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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Modernidade, Incerteza e Risco[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 2 - Grupo de Trabalho - Controvérsias, vulnerabilidades e transitoriedades II[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1073 - O centro comercial como espaço de trabalho: reflexões sobre contextos profissionais diversos
    Resumo de PAP1073 - O centro comercial como espaço de trabalho: reflexões sobre contextos profissionais diversos 
    • CRUZ, Sofia Alexandra CV de CRUZ, Sofia Alexandra
    • PAP1073 - O centro comercial como espaço de trabalho: reflexões sobre contextos profissionais diversos

      Esta comunicação visa promover uma reflexão sobre a diversidade de contextos profissionais existentes no centro comercial, procurando caracterizar o quotidiano dos trabalhadores que laboram no interior destes espaços organizacionais. Partindo do caso concreto dos grupos profissionais da segurança e da limpeza, procura-se reflectir sobre as condições concretas do exercício da sua actividade laboral, destacando em particular as vulnerabilidades que a atravessam, visíveis mediante lógicas particulares de precarização que se desenham no centro comercial.
  • Sofia Alexandra Cruz, Professora na Faculdade de Economia da Universidade do Porto e Investigadora do Instituto de Sociologia da mesma Universidade. Doutorada em Sociologia, tem como áreas de interesse científico: o trabalho, as organizações e os grupos profissionais.
  • PAP1020 - Dilemas éticos e morais em torno de uma doença genética autossómica dominante
    Resumo de PAP1020 - Dilemas éticos e morais em torno de uma doença genética autossómica dominante PAP1020 - Dilemas éticos e morais em torno de uma doença genética autossómica dominante
    • SOARES, Daniela CV de SOARES, Daniela
    • PAP1020 - Dilemas éticos e morais em torno de uma doença genética autossómica dominante

      Esta comunicação insere-se na investigação de doutoramento em Sociologia, integrada no CesNova, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, iniciada em 2007, com orientação do Prof. Doutor José Manuel Resende, intitulada A construção social do estigma dos doentes de Machado-Joseph: os dilemas científicos, morais e sociais. Pretende-se reflectir sobre as controvérsias em torno da doença de Machado-Joseph, procurando perceber as lógicas de acção dos diversos actores envolvidos. Procurar-se-ão apresentar os resultados da recolha de informação realizada ao longo dos últimos dois anos em Portugal e no Brasil, mais especificamente nas ilhas de São Miguel e Flores no Arquipélago dos Açores e em Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul no Brasil. Para esta comunicação integrada no doutoramento em Sociologia, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas (cerca de 70 entrevistas) numa perspectiva de "narração de vida" a doentes, portadores, cuidadores e familiares acompanhantes, em São Miguel e Flores (nos Açores) e em Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul (no Brasil), com questões que abordaram as experiências do sujeito e as suas concepções sobre saúde e doença, relações e interacções com os outros actores sociais envolvidos, abordando-se também a experimentação da fase inicial da doença e do seu diagnóstico, as controvérsias relativas ao diagnóstico pré-natal e teste preditivo numa situação de transmissão autossómica dominante e consequente hereditariedade da DMJ. Além destes actores, também foram entrevistados, em Portugal e no Brasil, especialistas médicos e profissionais de saúde, e um terceiro grupo de actores constituído por técnicos e dirigentes de Ong’s e IPSS’s que apoiam estes doentes e familiares. Nesta investigação recorreu-se às teorias crítica e da justificação durante todo o processo de investigação, desde a problematização e fundamentação do quadro de referência à pesquisa empírica e análise de conteúdo. Parte-se do pressuposto que a reflexividade é uma característica dos actores e que estes apresentam denúncias e críticas perante o que consideram (des)igual e (in)justo. Assim, nesta pesquisa pretende-se responder às questões: como as famílias vivenciam a experiência da visibilidade social desta doença crónica incapacitante nas várias regiões em análise? Que factores influenciam as vivências da doença? Que denúncias de (in)justiça são apresentadas pelos actores face à desigual distribuição e acesso ao diagnóstico e à saúde?
  • Nome: Daniela Almeida de Medeiros de Sousa Soares
    Afiliação institucional: Doutoranda na FCSH-UNL, investigadora (não doutorada) do CESNOVA, investigadora (não doutorada) do CESUA, assistente convidada no Departamento de História, Filosofia e Ciências Sociais da Universidade dos Açores.
    Área de formação: Licenciada e mestre em Sociologia
    Interesses de investigação: Sociologia da Saúde; Metodologias de Investigação
  • PAP0901 - Mouraria, território de diversidades e de transitoriedades
    Resumo de PAP0901 - Mouraria, território de diversidades e de transitoriedades 
    •  MENDES, Manuela CV - Não disponível 
    •  PADILLA, Beatriz CV - Não disponível 
    •  AZEVEDO, Joana CV - Não disponível 
    • PAP0901 - Mouraria, território de diversidades e de transitoriedades

      Esta comunicação tem por base uma pesquisa mais ampla e cuja temática central se desenvolve em torno de uma matriz conceptual que assenta nas propostas teóricas desenvolvidas por P. Gilroy (2004) e S. Vertovec (2007) em torno dos conceitos: culturas de convivência e super diversidade. Procurar-se-á ainda discutir alguns dos resultados derivados da pesquisa de terreno realizada no Bairro da Mouraria em Lisboa e que tem por base a utilização de material empírico resultante da mobilização de uma estratégia metodológica de pendor dominantemente qualitativo, centrada na observação de espaços e eventos públicos. O bairro da Mouraria em Lisboa é conhecido como um lugar que alberga migrantes (por exemplo, de meios rurais) e populações em trânsito ligadas ao comércio e à prestação de serviços diversificados, para além de congregar outros atributos, o de bairro histórico, típico, cosmopolita, exótico… Interessa ainda reflectir sobre as limitações de outros conceitos que aparecem por vezes como equivalente ou correlativo de diversidade, como o de multiculturalismo e o de etnicidade. Para Charles Taylor (1998) o reconhecimento das diferenças entre os cidadãos implica o reconhecimento da identidade. Ou seja, no plano político, a política da diferença complementa a política da dignidade, na medida em que o reconhecimento identitário é uma necessidade humana vital, não é então algo de fixo e herdado, é antes algo que nas sociedades democráticas hodiernas é construído na esfera pública. Este contributo para a discussão, pretende, precisamente, problematizar as principais transformações em curso neste bairro lisboeta e avançar com algumas linhas de pesquisa e interpretação que contribuam para uma reflexão em torno dos processos de construção social de imagens públicas sobre a Mouraria enquanto lugar de populações marcadas pela diversidade e em trânsito.
  • PAP0842 - Cidadania, identidade e activismo gay e lésbico: Diálogos paradoxais
    Resumo de PAP0842 - Cidadania, identidade e activismo gay e lésbico: Diálogos paradoxais 
    • BRANDÃO, Ana Maria CV de BRANDÃO, Ana Maria
    • PAP0842 - Cidadania, identidade e activismo gay e lésbico: Diálogos paradoxais

      Esta comunicação toma como ponto de partida a temática do reconhecimento – social, político – num domínio particular: o das identidades sexuais e, em especial, das identidades gay e lésbica. As estratégias de reconhecimento adoptadas pelo movimento gay e lésbico dominante – assentes na reclamação de uma forma particular de cidadania e dos chamados “direitos sexuais” – têm contribuído para reafirmar fronteiras e (re)produzir exclusões. Ao organizar o seu discurso em torno de identidades entendidas e apresentadas como reais e estáveis, e remetendo para segundo plano tanto a questão das relativas indeterminação e fluidez identitárias, como a da escolha, o movimento gay e lésbico tem contribuído para a sua naturalização. A homossexualidade surge, hoje, mais como diferença real do que como limite discricionário, o que sublinha a conflitualidade – nalguns casos, o divórcio – entre uma produção científica de teor predominantemente construtivista e um activismo político apostado no reconhecimento de uma categoria distinta e particular de pessoas. Concomitantemente, quando se analisa o modo como os próprios actores sociais se vêem, se definem e se situam, as teses da transitoriedade ou da fluidez identitárias parecem não encontrar especial suporte. Na verdade, está aqui em causa um paradoxo subjacente às lutas de classificação social, em geral, com impactos nos processos de construção identitária: a consagração do direito à existência opera pela demarcação de uma fronteira que inclui, mas também exclui, que impõe, como notou Bourdieu (1998: 113), “um direito de ser que é um dever ser (ou de ser)”. É, então, realmente, possível estar “em trânsito” quando estão em causa certos direitos considerados fundamentais? É possível garantir o cumprimento dos princípios da liberdade, da igualdade e da dignidade de todos os seres humanos evitando processos de reificação identitária e novas formas de exclusão?
  • Ana Maria Brandão
    anabrandao@ics.uminho.pt

    Ana Maria Brandão é professora auxiliar no Departamento de Sociologia da Universidade do Minho e Investigadora Integrada do Centro de Investigação em Ciências Sociais da Universidade do Minho. Doutorada em Sociologia pela Universidade do Minho, com uma tese intitulada “«E se tu fosses um rapaz?» Homo-erotismo feminino e construção social da identidade”. Os seus interesses de investigação centram-se na análise dos processos de construção identitária na modernidade, privilegiando a interseção entre sexualidade e género.