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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012
Associação Portuguesa de Sociologia
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PAP1366 - “Alguém dirá o que fazer” – (im)preparação face às ameaças costeiras

- GRANJO, Paulo

- SCHMIDT, Luísa

- GOMES, Carla

- GUERREIRO, Susana

PAP1366 - “Alguém dirá o que fazer” – (im)preparação face às ameaças costeiras
A resposta a emergências no quadro da estrutura de protecção civil pressupõe o progressivo envolvimento de meios, por patamares, desde o nível local ao nacional, passando pelo concelhio e distrital. O envolvimento de meios (e a assunção do comando) por parte de um nível territorial mais amplo deverá resultar, por sua vez, de pedido do nível territorial precedente, que considere esgotada a sua capacidade de resposta à situação.
A resposta eficaz a calamidades, por parte de uma estrutura deste tipo, pressuporia entretanto o conhecimento, ao nível dos vários patamares, dos planos existentes e das formas de actuação previstas.
No entanto, o caso de uma zona costeira próxima de Lisboa e significativamente vulnerável a inundações vindas do mar não corresponde, de todo, a tais requisitos.
A um nível local, as autoridades costeiras e as instituições existentes pressupõem que existirá algum plano de emergência municipal para o caso de galgamentos graves ou tsunamis, mas não têm conhecimento dele, nem de qual se espera seja a sua actuação. Assumem apenas que, em caso de necessidade, lhes sejam dadas ordens claras e adequadas, e tenham capacidade para as porem em prática.
A um nível distrital, o comando da protecção civil assume não ter conhecimento ou preparação para responder a ameaças vindas do mar, pressupondo também a existência de algum plano concelhio de emergência e evacuação, e que terá capacidade para fornecer os meios necessários, em caso de necessidade.
A um nível nacional, a autoridade de protecção civil privilegia abordagens preventivas e proactivas, mas reconhece as limitações que enfrenta para, inclusivamente, fazer respeitar as suas recomendações de que não seja autorizada nova construção nas zonas costeiras de risco.
Esta situação, que plausivelmente se repetirá em muitas outras zonas com vulnerabilidades semelhantes, traça um quadro potencialmente catastrófico quer no caso de tsunamis quer de tempestades extremas, cuja ocorrência se torna mais expectável e provável em virtude do actual processo de alterações climáticas.
Doutorado em Antropologia Social, é investigador no ICS-UL e realiza pesquisas em Portugal e Moçambique que, abrangendo terrenos tão diversos como a indústria, as práticas divinatórias e curativas, os processos de aprendizagem, o direito familiar ou a violência pública, possuem um fio condutor comum: compreender as concepções e respostas sociais à incerteza, ao perigo e à tecnologia, em contextos de mudança cultural e social. Em combinação com a sua actividade de investigador, desenvolve trabalho docente na FCSH-UNL (licenciatura) e no ICS-UL (doutoramento).
Luísa Schmidt
Socióloga investigadora principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, dedica-se actualmente a duas áreas de investigação principais: Sociologia da Comunicação e Sociologia do Ambiente, em que se doutorou. No ICS-UL coordena a Linha de Investigação 'Sustentabilidade: Ambiente, Risco e Espaço' e integra o Comité Científico do Programa Doutoral em "Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável". Faz parte da equipa de investigadores que criaram e montaram em 1996 o OBSERVA - Observatório de Ambiente e Sociedade que actualmente dirige, onde desenvolve vários projectos de investigação que articulam ciências sociais e ambiente.
Carla Gomes nasceu no arquipélago dos Açores em 1978. Como jornalista, escreveu em diversas publicações generalistas e especializadas, como os jornais “Quercus Ambiente” e “Água & Ambiente”, tendo colaborado ainda em projectos como a publicação internacional “Green China” e o livro “Quercus: 20 Anos”. Colaborou com a CCDR de Lisboa e Vale do Tejo (Ministério do Ambiente) na área da comunicação, entre 2007 e 2009.
Licenciou-se em Comunicação Social em Setúbal e fez o Mestrado em Gestão e Políticas Ambientais na Universidade de Aveiro, com a dissertação “Desenvolvimento Limpo: uma nova Cooperação entre Portugal e os PALOP”. Este trabalho, que incidiu particularmente no arquipélago de Cabo Verde, deu origem ao livro “Alterações Climáticas e Desenvolvimento Limpo”, premiado pela Fundação Calouste Gulbenkian (programa Gulbenkian Ambiente) e publicado em Janeiro de 2010. Foi integrada no projecto “Change-Mudanças Climáticas, Costeiras e Sociais” em Maio de 2010, como bolseira de investigação do ICS.
"Bolseira de Investigação no projecto CHANGE – Mudanças Climáticas, Costeiras e Sociais do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, desde Junho de 2011. Licenciada em Psicologia Social e das Organizações pelo ISCTE em 2007, com dissertação na área da Psicologia Ambiental centrada no estudo das razões da oposição a áreas protegidas. Em 2010 concluiu uma pós-graduação em Gestão e Intervenção Ambiental nas Empresas e na Administração Pública pela Universidade de Barcelona.
Entre 2008 e 2011 foi Gestora de Programa na ONG Climate Parliament em Londres, sendo uma das responsáveis pela implementação do projecto “Alterações climáticas e acesso à energia das populações mais pobres” nas regiões de África, Caraíbas e Pacifico, financiado pela Comissão Europeia e pela Agência Sueca de Desenvolvimento."
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PAP1263 - Situação de risco, vulnerabilidade social e extensão de desastres
- BARBOSA, Fernando Cordeiro
PAP1263 - Situação de risco, vulnerabilidade social e extensão de desastres
Os altos índices pluviométricos gerados por chuvas ininterruptas e torrenciais em áreas urbanas têm provocado no Brasil nos últimos anos uma série de inundações, enchentes e deslizamentos de terras. Tais fenômenos extraordinários, originários em parte das transformações ambientais globais advindas do processo de modernização industrial, tecnológico e urbano, ganham a dimensão de desastres sociais em razão, sobretudo, da vulnerabilidade social existente em sociedades cuja estrutura social é extremamente desigual e hierarquizada, como o Brasil.
Por mais que autoridades governamentais afirmem, na tentativa de se desvencilharem politicamente de responsabilidades, mesmo que baseados em pareceres técnico-científicos, que esses tipos de desastres têm origem em fenômenos naturais de grande magnitude, não há como ignorar que tais fenômenos ganham a dimensão de grandes desastres por conta especialmente da precária estrutura habitacional existente, bem como da falta de planejamento urbano integrado e abrangente que contemple e não discrimine determinados setores da sociedade. Geralmente, as autoridades governamentais, ao culpabilizarem a natureza pelos desastres, trabalham com o argumento de que estes são fenômenos extraordinários que ocasionam o rompimento de uma normalidade social. As ações desses agentes sociais passam, portanto, a estar voltadas a restabelecer a normalidade social interrompida por tais fenômenos naturais.
Trabalho nesta comunicação com o suposto analítico de que esses fenômenos não podem ser vistos apenas como um evento que se configura pela descontinuidade de uma determinada normalidade social, mas sim que os mesmos desvelam e evidenciam uma ordem social vigente. Ordem social essa que é uma das principais responsáveis pelo risco social de determinados grupos frente a esses eventos naturais. Opero, portanto, na construção dessa argumentação teórica, que fenômenos naturais só podem ser articulados à idéia de desastres mediante à sua imbricação com o mundo social e, para isso, não se pode analisar um evento desse tipo sem que ele seja relacionado a um determinado contexto e estrutura social, uma vez que o que caracteriza ou não um desastre, bem como um risco social, é justamente a sua dimensão social, o que passa inclusive e principalmente pela percepção destes como tais. Especificamente, analiso a forma, a abrangência e as implicações da atuação governamental em relação ao desastre social ocorrido por ocasião da enchente e deslizamento de terras ocorridos em diversas localidades do município de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, como no Morro de Bumba, antigo local de depósito de lixo, no início do mês de abril de 2010, que levou à óbito mais de cem moradores do município, além de milhares de desabrigados e desalojados, e que tem conseqüências de ordem social até hoje.
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PAP1117 - A Tragédia de Entre-os-Rios: Estado, comunidade e a gestão moral de um desastre
- ARAÚJO, Pedro

PAP1117 - A Tragédia de Entre-os-Rios: Estado, comunidade e a gestão moral de um desastre
Em Março de 2001, a ponte Hintze Ribeiro, em Castelo de Paiva, colapsa. Cinquenta e nove pessoas perdem a vida naquele que se tornará, à data, o mais grave acidente rodoviário em Portugal. Na sequência da queda da ponte Hintze Ribeiro, a Tragédia de Entre-os-Rios, como ficou significativamente conhecida, o concelho de Castelo de Paiva não voltará a ser o mesmo. Na sequência da fracção de segundos necessária à perpetuação do acidente, Castelo de Paiva passa de uma pequena vila desconhecida ao palco de uma das mais intensas e prolongadas operações mediáticas que deixa o País cativo perante as operações de socorro e os sobressaltos políticos. Volvida mais de uma década, propomo-nos regressar ao acontecimento de 4 de Março.
A análise que nos propomos realizar toma como ponto de partida a tradição da sociologia dos desastres, iniciada nos anos 40, nos Estados Unidos, retomando as inquietações que animaram estes estudos pioneiros, a saber, o modo como reage, responde, se reergue, se organiza colectivamente e sobrevive uma comunidade atingida por um desastre. Complementarmente, pretende-se igualmente evidenciar o modo como os desastres ou as catástrofes representam momentos em que são as instituições, nomeadamente do Estado, que são postas à prova, podendo determinados acontecimentos conduzir à quebra de expectativas ou mesmo à ruptura na confiança nessas instituições. Assim, os acontecimentos extremos, variáveis nas suas causas, são-no igualmente nos efeitos, a curto e longo prazo, nas comunidades que atingem e nos impactos nas instituições públicas e nos representantes políticos, o que os torna objectos heurísticos de grande valor para evidenciar o potencial de transformação social de que são portadores. Partindo, assim, de um acontecimento singular, a queda da ponte Hintze Ribeiro o objectivo do estudo é o de compreender a reacção da comunidade ao acidente na sua dupla condição de alvo de um trabalho de interpretação e gestão política do acontecimento e na origem de uma interpretação e gestão moral do acontecimento. A partir das interpretações conflituantes do acontecimento, pretende-se pôr em evidência e analisar duas dimensões: a primeira, debruçar-se-á sobre o trabalho político e institucional empreendido para gerir a crise aberta pelo colapso da ponte; enquanto que a segunda, incidirá sobre o modo como este trabalho se confronta com interferências por parte da comunidade local — no sentido lato, num primeiro tempo, e das vítimas, num segundo — apostada em fornecer uma interpretação moral do acontecimento e em transformar o sofrimento em acção.
Subjacente ao estudo encontra-se a questão de saber se as tragédias serão portadoras de uma força moral susceptível de ser mobilizada por uma comunidade de vítimas para a busca da verdade, para a obtenção de justiça e reparação, para a associação e a acção colectiva, ou seja, saber se as tragédias portadoras de um capital de cidadania?
Pedro Araújo é Mestre em Sociologia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e licenciado pela mesma Faculdade. É investigador e doutorando do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e membro do Centro de Trauma. Os seus interesses de investigação centram-se em questões relacionadas com a sociologia dos desastres e a cidadania.
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PAP0969 - Reflexividade, incerteza e risco: uma crítica imanente da teoria da sociedade de risco mundial de Ulrcih Beck

- BOSCO, Estevão

PAP0969 - Reflexividade, incerteza e risco: uma crítica imanente da teoria da sociedade de risco mundial de Ulrcih Beck
Define-se como primeiro objetivo a interpretação da teoria da sociedade de risco mundial elaborada por Ulrich Beck, de modo a deslindar os aspectos-chave que lhe permitem a caracterização de "teoria". A definição desse objetivo como problema justifica-se pelo uso do ensaio como estratégia analítica/discursiva por parte do autor. Para tanto, a mediação teórica é estabelecida de forma imanente, definindo-se os conceitos reguladores da teoria, "reflexividade" e "risco", como condutores da análise. As teses principais da teoria são assim delineadas, com seus dilemas específicos, inovações e possibilidades prático-teóricas. A partir disso, torna-se possível a crítica imanente, que por meio de proposições específicas, permite novas formulações conceituais, aqui circunscritas às seguintes questões: aspectos processuais do conceito de reflexividade; continuidade e descontinuidade na concepção de processo histórico-social; e a relação entre reflexividade, modernidade e incerteza, sob a perspectiva dos significados do devir social. Além dessas contribuições específicas, o paper se justifica por abordar uma teoria sobre a qual não há críticas estabelecidas, apesar de sua difusão nos circuitos acadêmicos de uma sociologia globalizada, de suas contribuições significativas para a compreensão sociológica de problemas contemporâneos e das controvérsias que suscita no âmbito da justificação do argumento.
"Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista (UNESP),mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), atualmente cursa doutorado em Sociologia na mesma universidade, desenvolvendo pesquisa na área de Sociologia, com ênfase em Teoria Social, Teoria Política contemporânea e sociologia ambiental, mais especificamente nos seguintes temas: reflexividade, risco, questão ambiental, individualização, globalização, modernidade, interdisciplinaridade e cosmopolitismo"
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PAP0651 - Cidades Litorais. Vulnerabilidade e Resiliência no âmbito da Sociologia do Risco e Incerteza

- CARMEN, Diego Gonçalves

- RIBEIRO, Manuel João

- MENDES-VICTOR, Luís Alberto

PAP0651 - Cidades Litorais. Vulnerabilidade e Resiliência no âmbito da Sociologia do Risco e Incerteza
O que torna algumas cidades mais vulneráveis e menos resilientes face a eventos naturais? As cidades, nomeadamente as litorais, são, hoje, locais com enormes recursos, mas também territórios de grandes vulnerabilidades. Representando tecidos sociais muito complexos, palcos de diversas mudanças e recomposições ao longo dos anos, incorporam a questão dos riscos urbanos, onde se cruzam, entre outros, problemas como os planos de ordenamento, as assimetrias no desenvolvimento das relações socioeconómicas, que se repercutem nomeadamente no acesso desigual ao espaço e à informação pelas comunidades, grupos e indivíduos presentes. De facto, o que transforma um evento natural num desastre não são apenas os aspectos físicos dos fenómenos, associados à destruição ambiental e parque edificado, mas o grau e a qualidade da informação das pessoas sobre tais eventos e consequentes reacções aos mesmos. E, por isso, as causas e efeitos do impacto de fenómenos naturais não poderão ser entendidas à parte dos contextos sociais onde ocorrem. Com base no modelo de vulnerabilidade contextualmente situada, e tendo Cascais como objecto de análise, propomo-nos identificar os factores de vulnerabilidade bem como as características que permitem responder e recuperar do impacto de eventos naturais que podem configurar desastres ou mesmo catástrofes. Os conceitos de vulnerabilidade e resiliência, neste sentido, aparecem interconectados, dando visibilidade às características que demonstram tanto a respectiva variação geográfica da sua componente social, como o espectro causal da mesma. Em suma, numa perspectiva da sociologia do risco faz-se uma reflexão sobre os conceitos de perigo, incerteza e risco e sua interligação com a problemática dos desastres. O foco será orientado para a cultura de risco e suas implicações sociais, económicas e políticas, relacionadas com as dimensões físicas de eventos naturais, mas também com as acções humana que podem contribuir para aumentar ou reduzir a incerteza tanto em medidas preventivas como na capacidade de resposta, e de recuperação, tendo por base que tanto a vulnerabilidade como a resiliência são parte de um processo que ocorre ao longo de um tempo em que organizações sociais operam como sistemas sociais complexos.
Carmen Diego Gonçalves: Doutorada em Sociologia, especialidade da Comunicação, Cultura e Educação, pelo ISCTE. Investigadora de pós-doutoramento, com bolsa da FCT, e Investigadora Associada ao Núcleo de Estudos em Ciência, Economia e Sociedade, no Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. A sua investigação centra-se nas dimensões da vulnerabilidade e resiliência, incidindo: (a) na natureza compósita do conceito de desastre natural; (b) no desenvolvimento de métodos e métricas para avaliar e quantificar as condições de base da vulnerabilidade e resiliência aos desastres, mas também para avaliar os adversos e diferenciais impactos dos hazards, nomeadamente o impacto traumático nas populações e equipas de emergência; e (c) os factores que inibem a resposta eficaz a desastres. Desenvolveu a actividade profissional nas áreas da docência, investigação e formação universitárias. Participou em vários projectos nacionais e internacionais. Experiência na concepção, implementação, desenvolvimento e acompanhamento de projectos de investigação em rede, nacionais e internacionais. Autora de diversas comunicações. O seu trabalho tem sido publicado em revistas e livros nacionais e internacionais.
Manuel João Ribeiro: Sociólogo, pelo ISCTE. Doutorando do Programa de Doutoramento "Território, Risco e Políticas Públicas, do Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Actualmente Director de Departamento do Serviço Municipal de Protecção Civil da Câmara Municipal de Cascais. Tem desenvolvido trabalho na área da vulnerabilidade, com construção de índices, nomeadamente das zonas históricas de Lisboa. Colabora em projectos nacionais e internacionais, tendo o seu trabalho sido publicado em revista nacionais e internacionais da especialidade.
Luís Alberto Mendes Víctor: Geófisico, Professor Emeritus, FCUL. Ingressou no quadro de docentes da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa em 1971, criou o Grupo de Geofísica Interna da FCUL em ligação com o Instituto Geofísico do Infante D. Luís. Desenvolveu intensa actividade científica nacional e internacional nos domínios da Geofísica Interna, assegurou a participação científica em dezenas de reuniões das Comissão Sismológica Europeia, Sociedade Europeia de Geofísica, União Europeia de Geociências, Associação Internacional de Sismologia e de Física do Interior da Terra e União Geodésica e Geofísica Internacional, desde 1975. Actualmente é Presidente do Centro Europeu de Riscos Urbanos ( EUR-OPA – Conselho da Europa) e Presidente do Comité Português para o Ano Polar Internacional. Tem vindo a dedicar-se a estudos interdisciplinares, com ênfase para a interacção ciência-sociedade, nomeadamente no que diz respeito à redução dos impacto de fenómenos naturais nas populações.