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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST5 Trabalho, Organizações e Profissões[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 8 - Valores, identidades e satisfação no trabalho[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1230 - Processo de socialização e construção de identidades profissionais: um estudo a partir de narrativas biográficas de trainees de uma multinacional brasileira
    Resumo de PAP1230 - Processo de socialização e construção de identidades profissionais: um estudo a partir de narrativas biográficas de trainees de uma multinacional brasileira PAP1230 - Processo de socialização e construção de identidades profissionais: um estudo a partir de narrativas biográficas de trainees de uma multinacional brasileira
    • CUNHA, Marciano de Almeida CV de CUNHA, Marciano de Almeida
    •  SOBRAL, Mariana Cristina Tosta CV - Não disponível 
    •  SOARES, Gabrielle Tosin CV - Não disponível 
    • PAP1230 - Processo de socialização e construção de identidades profissionais: um estudo a partir de narrativas biográficas de trainees de uma multinacional brasileira

      Um dos grandes desafios da juventude nos dias atuais é em relação à angustia quanto às possibilidades de inserção e realização profissional. Os dados demográficos no Brasil retratam um paradoxo: existe um contingente de profissionais no campo da Administração (estudantes, recém formados, pós-graduados, profissionais de carreira) em busca de uma oportunidade, no entanto, existe também uma demanda por profissionais que correspondam aos objetivos cada vez maiores das organizações e às exigências dos espaços ocupacionais. A cobiça por uma carreira diferenciada conduz milhares de jovens aos “Programas Trainnes” das grandes corporações. São programas altamente concorridos e desenhados para “encontrar” os talentos em potencial para ocupar posições de liderança no presente e/ou no futuro. Os estudos sociológicos demonstram que esses talentos não se fizeram apenas ao longo do processo de escolarização, tão pouco parece limitado pensar e acreditar que nasceram com atributos que os distinguem. Os estudos de Dubar(2005), Dubet (1994) Elias (1994) demonstram que os indivíduos se constituem profissionalmente ao longo do processo de socialização e de suas experiências sociais. A formação e conservação da identidade é um fenômeno que deriva da dialética entre um indivíduo e a sociedade, portanto, determinados pela estrutura social. Estas duas dimensões caracterizam o que Dubar (2005) tipifica como processo biográfico e processo relacional. Este trabalho tem como objetivo compreender o processo de construção da identidade de profissionais de trainees, atuantes numa multinacional brasileira a partir da identificação de regularidades e singularidades no processo de socialização e quais estratégias são/foram desenvolvidas para reconhecimento dessa identidade no campo profissional. Metodologicamente, para compreender o processo de construção da identidade profissional é importante olhar para a história de vida do sujeito, porque de acordo com Dubar (2005, p.150) quando olhamos para os jovens, a criação de estratégias pessoais e de representações de si pode ter grande peso no desenvolvimento futuro da vida profissional. Os dados empíricos são oriundos de narrativas biográficas obtidas por meio de entrevistas semi-estruturadas, intensivas e em profundidade, com quatro (duas moças e dois rapazes) dos vinte e um jovens que ingressaram na corporação pelo Programa Trainee 2010. A “análise dos mundos” na história de vida dos indivíduos por meio de sua própria narrativa possibilitou identificar as distinções que apresentam em suas identidades profissionais oriundas dos espaços de socialização primária e secundária. Palavras-chave: Socialização; Identidade profissional; Espaço Ocupacional; Programa Trainee
  • Marciano de Almeida Cunha
    Professor da área de Gestão de Pessoas da Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR Brasil, atuando nos cursos de graduação e pós-graduação. Doutor em Educação (PUCSP) com estágio sandwich na Université de Montréal - Canadá, Mestre em Administração e em Educação (PUCPR) e formação em Administração e Ciências Biológicas (UEPB). Palestrante e consultor em Desenvolvimento Humano. e profissional. É líder do grupo de pesquisa “Formação e profissionalização no campo das Ciências Sociais Aplicadas”, no qual desenvolve pesquisas vinculado às seguintes Linhas de Pesquisa 1. “Processos de socialização, formação e profissionalização: da escolarização à carreira profissional” e 2. “Impactos de práticas e tecnologias de desenvolvimento profissional nos processos da Gestão de Pessoas e nas estratégias das organizações”. para conhecer mais www.marcianocunha.com.br
  • PAP0751 - Identidades profissionais no campo do trabalho social e a mudança de paradigma nas organizações do Terceiro Sector
    Resumo de PAP0751 - Identidades profissionais no campo do trabalho social e a mudança de paradigma nas organizações do Terceiro Sector  
    • DIOGO, Vera Lúcia Alves Pereira CV de DIOGO, Vera Lúcia Alves Pereira
    • PAP0751 - Identidades profissionais no campo do trabalho social e a mudança de paradigma nas organizações do Terceiro Sector

      Nesta comunicação, analisaremos a relação entre os recentes desenvolvimentos no campo profissional do trabalho social, analisando a evolução da respectiva formação superior, e o contexto organizacional do Terceiro Sector, na sua recente transformação. Quanto ao campo profissional, adoptamos a concepção francófona com base em Chopart, que se centra no conceito de intervenção social, entendido como o conjunto de actividades exercidas em contexto organizado que visem “pessoas ou públicos com dificuldade de integração social ou profissional numa perspectiva de ajuda, de assistência ou de controlo, de mediação ou de acções de animação ou de coordenação” (2003: 17 [itálico do autor].). Em detrimento da visão anglo-saxónica que inclui neste campo profissões da área da saúde, como os enfermeiros, pondo a tónica na satisfação das necessidades dos clientes no desenvolvimento da prática profissional (Abbot e Meerabeau, 1998). Em Portugal, as profissões do trabalho social têm-se vindo a organizar internamente de forma fragmentada, em associações específicas a determinadas profissões, como assistentes sociais, educadores sociais, entre outros. Concomitantemente, assistimos a uma proliferação na oferta de formação superior nestes domínios. Das listagens de oferta formativa da DGES, seleccionamos 59 cursos de licenciatura ministrados nos vários tipos de ensino, entre os quais ressalta a formação em Serviço Social, com 26 cursos, em Educação Social, com 13 cursos, e em Animação Sociocultural, com 10 cursos (DGES, 2011). Entendendo o contexto organizacional como espaço de redefinição (Queirós, 1994:4) das práticas profissionais, escolhemos aqui o Terceiro Sector, pelo papel central que lhe é dado na literatura sobre inovação social e empreendedorismo social, associados à prossecução da mudança social que, em última análise, é também o propósito do trabalho social, na sua actual acepção (Carvalho, 2006). Deste modo, equacionaremos de que forma as teorias da Inovação Social e do Empreendedorismo Social são basilares no entendimento do Terceiro Sector, enquanto campo em transformação, afectado pelas mudanças na política social e nas relações intersectoriais, e a nível interno, marcado pela emergência de orientações metodológicas estruturantes de uma intervenção mais integrada e sistemática, proporcionadas pela profissionalização da mão-de-obra (Ferreira, 2000). Ora, o desafio desta comunicação é o de apresentar a articulação entre duas dimensões fulcrais na concretização do trabalho social em Portugal, a saber, a formação e o contexto organizacional.
  • "Vera Diogo é Doutoranda em Sociologia na Faculdade de Letras da UP, Mestre em Riscos, Cidades e Ordenamento do Território pela mesma faculdade, e, licenciada em Sociologia pela Universidade do Minho, desde 2006.Tem alguma experiência profissional e voluntária em organizações do Terceiro Setor, em Portugal e na Turquia. Faz parte da equipa de acompanhamento de estágios do curso de Educação Social - Pós Laboral da ESE do Porto, onde também lecciona Sociologia das Organizações. Os seus interesses de investigação têm se concentrado nas temáticas do Trabalho Social, Empreendedorismo Social, Educação para o Empreendedorismo, Ensino Superior, Terceiro Setor, Inovação Social, Habitação Social e Exclusão Social."
  • PAP0744 - GRADO DE SATISFACCIÓN LABORAL DE LOS TRABAJADORES SOCIALES EN LA COMUNIDAD AUTÓNOMA DE CASTILLA Y LEÓN (ESPAÑA)
    Resumo de PAP0744 - GRADO DE SATISFACCIÓN LABORAL DE LOS TRABAJADORES SOCIALES EN LA COMUNIDAD AUTÓNOMA DE CASTILLA Y LEÓN (ESPAÑA) 
    • GARCÍA, Rogelio Gómez CV de GARCÍA, Rogelio Gómez
    • PAP0744 - GRADO DE SATISFACCIÓN LABORAL DE LOS TRABAJADORES SOCIALES EN LA COMUNIDAD AUTÓNOMA DE CASTILLA Y LEÓN (ESPAÑA)

      La presente comunicación recoge los resultados de un estudio sobre los determinantes de la satisfacción e insatisfacción laboral en los trabajadores sociales en Castilla y León (España). Para ello se contrastan la posible influencia que ciertas variables, referentes tanto al trabajador social (sexo, estado civil, edad, etc.), como al puesto de trabajo (dependencia del salario, tipo de contrato, dedicación, horas trabajadas, etc.), pueden ejercer sobre el nivel de satisfacción e insatisfacción laboral expresada por los participantes. Los datos se basan en una encuesta realizada al colectivo de trabajadores sociales de Castilla y León en el año 2010. La muestra estuvo constituida por 1453 trabajadores sociales que contestaron al cuestionario. Para cuantificar el grado de asociación utilizamos la odds ratio, y un intervalo de confianza del 95%. Los resultados muestran un alto grado de insatisfacción, superior en los varones. La variable que mejor efecto positivo tiene sobre la probabilidad de estar satisfecho en el trabajo sería la edad (más probabilidad cuantos más años). El estar separado/divorciado o viudo, ser católico o creyente de otra religión y tener unos ingresos inferiores a los 1000 euros afecta negativamente. Estos resultados vienen a ser una confirmación más de que la satisfacción laboral es una respuesta compleja, de carácter multidimensional, en la que se mezclan aspectos de muy diverso tipo (sexo, edad, ideología, salario, entidad…) y que localizar los factores que influyen en la satisfacción y potenciarlos parece aún un reto pendiente para la mayoría de las entidades donde estos profesionales trabajan. El hecho de que la encuesta se realizase por correo postal, añadido a la circunstancia de que la pregunta sobre satisfacción se integrase en un cuestionario más amplio, en el que se abordaban otros temas muy diversos, permitió obtener, a mi juicio, un tipo de respuestas menos automáticas y menos “prejuiciados” que en otras investigaciones sobre este tema
  • Rogelio Gómez García (Laguna de Negrillos, 1965), es Doctor en Sociología por la
    Universidad Pontificia de Salamanca y Diplomado en Trabajo Social por la Universidad
    de León. Ejerce como profesor en la Facultad de Educación y Trabajo Social de
    Valladolid, desarrollando una importante labor de investigación en el campo del Trabajo
    Social y de los Servicios Sociales. Premio Nacional de Investigación “Ana Díez
    Perdiguero” 2007-2008.
  • PAP0280 - O outro lado da satisfação no trabalho nas organizações de serviços de saúde. Entre as estratégias dos actores e os constrangimentos organizacionais
    Resumo de PAP0280 - O outro lado da satisfação no trabalho nas organizações de serviços de saúde. Entre as estratégias dos actores e os constrangimentos organizacionais 
    • SILVA, Carlos Alberto da CV de SILVA, Carlos Alberto da
    • SARAGOÇA, José CV de SARAGOÇA, José
    • FIALHO, Joaquim CV de FIALHO, Joaquim
    • BRAGA, Domingos CV de BRAGA, Domingos
    • PAP0280 - O outro lado da satisfação no trabalho nas organizações de serviços de saúde. Entre as estratégias dos actores e os constrangimentos organizacionais

      Não obstante a satisfação no trabalho ser tradicionalmente estudada como um sentimento específico face ao trabalho desenvolvido num dado momento, e ainda a satisfação profissional ser analisada como um sentimento de satisfação ou a insatisfação de acordo com o grupo profissional, o que nos interessou apresentar na presente comunicação são os resultados parcelares de um estudo realizado nos hospitais da Região Alentejo entre 2008 a 2010, descodificados e desocultados numa perspectiva mais meso e micro-organizacional, tomando como pano de fundo as verbalizações sobre a satisfação no trabalho como um produto das estratégias dos actores e das suas avaliações sobre os constrangimentos organizacionais. Para analisar a satisfação no trabalho nos hospitais da Região Alentejo, aplicámos entrevistas e questionários junto dos diferentes grupos profissionais dos serviços estudados, cujas estruturas tomaram em consideração dois campos analíticos: a) condições estruturais de trabalho; b) dinâmicas organizacionais. Ressaltam como elementos caracterizadores dos resultados do estudo, a presença de menores graus de satisfação ao nível dos grupos profissionais da Enfermagem e dos Médicos. Em termos globais, as recompensas materiais e imateriais e as relações socioprofissionais são as dimensões dos índices de satisfação mais valorizadas e que se sobressaem na análise do estudo efectuado. A nível dos Hospitais as dimensões relacionadas com a “inovação e responsabilidade partilhada”, a “imagem e qualidade da organização”, a “coordenação e integração organizacional”, a “liderança e participação” e o “reconhecimento do trabalho” surgem como os factores que mais interferem com a satisfação no trabalho dos seus profissionais. De relevar que são essencialmente valorizadas as dimensões subjacentes às relações socioprofissionais, sobretudo ao nível micro. Contudo, é de salientar que factores como o (des)empenho e as oportunidades de desenvolvimento profissional, bem como as lógicas da comunicação interna veiculada nos serviços estudados, constituem os principais veículos que parecem inflamar eventuais conflitualidades latentes e exacerbam desânimos e distanciamentos face às políticas organizacionais vigentes no seio dos diferentes grupos profissionais e sectores de actividade, situação que se traduz em estados de maiores níveis de insatisfação dos actores, dito no sentido lato. Os principais resultados do estudo realizado sugerem que para compreender a satisfação no trabalho no quadro da acção estratégica dos actores significa, sobretudo, tomar em consideração as atitudes e os comportamentos dos grupos de actores, e que é necessário admitir que os seus objectivos profissionais e de trabalho são múltiplos, embora nunca directamente determinados, ainda que constrangidos pelas políticas organizacionais.
  • Carlos Alberto da Silva - Director do Departamento de Sociologia da Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora (2011-...). Director do Programa de Doutoramento em Sociologia da Universidade de Évora (2011-...). Investigador integrado no CESNOVA - Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa (2011-...). Doutorado em Sociologia. Agregação em Sociologia. Mestrado em Sociologia. Licenciatura em Investigação Social Aplicada. Bacharel em Radiologia. Autor de vários trabalhos científicos e relatórios técnicos co-finaciados por programas nacionais e europeus nas áreas do diagnóstico e avaliação de projectos sociais, planificação estratégica e desenvolvimento regional. Principais áreas de interesses deinvestigação: a) Análise de redes sociais como ferramenta metodológica para o diagnóstico e intervenção social; b) Redes e cooperação territorial e transfronteiriça; c) Análise prospectiva; d) Avaliação da qualidade e satisfação de utentes e profissionais nas unidades de saúde; Avaliação em tecnologias da saúde.
    José Saragoça
    É Professor Auxiliar na Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora.
    No Departamento de Sociologia leciona Sociologia da Educação, Planeamento e Gestão de Projetos, Diagnóstico e Prospetiva Social, Sociologia do Desporto, entre outras u.c..
    É adjunto do Diretor do Departamento de Sociologia e membro do Conselho Pedagógico da Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora.
    É Docente Convidado no Instituto Piaget (Campus de Santo André).
    É investigador integrado do CESNOVA (Centro de Investigação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa).
    Os seus interesses de investigação científica direcionam-se para os future studies/prospetiva estratégica e para a análise de redes sociais/social network analysis, sobretudo nos domínios da educação/formação, cooperação entre territórios e governo eletrónico. É autor de diversos artigos científicos, de capítulos de livros e do livro Tecnologias da Informação e da Comunicação, Educação e Desenvolvimento dos Territórios (publicado pela Fundação Alentejo em 2009).
    JOAQUIM MANUEL ROCHA FIALHO, Licenciado em Serviço Social, é quadro superior do Instituto do Emprego e Formação Profissional desde 1999, onde exerce funções de assistente social no Centro de Formação Profissional de Évora. É detentor do Mestrado em Sociologia, na variante de recursos humanos e desenvolvimento sustentável (2003), tendo desenvolvido a tese sobre a re-integração de desempregados de longa duração no mercado de emprego. Em 2008, obteve, com distinção e louvor a aprovação nas provas de Doutoramento em Sociologia, onde apresentou a sua investigação sobre as redes de formação profissional. É professor auxiliar convidado no Departamento de Sociologia da Universidade de Évora e docente no Campus Universitário de Santo André do Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares (Instituto Piaget). Tem mais de uma de dezena de artigos publicados sobre organizações e formação profissional, bem como a participação em inúmeros eventos científicos como orador. As suas principias linhas de investigação são a análise de redes sociais, dinâmicas organizacionais e a formação profissional.
    E-mail: jfialho@uevora.pt
    DOMINGOS BRAGA.Doutorou-se em Sociologia pela Universidade de Évora; fez mestrado em Sociologia (especialização em Sociologia do Trabalho), pelo ISCTE e licenciatura em Sociologia pela Universidade de Évora.Exerce funções docentes desde 1987, e é atualmente Professor Auxiliar do Departamento de Sociologia da Universidade de Évora. Exerce funções de Diretor do Curso de Mestrado em Sociologia e Adjunto na Comissão de Curso da Licenciatura em Sociologia.Desempenha ainda na atualidade as funções de Diretor do Centro de Investigação e Sociologia e Antropologia – Augusto Silva, e de adjunto da direção do Departamento de Sociologia da Universidade de Évora. É também membro da Associação de Profissionais em Sociologia Industrial, das Organizações e do Trabalho (APSIOT). As principais áreas de investigação situam-se nos domínios da Sociologia do Trabalho e da Empresa, Sociologia das Profissões, Sociologia das Organizações, entre outras.
  • PAP0092 - O conservador-restaurador: análise de percursos de construção identitária numa profissão em transformação
    Resumo de PAP0092 - O conservador-restaurador: análise de percursos de construção identitária numa profissão em transformação  PAP0092 - O conservador-restaurador: análise de percursos de construção identitária numa profissão em transformação
    • SÁ, Silvia CV de SÁ, Silvia
    • PAP0092 - O conservador-restaurador: análise de percursos de construção identitária numa profissão em transformação

      A Conservação e Restauro ocupa hoje um lugar preponderante na salvaguarda e recuperação do património. Sendo aparentemente uma disciplina de cariz prático, a Conservação e Restauro é principalmente a aplicação de diversificados conhecimentos teóricos provenientes de várias disciplinas (ex: Química, Física, Biologia, História, História da Arte, Museologia), tendo sempre presente a teoria da Conservação e Restauro e o respeito pelo Código de Ética da Profissão, advogado pela Confederação Europeia dos Conservadores-Restauradores (ECCO). Vários factores impulsionaram a mudança que se tem vivido nas três últimas décadas no seio desta profissão, residindo principalmente: na criação de programas de nível superior (Magalhães e Curvelo, 2007), na evolução das práticas profissionais, associada a uma crescente especialização sempre atenta à requerida interdisciplinaridade (Philippot, 1960), acompanhada do recente reconhecimento legal da necessária competência técnica na direcção de obras ou intervenções (Decreto-Lei n.º 140 /2009; Remígio, 2010b), no recurso a movimentos associativos e na progressiva valorização e visibilidade desta carreira científica e técnica. Múltiplos factores contribuíram para a gradual legitimação de um discurso e valorização de um saber profissional. Face a este cenário de mudança, a presente comunicação* procura apresentar uma incursão sobre o processo de socialização e construção da identidade profissional do conservador-restaurador. Tendo privilegiado uma démarche indutiva, as questões orientadoras do “universo interpretativo do investigador” (Paillé e Mucchielli, 2003: 74) potenciaram a análise deste corpo profissional, assente na conceptualização teórica de identidade profissional de Dubar (1997a), e conduzida numa metodologia de cariz qualitativo. Numa lógica próxima das pessoas, das suas acções e testemunhos, a abordagem biográfica (Demazière, 2007; Bertaux, 1997) consistiu a nossa forma de aproximação ao Outro, conferindo sempre um especial estatuto à palavra dos actores (Demazière e Dubar, 1997). Neste contexto, cuidaremos de apresentar alguns traços de quatro percursos experienciais, obtidos através de narrativas biográficas orais, analisando a singularidade emergente de cada trajectória profissional, inscrita numa perspectiva dinâmica. Pela justaposição dos perfis, daremos conta de um conjunto de linhas interpretativas da dinâmica identitária deste grupo profissional. Numa recursividade permanente entre leitura do teórico e do vivencial, destacaremos alguns elementos que configuram dimensões de um viver colectivo. *A comunicação retoma sumariamente os principais resultados da dissertação defendida pela autora, em Outubro de 2011, no âmbito do Mestrado em Ciências da Educação do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.
  • Silvia Sá
    Afiliação institucional - Assistente Convidada do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, Área de formação - Mestrado em Ciências da Educação e Pós-graduação em Gestão de Recursos Humanos; Interesses de investigação - Missão Educativa dos Museus; Formação Profissional; Profissões, Identidade Profissional e Trabalho; Metodologias de Investigação qualitativas - estudo biográfico.
    Responsável pelo Serviço de Formação do Museu da Presidência da República nos últimos 6 anos, colaborei paralelamente em diversos trabalhos de investigação relacionados com a implementação das TIC em sala de aula, necessidades de formação, acreditação de entidades formadoras.