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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Globalização, Política e Cidadania[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 2 - Partidos, Movimentos Sociais e Cidadãos[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1502 - Movimientos sociales: crisis y capacidad destituyente en América Latina
    Resumo de PAP1502 - Movimientos sociales: crisis y capacidad destituyente en América Latina 
    •  DARLING, Victoria CV - Não disponível 
    • PAP1502 - Movimientos sociales: crisis y capacidad destituyente en América Latina

      Desarrollaremos una caracterización general de los movimientos sociales que se presentan en el ciclo de protesta abierto en el año 2000 en América Latina para dar cuenta del contexto general en miras a entender las crisis políticas abiertas en Ecuador -2001 y 2005-, Bolivia -2003- y Argentina -2001-. Intentaremos explicar un nuevo atributo de las organizaciones sociales que consiste en la construcción de capacidad destituyente. En los casos mencionados, durante el presente siglo, organizaciones políticas que se encuentran en las periferias urbanas de la región lograron ejercer presión en las calles hasta destituir a presidentes democráticamente electos. Esto evidencia por un lado, una renovada capacidad de cuestionamiento político por parte de estas jóvenes organizaciones, por otro lado, da cuenta de un replanteo a la democracia realmente existente poniendo en cuestión los mecanismos tradicionales de cuestionamiento como la revocación de mandato. Movimientos sociales, pobreza, crisis y desgaste institucional son los temas a ser desarrollados.
  • PAP1329 - The politics of resistance by civil society and human rights NGOs in the Russian Federation
    Resumo de PAP1329 - The politics of resistance by civil society and human rights NGOs in the Russian Federation 
    • SEIXAS, Eunice Castro CV de SEIXAS, Eunice Castro
    • PAP1329 - The politics of resistance by civil society and human rights NGOs in the Russian Federation

      The Russian Federation has been described as a hybrid regime, an “overmanaged democracy” (Petrov, Lipman & Hale, 2010), or a “sovereign democracy” (Krastev, 2006; 2007) with imperialist re-emergent ambitions of becoming “the other Europe, an alternative to the European Union” (Ibid.). In such a political configuration, the Kremlin has managed to instill an atmosphere of suspicion towards international and national organizations working in the sphere of human rights protection. Non-Governmental Organizations (NGOs) that are funded by foreign donors are associated with the Western agenda and Western imperialism, mainly from the USA. At the same time that human rights NGOs attempt to survive in such a ‘hostile environment’, we witness, after the last elections, an important rise in public protests for democratization and against Putin’s politics. Based on qualitative research in St. Petersburg, in the years of 2010-2011, I explore the question of the meaning and the politics of resistance in the context of democratization, analyzing civil society and NGOs as collective subjects, (as well as objects), of politics, in their relationship with international and national actors. Keywords politics; resistance; civil society; NGO; Russian Federation
  • Nome: Eunice Cristina do Nascimento Castro Seixas
    Afiliação: Doutoranda do CES/FEUC no programa 'Pós-Colonialismos e Cidadania Global', recebe uma bolsa da FCT no âmbito do QREN - POPH - Tipologia 4.1 - Formação Avançada, comparticipado pelo Fundo Social Europeu e por fundos nacionais do MCTES.
    Área de Formação: Licenciada em Psicologia e Mestre em Psicologia Social pela FPCE da UP
    Experiência Profissional: na investigação, na educação (foi assistente na Universidade Fernando Pessoa, no Porto) e na psicologia clínica
    Interesses de Investigação: Perspetivas pós-coloniais/descoloniais; sociedade civil; democratização e governação global; migração e expatriados contemporâneos; análise crítica de discurso.
  • PAP1066 - Cidadania e acção colectiva: o caso do movimento de pessoas com deficiência em Portugal
    Resumo de PAP1066 - Cidadania e acção colectiva: o caso do movimento de pessoas com deficiência em Portugal PAP1066 - Cidadania e acção colectiva: o caso do movimento de pessoas com deficiência em Portugal
    •  FONTES, Fernando CV - Não disponível 
    • PAP1066 - Cidadania e acção colectiva: o caso do movimento de pessoas com deficiência em Portugal

      A proliferação de conflitos sociais durante os anos 1960 resultante da acção de novos movimentos sociais teve como efeito uma expansão do modelo tripartido de cidadania (civil, política e social) tal como pressuposto por T. H. Marshall. A acção de novos movimentos sociais, como o movimento feminista, o movimento ecologista ou o movimento LGBT, deu origem a novas formas de cidadania, ao mesmo tempo que permitiu a incorporação de grupos sociais anteriormente excluídos do processo de cidadania. Entre os novos movimentos sociais conta-se o movimento de pessoas com deficiência. Tal como acontece noutros contextos geográficos, o movimento de pessoas com deficiência em Portugal emerge apenas na década de 1970, uma realidade pós 25 de Abril de 1974. Não obstante existirem em Portugal organizações de pessoas com deficiência desde os anos 1920, a maioria destas organizações centravam-se em incapacidades específicas, não eram politizadas e eram dirigidas por pessoas sem deficiência. O 25 de Abril de 1974 permitiu, todavia, uma mudança significativa na acção colectiva na área da deficiência em Portugal. A emergência de novas organizações, a sua politização e a conquista do poder por parte das pessoas com deficiência nas organizações já existentes criou as bases para a construção do movimento de pessoas com deficiência no contexto nacional. Este movimento social tem sido responsável não só pela denúncia de processos de exclusão e opressão social, como também pela reivindicação de direitos de cidadania. Tendo por base a investigação desenvolvida no âmbito da minha tese doutoramento recentemente concluída em Estudos de Deficiência, esta comunicação apresenta algumas das características mais marcantes deste movimento social, assim como as principais consequências da sua acção a nível político, social e cultural. Na última parte reflectir-se-á sobre o papel deste movimento social na construção da cidadania das pessoas com deficiência e no desafio das concepções dominantes de deficiência em Portugal.
  • PAP1001 - A paridade no parlamento: itinerário de um paradigma
    Resumo de PAP1001 - A paridade no parlamento: itinerário de um paradigma 
    •  DIAS, Nuno CV - Não disponível 
    • PAP1001 - A paridade no parlamento: itinerário de um paradigma

      A igualdade de género tem estado nos últimos anos no centro de um amplo debate sobre o alargamento das condições de participação e do acesso à esfera política por parte de actores sociais tradicionalmente afastados desta. A crescente complexificação dos papéis sociais das mulheres, a sua entrada no mercado de trabalho e a sua emancipação política representam processos contínuos de mudança cujos resultados nem sempre são imediatos e/ou evidentes. Todavia, a consciência política da resistência e da inflexibilidade de certas estruturas de dominação de género tem sido responsável pela produção de diferentes enquadramentos legais, assentes em consensos mais ou menos alargados, com o objectivo de eliminar os obstáculos à participação equitativa de homens e mulheres em todas as dimensões da vida social. Face ao alargado conjunto de arenas no interior das quais as mulheres aparecem historicamente como protagonistas subalternizados o exercício do poder representativo não é excepção. O défice participativo das mulheres nos fóruns políticos é uma realidade inegável das assembleias e locais de decisão pública nacionais. Vários trabalhos têm, nas últimas três décadas, confirmado continuamente este afastamento. E não obstante as dinâmicas transformadoras que atravessaram a sociedade portuguesa no pós-74 e reconhecendo alguns sinais de mudança neste plano atestados por um aumento global da percentagem de mulheres presentes em cargos eleitos os números têm aumentado demasiado lentamente e por vezes de modo irregular. O debate parlamentar em torno das desigualdades de género na participação política começou por marcar presença na Assembleia da República de modo relativamente intermitente. De maneira a podermos compreender o caminho percorrido e os múltiplos enquadramentos políticos e sociais que que conduziram à aprovação da Lei da Paridade é necessário primeiro conhecer a história complexa e descontínua da questão da presença, ou ausência, das mulheres na vida política na circunstância da própria discussão parlamentar. Para esse efeito analisámos a informação contida nos Diários da Assembleia da República (DAR) dos debates nos quais a questão da participação das mulheres e/ou da paridade é abordada directa ou indirectamente e é com base nesse levantamento que procurámos construir uma leitura, naturalmente admitindo a possibilidade de outras, sobre um processo político e histórico em permanente desenvolvimento.
  • PAP0725 - Dos “antigos” aos “novos” movimentos sociais
    Resumo de PAP0725 - Dos “antigos” aos “novos” movimentos sociais PAP0725 - Dos “antigos” aos “novos” movimentos sociais
    • SILVA, Célia Maria Taborda da CV de SILVA, Célia Maria Taborda da
    • PAP0725 - Dos “antigos” aos “novos” movimentos sociais

      Contestação social sempre existiu ao longo dos tempos, de acordo com as conjunturas de cada período histórico. No século XVIII, a transição do Antigo Regime para o Liberalismo provocou revoltas consideradas por alguns autores como “primitivas” ou “pré-modernas”. O século XIX trouxe a afirmação do movimento operário e do sindicalismo com a consequente organização das manifestações sociais, como as greves. O século XX assistiu ao surgimento de uma série de movimentos sociais que se demarcam dos tradicionais quanto aos objetivos e atores envolvidos, como os movimentos pacifistas, ecologistas, feministas, atuando à margem de partidos e sindicatos. Hoje, o mundo assiste a movimentos sociais como o dos “Indignados”. Estaremos perante uma nova forma de protesto? É tudo isto que procuraremos analisar.
  • Célia Taborda Silva é doutorada em História Contemporânea pela Faculdade de Letras do Porto. É Professora Auxiliar na Universidade Lusófona do Porto e membro Efetivo do CETRAD (Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento) da UTAD. A sua área de investigação são os Movimentos Sociais no século XIX, história política e económica. Tem dois livros publicados, um deles intitulado:Movimentos sociais no Douro no período de implantação do liberalismo (1834-1855). Porto: Gehvid, 2007, e vários artigos em revistas científicas portuguesas e estrangeiras.
  • PAP0596 - Identidade e Ação Coletiva: caracterização do associativismo em jovens recém-licenciados na área de informática.
    Resumo de PAP0596 - Identidade e Ação Coletiva: caracterização do associativismo em jovens recém-licenciados na área de informática. PAP0596 - Identidade e Ação Coletiva: caracterização do associativismo em jovens recém-licenciados na área de informática.
    • MORAIS, José Carlos Pereira de CV de MORAIS, José Carlos Pereira de
    • PAP0596 - Identidade e Ação Coletiva: caracterização do associativismo em jovens recém-licenciados na área de informática.

      Este artigo tem por base uma investigação integrada num doutoramento em sociologia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, concluído em Junho de 2009. Analisamos as práticas associativas de recém-licenciados em informática em instituições de ensino superior localizadas na área metropolitana do Porto. Pretendeu-se situar as práticas associativas no contexto da temática das identidade e da negociação coletiva, obtendo um panorama do conjunto de interesses deste grupo específico da população no que respeita à negociação no e do espaço público. A vertente do associativismo e da identidade é são dimensões de análise dos moldes que caracterizam o exercício da cidadania num grupo da população que reúne todas as habilidades vendáveis para uma integração no mercado de trabalho em termos internacionais e para uma participação e na lógica conexionista que carateriza os fluxos que correm em termos planetários. Este grupo da população é entendido aqui como um indicador de práticas e representações de uma sociedade em transição para a sociedade em rede, proto-industrial e proto-informacional. Assumindo a negociação coletiva como uma das formas de destradicionalização individual, coletiva e institucional,avaliamos continuidades entre características estruturais nacionais e os desafios que se apresentam em termos de mudança social, num contexto de incerteza e de risco. As tecnologias de informação e comunicação apresentam um conjunto de possibilidades, insuspeitadas à algum tempo atrás, em termos do alargamento da negociação coletiva, pelo que a avaliação do interesse pela arena política da negociação do espaço público pode ser aferido não só pela identificação dos cidadãos com temáticas e interesses individuais e coletivos, ou ainda com instituições nacionais e supra-nacionais, mas também por praticas associativas tradicionais ou de tipo novo, estas últimas vocacionadas mais para a mudança social e para as temáticas dos novos movimentos sociais do que para a preservação de traços culturais tradicionais. Apresentam-se dados numéricos de modo a caracterizar as referidas práticas associativas, cruzadas com indicadores de caracterização social, evidenciando-se continuidades e transformações entre instâncias de estruturação de habitus primário e secundário. Mais do que abordar a integração destes cidadãos pela via do trabalho, perspectiva-se um exercício da cidadania contemplador de outras dimensões que caracterizam o social para além do económico, num exercício de imaginação sociológica que pretendeu ligar o «local» (mão-de-obra, espaços concretos de lugares,significações construídas em torno de traços culturais,históricos e geográficos estruturas nacionais, «nível» de desenvolvimento nacional e local, vontades individuais) e o «global», o espaço dos fluxos, e a sua intemporalidade e simultaneidade.
  • José Carlos Pereira de Morais licenciou-se em sociologia no ISCTE em 1992. Conclui mestrado em sociologia na FLUP em 1997. Posteriormente concluiu Doutoramento em Sociologia pela Universidade do Porto em 2010. É Professor Coordenador no Instituto Superior Politécnico Gaya, sendo professor do ensino superior desde 1997. Publicou 7 artigos em revistas especializadas e 4 trabalhos em atas de eventos, possui 1 livro publicado. Atua nas áreas de Ciências Sociais com ênfase em Sociologia e Humanidades com ênfase nas problemáticas das exclusões sociais contextualizadas na sociedade em rede. Os termos mais frequentes na contextualização da produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: Políticas Sociais; Exclusões Sociais; Democracia; Lógica Conexionista; Sociedade em Rede; Desenvolvimento; Associativismo; Acesso ao Ensino Superior; Cidadania; Democracia; Ensino Superior; Ética.
    É investigador do Centro de Investigação e Desenvolvimento do Ispgaya, perspetivando o contínuo envolvimento em projetos de investigação vocacionados para o desenvolvimento e mudança social.

  • PAP0457 - Os piratas no poder: Algumas considerações sobre a proposta política do Partido Pirata.
    Resumo de PAP0457 - Os piratas no poder: Algumas considerações sobre a proposta política do Partido Pirata. PAP0457 - Os piratas no poder: Algumas considerações sobre a proposta política do Partido Pirata.
    • SATURNINO, Rodrigo CV de SATURNINO, Rodrigo
    • PAP0457 - Os piratas no poder: Algumas considerações sobre a proposta política do Partido Pirata.

      O crescimento visível das práticas de partilha “não-capitalizada” de conteúdos comerciais através das redes virtuais da Internet, comumente associadas à ideia de pirataria, incita a criação de mecanismos legislativos para defender e manter protegido o processo de apropriação privada da informação e do conhecimento por indústrias criativas e farmacêuticas, por exemplo, através das leis de “copyright” e das patentes. Contraditoriamente, a privatização da informação e sua consequente comercialização colocam em colapso o projeto tecnofílico defendido por alguns autores que acreditam na transformação e redefinição democrática através da ideologia da Internet devido à capacidade que possui de descentralizar a informação e tornar real o comunismo do conhecimento. Apesar deste pensamento, insistentemente, vigorar na literatura contemporânea, autores menos otimistas e menos tecnofóbicos, consideram que as Novas Tecnologias da Comunicação e Informação surgem num contexto mediado por interesses que mantêm o processo capitalista e a ideologia do consumo initerruptos. Dito isto, esta comunicação reitera o debate sobre os desconexos e idiossincrasias produzidas pela abertura excessiva dos fluxos globais de comunicação e informação tendo como ponto de partida a experiência sueca que deu origem ao movimento internacional denominado “Partido Pirata”. A relevância do surgimento deste movimento político justifica-se, não apenas a partir da sua repercussão global, como também pelo debate político promovido em defesa da completa liberalização da partilha dos chamados “bens informacionais”, do direito à privacidade e anonimato, de uma profunda mudança nos atuais dispositivos legais de direitos autorais e da abolição total das patentes, como forma alternativa capaz de promover uma transformação democrática a nível mundial. Nesta comunicação, pretendo refletir, a partir de uma análise conceitual, acerca dos principais elementos constituintes da proposta de governo deste movimento em alternativa ao sistema legislativo global vigente e as respectivas interferências políticas de regulação, restrição e vigilância. O objetivo é perceber se a proposta delimita uma linha de separação entre a prática alternativa das práticas sociais vigentes a ponto de ser diferenciável destas. PALAVRAS-CHAVE: Economia Política da Comunicação; Internet; Capitalismo; Pirataria.
  • Rodrigo Saturnino

    Doutorando em Sociologia, Instituto de Ciências Sociais – Universidade de Lisboa
    Editor da revista (in)visível, www.revistainvisivel.com

    Bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT/ Portugal)

    Investigador do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI) – Universidade Aberta.
  • PAP0439 - . Participação dos migrantes internacionais ao desenvolvimento local: experiências de implementação de políticas públicas participativas em Lisboa e Padova.
    Resumo de PAP0439 - . Participação dos migrantes internacionais ao desenvolvimento local: experiências de implementação de políticas públicas participativas em Lisboa e Padova. 
    •  MATTIAZZI, Giulio CV - Não disponível 
    • PAP0439 - . Participação dos migrantes internacionais ao desenvolvimento local: experiências de implementação de políticas públicas participativas em Lisboa e Padova.

      Considerando como pano de fundo os processos de migração internacional e seus impactos nos modos de desenvolvimento local europeu, o paper apresenta uma análise descritiva de algumas experiências de políticas públicas municipais participativas. Enquanto parte de uma pesquisa de doutoramento em “Democracia no Século XXI”, o estudo que será apresentado é relativo à participação dos migrantes na realização de políticas públicas para o desenvolvimento local. Particularmente, a partir de experiências de democracia participativa estudadas ao nível local, o autor investiga como formas de inovação institucional estão a surgir em dois contextos metropolitanos: o distrito de Padova (Itália) e a Área Metropolitana de Lisboa (Portugal). O objetivo do paper é o de apresentar uma reflexão teórica e algumas evidências empíricas iniciais sobre alguns reflexos da participação democrática dos migrantes na transformação do modo de desenvolvimento local e nos processos de integração contextual dos migrantes internacionais.
  • PAP0311 - Protestos transnacionais na sociedade portuguesa: das acções alterglobalização ao 'movimento dos indignados'
    Resumo de PAP0311 - Protestos transnacionais na sociedade portuguesa: das acções alterglobalização ao  
    • NUNES, Cristina CV de NUNES, Cristina
    • PAP0311 - Protestos transnacionais na sociedade portuguesa: das acções alterglobalização ao 'movimento dos indignados'

      A sociedade portuguesa tem sido frequentemente caracterizada por manifestar baixos níveis de participação cívica e política que contribuem para a permanência de formas de protesto e de mobilização frágeis. Assim, embora exista um conjunto de reflexões sociológicas sobre os movimentos sociais (Santos, 1990; Estanque, 1999; Mendes e Seixas, 2005), a investigação não tem acompanhado o desenvolvimento das pesquisas internacionais sobre a constituição das dinâmicas de contestação alterglobalização (que se opõem ao chamado modelo de globalização neoliberal) ou mais recentemente sobre o surgimento do chamado ‘movimento dos indignados’. No entanto, a nível nacional, é possível mapear um conjunto de iniciativas que se integram quer nas acções que clamam por uma “outra globalização” – manifestação global pela paz contra a guerra no Iraque (2003), o primeiro e o segundo fórum social português (2003/2006) e o protesto de rua contra a cimeira da NATO (2010) –, quer na lógica dos protestos globais dos “indignados” [(a manifestação de 15 de Outubro ou ainda os acampamentos de activistas em algumas cidades portuguesas (2011)]. É tendo como ponto de partida as formas de organização destes eventos que se pretende analisar, por um lado, os modos de inserção dos activistas portugueses num cenário global de mobilizações e, por outro, os processos de transposição das dinâmicas transnacionais para os espaços locais de acção. Partindo da hipótese de que os activistas portugueses têm ocupado um lugar periférico na construção de mobilizações de natureza global é fundamental compreender se a utilização de instrumentos como as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) está a contribuir quer para a alteração dos seus padrões de integração e níveis de envolvimento nas redes transnacionais, quer para a construção de novas formas de acção colectiva nos espaços nacionais. A nossa proposta de reflexão apoiar-se-á nos contributos de diferentes correntes teóricas (Tilly, 2004, Tarrow, 2005; Wieviorka, 2008; Pleyers, 2010) onde se destacam os debates em torno do papel das TIC, em especial da Internet, na transformação das formas de organização dos protestos e dos modos de internacionalização da acção dos movimentos sociais. No plano empírico terá subjacente a análise de um conjunto de entrevistas realizadas a membros de colectivos participantes nos eventos*. *a presente comunicação integra-se no âmbito de um projecto de doutoramento financiado pela FCT (SFRH/BD/75909/2011)
  • Nome: Cristina Nunes

    Afiliação institucional: bolseira de doutoramento FCT/CIES-IUL

    Área de formação: Sociologia

    Interesses de investigação: movimentos sociais e acção colectiva; redes de activismo transnacionais; globalização e transformação social; tecnologias de informação e comunicação e mobilização colectiva.
  • PAP0244 - (Des)Motivações para o Exercício do Voto - um estudo sobre participação eleitoral entre Jovens do Ensino Superior
    Resumo de PAP0244 - (Des)Motivações para o Exercício do Voto - um estudo sobre participação eleitoral entre Jovens do Ensino Superior 
    • SILVA, Frederico Ferreira da CV de SILVA, Frederico Ferreira da
    • PAP0244 - (Des)Motivações para o Exercício do Voto - um estudo sobre participação eleitoral entre Jovens do Ensino Superior

      Direito inalienável dos sistemas democráticos e condição de garante do seu funcionamento, o voto é o meio por excelência de intervenção dos cidadãos na atividade política através da participação em atos eleitorais. Em declínio acentuado em Portugal bem como na generalidade das democracias ocidentais em favor de uma crescente abstenção, a participação eleitoral adquire cada vez maior relevância científica e social no contexto atual, buscando-se os significados que presidem aos comportamentos eleitorais e equacionando-se eventuais consequências para os sistemas democráticos. Várias questões se têm levantado acerca da importância do voto para os cidadãos portugueses, da capacidade de funcionamento e qualidade da democracia, do grau de confiança das instituições políticas e seus atores junto dos eleitores. Nesse sentido, torna-se pertinente conhecer junto dos eleitores que elementos os (des)motivam a participar eleitoralmente. “(Des)Motivações para o exercício do voto” consiste numa investigação realizada no âmbito de uma dissertação de Mestrado em Sociologia pela FLUP, que tem como objeto de estudo central a participação eleitoral e pretende problematizar os principais fatores subjacentes às decisões dos eleitores se absterem ou participarem nos diferentes atos eleitorais. Consideram-se tanto votantes como abstencionistas com o objetivo principal de identificar os fatores na origem das respetivas decisões eleitorais – de votar ou de se abster – e compreender de que forma estes podem influenciar a participação eleitoral. Neste âmbito, os jovens estudantes do ensino superior são um grupo que adquire particular relevância na medida em que constituirão grande parte da próxima geração de eleitores. Além disso, os jovens têm vindo a ser frequentemente apontados como um grupo cada vez mais presente no seio dos abstencionistas, equacionando-se o valor pelos mesmos atribuído ao direito de voto em comparação com outras formas de participar politicamente. Assim, o foco empírico desta investigação incide sobre os jovens estudantes do ensino superior (idades entre os 18 e os 28 anos). A amostra selecionada é composta pelas Faculdades de Letras e de Medicina da Universidade do Porto. Seguiu-se uma metodologia quantitativa, elegendo-se o inquérito por questionário como técnica privilegiada. O resultado foi um conjunto de constatações importantes sobre o papel da conjuntura, das representações e das atitudes face ao universo político nas decisões de participar eleitoralmente por parte dos indivíduos inquiridos.
  • Frederico Dias Ferreira da Silva, licenciado em Sociologia e mestre em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto desde 2011. Os interesses de investigação são na área da sociologia política, nomeadamente ligada à participação e comportamento eleitoral, tema em que se inseriu a dissertação de Mestrado.
  • PAP0122 - O PROCESSO DEMOCRÁTICO EM PORTUGAL E ESPANHA – 1976-2011 DA INSTABILIDADE À ESTABILIDADE GOVERNATIVA
    Resumo de PAP0122 - O PROCESSO DEMOCRÁTICO EM PORTUGAL E ESPANHA – 1976-2011 DA INSTABILIDADE À ESTABILIDADE GOVERNATIVA 
    • BELCHIOR, Ana Maria CV de BELCHIOR, Ana Maria
    • PAP0122 - O PROCESSO DEMOCRÁTICO EM PORTUGAL E ESPANHA – 1976-2011 DA INSTABILIDADE À ESTABILIDADE GOVERNATIVA

      Os anos que se seguiram à queda dos anteriores regimes autoritários em Portugal e Espanha, e ao processo de transição para regimes democráticos, representam na história contemporânea destes países, sob diversos pontos de vista, um período único. A mudança é em especial notável no que respeita à realidade política, não apenas porque assinala o início da consolidação democrática, com a inerente institucionalização dos órgãos de soberania, dos procedimentos democráticos, e, em geral, do modo de ser de uma sociedade em democracia, mas também porque no plano da cidadania se caracteriza por uma intensa participação política e pela emergência de grandes expectativas sobre o novo regime democrático. O paper visa analisar os processos de consolidação da democracia em Portugal e Espanha explorando-os do ponto de vista político-partidário, e procedendo a uma análise longitudinal alargada (1976-2011). Apesar de haver uma vasta literatura sobre os processos de transição e consolidação da democracia nestes países (e em geral na Europa do Sul), esta não se tem debruçado de forma comparativa e, em simultâneo, alargada no tempo e na amplitude da abordagem. O objectivo do paper não é, por isso, estudar o processo de transição e consolidação democrática nestes países, mas focar a análise no sistema de partidos e processos eleitorais desde a transição e até ao último momento eleitoral em cada um dos países. São duas as perspectivas utilizadas para proceder ao enquadramento político-partidário: o contexto partidário e eleitoral (o sistema de partidos, os governos, a participação eleitoral e a volatilidade eleitoral), e o contexto institucional (em particular, a problemática dos poderes presidenciais em Portugal e do Rei em Espanha). A análise é essencialmente descritiva, embora se procurem diagnosticar comparativamente entre os dois casos as razões subjacentes aos resultados alcançados.
  • - Ana Maria Belchior, professora auxiliar no Departamento de Ciência Política e Políticas Públicas do ISCTE-IUL, e investigadora sénior no CIES-IUL.
    - Doutoramento em Ciência Política;
    - Interesses de investigação: representação política, democracia, atitudes e comportamentos políticos, opinião pública, metodologias de investigação em Ciências Sociais.