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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Modernidade, Incerteza e Risco[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 5 - Mudanças e modelos de gestão alternativos [ Voltar às Mesas ]

  • PAP1440 - Biocombustíveis e Desenvolvimento Sustentável: impactos ambientais e condições de trabalho nos canaviais paulistas
    Resumo de PAP1440 - Biocombustíveis e Desenvolvimento Sustentável: impactos ambientais e condições de trabalho nos canaviais paulistas 
    •  SALATA, Rosemeire CV - Não disponível 
    •  MILANO, Mariana Tonussi CV - Não disponível 
    • PAP1440 - Biocombustíveis e Desenvolvimento Sustentável: impactos ambientais e condições de trabalho nos canaviais paulistas

      O Brasil hoje caracteriza-se por ser um dos maiores produtores de açúcar e álcool do mundo. A safra de 2008/2009 atingiu a produção de 572,64 milhões de toneladas de cana. O setor na Região de Ribeirão Preto/SP é pólo nacional da produção,e conta com as mais desenvolvidas formas de tecnologia e organização da produção. A reestruturação produtiva iniciada na década de 1990 tem trazido aos assalariados rurais do corte manual de cana a precarização das condições de trabalho, com a elevação dos índices de produtividade, combinada ao desemprego de trabalhadores. Destacamos, a partir dos anos 2000, a intensificação da mecanização do corte de cana, em virtude do fim da queima da palha, ocasionada pelos debates em torno da crise ambiental, do aquecimento global e da produção de biocombustíveis.Nesta direção,em decorrência das preocupações atuais com critérios de sustentabilidade, o setor passa a incorporar programas de responsabilidade socioambiental, como forma de reinserir trabalhadores do corte, desempregados pela mecanização. As práticas de responsabilidade socioambiental estão presentes no ambiente empresarial de um modo geral, e vem ganhando corpo também no setor sucroalcooleiro. Bastante debatidas de uma perspectiva endógena, especialmente pelas áreas de administração e gestão empresarial, objetivamos inserir tais práticas em seu contexto mais amplo, situando-as em um processo que vem legitimando a possibilidade de uma “economia social” e fortalecendo o etanol brasileiro como fonte de energia sustentável, ambientalmente limpo e socialmente justo.Tal perspectiva de análise se faz necessária uma vez que a emersão de tais práticas caminha juntamente com alterações nas relações contemporâneas entre capital e trabalho, e tendo-se em conta que as condições de trabalho no setor são as mais precárias da esfera nacional. Objetiva-se compreender se tal via de atuação constitui-se como alternativa viável ao desemprego maciço destes trabalhadores.Nesse sentido,de modo geral,cabe à pesquisa analisar os desdobramentos do modelo de desenvolvimento sustentável proposto pelo setor sucroalcooleiro,explorando as mudanças decorrentes de tal modelo e seus impactos sociais e ambientais.
  • PAP1138 - A AVALIAÇÃO DO RISCO FINANCEIRO: FALHAS ÉTICAS OU ERROS TÉCNICO COGNITIVOS?
    Resumo de PAP1138 - A AVALIAÇÃO DO RISCO FINANCEIRO: FALHAS ÉTICAS OU ERROS TÉCNICO COGNITIVOS? 
    • HARO, Fernando Ampudia de CV de HARO, Fernando Ampudia de
    • PAP1138 - A AVALIAÇÃO DO RISCO FINANCEIRO: FALHAS ÉTICAS OU ERROS TÉCNICO COGNITIVOS?

      O objectivo desta comunicação é reflectir sociologicamente sobre as supostas falhas morais e técnico-cognitivas relacionadas com a avaliação do risco financeiro, e que poderão estar na origem da actual crise económico-financeira. Como tal, esta reflexão é construída com recurso a certos conceitos teóricos elaborados por Norbert Elias. Estes conceitos permitem caracterizar o sistema financeiro mundial em termos de figuração global atravessada por três linhas de força: interdependência, concorrência e tensão heterocontrolo-autocontrolo. A partir desta caracterização, estaremos em condições de avaliar sociologicamente as teóricas carências éticas e cognitivas dos agentes financeiros, discutindo as habituais imputações que fazem destes uns dos principais responsáveis pela crise que actualmente vivemos. Mais especificamente, nesta comunicação essa discussão centra-se na dificuldade para atribuir, em termos de causa-efeito, tal responsabilidade a esses agentes tendo em conta a integração dos mesmos num sistema financeiro que é global e progressivamente mais complexo, além de possuir inúmeras ramificações nas quais as acções de um número indeterminado de actores aparecem interligadas entre si, gerando resultados agregados com um elevado nível de incerteza.
  • Fernando Ampudia de Haro

    Professor Auxiliar Convidado (ISCSP-UTL)
    Investigador integrado – Instituto de História Contemporânea (IHC-FCSH-UNL)

    Licenciado e doutorado em Sociologia pela Universidade Complutense de Madrid
    Interesses de investigação: processos civilizacionais e des-civilizacionais, pânico moral e construção social da crise
  • PAP0687 - A economia solidária de raíz popular. Alguns aspectos teóricos e conceituais sobre o futuro da pequena produção independente
    Resumo de PAP0687 - A economia solidária de raíz popular. Alguns aspectos teóricos e conceituais sobre o futuro da pequena produção independente  
    • HESPANHA, Pedro CV de HESPANHA, Pedro
    • PAP0687 - A economia solidária de raíz popular. Alguns aspectos teóricos e conceituais sobre o futuro da pequena produção independente

      A persistência da pequena produção desafia o capitalismo. Esta afirmação, feita de tal forma redonda e direta, abrange um conjunto muito complexo de questões que foram objecto de aceso debate e de reflexão teórica ao longo de décadas. Entre elas incluem-se a conceituação da racionalidade particular da pequena produção independente, bem como sua relação com o sistema capitalista. As práticas de resistência, tanto ativa quanto passiva, da pequena produção independente e a estranheza desta última para um sistema económico que a força a competir em um mercado não personalizado são algumas questões repetidamente invocadas na literatura. Neste mundo de práticas e representações, a natureza distinta das motivações de pequenos produtores independentes é bastante evidente. O que os move não é a busca cega e incessante do lucro, mas sim a melhoria das condições de vida através de uma utilização prudente de recursos próprios e da cooperação com os parentes e vizinhos. Não só para garantir a sobrevivência, mas para viver melhor. Dentre os vários os indicadores empíricos que permitem reconhecer esta modalidade de economia incluem-se o recurso a trabalho exterior à família, usando as redes de solidariedades primárias; a informalidade total ou parcial nas relações com o mercado, as instituições e a comunidade; a relativa indistinção entre a economia doméstica e a economia do empreendimento; o recúo autárcico em períodos de crise; a ambição limitada como motivação e o primado da segurança como atitude. Discute-se a persistência de formas económicas não capitalistas, como as da economia popular, e o modo como elas se relacionam com o capitalismo em diferentes contextos. Analisa-se o surgimento de novos movimentos sociais e de iniciativas de base solidária provenientes da economia popular, particularmente em contextos de crise ou de necessidade, a fim de questionar a sua contribuição para uma mudança paradigmática, no sentido de um sistema económico mais equitativo, que permita uma melhor adequação dos recursos às necessidades e um aumento do bem-estar económico e social.
  • Pedro Hespanha
    Sociólogo. Professor da Faculdade de Economia de Coimbra e Membro Fundador do Centro de Estudos Sociais.
    Coordenador do Programa de Mestrado “Políticas Locais e Descentralização".
    Tem investigado e publicado nas áreas dos estudos rurais, políticas sociais, sociologia da medicina, pobreza e exclusão social
    Coordena o Grupo de Estudos sobre Economia Solidária (ECOSOL/CES)