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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST5 Trabalho, Organizações e Profissões[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 3 - Reestruturações produtivas e dinâmicas dos actores sociais I[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1458 - Modernização e trabalho: qualificação profissional na agroindústria canavieira paulista
    Resumo de PAP1458 - Modernização e trabalho: qualificação profissional na agroindústria canavieira paulista 
    •  SALATA, Rosemeire CV - Não disponível 
    •  MILANO, Mariana Tonussi CV - Não disponível 
    • PAP1458 - Modernização e trabalho: qualificação profissional na agroindústria canavieira paulista

      Com base na literatura selecionada, podemos considerar que nos últimos anos diversos cientistas sociais têm se debruçado intensamente sobre as mudanças no mundo do trabalho, evidenciando a necessidade de novos estudos sobre o que tais mudanças têm representado para os sujeitos coletivos (sindicatos e trabalhadores) envolvidos no processo. Sendo assim, questionar as mudanças na percepção e práticas se tornam importantes no decorrer dos estudos. Este trabalho tem por objetivo apresentar alguns resultados de nossas pesquisas acadêmicas, que atualmente envolvem as temáticas do sindicalismo assalariado rural, da modernização do complexo sucroalcooleiro e das novas ações patronais no desenvolvimento da qualificação profissional. O Brasil hoje caracteriza-se por ser um dos maiores produtores de açúcar e álcool do mundo. A safra de 2008/2009 atingiu a produção de 572,64 milhões de toneladas de cana. O setor na Região de Ribeirão Preto/SP, conta com as mais desenvolvidas formas de tecnologia, gestão e organização da produção e é pólo nacional da produção sucroalcooleira. A produção realiza-se em um processo contínuo em busca de produtividade e qualidade para inserção nos mercados internacionais e, no entanto, essa modernização não se realiza independentemente do trabalho manual precário. A reestruturação produtiva iniciada na década de 1990 tem trazido aos assalariados rurais do corte de cana uma maior precarização das condições de trabalho, com a elevação dos índices de produtividade, combinada ao desemprego de diversos trabalhadores. Além de uma redução significativa da oferta de emprego no setor, hoje, as usinas passam a exigir perfis diferenciados de trabalhadores. No contexto atual, as empresas do setor vêm sendo chamadas a demonstrar critérios de sustentabilidade como forma de inserção ou manutenção nos mercados mundiais. O trabalho precário no corte manual de cana vem sendo substituído progressivamente e, nesse sentido, além das novas qualificações exigidas pelas tecnologias incorporadas, as usinas, juntamente com sindicatos dos assalariados rurais desenvolvem uma série de programas de qualificação profissional, como é o caso do “Programa RenovAção”, que visa requalificar os trabalhadores do corte manual desempregados pela crescente mecanização. Analisamos como este programa tem atuado na reinserção destes trabalhadores, levando-se em conta as especificidades da mão de obra que qualifica, caracterizada pela sazonalidade, condição migrante e baixíssima escolaridade. Buscamos, portanto, entender qual a contribuição deste tipo de requalificação ou capacitação profissional ao trabalho, quais são seus sentidos no mercado de trabalho sucroalcooleiro atual e, posteriormente, quais são as influências desta para a organização do trabalho.
  • PAP1379 - Cooperativismo y Fábricas Recuperadas ante la crisis de 2001 en Argentina. La autogestión obrera en FASINPAT (Ex Zanon)
    Resumo de PAP1379 - Cooperativismo y Fábricas Recuperadas ante la crisis de 2001 en Argentina. La autogestión obrera en FASINPAT (Ex Zanon) PAP1379 - Cooperativismo y Fábricas Recuperadas ante la crisis de 2001 en Argentina. La autogestión obrera en FASINPAT (Ex Zanon)
    • MEYER, Laura CV de MEYER, Laura
    • PAP1379 - Cooperativismo y Fábricas Recuperadas ante la crisis de 2001 en Argentina. La autogestión obrera en FASINPAT (Ex Zanon)

      Área temática: ST5 Grupo de Trabajo: "Sociedad, Crisis y Reconfiguraciones en América Latina" Coordenadores: Susana Novick (UBA-Argentina) Nilson Araújo de Souza (UNILA-Brasil) Arturo Guillen Romo (UAM-México) Título de la ponencia: Cooperativismo y Fábricas Recuperadas ante la crisis de 2001 en Argentina. La autogestión obrera en FASINPAT (Ex Zanon) Autora: Laura Meyer Licenciada en Sociología, docente y becaria doctoral, investigadora de la UBA Pertenencia Institucional: Instituto de estudios de America Latina y el Caribe, (IEAL) Facultad de Ciencias Sociales – Universidad de Buenos Aires. Argentina Se aborda aspectos del proceso de “Fábricas Recuperadas” y puestas a producir por sus trabajadores, en el período que va desde la crisis de 2001 (algunas un poco antes) hasta mediados de 2003. En comparación con el cooperativismo histórico en nuestro país, el cual tiene orígenes totalmente distintos. Abordamos la relación de fuerzas que significan las conquistas laborales como producto de la lucha histórica de la clase obrera, donde por un lado las cooperativas, desde una supuesta ubicación “autónoma”, se niegan a utilizar estas conquistas y por el contrario, cómo éstas son aprovechadas desde la experiencia de 10 años de Gestión obrera en la fábrica ceramista FASINPAT (ex Zanon), mientras siguen construyendo un camino y la relación de fuerzas necesaria para alcanzar sus objetivos de fondo, buscando afianzar los elementos contrahegemónicos conquistados.
  • Laura Meyer

    Licenciada en Sociología.
    Doctoranda en Ciencias Sociales

    Docente e investigadora de la Universidad de Buenos Aires, Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe, en el área de trabajo, identidad y formas de organización

    Algunas publicaciones acerca del proceso de “fábricas recuperadas” y el “sindicalismo de base” en Argentina:
    Fabrica tomada y sindicato clasista de “Zanon” a “Fasinpat” en El fantasma socialista y los mitos hegemónicos, Gramsci y Benjamín en América Latina. Ed. Herramienta 2010. ISBN 978-987-1505-17-3.
    Winds of freedom: An Argentine Factory under workers control. Revista Socialism and democracy. ISSN 0885-4300, Ed. Routledge Taylor and Francis Group. Somerville, Massachussets, 2009.

    Fábricas recuperadas en Argentina, la experiencia de los ceramistas de Zanón, elementos de un potencial poder contrahegemónico. En Hegemonía y Emancipación, de la fábrica recuperada al poder bolivariano Ed. Monte Avila. Caracas, Venezuela 2007
  • PAP1175 - A reestruturação dos anos 1990 e o perfil do trabalhador bancário no Banco do Brasil
    Resumo de PAP1175 - A reestruturação dos anos 1990 e o perfil do trabalhador bancário no Banco do Brasil PAP1175 - A reestruturação dos anos 1990 e o perfil do trabalhador bancário no Banco do Brasil
    •  MACHADO, Eduardo Gomes CV - Não disponível 
    • PAP1175 - A reestruturação dos anos 1990 e o perfil do trabalhador bancário no Banco do Brasil

      Durante os anos 1990, os bancos públicos brasileiros sofreram processos complexos e intensos de reestruturação capitalista, com profundas conseqüências para os processos e os espaços de trabalho, afetando particularmente o perfil da categoria bancária. No Banco do Brasil a reestruturação teve seu momento decisivo entre 1994 e 1997, envolvendo inovações e mudanças tecnológicas, institucionais, organizacionais, discursivas, no perfil bancário e nos modos de gestão e contratação da força de trabalho. As análises aqui desenvolvidas foram geradas a partir de observação direta e participante, da análise de documentos bancários e sindicais e da realização de entrevistas semi-estruturadas e coleta de depoimentos informais. O foco do texto é o debate sobre a reconfiguração do perfil do trabalhador bancário no Banco do Brasil a partir da reestruturação. Para tanto, apresenta-se a evolução do capital e do trabalho no Banco do Brasil, evidenciando a transição do trabalho de ofício para o taylorismo, a emergência do fordismo como forma de regulação do trabalho e a industrialização do trabalho bancário. Em seguida, expondo a transição da estabilidade para a empregabilidade, discutem-se a heterogeneização e fragmentação do trabalhador, a emergência do bancário-vendedor, a multifuncionalidade, a competitividade e a segmentação no atendimento aos clientes. Para finalizar, avaliando que as mudanças recriaram as formas de exploração e subordinação do trabalho ao capital e os modos de equacionamento dos conflitos nos processos e locais de trabalho, são apresentadas duas conclusões sobre os significados da reestruturação. Em primeiro lugar, a partir de referenciais de Antonio Gramsci, caracterizando a reestruturação como parte de um longo processo de evolução das relações, processos e tecnologias capitalistas no Banco do Brasil, evidencia-se o seu sentido de recriação da hegemonia do capital sobre o trabalho. Para tanto, apresentam-se dimensões materiais e imateriais e reflete-se sobre as articulações entre coerção e consenso que compõem diferentes momentos e faces da reestruturação. Em segundo lugar, e a partir da teoria sociológica de Pierre Bourdieu, evidencia-se a reestruturação enquanto um processo de recriação do espaço social do capital e do trabalho, entendido este enquanto um campo onde convivem e interagem agentes sociais com posições, trajetórias, capitais e disposições sociais distintas e processualmente constituídas.
  • PAP0689 - Agroindústria familiar e sustentabilidade: um estudo de caso sobre o Programa Matas Legais em Santa Catarina, Brasil
    Resumo de PAP0689 - Agroindústria familiar e sustentabilidade: um estudo de caso sobre o Programa Matas Legais em Santa Catarina, Brasil PAP0689 - Agroindústria familiar e sustentabilidade: um estudo de caso sobre o Programa Matas Legais em Santa Catarina, Brasil
    • MULLER, Ricardo CV de MULLER, Ricardo
    •  DIAMICO, Manuela CV - Não disponível 
    • PAP0689 - Agroindústria familiar e sustentabilidade: um estudo de caso sobre o Programa Matas Legais em Santa Catarina, Brasil

      O texto discute a formação da temática ambiental na sociedade contemporânea, seus desdobramentos e determinações, com ênfase no problema das relações de produção e organização produtiva. Analisa-se como esta temática se constrói por meio do estudo de caso do Programa Matas Legais (PML), desenvolvido em parceria pela empresa Klabin Celulose S.A. e pela ONG APREMAVI (Associação de Preservação ao Meio Ambiente e a Vida). Este Programa constitui um projeto de fomento florestal ambientalmente correto nas pequenas e médias propriedades de agricultores familiares nos Estados de Santa Catarina e Paraná (Brasil) para a produção de madeira para papel e celulose, com mecanismos de apoio do Estado e supõe uma perspectiva conservacionista. Nesse processo, as relações de produção não são determinadas fundamentalmente pela parceria entre a empresa e a ONG, mas envolvem os mercados transnacionais de papel, celulose e conservação, bem como o Estado, por meio das políticas de crédito agrícola. Essas relações afetam o setor produtivo agrícola, em especial a agricultura familiar, impelindo-o ao processo de agroindutrialização. A temática ambiental tem sido amplamente absorvida pelo mercado, mas ainda é um assunto secundário à concepção do desenvolvimento social, e que os argumentos em torno da temática ambiental permanecem atrelados e subordinados ao tema da eficiência econômica. Para compreender concretamente como ocorre essa apropriação da temática ambiental pelo processo produtivo e sua conversão em mercadoria (mercadoria verde), observamos o processo de produção e valorização (valor verde) da madeira para papel e celulose no plantio de eucalipto, e suas consequências socioeconômicas, trabalhistas e ambientais. O estudo de caso foi representativo para os objetivos da pesquisa devido à articulação, no mesmo processo produtivo, de uma empresa privada – indústria de papel e celulose, geralmente vista como agressora do meio ambiente pelos ambientalistas – junto com uma ONG ambientalista – que combate formas de produção destrutivas. Essa contradição se revelou bastante curiosa, principalmente porque o Programa inclui agricultores rurais categorizados como agricultores familiares. A articulação desses três atores envolve ainda instituições públicas em diferentes níveis – programas federais de incentivo agrário, prefeituras, secretarias e institutos de pesquisa agrária. O estudo demonstra como a temática ambiental se processa em mercadoria, as contradições, os efeitos sociais e a influência do discurso ecopolítico sobre esse processo. Constatamos que a lógica do consumo predatório do meio ambiente é resultado necessário das relações sociais de produção próprias ao capitalismo e que a defesa do meio ambiente só será eficaz na medida em que for incorporada estruturalmente à ação política fundada em outra ordem de necessidades que supere as determinadas pela lógica do capital.
  • Ricardo Gaspar Müller: professor associado do Departamento deSociologia e Ciência Política e Coordenador do Programa de Pós-graduação emSociologia Política (PPGSP) – gestão 2012/2014 – da Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC), Florianópolis, Brasil. Coordenador epesquisador do Núcleo de Estudos das Transformações do Mundodo Trabalho (TMT/CFH/UFSC). Linhas de pesquisa em que atua: Ideias,Instituições e Práticas Políticas; Mundos do Trabalho. Membrodo comitê editorial de Política e Sociedade: revista de SociologiaPolítica (PPGSP/UFSC).Professor do Departamento de ComunicaçãoSocial da Universidade Federal Fluminense (UFF), de 1980 a 1997.Visiting Scholar naUniversidade de Nottingham (1993/1994 e 2001). Pós-doutorado em Sociologia pela UniversidadeFederal do Rio de Janeiro (UFRJ).Doutor em História Social pela Universidade de SãoPaulo (USP). Mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG).
  • PAP0274 - O cooperativismo enquanto possibilidade de reinserção no mercado de trabalho: uma alternativa ao desemprego no Brasil
    Resumo de PAP0274 - O cooperativismo enquanto possibilidade de reinserção no mercado de trabalho: uma alternativa ao desemprego no Brasil 
    •  DUAIBS, Raquel CV - Não disponível 
    • PAP0274 - O cooperativismo enquanto possibilidade de reinserção no mercado de trabalho: uma alternativa ao desemprego no Brasil

      Este estudo visa debater sobre a viabilidade de criação de novos postos de trabalho e de recuperação de fábricas em estado falimentar, por meio da formação de cooperativas autogestionárias, com o propósito de reinserir os trabalhadores no mercado de trabalho e de propiciar uma renda básica àquela parcela da população que dificilmente conseguiria se estabelecer em um emprego formal, devido à conjuntura da economia mundial, que reflete suas conseqüências no mercado de trabalho e no cotidiano de trabalhadores. A partir do início da década de 1990 é possível observar o constante crescimento da taxa de desemprego no Brasil, proporcionado por transformações econômicas internacionais (como, por exemplo, a reestruturação produtiva que estimulou a terceirização e o enxugamento de empresas) e acentuado por políticas públicas nacionais (responsáveis pela abertura comercial, recessão econômica e privatização de importantes empresas estatais). Essas mudanças políticas e econômicas impactaram diretamente o mundo do trabalho e, como resultado dessas tendências, um número considerável de indústrias e empresas fechou suas portas no decorrer dos anos 90, gerando demissões em massa e a ausência de perspectivas para os trabalhadores em relação à recolocação profissional. Esse cenário contribuiu para a contração dos empregos e da renda no país, prejudicando ainda mais a crítica situação da economia nacional. Com os altos índices de desemprego formal, com o crescimento da informalidade e sem a existência de políticas públicas eficientes para equacionar esses problemas, muitos trabalhadores se viram forçados a buscar soluções para tentar contornar a escassez de emprego, por meio de alternativas de geração de renda. Assim como os trabalhadores, alguns grupos da sociedade civil como igrejas, sindicatos, ONGs, universidades (e posteriormente prefeituras) buscaram saídas para essa crise, e uma das propostas mais discutidas foi a criação de cooperativas autogestionárias, com o objetivo de reintegrar os trabalhadores excluídos do mercado de trabalho. A partir dos anos 90, assistiu-se ao ressurgimento das cooperativas como forma de manter postos de trabalho. Durante as décadas de 1990 e 2000, o cooperativismo foi muito difundido pelo Brasil. Vários sindicatos começaram a apoiar a recuperação de fábricas por meio da formação de cooperativas, e instituições específicas para articular cooperativas foram criadas. Atualmente, com a economia nacional em crescimento e o mercado de trabalho aquecido, as cooperativas perderam um pouco do espaço que conquistaram no período de crise, mas ainda se configuram como agentes importantes para a manutenção de determinados postos de trabalho e para a geração de renda em comunidades com baixos índices de emprego.