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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST5 Trabalho, Organizações e Profissões[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 1 - Trajectórias Profissionais e Mercado de Trabalho I[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1470 - Reinserção socioprofissional e atratividade qualificacional e laboral junto dos empregadores – o caso dos ex-militares voluntários e contratados das Forças Armadas portuguesas.
    Resumo de PAP1470 - Reinserção socioprofissional e atratividade qualificacional e laboral junto dos empregadores – o caso dos ex-militares voluntários e contratados das Forças Armadas portuguesas.  
    •  FONSECA, Maria de Lurdes CV - Não disponível 
    • PAP1470 - Reinserção socioprofissional e atratividade qualificacional e laboral junto dos empregadores – o caso dos ex-militares voluntários e contratados das Forças Armadas portuguesas.

      O tratamento científico do problema da reinserção socioprofissional do ex-militar, de elaboração escassa e anglosaxónica quase em exclusivo, animou-se em quatro fases essenciais ligadas a recrudescimentos pontuais da importância social e política da questão: na desmobilização pós-II Guerra Mundial, na desmobilização pós-Guerra do Vietname, na primeira fase relevante de desvinculações do AVF norte-americano (em meados dos anos 80) e, mais recentemente, na desmobilização progressiva da Guerra do Afeganistão. Foram estudos que resultaram em políticas específicas de apoio à reinserção, na reorientação dos critérios de recrutamento e/ou de contratação militares, bem como no enfoque cada vez maior no potencial qualificante, educativo/ formativo, do serviço militar voluntário. Rapidamente se entendeu que a sensibilidade do problema ao envolvimento ou não das Forças Armadas no esforço de guerra nacional era grande. No caso desse envolvimento mostraram os estudos um potencial de benefício por parte dos veteranos de um premium remuneratório e laboral, desde que a comunidade entendesse o esforço belicoso em causa como legítimo e desde que o consenso social em seu torno se mantivesse persistente até à desmobilização. Já no caso de ausência de envolvimento dos militares em conflito armado isto é, no caso de militares mobilizados e desmobilizados em tempo de paz, mostrou-se ser a imagem e o envolvimento pessoal dos empregadores face às Forças Armadas bem como a experiência passada de contratação, o que mais influi na valorização realizada pelo mercado de trabalho e na potencial geração de premiums. O presente artigo constitui-se numa separata de um estudo mais extenso, desenvolvido pelo CES-ISCSP em protocolo com a DGPRM-MDN e destinado a estudar a reinserção socioprofissional dos ex-militares em Regime de Voluntariado e Regime de Contrato das Forças Armadas portuguesas. O artigo visa, nesse âmbito concretizar a avaliação pessoal, qualificacional e sociolaboral dos ex-militares pelos empregadores e/ou responsáveis de recrutamento portugueses, bem como avaliar a sua experiência passada de contratação. O estudo é de cariz quantitativo e baseou-se na inquirição por questionário a uma amostra representativa de empregadores e não empregadores de ex-militares voluntários, estratificada por região e por grande setor da CAE. Os resultados mostram que a visão e a experiência dos empregadores é positiva ou muito positiva e que existem perfis de especialização e perfis de militar específicos que geram preferência de contratação militar. Mostram ainda que o mesmo sucede com a qualificação, identificando-se cursos e especializações militares considerados superiores aos “civis”. Os dados foram contudo insuficientes para comprovar de forma estatisticamente significativa a existência de premiums remuneratórios e laborais dos ex-militares nessas especializações, perfis e qualificações.
  • PAP1027 - Segmentação do Mercado de Trabalho dos Jovens Diplomados em Portugal: Evolução Recente 2007-2009
    Resumo de PAP1027 - Segmentação do Mercado de Trabalho dos Jovens Diplomados em Portugal:  Evolução Recente 2007-2009 
    •  PEREIRA, Marta Luís CV - Não disponível 
    •  SULEMAN, Fátima CV - Não disponível 
    • PAP1027 - Segmentação do Mercado de Trabalho dos Jovens Diplomados em Portugal: Evolução Recente 2007-2009

      O excesso de oferta de diplomados tem atraído a atenção de investigadores e decisores políticos nos países ocidentais. Todavia, a evidência empírica oferece resultados pouco conclusivos. Esta pesquisa visa a análise do emprego dos jovens e tenta perceber em que medida o mercado de trabalho português absorve o crescente fluxo de licenciados. Existe um consenso acerca dos benefícios monetários do ensino superior em Portugal, nos últimos trinta anos. Contudo, as condições de trabalho dos licenciados, num contexto de expansão da oferta, encontram-se por explorar. Usando os Quadros de Pessoal -dados simétricos, empregador-empregado- pretendemos testar a hipótese da segmentação do mercado de trabalho para os jovens recém-licenciados que trabalham no sector privado. A evidência empírica sugere que há dois segmentos, nos quais os salários e as condições de trabalho são distintos. Adicionalmente, estes segmentos encontram-se associados a áreas de formação específicas. Um segmento agrega: trabalhadores em empregos altamente qualificados, remunerações elevadas, em empresas de altos salários, relação de emprego estável. Neste predominam as áreas da saúde, informática, direito, matemática e gestão. Outro agrupa: licenciados em empregos não qualificados, empregos precários, baixas remunerações, em empresas de baixos salários e inclui licenciados em ciências sociais e humanas, arquitectura e construção, ciências físicas e jornalismo. Esta evidência converge com a segmentação do mercado de trabalho que distingue o sector primário e secundário. Contudo, há diferenças no interior destes segmentos. Em que medida alguns diplomados enfrentam uma desvantagem competitiva a priori ou são posteriormente desfavorecidos pela segmentação? Os resultados favorecem a hipótese de que a oferta e procura condicionam os benefícios da educação.
  • PAP1011 - Estagiários e Empresários: o emprego em contexto organizacional
    Resumo de PAP1011 - Estagiários e Empresários: o emprego em contexto organizacional 
    •  RAMOS, Rosária CV - Não disponível 
    •  FONSECA, Jaime CV - Não disponível 
    • PAP1011 - Estagiários e Empresários: o emprego em contexto organizacional

      A análise dos percursos dos jovens na transição para a vida activa, assente em estudos extensivos de fluxos e sequência de empregos, desemprego e inactividade, permite caracterizar os processos de emprego juvenil e alguns dos seus problemas. A tendência dos jovens atrasarem a saída do sistema de ensino e o início da actividade profissional, a sua sobrequalificação e efeitos no processo de transição para a vida adulta têm sido evidenciados. No entanto, ao não incidir sobre os contextos organizacionais das primeiras experiências de trabalho, dificultam a compreensão do que, nas organizações, pode influenciar a obtenção do primeiro emprego. Um estudo de caso de um programa de estágios dirigidos a jovens diplomados, sem experiência de trabalho na área do curso, em pequenas empresas, facilitou a análise da socialização organizacional e dos factores que podem influenciar a criação de emprego, no final do estágio. Pretendeu-se identificar perfis de ajustamento mútuo entre estagiários e empresários, conceito que, embora teorizado, não tem sido estudado empiricamente. Neste estudo entende-se o ajustamento mútuo como resultante do processo de socialização organizacional e para a sua operacionalização foram úteis os trabalhos desenvolvidos nas áreas do comportamento organizacional e sociologia das organizações. Os estudos realizados sobre socialização organizacional têm como principal referência a teoria de socialização organizacional de Edgar Schein e John Van Maanen (1979), notando-se evolução nas questões centrais e nos métodos de investigação prosseguidos. O estudo apresentado segue as orientações metodológicas mais recentes para o estudo da socialização organizacional: a) assenta num desenho de pesquisa indutivo; b) não se baseia apenas nos relatos dos indivíduos em socialização, recorrendo a informação recolhida de outras formas, como documentos de arquivo e observação. Realizaram-se entrevistas exploratórias a estagiários, ex-estagiários, empresários e tutores externos. Recorreu-se a métodos não interferentes como a análise documental de questionários já aplicados e outros documentos. Para além da análise de conteúdo e recorreu-se aos modelos de classes latentes para a criação da variável latente ajustamento mútuo e identificação dos seus perfis. A solução óptima consistiu num modelo que conduziu à estratificação em duas classes latentes, suportada pelas análises qualitativa e quantitativa: uma com 75% dos casos, a outra com os restantes 25%, constituindo os perfis de ajustamento mútuo, que classificámos de Ajustados e Desajustados, face às características evidenciadas. Discutem-se as possíveis implicações para as políticas de emprego e gestão de recursos humanos. Palavras-chave: Ajustamento mútuo; socialização organizacional; emprego de diplomados; estágios; métodos mistos de investigação
  • PAP0856 - Emprego e Diplomados: o caso do Instituto Politécnico de Viana do Castelo
    Resumo de PAP0856 - Emprego e Diplomados: o caso do Instituto Politécnico de Viana do Castelo 
    • PINHEIRO, Luisa CV de PINHEIRO, Luisa
    • PAP0856 - Emprego e Diplomados: o caso do Instituto Politécnico de Viana do Castelo

      Em tempos marcados por profundas mudanças a vários níveis (sociais, económicas, geopolíticas, culturais e tecnológicas), com significativas repercussões ao nível da organização do trabalho e da configuração do sistema de ensino, as questões da transição para o trabalho dos diplomados do ensino superior têm sido objecto de atenção crescente, constituindo um tema de discussão nas sociedades contemporâneas. Do ponto de vista teórico, esta problemática tem sido objecto de uma diversidade de perspectivas de análise que põem em relevo um grande número de dimensões e que evidenciam uma grande variedade de factores que influenciam, quer do lado de quem oferece emprego, quer do lado de quem o procura, as relações que se estabelecem entre ensino superior e mercado de trabalho. O reconhecimento da heterogeneidade desses factores (não só de ordem económica, mas também de natureza social e cultural), reflecte-se na complexificação crescente do modo como se perspectiva a transição dos diplomados da universidade para o mundo do trabalho. Transição que apresenta características específicas, de entre as quais de destacam: o alongamento temporal e o aumento da complexidade das trajectórias profissionais, o que corresponde a um tempo mais prolongado de acesso a um emprego estabilizado, em percursos marcados pela mobilidade entre desemprego, emprego instável ou ocasional e formação profissional sem que os mesmos estejam condicionados a uma linha de continuidade, mas fundamentalmente de oportunidade; a sujeição a novas formas de emprego, pautadas pela precariedade contratual, flexibilidade profissional e organizacional e incerteza face ao futuro profissional. Enformada por estes eixos teóricos, a nossa comunicação centra-se na apresentação e análise de um conjunto de dados que caracterizam a actual situação profissional dos diplomados do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC). Esses dados resultam da aplicação de um inquérito por questionário aos diplomados que terminaram a sua formação académica nos anos lectivos de 2004/05 a 2006/07 e encontram-se inseridos num trabalho de investigação mais amplo que temos vindo a desenvolver sobre as articulações entre o ensino politécnico e o mercado de trabalho.
  • Nome: Luisa Pinheiro
    Afiliação institucional: Investigadora do Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (ISFLUP)
    Doutoranda na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto
    Área de formação: Sociologia
    Interesses de investigação: Trabalho, Emprego e Ensino Superior; Sociologia da Educação.
  • PAP0592 - Desemprego e acção colectiva: um estudo exploratório
    Resumo de PAP0592 - Desemprego e acção colectiva: um estudo exploratório  PAP0592 - Desemprego e acção colectiva: um estudo exploratório
    •  FERNANDES, Lídia CV - Não disponível 
    • PAP0592 - Desemprego e acção colectiva: um estudo exploratório

      À semelhança do verificado na maior parte dos países europeus, o desemprego é hoje um dos maiores desafios enfrentados em Portugal. Ao mesmo tempo que uma parte importante da população é excluída do mercado de trabalho, é colocado em causa o paradigma do pleno emprego, com implicações quanto à sua salvaguarda enquanto direito de cidadania, tal como foi internacionalmente consagrado após a II Guerra Mundial, e, a nível nacional, após a Revolução de 1974. A presente dissertação pretende explorar os constrangimentos e as potencialidades à acção colectiva de pessoas desempregadas e, adoptando uma lógica investigação-acção, fornecer contributos para uma melhor compreensão da relação entre desemprego e acção colectiva. No processo de recolha e análise de dados, foi adoptada uma estratégia articulando aquilo que são os aspectos estruturais associados ao desemprego com as definições que as pessoas fazem da sua situação, com vista a identificar apotencialidades de partilha colectiva de significados e pistas para o desenvolvimento de estruturas de mobilização sensíveis à experiência do desemprego. Foram equacionados quatro problemas chave: a acção colectiva não é uma categoria abstracta que se sustente fora da história e da política; o isolamento das pessoas e o seu desenraizamento social bloqueiam a sua capacidade de envolvimento na acção colectiva; a mobilização colectiva é mais difícil entre pessoas com identidades e interesses heterogéneos; para que os processos de elaboração possam potencialmente questionar a legitimidade do sistema, as pessoas têm de se sentir simultaneamente lesadas acerca de algum aspecto das suas vidas e optimistas quanto às possibilidades de êxito da acção colectiva para a solução dos problemas. A partir da análise de entrevistas a pessoas desempregadas, foram identificadas orientações e possíveis modalidades de participação e são tecidas breves considerações sobre estratégias para ampliar as possibilidades de acção colectiva de pessoas desempregadas.