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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Teorias e Metodologias[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 8 - Questões contemporâneas de teoria e metodologia sociológicas II[ Voltar às Mesas ]

  • PAP0151 - A idéia de exterminismo em E. P. Thompson como mediação entre razão e utopia
    Resumo de PAP0151 - A idéia de exterminismo em E. P. Thompson como mediação entre razão e utopia 
    • MULLER, Ricardo CV de MULLER, Ricardo
    • PAP0151 - A idéia de exterminismo em E. P. Thompson como mediação entre razão e utopia

      No contexto da guerra fria, a Grã-Bretanha assumiu o papel de base avançada da OTAN. Frente a um eventual ataque da então União Soviética, o objetivo era o de diversificar os alvos e evitar um ataque concentrado nos Estados Unidos. Nesse cenário, o povo britânico (como o russo) seria a principal vítima do conflito. A subserviência aos Estados Unidos constituía o principal compromisso britânico com a OTAN, e os que se opunham eram considerados rebeldes e opositores do consenso. Nesse período, a retórica da guerra fria reafirma a tônica da perseguição ao inimigo interno. Como a Europa era o ponto de tensão do sistema básico da guerra fria, em resposta a esse cenário, no início da década de 1980, muitos militantes na Europa, ativos na campanha pelo desarmamento unilateral, concluíram que havia um problema central no balanço de poder criado pela guerra fria. Entre outros aspectos, a evidência demonstrava que nenhum dos blocos em antagonismo (Estados Unidos e União Soviética) poderia “ganhar uma guerra”. Como ainda se acreditava que uma razão democrática e popular pudesse prevalecer, a luta seria definida em outro patamar, concentrando-se no questionamento e enfraquecimento do processo e de suas premissas ideológicas. Um dos militantes mais importantes desses grupos era justamente E. P. Thompson. Os argumentos do artigo se baseiam fundamentalmente em suas reflexões e proposições. Sua obra reafirma a importância de um diálogo permanente entre teoria e empiria e, nesse movimento, efetiva uma mediação entre as tendências teóricas das Ciências Sociais e outros temas polêmicos do cenário político atual: questões associadas às tendências neopragmáticas e neoconservadoras e sua influência sobre o cenário contemporâneo das relações internacionais; noções como “ataques preventivos”, programados e/ou realizados; terrorismo (questões pragmáticas e conceituais); regionalização de guerras e conflitos; diferentes sensações e formas de violência; relação entre idéia e expectativa de segurança, e a redefinição da relação entre cidadania e segurança pública; crise de modelos e práticas democráticas; alianças e cisões políticas (em especial as partidárias); relações entre as noções de império e imperialismo, e suas tensões, etc. Considerando as relações entre esses problemas, e suas potenciais contradições, o artigo sustenta que esse debate é relevante e pertinente e defende a importância e a atualidade da categoria exterminismo, proposta por Thompson. Como supõe ao mesmo tempo uma dialética de princípios (a ameaça de exterminismo e ações antiexterministas), essa categoria opera elementos úteis para reavaliar possibilidades teóricas e analisar a dinâmica social e aspectos do cenário político contemporâneo. Oferece também um amplo campo de mediações entre esses temas, favorecendo diferentes abordagens no campo da teoria social e alternativas de pesquisa.
  • Ricardo Gaspar Müller: professor associado do Departamento deSociologia e Ciência Política e Coordenador do Programa de Pós-graduação emSociologia Política (PPGSP) – gestão 2012/2014 – da Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC), Florianópolis, Brasil. Coordenador epesquisador do Núcleo de Estudos das Transformações do Mundodo Trabalho (TMT/CFH/UFSC). Linhas de pesquisa em que atua: Ideias,Instituições e Práticas Políticas; Mundos do Trabalho. Membrodo comitê editorial de Política e Sociedade: revista de SociologiaPolítica (PPGSP/UFSC).Professor do Departamento de ComunicaçãoSocial da Universidade Federal Fluminense (UFF), de 1980 a 1997.Visiting Scholar naUniversidade de Nottingham (1993/1994 e 2001). Pós-doutorado em Sociologia pela UniversidadeFederal do Rio de Janeiro (UFRJ).Doutor em História Social pela Universidade de SãoPaulo (USP). Mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG).