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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Modernidade, Incerteza e Risco[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 6 - Conflito, Insegurança e Incerteza [ Voltar às Mesas ]

  • PAP0655 - Uma abordagem à sociologia dos conflitos de localização: a oposição às barragens em Trás-os-Montes.
    Resumo de PAP0655 - Uma abordagem à sociologia dos conflitos de localização: a oposição às barragens em Trás-os-Montes. 
    • VICHI, Leandro CV de VICHI, Leandro
    • PAP0655 - Uma abordagem à sociologia dos conflitos de localização: a oposição às barragens em Trás-os-Montes.

      A comunicação visa ilustrar o fenómeno da oposição local contra a construção de barragens no norte de Portugal, na sequência do Plano Nacional de Barragens, promovido pelo Governo Português. O número de pessoas que se mobilizam contra a construção de infra-estruturas, centrais energéticas e grandes obras em geral e em defesa do próprio território está crescendo nos últimos anos especialmente nos países ocidentais. Daqui nasce o interesse sociológico para tentar compreender as razões do aumento da mobilização social, para indagar as formas que esta assume e as consequências que pode ter na sociedade contemporânea. Considerando como caso de estudo a oposição às três grandes barragens que estão a ser construídas em Trás-os-Montes (nos rios Tua, Sabor e Tâmega) as perguntas que se tenta responder são as seguintes: Quais são concretamente os sujeitos do protesto e as características deles em termos de capital social, políticos e humano? Quais são os frames temáticos e as coordenadas interpretativas que dão sentido ao protesto? Quais são os instrumentos e as estratégias adoptadas, em primeiro lugar o uso da expertise técnico-científica? Qual é colocação deste tipo de oposição ao interno dos conflitos ambientais e de localização? O acrónimo Nimby (Not In My Back Yard) é apropriado para a sua definição ou é possível entrever fragmentos de uma ideologia que permita a este tipo de luta sair do contexto local? Qual é, se existe, a correlação entre o aumento deste protesto e a perda de legitimação das instituições tradicionais (partidos e instituições políticas nacionais e regionais, democracia representativa, instituições cientificas)? Como se pode inserir o estudo crítico desta oposição nas dinâmicas inerentes à sociedade do risco? Na tentativa de responder a estas perguntas, a pesquisa social tenta estudar o processo de definição da situação social crítica como problema social por parte da opinião pública e das instituições políticas, concentrando-se, em particular, nos discursos, nos actores sociais e nas interacções recíprocas, assim como emergem no âmbito dum espaço público de discussão. Neste trabalho não se quer tomar uma versão radical da teoria dos problemas sociais mas sim um contextual constructionism, tentando, ou seja, balançar a análise das revindicações com a análise da situação contextual. Por estas razões se cruzam referências de sociologias particulares como a sociologia ambiental, a sociologia dos movimentos, a ciência política, a sociologia do risco.
  • Leandro Vichi

    Investigador Colaborador e Doutorando do CECL (Centro de Estudo de Comunicação e Linguagens). FCSH-UNL.

    Licenciatura e Mestrado em Ciências da Comunicação (Universitá degli Studi di Torino).

    Interesses de investigação: Comunicação ambiental, Comunicação do risco, Conflitos ambientais, teorias do risco.
  • PAP0505 - Gestão de riscos e acidentes organizacionais
    Resumo de PAP0505 - Gestão de riscos e acidentes organizacionais 
    •  AREOSA, João CV - Não disponível 
    • PAP0505 - Gestão de riscos e acidentes organizacionais

      Nesta comunicação pretende-se debater a temática da gestão de riscos e dos acidentes organizacionais. Uma das abordagens que melhor identificou e concebeu as múltiplas dimensões que se encontram subjacentes a uma adequada gestão de riscos foi preconizada por Jens Rasmussen (1997). Este autor discutiu o problema de forma ampla e integrada (rejeitando a visão tradicional) a partir de especificidades encontradas nas sociedades actuais. Segundo a sua opinião as sociedades quotidianas são fortemente dinâmicas e estão em permanente mudança; isto constitui um problema acrescido para quem tem de gerir ou lidar com os riscos da modernidade. A perspectiva organizacional clássica de “comando e controlo” sobre as actividades, baseada em directrizes de cima para baixo, pode ter tido algum sucesso em sociedades com maior estabilidade, porém, mostra-se agora inadequada perante a dinâmica da actual conjuntura social. Segundo Rasmussen, a comparação das condições de estabilidade do passado com as condições dinâmicas das sociedades contemporâneas trouxe algumas mudanças dramáticas para a gestão de riscos das organizações. Os principais sinais desta mudança são dados através dos seguintes pressupostos: 1. Em certos domínios sociais verificou-se um ritmo muito elevado de mudanças tecnológicas que não foram acompanhadas, ao mesmo ritmo, com medidas adequadas de gestão, ou seja, verificou-se um desfasamento entre o desenvolvimento e inovação tecnológicas e as técnicas de gestão para gerir os riscos destas novas realidades. Um desfasamento ainda maior pode ser observado ao nível da regulação pública e da produção legislativa. 2. O aumento em número, dimensão e complexidade de instalações industriais de alto-risco vieram elevar substancialmente o potencial para provocar acidentes de larga escala. É verdade que nas sociedades dinâmicas do presente as baixas possibilidades de ocorrer um grande acidente tendem a ser aceites socialmente. Mas, apesar desta aceitabilidade pública, os novos modelos de gestão de riscos não podem apenas considerar as situações normais ou a performance média das organizações, devem também incluir a possibilidade de ocorrerem eventos muito raros (como é o caso dos acidentes maiores). 3. O último aspecto apontado por Rasmussen está relacionado com período de elevada agressividade e competitividade que as empresas vivem actualmente. Regra geral, o ambiente agressivo e competitivo leva ao aumento de potenciais conflitos entre quem toma as decisões.
  • PAP0487 - Crise nuclear? Globalização de incertezas e riscos e o contexto brasileiro
    Resumo de PAP0487 - Crise nuclear? Globalização de incertezas e riscos e o contexto brasileiro PAP0487 - Crise nuclear? Globalização de incertezas e riscos e o contexto brasileiro
    • CAMELO, Ana Paula CV de CAMELO, Ana Paula
    • MONTEIRO, Marko S. CV de MONTEIRO, Marko S.
    • PAP0487 - Crise nuclear? Globalização de incertezas e riscos e o contexto brasileiro

      Interessa-nos examinar, a partir do debate Sociedade, Crise e Reconfiguração, o processo de rediscussão e de reconfiguração acerca da adoção da matriz energética nuclear, com especial atenção ao cenário brasileiro, após o acidente nuclear no Japão (2011). O assunto voltou a pautar não somente as agendas midiáticas, mas também as políticas, econômicas, científicas e sociais, e de diferentes formas o mundo voltou a compartilhar uma série de incertezas e questionamentos que podem, para muitos, caracterizar uma “crise” no setor nuclear. Nesse contexto, a sociedade do risco (de acidentes nucleares) configura-se como um assunto a ser debatido atrelado à discussão de possíveis perigos para a saúde humana e de contaminação ao meio ambiente. À luz da literatura de Beck e Giddens, sobretudo pela ideia de “sociedade de risco” (1997), e Jasanoff (2003) através do conceito de “co-produção”, dentre outros autores do campo da sociologia do risco, da sociologia ambiental e sociologia da ciência e tecnologia, procuramos discutir como a incerteza e a complexidade de definição e controle dos riscos (sejam eles naturais, tecnológicos ou de outra natureza) se tornam elementos chave em momentos de tomada de decisões que não são somente tecnológicas, mas também sociais e políticas, próprias da interface ciência, tecnologia e sociedade. Uma relação constituída de agentes heterogêneos, com participações e percepções distintas de risco que se combinam e se transformam. Neste estudo, queremos mostrar e analisar como tais incertezas estão perpassando, sobretudo, a esfera de formulação de políticas públicas brasileira, que dentre várias ações tem, em um momento de redefinição do Programa Nuclear Brasileiro, pensado e proposto medidas que tornem mais efetiva a participação pública por meio de plebiscito em momentos decisórios e medidas de compensação para possíveis vítimas de desastres relacionados. Por isso mesmo este estudo busca discutir como as fronteiras entre ideias de segurança e risco e argumentos para investir ou não na energia nuclear transitam, muitas vezes de forma tênue e vulnerável, por entre diferentes influências, não somente critérios científicos, mas também, políticos, econômicos, sociais, bem como aspectos éticos. Dentre algumas perguntas norteadoras do estudo, de caráter qualitativo-exploratório, estão: que atores e quais argumentos têm participado dessa discussão? Como os conceitos de “crise” e “risco” têm sido empregados no debate? Como se observa o gerenciamento/governança de risco nesses casos?
  • Ana Paula Camelo é bacharel em Comunicação Social (2009) na modalidade Jornalismo e mestre em Divulgação Científica e Cultural (2011). Atualmente é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Política Científica e Tecnológica no Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - São Paulo/Brasil, além de bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Suas pesquisas abarcam os seguintes temas: práticas de comunicação e divulgação científica; meio ambiente e C&T; sociedade do risco; e sociologia da ciência e da tecnologia.
    Marko Synésio Alves Monteiro possui graduação em Antropologia (1997), mestrado em Antropologia Social (2000) e Doutorado em Ciências Sociais (2005), todos pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Realizou estágio de pós-doutorado na University of Texas at Austin, junto ao programa de Ciência, Tecnologia e Sociedade (2008), e no Departamento de Política Científica e Tecnológica da UNICAMP (2010). Suas pesquisas abarcam os seguintes temas: antropologia da ciência e da tecnologia; culturas visuais da ciência; gênero, masculinidades e mídia; biotecnologias e o corpo; visualidade do corpo na ciência e na medicina. Atualmente é professor no Departamento de Política Científica e Tecnológica (UNICAMP).
  • PAP0248 - Riscos e inseguranças globais: como o movimento mapuche nos ajuda a traduzir os problemas actuais.
    Resumo de PAP0248 - Riscos e inseguranças globais: como o movimento mapuche nos ajuda a traduzir os problemas actuais. 
    •  VIEIRA, Fernanda Maria da Costa CV - Não disponível 
    • FERREIRA, J. Flávio CV de FERREIRA, J. Flávio
    • PAP0248 - Riscos e inseguranças globais: como o movimento mapuche nos ajuda a traduzir os problemas actuais.

      Diversos estudos apontam para um processo de globalização demarcado por um conceito de sociedade de risco. Por um lado, os avanços tecnológicos permitem novos campos de conhecimento especialmente voltados para a questão do controlo (dos territórios e das matérias-primas como a água, minérios, flora e seus derivados), por outro lado, os avanços no campo armamentista e os limites impostos pela própria questão ambiental se agudizaram, deixando uma certeza sobre a finitude da vida (bem como dos recursos naturais) e dos desafios impostos quando em causa estão as políticas beligerantes estatais. Essa era da incerteza torna-se mais perceptível a partir do “11 de Setembro”, com as políticas de Estado derivadas do ataque às Torres Gémeas. Como resposta à insegurança dimensionada como global, gestou-se uma série de políticas no campo punitivo e do controlo social também em escala global. Essa nova configuração desafia o campo da sociologia em compreender novos problemas quanto à democracia e a emancipação social. O objecto do presente trabalho está em analisar este cenário a partir de um estudo de caso: o conflito entre a nação mapuche e o Estado Chileno e os interesses das empresas transnacionais sobre o território ancestral mapuche, buscando compreender a dimensão entre projectos antagónicos sobre a natureza, uso do solo e da água; bem como as estratégias de controlo nos marcos do campo penal a partir do conceito de “terrorismo”. A luta da nação mapuche no Chile pelo reconhecimento de sua territorialidade vem de longa data. No entanto, é nos últimos que este conflito traduz-se em um movimento de criminalização onde as lideranças mapuches respondem a acções penais por terrorismo. O revisar da história nos permite compreender as permanências das linhas abissais que se revelam plenas na manutenção de discursos de inferiorização das tradições mapuches, como uma expressão do atraso que colide com os anseios de uma nação em busca de sua modernidade, permanências que acabam potencializando a recente criminalização dos mapuches. Trata-se de compreender o actual cenário como uma marca das políticas coloniais que transcendem a questão mapuche e revelam outras relações globais extensivas aos cantos mais remotos do globo. Deste contexto, situado nas mudanças provocadas pelo 11 de Setembro, os fenómenos mais actuais das políticas neoliberais e dos interesses de exploração destes territórios, como o mapuche, devem ser problematizados quanto à relação de sectores do Estado e de determinadas transnacionais. Nossa intenção está em resgatar essa perspectiva histórica a partir de uma leitura a contrapelo, reler a história a partir da tradição mapuches e como estes narram suas trajectórias, suas identidades, o conflito com o Estado e sectores privados em defesa de sua territorialidade.
  • J. Flávio Ferreira é mestre em antropologia e Doutorando em Pós-colonialismo e Cidadania Global pelo CES/Coimbra. Desde 2009 vem estudando as práticas de cura nas religiões afro-brasileiras e, em segundo plano, interessa-se pela relação entre instituições e o Estado e os grupos sociais. Nestas duas áreas o ponto de vista ancora-se numa crítica epistemológica à normatividade, ao corpo e aos padrões hegemónicos em geral.
  • PAP0189 - O debate público sobre alimentos transgênicos na mídia: enquadrando os riscos
    Resumo de PAP0189 - O debate público sobre alimentos transgênicos na mídia: enquadrando os riscos 
    •  MOTTA, Renata Campos CV - Não disponível 
    • PAP0189 - O debate público sobre alimentos transgênicos na mídia: enquadrando os riscos

      Este artigo tem como objeto o debate público sobre alimentos transgênicos na mídia argentina, brasileira e mexicana. A partir da análise de conteúdo de três jornais de cada país, descreve-se quais são os atores e argumentos que participam do debate, a fim de identificar o papel dos enquadramentos de "risco" no mesmo. "Risco" é conceituado como um tipo de comunicação política baseada em conhecimento especialista, que se refere ao futuro e envolve uma parte afetada negativamente (elemento de injustiça); daí a necessidade de estratégias de visibilização nos mídia pelos atores afetados.. O tema dos riscos é comumente pesquisado nas áreas da psicologia social e dos estudos sociais da ciência e da tecnologia. O ponto de partida comum é que riscos são construídos na percepção e na comunicação social e, portanto, não possuem uma existência material independente dos processos de construção social. Os estudos sobre mídia e comunicação política, por sua vez, tendem a usar exemplos de risco como uma aplicação a mais de uma metodologia. Há, entretanto, uma relação estreita entre estas áreas de pesquisa. Considerado como fenômeno que existe na percepção e comunicação sociais e que se constrói com objetivo contestatório, ou seja, com uma existência eminentemente política, "risco" é um elemento do debate público, o qual, nas sociedades contemporâneas, se compõe em grande parte pelo debate midiático. A partir da conceitualização sobre risco como fenômeno socialmente construído em processos comunicativos e com o uso da metodologia dos estudos dos media, este artigo tem como objetivo analisar o debate público sobre alimentos transgênicos na Argentina, no Brasil e no México. Nove meios de comunicacao foram selecionados como fonte e artigos foram coletados para os anos de 2009 e 2010 e submetidos a análise de conteúdo, com o uso de duas categorias: tipos de atores e frames. Como resultado, descreve-se a participação dos enquadramentos de risco e seu uso por diferentes tipos de atores. O argumento será desenvolvido em quatro partes: conceitualização sobre risco; desenho de pesquisa; resultados; discussão. Por fim, apresentam-se algumas considerações sobre as vantagens e limitações metodológicas de se usar dados de mídia para estudar demandas políticas sobre risco.
  • PAP0058 - Trabalho na Modernidade: sociedade de risco e desrespeito aos direitos sociais e econômicos dos trabalhadores.
    Resumo de PAP0058 - Trabalho na Modernidade:  sociedade de risco e desrespeito aos direitos sociais e econômicos dos trabalhadores. PAP0058 - Trabalho na Modernidade:  sociedade de risco e desrespeito aos direitos sociais e econômicos dos trabalhadores.
    • SANTOS, Gabriela de Morais CV de SANTOS, Gabriela de Morais
    • PAP0058 - Trabalho na Modernidade: sociedade de risco e desrespeito aos direitos sociais e econômicos dos trabalhadores.

      O presente texto tem como objectivo analisar os conceitos de modernidade e trabalho, abordando teorias que são essenciais para compreender como neste período se estabeleciam as relações de trabalho. A proposta central do trabalho consiste em discutir a regulamentação das relações de trabalho nos moldes capitalistas modernos, buscando demonstrar como a incerteza de obter trabalhos assalariados e o risco de precariedade nas condições trabalhistas afectam as relações de trabalho e as relações entre os indivíduos, para isso realizou-se previamente uma pesquisa bibliográfica, para que relacionando as bases teóricas de Ricardo Antunes, Zygmunt Bauman, Marshall Berman, Maria da Graça dos Santos Dias e Karl Marx, fosse possível captar e compreender a problemática moderna do ritmo do trabalho capitalista e a promoção da dignidade humana. O período da modernidade está estreitamente ligado ao modo de produção capitalista, já que a categoria do trabalho é central. Karl Marx aborda o conceito de trabalho em seu sentido amplo e económico, sendo de extrema relevância para esta pesquisa. Este período é marcado por paradoxos, ambiguidades e contradições, que estão intrínsecas no modo de produção capitalista. Embora haja a perspectiva de progresso, a revolução contínua da modernidade faz com que alguns indivíduos fiquem excluídos pela miséria e opressão advindos da separação de classes, o que desencadeia na redução das possibilidades de desenvolvimento individual, contrariando os preceitos iluministas. Portanto, a partir da discussão teórica conclui-se que a modernidade proporcionou o aumento das contradições existentes na sociedade, pois pela incessante exploração do trabalhador, visando o aumento da dominação burguesa e não a possibilidade de progresso individual pelo trabalho, faz com que embora o enriquecimento do trabalhador seja possível, se torne pouco provável; devido às condições materiais de existência serem destoantes entre os indivíduos, desencadeando a separação entre as classes, a alienação e a opressão.
  • Nome/ Gabriela de Morais Santos
    afiliação institucional: Estudante da Universidade Tecnica de Lisboa do Instituto de Ciencias Sociais e Politicas no curso de Sociologia. Estuda em Lisboa pelo Convenio entre a universidade Federal de Uberlandia; instituicao de origem, com a universidade brasileira

    Area de formação/ Estudante de Ciencias Sociais; abrangendo os cursos de Sociologia; antropologia e ciencia politica
    Interesses de investigação/ Sociologia urbana; sociologia do trabalho e antropologia cultural: ja realizado investigacoes nas tres areas