• English version
  • Versão Portuguesa
  • Versão Espanhola
  • Versão Francesa


VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
Adobe Acrobat Reader

©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Identidades, Valores e Modos de Vida[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 2 - Declinações urbanas: mobilidade e corpo[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1192 - Massa Crítica: um ritual que afirma a necessidade da multidão, da presença do corpo, para dar força a uma causa
    Resumo de PAP1192 - Massa Crítica: um ritual que afirma a necessidade da multidão, da presença do corpo, para dar força a uma causa 
    •  SANTOS, Ana CV - Não disponível 
    • PAP1192 - Massa Crítica: um ritual que afirma a necessidade da multidão, da presença do corpo, para dar força a uma causa

      O termo Massa Crítica é aplicado no documentário Return of Schorder de Ted White (1992) para explicar a estratégia utilizada pelos ciclistas urbanos chineses nos cruzamentos: esperam até haver número de ciclistas suficiente para juntos, em massa, o atravessarem em segurança. É esta a ideia, estar juntos ao mesmo tempo num mesmo lugar para em massa ganharem força, que sustenta a primeira MC realizada em Los Angeles. A MC é então um conjunto de pessoas que se deslocam de bicicleta à hora de ponta de modo aleatório pelas ruas congestionadas da cidade. Esta massa de ciclistas irá confundir e desafiar a ordem instalada e a sua palavra de ordem We are Traffic será difundida e, do mesmo modo, aproveitada por grupos semelhantes que noutras cidades também reivindicam o lugar da bicicleta na mobilidade urbana e questionam as consequências económicas e sociais do uso massivo do automóvel. A bicicleta é, no fim do séc. XIX, a nova tecnologia que destabiliza o equilíbrio e renova as emoções associadas à velocidade e, paradoxalmente, serve agora para questionar os valores do progresso associado à capacidade de movimento incrementada pelo automóvel. A MC serve, a este propósito, a mobilização da consciência, tal como Marx a concebeu, levando, já no respectivo grupo do facebook, a discussões que questionam a identidade da cidade, os modos de vida, as diferenças e desigualdades de poder dos peões e ciclistas face aos motoristas, das mulheres face aos homens, da falta de autonomia dos mais jovens, da implicações na saúde e nos gastos associados às doenças ligadas com a sedentarização. É, também, no âmago destas discussões que, paradoxalmente, se dá conta da ambiguidade das categorias uma vez que a maior parte destes ciclistas também são motoristas, que se revelam a quebra de limites e/ou fronteiras entre as ciências aplicadas à interpretação do "tráfego da hora de ponta", ou seja, a todas cabe questionar como é que a cinética se tornou a ética da modernidade. Depois de quatro participações na MC de Lisboa, com esta comunicação pretendo demonstrar que, não obstante as identidades estarem em constante reciclagem (Bauman, 2007), a força deste ritual, e de acordo com Collins (2004), reside no espectáculo dado pela multidão de 400 ciclistas que em Setembro atravessaram a cidade. São estes corpos e o território da cidade o locus de emoções, o refúgio de segurança, a estrutura sólida de referência do evento. O sucesso de cada MC reside sobretudo no crescente número de participantes e na aparente estabilidade e solidez do seu significado bem como dos símbolos que se lhe associam e que mensalmente são lembrados.
  • PAP1114 - Compartilhando significados culturais:: produção, circulação e consumo da cultura surda e a constituição de identidades surdas
    Resumo de PAP1114 - Compartilhando significados culturais:: produção, circulação e consumo da cultura surda e a constituição de identidades surdas PAP1114 - Compartilhando significados culturais:: produção, circulação e consumo da cultura surda e a constituição de identidades surdas
    • KLEIN, Madalena CV de KLEIN, Madalena
    • KARNOPP, Lodenir Becker CV de KARNOPP, Lodenir Becker
    • LUNARDI-LAZZARIN, Marcia Lise CV de LUNARDI-LAZZARIN, Marcia Lise
    • PAP1114 - Compartilhando significados culturais:: produção, circulação e consumo da cultura surda e a constituição de identidades surdas

      O presente trabalho é resultado de uma pesquisa que analisa a produção, circulação e consumo da cultura surda brasileira. Centrado nas produções culturais das comunidades surdas, procuramos problematizar as relações de poder envolvidas na produção de significados culturais e de identidades surdas. Para tanto, filia-se ao campo dos Estudos Culturais por entender a cultura como campo de luta em torno de significação social e aos Estudos Surdos, por conceber a cultura surda como espaço de contestação e de constituição de identidades e diferenças que determinam a vida de indivíduos e de populações. Cabe ressaltar que as produções culturais de pessoas surdas envolvem, em geral, o uso de uma língua de sinais, o pertencimento a uma comunidade surda e o contato com pessoas ouvintes, sendo que esse contato linguístico e cultural pode proporcionar uma experiência bilíngue a essa comunidade, ou seja, experiências que se dão no campo visual. Até o momento foi possível mapear as produções culturais das comunidades surdas brasileiras consolidadas em editorias impressos ou em formato digital (CDs / DVDs) com distribuição comercial ou distribuição gratuita em projetos do Ministério da Educação. Também coletamos produções culturais nas diferentes regiões brasileiras, com ênfase nos artefatos que circulam nos espaços dos movimentos surdos organizados e nos espaços escolares. Dessa forma constituímos um corpus de analise dos processos de significação envolvidos na produção, circulação e consumo dos artefatos pertencentes à cultura surda. Com ênfase no registro das produções culturais de pessoas surdas, a presente investigação prioriza os registros visuais, como as filmagens, a escrita da língua de sinais, as traduções da Libras para a escrita da língua portuguesa e outras produções artísticas. Tais formas de registro contribuem para a manutenção do leque de possibilidades artísticas e expressões da língua de sinais da comunidade surda, já que tradicionalmente a manifestação da cultura surda tem como requisito a necessidade do encontro presencial entre surdos. As possibilidades de registros visuais elencadas na pesquisa estabelecem uma relação singular tempo-espaço, abrindo outras possibilidades de encontros em que compartilhamento e trocas de significações são potencializadas entre as comunidades surdas. Diante dessas múltiplas possibilidades de produção, circulação e consumo da cultura surda, abrem-se novos desafios para pesquisas comparadas no campo cultural.
  • Madalena Klein possui graduação em Serviço Social, especialização em Psicologia Social, mestrado e doutorado em Educação. Atualmente é professora adjunta no Departamento de Fundamentos da Educação e no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel- Brasil). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em pesquisas nos seguintes temas: educação de surdos, formação profissional e docente, diferença e currículo.
    Lodenir Becker Karnopp possui graduação em Letras, Mestrado e Doutorado em Linguística e Letras. Atualmente é professora adjunta no Departamento de Estudos Especializados e no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Desenvolve pesquisas no campo dos Estudos Culturais em Educação e na área de Linguística, com ênfase em Línguas de Sinais e educação de surdos. Bolsista Produtividade 2 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
    Márcia Lise Lunardi-Lazzarin, possui graduação em Educação Especial, Mestrado e Doutorado em Educação. Atualmente é professora adjunta no Departamento de Educação Especial e no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Desenvolve pesquisas na área de Educação, com ênfase na Educação de Surdos e Educação Especial, nos seguintes temas: currículo, políticas de inclusão/exclusão, filosofia da diferença.
  • PAP1057 - Ecogastronomia e Ecogastrônomos: a construção social de identidades no movimento Slow Food
    Resumo de PAP1057 - Ecogastronomia e Ecogastrônomos: a construção social de identidades no movimento Slow Food 
    •  BORBA, Clarissa Galvão Cavalcanti CV - Não disponível 
    • PAP1057 - Ecogastronomia e Ecogastrônomos: a construção social de identidades no movimento Slow Food

      O presente trabalho objetiva discutir o processo de construção de identidades biológicas (CASTELLS, 1999) no âmbito do movimento social ambientalista Slow Food. Tal movimento se insurge principalmente contra a degradação ambiental, social e cultural promovida pela lógica "Fast" totalizadora da agroindústria. O debate promovido pelo movimento politiza a gastronomia por meio da elaboração de novos sentidos para o ato de se alimentar, buscando equilibrar o prazer sensorial presente no ato de comer com a adesão a compromissos holísticos referentes à humanidade e ao meio ambiente. Assim, os comedores são implicados na produção alimentar, devendo se autoperceber como coprodutores do alimento. Com isso, pretendemos compreender: 1) os processos envolvidos na construção dessas identidades biológicas e 2) o modo como estas orientam as ações individuais e coletivas dos membros desse movimento.
  • PAP0899 - Viver na feira: a condição de vida-trabalho de membros das classes populares brasileiras
    Resumo de PAP0899 - Viver na feira: a condição de vida-trabalho de membros das classes populares brasileiras  
    • SÁ, Marcio CV de SÁ, Marcio
    • PAP0899 - Viver na feira: a condição de vida-trabalho de membros das classes populares brasileiras

      As crises econômicas do capitalismo financeiro global se fazem presentes de múltiplas formas nos cotidianos dos indivíduos, a intimidade se transforma (Giddens), as relações de trabalho se flexibilizam (Sennett) e os projetos de vida (Sartre), de médio e longo prazo, não mais parecem fazer sentido para muitos ou mesmo são dificultados nessa realidade – como sintetiza Bauman (2004). Se arcabouços filosóficos racionalistas, que circunscrevem (ilusoriamente) o humano ao que a nossa razão pode acessar (Kant), permanecem nas práticas da filosofia social, os problemas-heranças sociais não se vão. As mazelas das desigualdades continuam bem avivadas mundo afora e o estudo social se mostra ainda mais complexo neste novo milênio. Foi a necessidade de conhecer o modo como membros das classes populares brasileiras, neste caso os feirantes, vivem e trabalham neste contexto que motivou a realização de uma pesquisa entre 2007 e 2010 (Sá, 2011). O que é, de fato, uma grande feira (a de Caruaru) do interior do Nordeste do Brasil? Quem são seus feirantes? Como administram seus negócios? A pesquisa teve como objetivo inicial responder a estas perguntas. Muito mais do que o estudo de uma questão local, pontual e específica de uma cidade do interior do Nordeste, a investigação propiciou avanços compreensivos acerca da condição de vida-trabalho de pessoas que, como os feirantes, vivem em contextos periféricos do mundo contemporâneo. Mais do que apresentar respostas às questões acima reproduzidas, a riqueza do material empírico reunido e a fertilidade de seu cruzamento com o trabalho de Pierre Bourdieu (1963, 2007) permitiu que uma série de análises e reflexões pudessem ser articuladas para além do campo empírico ao qual a pesquisa se remete. Esta comunicação visa justamente explorar mais aprofundadamente o modo de vida-trabalho de um feirante que fez da barraca na feira a morada da sua família. A partir de entrevistas em profundidade, observações etnográficas e mesmo registros fotográficos, a sua história de vida é reconstruída, recontada e assim faz emergir diversas questões relacionadas à construção da sua identidade e dos seus valores. Em seguida, procurar-se-á tanto explicar os porquês de sua trajetória e visão do mundo, bem como refletir sobre o modo de vida-trabalho de membros das classes populares da região Nordeste do Brasil, em pleno capitalismo contemporâneo. Referências: BAUMAN, Z. A modernidade líquida de Zygmunt Bauman. Entrevista a Maria Lúcia Garcia Palhare-Burke. Tempo Social, v.16, n.1, São Paulo: 2004. BOURDIEU, P. Travail et travailleurs en Algerie. Paris-La Haye: Mouton, 1963. BOURDIEU, P. A Distinção: crítica social do julgamento. São Paulo: Edusp; Porto Alegre: Editora Zouk, 2007 [1979]. SÁ, M. Feirantes: quem são e como administram seus negócios. Recife: Editora da UFPE, 2011.
  • Marcio Sá é doutorando em Sociologia no Instituto de Ciências Sociais(ICS) da
    Universidade do Minho e professor da Universidade Federal de Pernambuco
    (UFPE-Brasil). É autor dos livros "Sobre Organizações e Sociedade","O
    homem de negócios contemporâneo", "Feirantes: Quem são e como
    administram seus negócios" e "Frutos do Agreste: Sobre ensino e
    pesquisa em Administração".
  • PAP0334 - Identidades e cirurgia plástica no contexto do multiculturalismo
    Resumo de PAP0334 - Identidades e cirurgia plástica no contexto do multiculturalismo 
    •  ENNES, Marcelo Alario CV - Não disponível 
    • PAP0334 - Identidades e cirurgia plástica no contexto do multiculturalismo

      O que haveria de novo na redefinição do corpo e dos traços fenótipos étnicos de imigrantes por meio de cirurgias plásticas? Como poderíamos pensar a intervenção cirúrgica como estratégia identitária? Quais seriam os significados sociológicos desse“acontecimento”, cada vez mais recorrente, no contexto do debate sobre multiculturalismo? Trata-se de uma expressão da liberdade de escolha e de adesão às identidades na chamada sociedade pós-moderna? Ou seria mais pertinente ver nesse procedimento cirúrgico um limite para a idéia de pluralidade das identidades? O objetivo do presente trabalho é estabelecer as bases de um estudo que contribua para o debate sobre os limites da liberdade dos sujeitos sociais e sobre aspectos da construção de suas identidades descentradas e móveis. A recorrência à cirurgia plástica como recurso de redefinição da identidade pessoal não é recente. O presente trabalho tem como objeto de estudo o uso de cirurgia plástica por imigrantes nas passagens do século XIX para o XX e do XX para o XXI. A pesquisa foi realizada com base em pesquisa bibliográfica e reportagens de jornais publicados na internet. Como resultado, o estudo aponta que na passagem do século XIX para o XX, as cirurgias plásticas podem ser compreendidas como recurso de afirmação de identidades centradas e unívocas legitimadas científica e politicamente por idéias como a de superioridade racial e evolução social. Já na transição do século XX para o XXI, as intervenções cirúrgicas para mudar traços físicos se constituem como estratégia que não elimina a possibilidade de adesão a outras identidades (gênero, orientação sexual etc.). Não obstante estas diferenças, as cirurgias plásticas realizadas por imigrantes, nos dois contextos, possuem em comum o fato de serem motivadas pela necessidade de “apagar” marcas corporais que denunciam sua condição de estrangeiros o que pode representar obstáculos para sua inserção nas sociedades receptoras.
  • PAP0298 - Vidas de rua: Territorialidades e cidadania dos sem-abrigo na cidade de Lisboa/Portugal
    Resumo de PAP0298 - Vidas de rua: Territorialidades e cidadania dos sem-abrigo na cidade de Lisboa/Portugal 
    • COLVERO, Carolina Appel CV de COLVERO, Carolina Appel
    • PAP0298 - Vidas de rua: Territorialidades e cidadania dos sem-abrigo na cidade de Lisboa/Portugal

      Este trabalho diz respeito à investigação que desenvolvo em nível do Doutoramento em Sociologia na Universidade de Coimbra. Tal investigação versa sobre as relação que os sem abrigo estabelecem com o espaço da rua, dado que o vivem de forma bastante intensa (moram nas ruas, fazendo delas seu lar) desencadeando apropriações territoriais produtoras de diferentes sentidos para cidadania. Portanto, o sentimento de pertença aos territórios, ou seja, as territorialidades dos sem abrigo, acionam sentidos específicos de cidadania, diferenciados dos sentidos dominantes estipulados pelas concepções formais e institucionais. A problematização proposta por esta pesquisa é de como as relações estabelecidas pelos sem-abrigo com o espaço no qual vivem desenham as suas significações de cidadania. De maneira a privilegiar o espaço vivido e percebido, desde os usos deles, é possível pensar que os sujeitos dessa pesquisa constroem cidadania a partir das suas práticas sócio-espaciais. São dos usos dos territórios das ruas que nascem os significados de cidadania para os sem-abrigo. A concepção moderna de cidadania política, da onde parte o conceito, é originária das ideologias dominantes concernentes ao reconhecimento do estatuto para aqueles que agregam condições para tal. Isto é, o cidadão é aquele administrado, policiado, cumpridor de deveres e possuidor de direitos nivelados pelo pertencimento ao mundo do trabalho. Sua relação com os espaços públicos corresponde à visão de que estes são territórios para fins de expressões públicas, por oposição às suas vidas privadas. Alavancado pela modernidade, esse conceito diz respeito à versão maior, ou à versão hegemônica. Por outro lado, pode haver sub-versões de cidadania pertinentes às versões paralelas correspondentes a modos marginais de interação com os territórios. Estas sub-versões, no caso dos sem-abrigo, desconstroem a dicotomia do público X privado porque estes sujeitos fazem usos privados de espaços públicos. É a partir da territorialização singular nas ruas que os sem- abrigo podem reconhecer-se como cidadãos numa versão singular do termo. Assim, é possível que estes sujeitos vivam uma duplicidade do termo.
  • Carolina Appel Colvero tem formação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM- RS- Brasil) e experiência junto à populações em situação de vulnerabilidade, nomeadamente no âmbito da prostituição, uso de drogas, sem-abrigos. Na graduação, desenvolveu pesquisa sobre gênero e políticas públicas em horta comunitária do município de Santa Maria (RS- Brasil); na especialização em pensamento político brasileiro estudou políticas públicas para profissionais do sexo e, no mestrado estudou performances de gênero em bares de prostituição.
    Tem experiência profissional como supervisora do campo de Redução de Danos para o uso de drogas e como responsável pelas políticas públicas para profissionais do sexo no âmbito da saúde do município de Santa Maria (Câmara Municipal / Secretaria da Saúde). Foi docente de Sociologia no Centro Universitário Franciscano e, atualmente, é doutoranda em Sociologia: Cidades e Culturas Urbanas na Universidade de Coimbra.
    Sua pesquisa atual trata-se de um trabalho etnográfico direcionado para a comprensão dos percursos territoriais e consequente elaboração da concepção de cidadania para os sujeitos sem-abrigo na cidade de Lisboa-Portugal.