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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST9 Segurança, Defesa e Forças Armadas[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 2 - Memórias: um olhar retrospectivo sobre conflitos[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1474 - Memoria y Memoriales. Las Baldosas en Argentina como expresión de las memorias resistentes.
    Resumo de PAP1474 - Memoria y Memoriales. Las Baldosas en Argentina como expresión de las memorias resistentes. PAP1474 - Memoria y Memoriales. Las Baldosas en Argentina como expresión de las memorias resistentes.
    • SAMANES, Graciela Cecilia CV de SAMANES, Graciela Cecilia
    • PAP1474 - Memoria y Memoriales. Las Baldosas en Argentina como expresión de las memorias resistentes.

      Algunos miembros de las Asambleas Barriales nacidas al calor de la lucha callejera del 19-20 de diciembre de 2001 en Argentina, entraron en contacto con organizaciones preexistentes y fundaron, durante el año 2005, “Barrios x Memoria y Justicia”. Desde el seno de la ciudadanía, en torno a la figura de los luchadores populares muertos y desaparecidos, se tejieron redes sociales, se recuperaron espacios públicos, se recuperaron sus historias de lucha y de vida y crearon dimensiones propias e innovadoras de memoria colectiva. Reflexionando sobre la pugna entre las diferentes memorias y la musealización de los DDHH se rescata aquí la hechura y colocación de Baldosas en la Ciudad Autónoma de Buenos Aires como construcción de una novedosa forma de expresar la memoria desde los ciudadanos y de visibilizar a los militantes populares de los años ’70. A pesar de la instauración de una fuerte memoria oficial con grandes espacios destinados a la apropiación de la historia reciente, la cuestión estética y arquitectónica de las memorias resistentes da lugar a la presencia de la ausencia en el ámbito público de lo cotidiano. Con una estrategia cuasi etnometodológica participamos en la hechura y colocación de Baldosas para explorar su funcionamiento, a su vez, los diálogos informales permitieron conocer los acuerdos y discrepancias que dieron origen a los textos sintetizados en las Baldosas y el análisis de los dos libros que editaron nos facultaron a comprender la historia procesual de cada grupo que conforma “Barrios x Memoria y Justicia”.
  • Graciela Cecilia Samanes
    Maestranda en Políticas Sociales. UBA (cohorte 2012-2013)
    Licenciada en Sociología. Orientación Diagnóstico Social (egresada 2010)
    Analista Programadora en Sistemas (año 1985)
    Pertenencia institucioanl: Programa de Estudios del Control Social (PECOS) en el Instituo de Investigaciones Gino Germani (IIGG) . Facultad de Ciencias Sociales. UBA
    Derechos Humanos. Memoria colectiva. Criminología.
  • PAP1152 - Impactos das campanhas em África na vida dos ex-combatentes portugueses: um ponto de situação a partir das queixas de saúde registadas entre 1997 e 2006
    Resumo de PAP1152 - Impactos das campanhas em África na vida dos ex-combatentes portugueses: um ponto de situação a partir das queixas de saúde registadas entre 1997 e 2006 
    • ROMÃO, Ana CV de ROMÃO, Ana
    •  SILVA, João Andrade CV - Não disponível 
    •  QUEIROZ, Sandra M. CV - Não disponível 
    •  BRITO, Bruno CV - Não disponível 
    •  SILVA, Mário Pinto CV - Não disponível 
    •  RODRIGUES, Mafalda CV - Não disponível 
    •  CARRIÇO, Rui CV - Não disponível 
    •  BORGES, Marcello CV - Não disponível 
    •  SANTOS, Álvaro CV - Não disponível 
    • PAP1152 - Impactos das campanhas em África na vida dos ex-combatentes portugueses: um ponto de situação a partir das queixas de saúde registadas entre 1997 e 2006

      Meio século passado sobre o início da guerra nas ex-colónias portuguesas, quase quarenta anos depois de terminadas as campanhas em África, é ainda escassa a atenção dedicada pela investigação às complexas e múltiplas implicações de tal realidade na sociedade portuguesa em geral e na vida dos ex- combatentes em particular. A presente comunicação focaliza-se neste último aspecto, visando contribuir para um melhor conhecimento do impacto da guerra na vida dos ex-militares que a experienciaram e dela guardam marcas físicas e ou psicológicas. A análise baseia-se numa investigação, financiada pelo Ministério da Defesa, sob a coordenação de Andrade da Silva, que teve como objectivo global caracterizar as situações de campanha (ou equiparadas) envolvendo os militares portugueses e os problemas de saúde a que as Juntas Hospitalares Militares reconheceram nexo de causalidade com o desempenho de funções militares. O universo de observação reporta-se a um total de 3020 indivíduos, correspondente aos militares que apresentaram requerimentos durante o período de 1997 a 2006. Desse universo extraiu-se uma amostra aleatória de 575 casos, acautelando a representatividade global dos queixosos e as respectivas categorias/postos (sinopse do estudo disponível no n.º 20 da Revista do CPAE). Nesta comunicação, tratar-se-á de caracterizar a amostra obtida, tipificar os problemas de saúde ocorridos e descrever o imbrincado processo com que se confrontam os ex-militares ao requererem junto do Estado português as condições previstas no estatuto de Deficiente das Forças Armadas (DFA). Demonstrar-se-á que ao contrário do que se poderia pensar, atendendo ao tempo decorrido sobre as ocorrências, o número de queixas não é residual. Contrariando ideias por vezes veiculadas, os dados apurados revelam que a maior parte das queixas não se refere a stress pós traumático tardio (PTSD), mas sim a ferimentos e a doenças do foro emocional distintas do stress pós traumático. A apresentação dos requerimentos ocorre, tendencialmente, por volta dos 50 anos. Somando a essa idade um tempo médio de cinco anos percorrido nas longas e intrincadas tramitações administrativas e legais, resulta que na amostra considerada o reparo possível aos problemas de saúde relacionados com a guerra ocorreu muito tardiamente no ciclo de vida dos indivíduos. Palavras-chave: campanhas em África, ferimentos de guerra, doenças emocionais, DFA
  • Ana Romão é Professora Associada na Academia Militar, no Departamento de Ciências Sociais e Humanas, desde 2004. Foi docente na Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, onde se doutorou, em Sociologia, com uma dissertação sobre Representações da Ruralidade na Imprensa Portuguesa. Coordenou projetos sobre inserção profissional de diplomados; socio-demografia das áreas de baixa densidade; empreendedorismo feminino; cuidadores informais de pessoas idosas. É investigadora no CINAMIL e no CesNova. Pertence ao Conselho Consultivo da Associação Portuguesa de Demografia. É co-coordenadora do RN27 – Research Network on Southern EuropeanSocieties (EuropeanSociologicalAssociation). Foi vogal da Direção da APS e Vice-Presidente, assumindo desde junho de 2012 a função de Presidente. Os seus interesses de investigação estão, presentemente, direcionados para o estudo dos media, do espaço público e das forças armadas.
  • PAP0656 - Memórias da Guerra Colonial: Alianças secretas e mapas imaginados
    Resumo de PAP0656 - Memórias da Guerra Colonial: Alianças secretas e mapas imaginados PAP0656 - Memórias da Guerra Colonial: Alianças secretas e mapas imaginados
    • ROSA, Celso Braga CV de ROSA, Celso Braga
    • MENESES, Maria Paula CV de MENESES, Maria Paula
    • MARTINS, Bruno Sena CV de MARTINS, Bruno Sena
    • PAP0656 - Memórias da Guerra Colonial: Alianças secretas e mapas imaginados

      A Guerra Colonial Portuguesa, que teve início há 50 anos atrás, permanece um assunto pouco estudado no que diz respeito às suas implicações sociais e geoestratégicas mais vastas. Esta comunicação pretende trazer à discussão os resultados preliminares de um projecto em curso sobre o Exercício Alcora. Esta aliança secreta, estabelecida entre Portugal, a África do Sul e a Rodésia em 1970, pretendia lutar contra o crescimentos de movimentos independentistas africanos, por forma a preservar uma soberania “branca” na África Austral. A Guerra Colonial, para além de constituir um momento fundador da realidade sociopolítica do Portugal contemporâneo, foi crucial para as independências das suas antigas colónias em África, tendo tido, igualmente, sérias repercussões nos longos conflitos que lhe sucederam (as guerras civis). Desta forma, uma compreensão detalhada da Guerra Colonial Portuguesa ganha relevância numa aproximação crítica à construção de memórias nacionais em todos os países envolvidos. É fundamental compreender-se as raízes das crises sociais e políticas actuais nos países africanos que conquistaram a independência, bem como reconhecer como segredos de tal importância – como esta aliança “branca” contra os nacionalismos locais na África Austral – alcançaram os dias de hoje imaculados. Explorando linhas de pesquisa sugeridas pelo Exercício Alcora, a Guerra Colonial será vista como parte de um conflito regional – luta contra as independências na África Austral –, e como parte de um conflito global – o que alguns consideram ter sido um subsistema da Guerra Fria na África Austral. Uma das nossas linhas de pesquisa irá, deste modo, centrar-se nas implicações do Exercício Alcora numa nova ordem pós-colonial violenta nos recém-independentes Estados africanos, procurando verter nova luz sobre as raízes das crises sociopolíticas actuais que infelizmente afectam esses países. Deste modo, centrando-nos na guerra colonial, enquanto conflito de amplas implicações estratégicas, e enquanto duradoura marca na história recente de Portugal, pretendemos pulsar o seu lugar central para a definição da relação entre a sociedade portuguesa e as instituições militares. Mais do que avaliar de que modo as instituições militares têm reagido às transformações sociais e económicas da sociedade mais ampla, importa pensar como, através da guerra colonial e do 25 de Abril, se delineou uma co-implicação fundadora do Portugal contemporânea.
  • Celso Fernando Braga Rosa
    Licenciado em Antropologia pela Universidade de Coimbra, em 1999. Escreve uma dissertação sobre a arte africana e o mercado artístico internacional, publicada pela Universidade do Porto. Primeiramente centrou-se em estudos sobre as economias da arte e agentes de transformação da estética. Desenvolveu mais tarde trabalho em Angola, no campo da observação e divulgação culturais, e atualmente integra a equipe do projeto "Os Comprometidos: Questionando o Futuro do Passado em Moçambique" do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, tendo ainda trabalhado no projeto "Alcora – Novas Perspectivas da Guerra Colonial: Alianças Secretas e Mapas Imaginários", da mesma instituição. Tem as questões de identidade e memória na transição de Goa para a União Indiana como projeto de doutoramento.
    Maria Paula Meneses
    Investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Doutorada em antropologia pela Universidade de Rutgers (EUA) e Mestre em História pela Universidade de S. Petersburgo (Rússia). É igualmente membro do Centro de Estudos Sociais Aquino de Bragança, em Moçambique. No CES integra o núcleo de estudos sobre Democracia, Cidadania e Direito, que co-coordena. Leciona em vários programas de doutoramento do CES, nomeadamente "Pós-colonialismos e cidadania global"; "Governação, Conhecimento e Inovação" e "Direito, Justiça e Cidadania no séc. XXI". Foi anteriormente Professora da Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique.
    "Bruno Sena Martins é licenciado em Antropologia pela Universidade de
    Coimbra e Doutorado em Sociologia pela mesma instituição. Sempre
    enleado na questão das representações culturais, tem dedicado o seu
    trabalho de investigação aos temas do corpo, deficiência e conflito
    social.

    Em 2006, publicou o livro 'E se Eu Fosse Cego: narrativas silenciadas
    da deficiência', produto da sua dissertação de mestrado galardoada com
    Prémio do Centro de Estudos Sociais para Jovens Cientistas Sociais de
    Língua Oficial Portuguesa. Foi Research Fellow no Centre for
    Disability for Disability Studies (CDS) na School of Sociology and
    Social Policy da Universidade de Leeds, entre Abril e Junho de 2007.

    Na sua tese de doutoramento - 'Lugares da Cegueira: Portugal e
    Moçambique no Trânsito de Sentidos' - explorou as relações entre as
    histórias de vida das pessoas cegas e os valores culturais dominantes
    através dos quais a cegueira é pensada. Paralelamente, no contexto do
    CES tem integrado a equipa de vários projectos de investigação que se
    dedicam a temas como Guerra Colonial portuguesa e a inclusão social
    das pessoas com deficiência."