP0339 - Science and Society. The Public Role of Social Science in Late 19th century America and Britain 
    • ESZTER, Pál CV de ESZTER, Pál
    • PAP0339 - Science and Society. The Public Role of Social Science in Late 19th century America and Britain

      Science and Society. The Public Role of Social Science in Late 19th century America and Britain Abstract Eszter Pál PhD Department of the History of Sociology Faculty of Social Sciences, ELTE Budapest Pázmány P. sétány 1/A H-1117 Hungary From an historical perspective, we can learn a lot about the public role of social science and science in general. With the spreading of evolutionary ideas and the early steps of the professionalization of sciences, the second half of the 19th century saw a thorough-going change in both scientific and everyday thinking. My paper discusses the emergence and role of formal and informal scientific institutions in the American and British contexts. The institutionalization of American sociology was a process that occurred during the second major reform period of the United States. As a part of it, the Progressive Movement was an effort to cure the ailments of American society that had developed during the industrial growth of the last decades of the 19th century. The Progressive Movement found its supporters in different areas of society: the academia, the church, social work and philanthropy. At its theoretical basis there was a mixture of Protestantism, socialism, Social Gospel, and even evolutionary theories – all of which had an effect on the early development of social science in America. The emergence of sociology as a separate and widely accepted discipline was greatly helped by the idea that its main task was to help improve social conditions and directly contribute to solving concrete social problems. In Britain, despite important similarities, the same idea and expectation was more closely attached to natural sciences than social fields. These latter either remained highly theoretical enterprises and treated sociology as a part of natural science, as in Herbert Spencer’s works, or were directly attached to political movements rather than academic ones, as in the case of Sidney and Beatrice Webb. As a result of these and other factors, British sociology was only institutionalized much later, and, as a separate discipline, was not directly linked to the discussion and solving of social problems of industrial capitalism. By discussing the main aspects of this early part of scientific development in the US and Britain, my paper points at some of the factors that can influence the public role of social science.
  • "Eszter Pál received her PhD in sociology in 2004 from Eötvös Loránd University of Sciences, Budapest, Hungary. She is an adjunct professor at the Department of History of Sociology, Faculty of Social Sciences, ELTE. She is teaching different courses in the field of history of sociology for graduate and postgraduate students. She is the chief editor of the Review of Sociology of the Hungarian Sociological Association. Her research interests are evolutionary theories, the institutionalization of sociology, early American sociology, and she currently conducts a research into the social context of scientific discourses in Victorian England. She is the author of several articles and book chapters, including ones on evolutionary theories, American sociology and Victorian England."
  • PAP0169 - Entre as folhas dos jornais: a ciência e tecnologia na imprensa, entre 1976 e 2005
    Resumo de PAP0169 - Entre as folhas dos jornais: a ciência e tecnologia na imprensa, entre 1976 e 2005 
    • FONSECA, Rui Brito CV de FONSECA, Rui Brito
    • PAP0169 - Entre as folhas dos jornais: a ciência e tecnologia na imprensa, entre 1976 e 2005

      Esta comunicação debruça-se sobre a discussão em torno da Compreensão Pública da Ciência e da Tecnologia (Public Understanding of Science and Technology), em particular, aborda a presença da ciência e da tecnologia na imprensa portuguesa. Partindo do princípio que os artigos sobre ciência e tecnologia publicados nos jornais nacionais, são representativos e fonte da cobertura dada pelos média a estes assuntos, o objectivo desta comunicação é possibilitar a construção de um retrato do que tem sido a cobertura mediática de assuntos de ciência e tecnologia, entre 1976 e 2005. Parece claro, que para possibilitar a transferência de conhecimento da actividade científica para a sociedade em geral, a comunicação de ciência e tecnologia tem um papel central. O estudo e a análise desta “ciência popular” podem fornecer um bom indicador do nível de conhecimentos, sobre ciência e tecnologia, que possui o cidadão comum. O período em análise foi marcado por avanços, científicos e tecnológicos, gigantescos que contribuíram para o avanço do conhecimento científico, de forma indiscutível. Foi um tempo em que o mundo viveu eventos cruciais. Este foi um período em que as fronteiras da ciência conheceram novos territórios, alargando os seus limites, para lá do imaginável. Portugal também viveu uma autêntica revolução, em termos científicos e tecnológicos, nomeadamente, através de uma maior participação nas relações científicas internacionais, de um aumento significativo do investimento, público e privado, em ciência e tecnologia e do consequente aumento dos recursos humanos, a trabalhar nas áreas de investigação científicas e tecnológicas. Também a adesão á União Europeia, trouxe novas perspectivas de trabalho e colaboração, aos investigadores portugueses, crescendo a sua mobilidade e reconhecimento internacionais. Baseada na análise, qualitativa e quantitativa, de 1440 edições, seleccionadas aleatoriamente, de 2 dos principais jornais “populares” e 2 dos principais jornais “qualidade”, ambos jornais diários, pagos e de distribuição nacional, chegou-se a um total de 4311 artigos de jornal, sobre assuntos de ciência e tecnologia Esta comunicação pretende contribuir para a compreensão da cobertura mediática da ciência e da tecnologia, entre 1976 e 2005, reflectindo sobre o seu futuro. Esta pesquisa é financiada pela FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
  • Rui Brito Fonseca. Licenciado em Ciência Política, com especialização em relações internacionais, pela Universidade Lusófona. É também mestre em Ciência do Trabalho, pelo ISCTE-IUL, onde frequenta o programa de Doutoramento em Sociologia, estando a desenvolver dissertação sobre a ciência e a tecnologia na imprensa portuguesa, entre 1976 e 2005. É, desde 2000, investigador no CIES-IUL, onde tem vindo a desenvolver trabalho sobre comunicação, media e compreensão pública da ciência. É também Director de Recursos Humanos na AHBVA e docente no Instituto Superior de Ciências Educativas.
    ruibritofonseca@yahoo.com