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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST5 Trabalho, Organizações e Profissões[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 5 - Trabalho e relações de género[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1491 - Assédio Moral no ensino superior
    Resumo de PAP1491 - Assédio Moral no ensino superior 
    •  VERDASCA, Ana CV - Não disponível 
    • PAP1491 - Assédio Moral no ensino superior

      Despite no general agreement exists regarding a definition of Workplace Bullying (WB), power has been identified as a core element of the construct since the beginning of research in this field (Einarsen, 1996; Leymann, 1996; Salin, 2003). Brodsky (1976), a pioneer researcher, perceives bullies as manipulating their colleagues or staff in order to achieve power or privilege, pointing out that some positions of power include the remit to inflict actions on others which could be perceived as aggressive. As such, at the individual level, there are several instances where it might be individually “rational” to bully a colleague or a subordinate, due to internal competition, a politicized climate and performance related reward systems (Salin, 2003; Vartia, 1996). For instance, Salin (2003) found positive association between workplace bullying and perceptions of organizational politics. Also, Vartia (1996) found that at bullying workplaces the atmosphere was often experienced as strained and competitive, with everyone pursuing their own interests. Gender is an issue thet has often been associated with power or the absence of it. Notwithstanding, the relationship between bullying and gender has received scarce attention of research till the moment. According to the IV European Survey Women are more subject to bullying and harassment (6%) than men (4%) and younger women are at greatest risk (8%of those under 30 years old). The aim of this communicationis to explore the significance of gender in bullying
  • PAP1457 - As representações do trabalho do homem e da mulher nos bancos e a reprodução das desigualdades de gênero
    Resumo de PAP1457 - As representações do trabalho do homem e da mulher nos bancos e a reprodução das desigualdades de gênero 
    •  MONTEIRO, Keila Sousa dos Santos CV - Não disponível 
    • PAP1457 - As representações do trabalho do homem e da mulher nos bancos e a reprodução das desigualdades de gênero

      Esta pesquisa pretende analisar como a implementação do Programa Pró-equidade de Gênero influenciou as representações sociais de gênero num banco estatal em Aracaju/SE no período de 2005/2010. Essas representações contribuem para a reprodução e a legitimação das desigualdades entre homens e mulheres no trabalho, que vão além das diferenças salariais, persistem no acesso, na remuneração, na ascensão e na permanência no emprego, mesmo diante da progressiva elevação da qualificação e da participação das mulheres no trabalho assalariado. O Programa Pró-equidade de Gênero é uma espécie de política pública que visa contribuir no enfrentamento das práticas de subordinação e reprodução das desigualdades de gênero no mundo do trabalho através do desenvolvimento de concepções e procedimentos na gestão de pessoas e na cultura organizacional para alcançar a equidade. Serão estudados os processos de assimilação e difusão do programa na cultura organizacional e na gestão de pessoas para assimilar as estratégias da organização na implementação, além de compreender os desvios e as adaptações às particularidades da organização, a multiplicidade de relações construídas para transmitir aos trabalhadores novas concepções para o enfrentamento das discriminações de gênero no trabalho. Especificamente, será pesquisado: como os atores sociais que fazem parte da comissão de implementação local do programa compreendem a política pública, como no cotidiano das relações no trabalho o programa é executado e assume os diversos significados presentes nos discursos dos atores sociais localizados em diferentes patamares hierárquicos. A opção pelo banco estatal para análise empírica deve-se, sobretudo, ao propósito de reforçar os estudos no setor de serviços, particularmente, o bancário, caracterizado por relações de trabalho inscritas nas últimas décadas num contexto marcado pelo uso automação/informatização, pelo ingresso maciço de mulheres e pela reestruturação produtiva. Nesse sentido, esta pesquisa se insere num conjunto de contribuições empíricas orientadas pela perspectiva da análise das relações de gênero no trabalho, de tal forma que as principais categorias analíticas são gênero, trabalho e divisão sexual do trabalho. O estudo indica que está havendo um aumento na quantidade de mulheres nos cargos de nível hierárquico superior. Embora o número de mulheres decresça à medida que o poder do cargo aumenta, observa-se que de 2008 para 2009 a quantidade de mulheres no banco aumentou apenas 4%, entretanto, nas chefias de unidade e nas chefias estratégicas avançou 14% e 11% respectivamente.
  • PAP0854 - As diferenças de gênero entre os profissionais do Jornalismo de São Paulo
    Resumo de PAP0854 - As diferenças de gênero entre os profissionais do Jornalismo de São Paulo 
    •  LEITE, Aline Tereza Borghi CV - Não disponível 
    • PAP0854 - As diferenças de gênero entre os profissionais do Jornalismo de São Paulo

      Nas últimas décadas, os jornalistas têm sido objeto de discussão nas abordagens sociológicas, a partir do estudo dos ofícios, das ocupações e dos profissionais do jornalismo, com ênfase para seus processos de profissionalização, suas identidades profissionais, segmentação em grupos e formas de organização social. No Brasil, nos últimos anos, o mundo das comunicações vem passando por mudanças significativas. Nesse contexto, as alterações no universo profissional do jornalismo podem ser ilustradas pelas mudanças na regulamentação da profissão, com questionamentos quanto aos critérios de ingresso na carreira; a introdução da tecnologia nos meios midiáticos; o aumento das modalidades de acesso à informação; a concentração de jornalistas no segmento "extra-redação" (profissionais que não estão empregados em empresas jornalísticas); a crescente presença das mulheres no jornalismo e nos cursos universitários e o aumento do nível de escolaridade dos profissionais e principalmente das mulheres profissionais, considerando-se que na capital paulista, as mulheres predominam entre os jornalistas registrados formalmente com nível superior de ensino. O objetivo deste paper é compreender, dentro deste cenário marcado pela feminização desta profissão, as disparidades presentes no interior da profissão de jornalismo, em termos de desigualdade de poder, prestígio, nível escolar, oportunidades na carreira e reconhecimento social, segundo um recorte de gênero. Pretende-se observar se o crescente ingresso das mulheres no ensino superior corresponde a uma melhor inserção na carreira profissional, conduzindo a uma alteração nas estruturas hierárquicas do jornalismo. Para isso, serão apresentados dados que revelem a distribuição de homens e mulheres em São Paulo quanto ao segmento do jornalismo em que atua, analisando a estratificação nas posições mais elevadas segundo o sexo e as diferenças de remuneração média por função, utilizando como principal fonte de informações a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) do Brasil.
  • PAP0682 - Trabalho e gênero no setor confeccionista brasileiro de Uberlândia - MG
    Resumo de PAP0682 - Trabalho e gênero no setor confeccionista brasileiro de Uberlândia - MG PAP0682 - Trabalho e gênero no setor confeccionista brasileiro de Uberlândia - MG
    • VANNUCHI, Maria Lúcia CV de VANNUCHI, Maria Lúcia
    • PAP0682 - Trabalho e gênero no setor confeccionista brasileiro de Uberlândia - MG

      Este trabalho apresenta resultados parciais de uma pesquisa intitulada “A feminização do setor confeccionista em Uberlândia: representações sociais e condições de trabalho”. O presente texto analisa os mecanismos que respondem pela feminização do setor de confecções, um dos mais importantes no cenário da produção industrial de Uberlândia, município brasileiro do interior do Estado de Minas Gerais, que responde pela produção média de 5500 peças/mês - constituído por 90% de mulheres e 10% de homens. Focaliza, ainda, aspectos da divisão sexual do trabalho nas unidades fabris do setor, as condições de trabalho dos(as) operários(as), e as estratégias utilizadas para conciliar as atividades fabris e domésticas. Procura elucidar a imbricação das relações de classe e de gênero que informam as relações estabelecidas no espaço profissional ora analisado, considerando que sua feminização contribui para a precarização do trabalho no setor, hipótese corroborada por denúncias de dumping social praticado por unidades fabris do município, e também pelo fato do setor terceirizar determinadas etapas da produção para reduzir seu custo e ampliar a margem de lucro; de utilizar-se, em larga medida, de atividades façonistas que perfazem 40% da produção local, nas quais também predomina o trabalho de mulheres que, não raro, veem nessas modalidades precarizadas de trabalho, a possibilidade de conciliar as atividades fabris e domésticas. Considera-se que o predomínio da mão-de-obra feminina no setor analisado resulta da trama de relações de gênero que transversam a totalidade social, entendidas estas, como construções histórico-culturais que, no intuito de justificar e legitimar relações desiguais, hierarquizadas, estabelecidas entre sujeitos sociais de sexos diferentes, naturalizam-nas. E o atual sistema de acumulação flexível delas se apropria, utilizando-as como um dos mecanismos potencializadores da produtividade, e geradores de formas específicas de exploração e dominação. O estudo, de natureza qualitativa, ancora-se em vertentes da Sociologia do Trabalho e dos Estudos das relações sociais de sexo/gênero, sobretudo, nas reflexões de Scott, Kergoat e Hirata. O texto resulta de pesquisas bibliográficas, documental, e de campo - por meio da observação dos espaços de trabalho, da aplicação de questionários e realização de entrevistas semi-estruturadas.
  • Maria Lúcia Vannuchi possui doutorado em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2003), e mestrado em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Goiás (1990). É graduada em História e em Ciências Sociais. Atualmente é professora adjunta II do INCIS da Universidade Federal de Uberlândia - UFU. É membro do Colegiado do Curso de Graduação em Ciências Sociais - UFU, e integrante da linha 1 do PPGCS - Cultura, Identidades, Educação e Sociabilidade. Integra o NEGUEM - Núcleo de Estudos de Gênero,Violência e Mulheres - UFU, e o NUPECS - Núcleo de Pesquisa em Ciências Sociais - UFU. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia do Trabalho e das Relações de Gênero. Temas de investigação: gênero e trabalho, identidades de gênero e subjetividades.
  • PAP0279 - Intervenção organizacional e igualdade de género
    Resumo de PAP0279 - Intervenção organizacional e igualdade de género 
    • OLIVEIRA, Catarina Sales de CV de OLIVEIRA, Catarina Sales de
    •  BOAS, Susana Villas CV - Não disponível 
    • PAP0279 - Intervenção organizacional e igualdade de género

      Um plano organizacional de igualdade de género é, na sua essência, um instrumento de gestão estratégica para a mudança, consistindo na estruturação e calendarização de um conjunto de medidas de intervenção que visam promover a igualdade de acesso e oportunidades para todos/as os/as trabalhadores/as. Este tipo de plano procura mitigar ou solucionar os desequilíbrios e desigualdades de género existentes. Não obstante a pertinência e racionalidade do cenário apresentado, as práticas reais no seio das organizações que desenvolvem planos de igualdade de género, são muitas vezes dissonantes e apresentam entropias. Concretamente nas instituições públicas de ensino superior, as questões do género tendem percepcionadas como pouco relevantes. O projecto UBIgual é promovido pelo UBI_CES e co-financiado pela União Europeia e Estado Português, no âmbito da Tipologia 7.2 do Programa Operacional Potencial Humano (POPH) do QREN, tendo como organismo intermédio a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. Com esta iniciativa o UBI_CES pretendeu que a Universidade da Beira Interior fosse a primeira Universidade portuguesa a elaborar um Plano de Igualdade de Género. O objectivo é promover medidas que favoreçam a incorporação, a permanência e o desenvolvimento da carreira profissional das pessoas, com a obtenção de uma participação equilibrada de mulheres e homens em todos os cargos e em todos os níveis de responsabilidade. Com base na experiência do projecto UBIgual, procuraremos nesta comunicação debater as dificuldades que um projecto de igualdade de género numa instituição do ensino superior pode encontrar e as potencialidades do mesmo na promoção da eficácia organizacional e na mobilização dos actores estratégicos, com o objectivo de encontrar algumas pistas que, auxiliando a compreensão deste fenómeno, nos sugiram linhas de actuação futura ao nível da intervenção em igualdade de género em organizações deste tipo.
  • Catarina Sales Oliveira
    UBIF - aculdade de Ciências Sociais e Humanas - Departamento de Sociologia
    Sociologia do Trabalho, das Organizaçoes e do Emprego ISCTE - IUL
    Mobilidades, Transportes e Ambiente
    Organizações e género
  • PAP0222 - Domestic services, gender and migration in Portugal: a quantitative contribution
    Resumo de PAP0222 - Domestic services, gender and migration in Portugal: a quantitative contribution PAP0222 - Domestic services, gender and migration in Portugal: a quantitative contribution
    • ABRANTES, Manuel CV de ABRANTES, Manuel
    • PAP0222 - Domestic services, gender and migration in Portugal: a quantitative contribution

      The study of domestic services has been recently nourished by an array of empirical studies. Precious international overviews can be found in Anderson (2000), Ehrenreich and Hochschild (2002), Lutz (2008), or Isaksen (2010). In particular, the notion of in-house paid labour as a trait of traditional societies about to be washed away by the flush of modernity has been replaced with the observation of these services as instantiations of the global (Sassen, 2007), persistently intertwined with issues of gender, class and ethnic relations. Yet, two limitations can be identified in research to date: the exclusive focus on urban settings and the lack of quantitative analysis. How many individuals are currently employed in domestic and care occupations? What can be said about their demographic profile? And how did numbers evolve over the last decade? In this paper, Portugal is proposed as a singular case of study within Europe. Two data sources are combined to examine the period between 2000 and 2010: the European Union Labour Force Survey and the national Social Security Records. The first section of the paper offers an overview of previous studies on domestic labour and a short characterization of the case of Portugal regarding employment, gender and migration. A description of methodology is then provided. To be sure, large-scale datasets on employment provided by statistic offices entail specific limitations regarding domestic services. These require close attention. According to examined data, cleaning and care services employ a growing number of individuals since 2000. This is the case both in Portugal and the European Union at large. By 2010, the occupational group of ‘Domestic and related helpers, cleaners and launderers’ comprised 5.6 percent of the total employed population in Portugal (280.2 thousand individuals), while the group of ‘Personal care and related workers’ stood at 3 percent (146.9 thousand individuals). Considering women only, the dimension of these two groups is significantly larger, comprising 11.5 and 5.8 percent of all women in paid employment. The particular number of individuals employed in domestic services increased between 2000 and 2008, and decreased under the economic recession of 2008-10. The combination of the two data sources suggests that there are indeed two concomitant trends in operation. On the one hand, a mild decrease in the number of individuals employed in domestic services; on the other, a significant fall in the share of workers who are registered in the social security system. Change in the profile of domestic workers since 2000 is also apparent: average age and the number of migrants both increased. The very large share of women in the workforce remains unaltered. Some recommendations for future research are included in the concluding remarks.
  • Manuel Abrantes é membro do SOCIUS: Centro de Investigação em Sociologia Económica e das Organizações, Universidade Técnica de Lisboa, e Professor Convidado de Sociologia do Trabalho e do Lazer na Universidade Aberta. Os seus principais interesses académicos incluem o trabalho, o género, a migração e a participação política. É autor do livro Borders: Opportunities and Risks for Immigrant Workers in Cities of the Netherlands e tem contribuído para diversos volumes conjuntos e revistas científicas. Desde 2010, está a conduzir estudos de doutoramento na Universidade Técnica de Lisboa sobre as condições e as relações de trabalho no setor dos serviços domésticos.
  • PAP0155 - ANALISANDO A DIVERSIDADE NO TRABALHO DOCENTE: DIMENSÕES DE GÊNERO/CLASSE NO ENSINO SUPERIOR
    Resumo de PAP0155 - ANALISANDO A DIVERSIDADE NO TRABALHO DOCENTE: DIMENSÕES DE GÊNERO/CLASSE NO ENSINO SUPERIOR  PAP0155 - ANALISANDO A DIVERSIDADE NO TRABALHO DOCENTE: DIMENSÕES DE GÊNERO/CLASSE NO ENSINO SUPERIOR
    •  CRUZ, Maria Helena Santana CV - Não disponível 
    • PAP0155 - ANALISANDO A DIVERSIDADE NO TRABALHO DOCENTE: DIMENSÕES DE GÊNERO/CLASSE NO ENSINO SUPERIOR

      Esta pesquisa analisa as relações de gênero, os fatores que impulsionam docentes mulheres e homens a seguir no exercício do trabalho na Universidade Federal de Sergipe (Brasil), as experiências vividas, as mensagens que obtêm no cotidiano, como possibilidade de se repensar a dimensão formativa, os desafios enfrentados no contexto do ensino superior. Antecipou-se a hipótese de que as relações de gênero no trabalho docente no contexto de uma universidade federal ensejam o tratamento das diferenças para a construção de um mundo igual, o que implica a ética da alteridade. Considerou-se que gênero é mais do que uma identidade aprendida imersa nas instituições sociais. Os sujeitos são subjetivados simultaneamente por uma multiplicidade de processos, em suas existências particulares. A opção metodológica recaiu sobre a pesquisa qualitativa de inspiração etnográfica, visando obter saberes de professores (não limitados a conteúdos que dependeriam de um conhecimento especializado) abrangendo uma diversidade de questões/problemas sobre o trabalho produtivo-reprodutivo. Pretendeu-se compreender a persistência de assimetrias entre os gêneros com reflexos na vida familiar e profissional, entre outros domínios. Consultaram-se diferentes fontes de informação, priorizando-se a entrevista semi-estruturada com 16 professores (10 mulheres e seis homens) de várias áreas do conhecimento nos três campi. O grupo docente universitário é mais elitizado, personifica muitos avanços recentemente alcançados nas relações de gênero mais igualitárias, mas também expressa conflitos e contradições intrínsecas a qualquer processo de mudança social. As trajetórias de formação e trabalho das/os docentes mostram-se diversificadas no início de suas carreiras. As concepções mais igualitárias, no espaço das relações de gênero no ensino superior estariam diretamente relacionadas, na ação feminina, à ampliação do universo de escolhas e ao maior investimento na própria qualificação e na vida profissional.