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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Teorias e Metodologias[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 4 - Da teoria à prática: percursos de pesquisa na primeira pessoa[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1368 - Uma abordagem compreensiva aos processos de identificação com a profissão – o caso de psiquiatras em início de carreira
    Resumo de PAP1368 - Uma abordagem compreensiva aos processos de identificação com a profissão – o caso de psiquiatras em início de carreira PAP1368 - Uma abordagem compreensiva aos processos de identificação com a profissão – o caso de psiquiatras em início de carreira
    • COSTA, Nádia CV de COSTA, Nádia
    • PAP1368 - Uma abordagem compreensiva aos processos de identificação com a profissão – o caso de psiquiatras em início de carreira

      O ponto de partida proposto é uma discussão em torno do trabalho teórico-metodológico desenvolvido no âmbito de uma dissertação de Mestrado, na qual se procurou observar empiricamente a experiência subjectiva produzida no domínio profissional da Psiquiatria. Teve-se em vista abordar as representações que médicos psiquiatras em início de carreira manifestam face aos seus saberes, às suas práticas e aos contextos onde exercem a sua actividade profissional. Em ternos teóricos, procurou-se equacionar este objectivo à luz dos quadros conceptuais que informam o fenómeno identitário. É, portanto, objectivo desta comunicação apresentar os desafios que esta abordagem encerra, bem como as propostas de superação encontradas. No domínio das Ciências Sociais, a Psiquiatria aparece inscrita num espaço marcado por controvérsias teóricas que acentuam em graus e níveis diversos as dicotomias expressas nos pares indivíduo versus sociedade, e liberdade versus constrangimento. Àquelas, acrescentam-se as implicações políticas relativas ao alcance, ao impacto e às funções que esta especialidade tem assumido na individualização dos problemas sociais. Por outro lado, o tema da «identidade» e a sua recente transposição para os quadros da Sociologia impõem a superação de vários obstáculos decorrentes de uma observação à «escala dos sujeitos». Assim, tanto em termos substantivos como metodológicos, a delimitação deste objecto revelou ser um percurso íngreme, de contornos sinuosos. Informada por uma orientação metodológica qualitativa, esta pesquisa reclamou um trabalho de vaivém, multi-posicionado e atento na definição de uma correspondência progressiva entre as condições específicas do terreno, as perguntas orientadoras da pesquisa e os recursos teóricos disponíveis. A resolução (provisória) dos dilemas analíticos presentes, concretizou-se na concepção de um desenho de pesquisa que procurou integrar a dupla valência da descoberta e da construção, faseado por dois momentos, com objectivos e procedimentos diferenciados. Obteve-se, em resultado, um tratamento qualitativo das entrevistas realizadas, organizado na apresentação de um registo duplo – biográfico e relacional – de apreensão aos processos de identificação manifestados por médicos psiquiatras face à profissão exercida. Os resultados obtidos vêem acrescentar contributos ao debate metodológico no que toca a observação e operacionalização da temática identitária quando equacionada à escala das profissões de natureza intelectual e científica. Nomeadamente ao esclarecer e discutir o estatuto sociológico a atribuir às singularidades e ao conhecimento de «especialistas», à entrevista como técnica de recolha central, e às exigências epistemológicas que aquelas circunstâncias colocam na situação social de interacção entre os papéis de entrevistador e entrevistado.
  • Nome: Nádia Costa (PAP 1368)
    Formação/Afiliações institucionais: Licenciada e Mestre em Sociologia pela FLUP.
    A colaborar actualmente no âmbito do projecto "Empreendedorismo Social em Portugal: as políticas, as organizações e as práticas de educação" desenvolvido pelo ISFLUP em parceria com a A3S - Associação para o Terceiro Sector - e Dinâmia/ISCTE.
    Interesses de investigação: interesse teórico-metodológico em torno do tema mais lato das "identidades", da produção do conhecimento (científico e leigo), dos valores, dos estilos de vida e das formas de participação cívica.
  • PAP1353 - Espaços semipúblicos de bebidas e de bebidas e/ou restauração: plano de ação e percurso metodológico subjacente à seleção de plataformas empíricas
    Resumo de PAP1353 - Espaços semipúblicos de bebidas e de bebidas e/ou restauração: plano de ação e percurso metodológico subjacente à seleção de plataformas empíricas PAP1353 - Espaços semipúblicos de bebidas e de bebidas e/ou restauração: plano de ação e percurso metodológico subjacente à seleção de plataformas empíricas
    • MAGALHÃES, Dulce Maria da Graça CV de MAGALHÃES, Dulce Maria da Graça
    • PAP1353 - Espaços semipúblicos de bebidas e de bebidas e/ou restauração: plano de ação e percurso metodológico subjacente à seleção de plataformas empíricas

      Qualquer trabalho de natureza científica exige considerável clarificação quanto aos processos adoptados para o implementar, tendo em vista o tipo de outputs que, em termos de respostas, se pretendem alcançar. A comunicação que nos propomos apresentar resultou de um trabalho de investigação decorrido em espaços semipúblicos portuenses associados ao vinho, tendo contado com um conjunto articulado de múltiplas estratégias metodológicas com vista a um maior conhecimento da realidade em estudo. Tentar conhecer a realidade passa, precisamente, por um processo de construção dessa mesma realidade, à qual não é alheia nem a perspectiva de abordagem nem a prática acional adotadas. Assim, esteve presente um traçado metodológico tão rigoroso quanto a própria pesquisa o permitiu. Nesse sentido, para evitar arbitrariedades e garantir o rigor sociológico exigido pela ciência, elaborámos, meticulosamente, um plano de ação e um percurso metodológico conducentes à seleção de plataformas empíricas para recolha de informação. Nesta comunicação propomo-nos, por conseguinte, apresentar o processo de construção da amostra de espaços semipúblicos associados a consumos vínicos, incidindo particularmente em três etapas: i) delimitação do universo no espaço geográfico circunscrito ao estudo; ii) construção de uma tipologia dos estabelecimentos inseridos nos Centros Históricos do Porto e de Vila Nova de Gaia; iii) seleção das plataformas de observação empírica para um estudo focalizado nos consumos vínicos.
  • Nome, - Dulce Maria da Graça Magalhães

    afiliação institucional - Faculdade de Letras da Universidade doPorto

    área de formação - Sociologia

    interesses de investigação - Sociologia das classes sociais, sociologia da Educação e sociologia do consumo
  • PAP1102 - A articulação entre métodos intensivos e extensivos de pesquisa. Reflexão com base num exemplo de análise do insucesso escolar.
    Resumo de PAP1102 - A articulação entre métodos intensivos e extensivos de pesquisa. Reflexão com base num exemplo de análise do insucesso escolar. 
    •  MATOS, Madalena CV - Não disponível 
    • PAP1102 - A articulação entre métodos intensivos e extensivos de pesquisa. Reflexão com base num exemplo de análise do insucesso escolar.

      Face à complexidade dos fenómenos sociais que, a exemplo do insucesso escolar, parecem resistir a múltiplas análises sociológicas, defende-se a necessidade de uma reflexão específica sobre duas questões críticas na metodologia da pesquisa empírica. Uma diz respeito às regras do “método de articulação” entre diferentes métodos de análise empírica. Não se trata simplesmente de justapor ou combinar dados qualitativos com dados quantitativos – o que, frequentemente, fazemos já – mas sim, a montante da recolha e da análise dos dados, de definir, no desenho de pesquisa, a relação entre o que, de forma simplificada, podemos designar como métodos “comparativo-extensivo”, “comparativo-intensivo” e “intensivo-de caso”. Mais se defende que os “vícios” positivistas ou subjectivistas tradicionalmente associados, respectivamente, aos métodos extensivo e intensivo só podem ser ultrapassados num quadro de pesquisa que verdadeiramente integre dados de diferentes naturezas e relativos a diferentes níveis de “funcionamento” da realidade social. O que nos remete para a segunda questão. Esta diz respeito à necessária articulação entre os métodos accionados num desenho de pesquisa e a teorização do fenómeno social a analisar, em particular em termos das “unidades de análise” consideradas ou dos níveis de produção de informação empírica, tradicionalmente e genericamente definidos como níveis micro, meso e macro de análise. Aproximamo-nos aqui do que J. Ferreira de Almeida e Madureira Pinto, retomando a proposta de Blalock, designaram de teorias auxiliares de pesquisa. Integramos nesta designação, não só a reflexão sobre as “relações sociais de observação”, – a que poderíamos chamar teorias auxiliares “externas” –, mas também a reflexão sobre os níveis ou “patamares” analíticos em que necessariamente segmentamos os fenómenos sociais no acto de observação – a que poderíamos chamar teorias auxiliares “internas”. Algumas das questões assim levantadas serão ilustradas com exemplos retirados de um estudo sobre o fenómeno do insucesso escolar.
  • PAP0451 - Discussão e operacionalização do conceito de Cidadania Política
    Resumo de PAP0451 - Discussão e operacionalização do conceito de Cidadania Política  
    • CARVALHO, Tiago CV de CARVALHO, Tiago
    • PAP0451 - Discussão e operacionalização do conceito de Cidadania Política

      Propõe-se discutir o conceito de cidadania enquadrando-o no contexto da teoria sociológica, sem descurar questões mais abrangentes, de modo a proceder a uma operacionalização informada do mesmo. Pretende-se, então, confrontar um conjunto proposições teóricas com a realidade empírica por via de dados quantitativos, expondo a sua articulação com o objectivo de descrever o processo de construção do mesmo. O debate sobre o conceito de cidadania abrange vários campos do conhecimento humano. Se uma reflexão sobre o mesmo tem origem na filosofia, actualmente expressa-se nas várias ciências sociais herdeiras da tradição clássica. Na sociologia a discussão foi aberta por T.H. Marshall: a sua visão do desenvolvimento histórico tripartido da cidadania (direitos civis, políticos e sociais) é base de todas as discussões em torno deste conceito. Na Modernidade, de um ponto de vista sociológico, refere-se, em termos genéricos, à vinculação adquirida através da nacionalidade, isto é, a um estatuto político e numa definição estrutural à incorporação dos cidadãos no centro político (Mouzelis, 2008). A cidadania política pode ser entendida como um conceito que dá conta de como os agentes se relacionam quer com o Estado, quer com outros cidadãos, i.e., é um indicador das reais possibilidades de influência dos processos democráticos e das instituições. É, também, a única dimensão do conceito de cidadania vinculada à acção dos indivíduos. Com base na literatura é possível distinguir duas dimensões que são normalmente confundidas relativamente a esta dimensão (Ekman e Amna, 2009): latente (relativa ao envolvimento cívico, comunitário e moral) e activa (participação política). O objectivo desta comunicação é, então, apresentar uma tipologia de cidadania política construída a partir dos dados do European Social Survey, procurando ultrapassar dicotomizações do mesmo como, por exemplo, participativo e não participativo. A partir de variáveis referentes às dimensões latente e activa encontrou-se quatro formas de cidadania política através de uma análise de correspondências múltiplas: apolíticos excluídos, votantes passivos, activos apartidários e activistas mobilizados. Pretende-se, ainda, caracterizar extensivamente esta tipologia em duas dimensões: condições sociais de vida e valores sociais, de modo a introduzir questões relativas ao foco da acção cidadã e das suas bases sociais. A partir desta é possível empreender discussões teóricas informadas, ou seja, completar o ciclo de investigação entre teoria e empiria.
  • Nome: Tiago Carvalho

    Afiliação institucional: CIES-IUL

    Área de formação: Sociologia

    Interesses de investigação: Classes sociais, sociologia política
  • PAP0320 - O erro como meio de produção de conhecimento: o caso da utilização da concepção weberiana de
    Resumo de PAP0320 - O erro como meio de produção de conhecimento: o caso da utilização da concepção weberiana de  
    • FREITAS, Renan Springer de CV de FREITAS, Renan Springer de
    • PAP0320 - O erro como meio de produção de conhecimento: o caso da utilização da concepção weberiana de

      O fato de cientistas da mais alta extração não estarem isentos de erros que se afiguram como bizarros aos olhos de gerações posteriores é bem conhecido na história da ciência. Pasteur, por exemplo, supunha, até 1880, que a imunidade resultava do esgotamento dos nutrientes essenciais de que a bactéria necessita para se multiplicar no organismo em que se hospeda. O pensamento sociológico, ao que parece, não fornece exemplos de erros tão anedóticos. Não obstante, neste artigo quero chamar a atenção para uma concepção sociológica cujo caráter bizarro não escapou aos historiadores e eruditos. Refiro-me ao conceito de povo-pária, tal como Weber o formulou, isto é, como chave para a compreensão do comportamento dos judeus enquanto minoria étnica e religiosa. Apesar de a literatura especializada ter mostrado, nos últimos cinqüenta anos, a inadequação teórica e empírica deste conceito sob os mais diferentes ângulos, na literatura sociológica ele tem sido retido como um meio de explicar a incompatibilidade última entre o judaísmo e o desenvolvimento do racionalismo ocidental. Assim, em seu aclamado livro The rise of western rationalism, o sociólogo alemão Wolfgang Schluchter argumenta que embora a doutrina profética hebraica tenha dado início ao processo de racionalização da conduta no ocidente (ao conceber um Deus único e pessoal que faz demandas éticas), o fato de os judeus terem se transformado (após a experiência do exílio babilônico) em um povo pária impediu que a referida doutrina ganhasse uma dinâmica universalista, problema que viria a ser solucionado posteriormente com o advento do cristianismo. Em um trabalho posterior, Schluchter se mostra ciente de que o conceito de povo-pária é alvo de merecidas críticas, mas faz duas ressalvas: esse conceito é importante para explicar por que os judeus não criaram o espírito do capitalismo moderno e para realçar a condição “marginal” dos judeus, em contraste com a posição “heterodoxa” dos protestantes. Mais recentemente, Schluchter mencionou a inadequação do conceito de povo-pária quando aplicado ao judaísmo na Antiguidade, mas, ainda assim, argumentou que é importante retê-lo (aplicado à Antiguidade) porque sem ele a abordagem mais abrangente de Weber a respeito do desenvolvimento do racionalismo ocidental perderia parte de seu apelo. Neste artigo eu discuto a pertinência de toda essa linha de argumentação. Meu foco principal é o esforço de Schluchter em reter o conceito de povo-pária aplicado aos judeus da Antiguidade apesar de reconhecer a inadequação empírica desse conceito nesse caso particular.
  • Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (1980), mestre em Sociologia pela Sociedade Brasileira de Instrução - SBI/IUPERJ (1983) e doutor em Sociologia pela mesma Instituição (1989). Pesquisador visitante na Universidade de Amsterdam, no período 1990-1992, com bolsa de pós-doutorado concedida pela CAPES e Professor visitante na Duke University, EUA, em setembro de 2006. Atualmente é membro do Conselho Editorial da Revista Philosophy of the Social Sciences. Professor Titular da Universidade Federal de Minas Gerais. Temas sobre os quais leciona e publica: teoria sociológica, sociologia do conhecimento, sociologia da ciência e sociologia da religião.
  • PAP0293 - Comunicação organizacional e transformação identitária – o enquadramento metodológico de um estudo
    Resumo de PAP0293 - Comunicação organizacional e transformação identitária – o enquadramento metodológico de um estudo PAP0293 - Comunicação organizacional e transformação identitária – o enquadramento metodológico de um estudo
    • FARIA, Susana CV de FARIA, Susana
    • PAP0293 - Comunicação organizacional e transformação identitária – o enquadramento metodológico de um estudo

      O artigo que nos propomos apresentar pretende dar conta do enquadramento teórico-conceptual da investigação que produzimos no âmbito de um Doutoramento que tomou como objeto de estudo os processos de comunicação e a sua influência na redefinição da identidade de um agrupamento de escolas em contexto de mudança. Propor-nos refletir sobre a forma como as nossas questões de investigação e hipóteses de trabalho foram ‘operacionalizadas’ no terreno, influenciando as opções metodológicas ao longo de um processo de investigação que se revelou complexo e bastante diversificado. Numa abordagem predominantemente fenomenológica, mais do que descrever ou prescrever processos e circuitos de informação, interessou-nos, neste estudo, compreender o sentido que os atores atribuíam à comunicação organizacional, o valor que lhe conferiam, a forma como se apropriaram as mensagens e as representações que a partir dela foram construídas. Tratou-se, no fundo, de uma tentativa de penetrar na comunidade afetiva e interpretativa de uma instituição educativa, acedendo ao seu universo simbólico e à forma como as pertenças foram geridas num contexto pouco estabilizado e sujeito a processos frequentes de reconfiguração. Neste contexto, a entrevista afigurou-se, desde o início, como a forma privilegiada de aceder às práticas discursivas e ao conjunto de significados que circula nas escolas que integram o Agrupamento analisado, dos quais, hipoteticamente, os atores poderiam não ter sequer consciência, ou pelo menos estar encobertos por tentativas de racionalização de comportamentos. No entanto, porque pretendíamos traçar uma visão panorâmica, contemplando os diferentes grupos de atores que interagem neste Agrupamento de escolas, o nosso universo de análise, além de diversificado, deveria permitir a definição de tendências e a procura de relações entre fenómenos, o que justificou, igualmente, o recurso a uma abordagem quantitativa. Os dados empíricos, que sustentaram este estudo, resultam então da observação do quotidiano de um agrupamento de escolas do ensino básico e dos testemunhos recolhidos, ao longo de três anos, nesta comunidade educativa. Recorrendo ao estudo de caso como estratégia de investigação enveredámos inicialmente num contexto de descoberta, pela realização de observações ‘desarmadas e naturais’. Usámos, posteriormente, a análise documental, a entrevista e o questionário na recolha de informação complementar, o que, mediante o cruzamento de métodos de análise qualitativa e quantitativa, nos permitiu tirar partido da triangulação dos dados. Bogdan, R. e Biklen. S. (1994). Investigação qualitativa em educação: Uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora. Miles, M. B. and Huberman, A.M. (1994). Qualitative data analysis. London: Sage Publication Silva, P. (2003b). Etnografia e educação: Reflexões a propósito de uma pesquisa sociológica. Porto: Profedições.
  • Susana Faria, Professora Adjunta na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, integra o Centro de Investigação Identidades e Diversidades (CIID) do Instituto Politécnico de Leiria.
    Doutorada em Ciências Sociais pela Universidade de Aveiro, atua na área de Sociologia, em que é licenciada, e das Ciências da Educação, onde obteve o grau de Mestre. Nos últimos anos, tem vindo a privilegiar como áreas de investigação: a comunicação organizacional, a cultura e identidade(s) coletiva(s) e os processos de transformação identitária.