• English version
  • Versão Portuguesa
  • Versão Espanhola
  • Versão Francesa


VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
Adobe Acrobat Reader

©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Crenças e Religiosidades[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 1 - Secularização, des-secularização e teorias da religião[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1452 - Imbricações do campo religioso católico com a cultura contemporânea
    Resumo de PAP1452 - Imbricações do campo religioso católico com a cultura contemporânea 
    • VILAÇA, Helena CV de VILAÇA, Helena
    • PAP1452 - Imbricações do campo religioso católico com a cultura contemporânea

      A cultura é cada vez mais entendida pela Igreja Católica Romana como setor estratégico de intervenção e plataforma essencial de evangelização. Em Portugal várias iniciativas têm sido tomadas neste sentido, ao longo da última década, sendo a criação em 2003 da Pastoral da Cultura um exemplo disso. Essa aposta foi materializada, entre outras aspetos, pela criação de um site eletrónico direcionado para novos conteúdos mediáticos que conjuga arte e teologia, informações sobre outras confissões religiosas, interação entre organismos católicos e governamentais. O site promove ainda o diálogo entre diversos atores sociais dentro e fora da Igreja Católica, laicos e religiosos, que vão do mundo literário, à música, à arquitetura e outras esferas artísticas. A cultura é assim tomada como plataforma de mediação entre a mensagem religiosa e a sociedade nos seus planos macro, meso e micro e como instrumento privilegiado em termos comunicativos. Nesta apresentação pretendo analisar a interação entre o campo religioso católico e o campo cultural, dando especial atenção aos tipos e conteúdos culturais apropriados pelo primeiro, aferindo de que modo isso tem contribuído para a reestruturação do campo católico e respetiva redefinição identitária, através da formulação de novos princípios, regras de funcionamento, relações com outros campos e os efeitos produzidos sobre o conjunto da sociedade. Importa ainda identificar as lógicas de comunicação na relação estabelecida com a cultura, as convergências e as estratégias competitivas num duplo registo: ora assente na história, na tradição, no património simbólico e material, ora nas novas temporalidades de um mundo global, diverso e permeável ao exógeno. São estas combinações que contribuem para a singularidade identitária do catolicismo português. A participação católica direta e indireta na cultura e também na política é uma modalidade – mais do que de resistência – de relação com a secularização, que se opera segundo uma ação que visa a totalidade da vida social, muitas vezes de uma forma difusa e subtil e que contrasta com outros tipos de intervenção, nomeadamente aqueles que são marcados por clivagens.
  • Com um doutoramento em Sociologia, atribuído pela Universidade do Porto, Helena Vilaça é Professora Auxiliar com Agregação do Departamento de Sociologia da Faculdade de Letras e investigadora do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto. O seu trabalho científico tem incidido de modo dominante sobre a sociologia das religiões, nomeadamente, pluralismo religioso e étnico, religião e política, novas formas de religiosidade e espiritualidade.
  • PAP0661 - A Universidade Católica Portuguesa é uma Universidade Católica?
    Resumo de PAP0661 - A Universidade Católica Portuguesa é uma Universidade Católica? PAP0661 - A Universidade Católica Portuguesa é uma Universidade Católica?
    • COSTA, Joaquim CV de COSTA, Joaquim
    • PAP0661 - A Universidade Católica Portuguesa é uma Universidade Católica?

      A doutrina da Igreja estabelece, em vários documentos, o que deve ser uma universidade católica. A Constituição Apostólica Ex corde ecclesiae é, talvez, o mais importante desses documentos actualmente, mas existem outros. E as próprias universidades católicas têm Estatutos, aprovados superiormente, que definem a sua identidade. Da documentação vaticana resultam obrigações genéricas mas claras. Exemplos: tanto na formação como na investigação deve existir interdisciplinaridade, a qual conterá uma perspectiva teológica e filosófica; os alunos deverão, tanto quanto possível, tornar-se “homens verdadeiramente eminentes pela doutrina” e pelo testemunho da fé; promover a justiça social e a Doutrina Social da Igreja; integrar razão e fé. Os Estatutos da Universidade Católica Portuguesa (U.C.P.) reafirmam a submissão às orientações da Santa Sé e especificam vários objectivos de que destaco dois: empreender os diálogos fé/razão e ciências/teologia, com presença de disciplinas de teologia nos planos de estudos; formar quadros inspirados na Doutrina Social da Igreja. Numa Faculdade de Teologia ou de Filosofia, estas orientações não deverão ser de aplicação muito difícil. Já nos cursos de ciências e tecnologias, sujeitos a intensa concorrência no mercado de ensino, a questão assume outros contornos, dado o peso esmagador que a qualidade técnica profana da formação alcança na procura. No âmbito das ciências (sociais), as Faculdades de Economia e Gestão são um caso muito sensível: os seus cursos, tendo uma forte componente técnica, abrangem temática tratada na Doutrina Social da Igreja. É precisamente sobre estas Faculdades da U.C.P. que se debruça o presente estudo. Divididas por três centros, apresentam consideráveis diferenças entre si e também em relação a congéneres estrangeiras. As diferenças dizem respeito ao ensino, à investigação e à extensão universitária. Os dados ainda são preliminares mas permitem algumas conclusões: uma Faculdade (ou um Departamento, se se tratar do Centro das Beiras) pode apoiar dezenas de projectos de economia social por todo o país e outra não; os percursos de formação também são variados e, em certos casos, é possível ter todo um trajecto académico da licenciatura ao doutoramento sem cursar uma única disciplina de teologia nem de Doutrina Social da Igreja. Pode-se, nalgumas circunstâncias, falar de um ensino secularizado na U.C.P.?
  • Joaquim Costa (Funchal, 1960), licenciado em Sociologia pela U. Évora (1989), doutorado em Sociologia pela U. Minho (2005), professor auxiliar do Deptº Sociologia do ICS/U. Minho, investigador do CICS (U. Minho). Tem publicados trabalhos sobretudo na área da Sociologia da Religião, de que se destacam:
    Sociologia dos Novos Movimentos Eclesiais - focolares, carismáticos e neocatecumenais em Braga (Porto, Afrontamento, 2006); Sociologia da Religião - uma breve introdução (Aparecida - São Paulo, Editora Santuário, 2009); "Sentido da Vida, Desespero e Transcendência" (Revista Lusófona de Ciências da Religião, 2009, nº 12);
    "O Zapping do Cristão" (in A. M. Brandão e E. R. Araújo (org.), Intersecções Identitárias, Famalicão, Húmus, 2011).
    Grato pela atenção,
    Joaquim Costa.
  • PAP0313 - REPENSAR A SOCIOLOGIA DA RELIGIÃO: DAS TEORIAS PRIMITIVISTAS AO TELEMÓVEL.
    Resumo de PAP0313 - REPENSAR A SOCIOLOGIA DA RELIGIÃO: DAS TEORIAS PRIMITIVISTAS AO TELEMÓVEL. PAP0313 - REPENSAR A SOCIOLOGIA DA RELIGIÃO: DAS TEORIAS PRIMITIVISTAS AO TELEMÓVEL.
    • AGUIRRE, Carlos Ramos CV de AGUIRRE, Carlos Ramos
    • PAP0313 - REPENSAR A SOCIOLOGIA DA RELIGIÃO: DAS TEORIAS PRIMITIVISTAS AO TELEMÓVEL.

      REPENSAR A SOCIOLOGIA DA RELIGIÃO: DAS TEORIAS PRIMITIVISTAS AO TELEMÓVEL. Carlos Ramos Aguirre Sociólogo Dr. Humanidades e Ccs. Sociais Galiza - Espanha RESUMO A sociologia da religião vem configurándose desde o primeiro terço do século XIX como uma das subdisciplinas mais relevantes da ciência sociológica, embora nas últimas décadas tenha caído numa série de discussões estériles producindo-se uma debilitação desembocada em descrédito. A vitalidade amosada pelas religiões no mundo actual, fenómeno que algums denominam «resurgir da crença», invalida em grande medida o paradigma da secularização que tem sido até agora dominante na nossa disciplina. A partir desta observação objectiva faze-se necessário elaborar um diagnóstico do estado presente da sociologia da religião e enfrentar uma reconfiguração da mesma a fim de poder dar resposta ás questões que ja está a erguer o século XXI. Entre as características que têm conformado a sociologia da religião tal como a conhecemos hoje em dia destacam duas que este trabalho considera principais. Em primeiro termo, o sucesso logrado pelas visões durkheimiana e weberiana do fenómeno social religioso. É dizer, o sucesso duma interpretação «sociologista» que pesa muito e afasta do interesse do sociólogo da religião outras interpretações de caste «psicologista» aportadas por autores valiosos como Herbert Spencer, William James, Edward B. Tylor, Vilfredo Pareto, Georg Simmel ou Bronislaw Malinowski. Em segundo termo, o feito de ter investido a nossa disciplina uma ingente quantidade de esforços investigadores e carreiras profissionais no único paradigma da secularização que, á fim, não tem obtido os resultados esperados. Outras características hão de se somar ás ja sinaladas, por exemplo, a conceição falaz que opõe conhecimento científico e religião, a desunião da antropologia e da sociologia da religião por motivos académicos e departamentais, ou o intrusismo de determinadas teologias de inspiração social. Por outro lado, a necessária reconfiguração da sociologia da religião passa pela integração dos distintos paradigmas tradicionais e das novas perspectivas que é preciso incorporar e potenciar. Assim, o estudo do pluralismo religioso não constitue uma perspectiva estritamente nova, mas desde este trabalho defende-se a iportância capital que dito enfoque está chamado a ter na futura sociologia da religião, pois nunca como agora vivemos num mundo tão globalizado e amplamente interconetado. Mas a corrente anovadora da disciplina também deve adicionar perspectivas inéditas como é o caso da observação da religião na Internet -online religion- e nas novas tecnologias da informação e da comunicação, ou a consideração das relações entre cérebro e religião, o que ha de nos levar a um diálogo multidisciplinario com a ciência cognitiva da religião e a neurociência cognitiva.
  • O meu nome é Carlos Ramos Aguirre, após ter ocupado o posto de Coordenador da Cátedra das Três Religiões da Universidade das Ilhas Baleares (Espanha) entre os anos 2008 e 2011, na actualidade exerzo de sociólogo independente na Galiza. Sou Licenciado em Sociologia pela Univ. da Corunha e Doutor em Humanidades e Ciências Sociais pela Univ. das Ilhas Baleares. Os meus âmbitos de interesse são a sociologia da religião, a sociologia da literatura e o estudo da evolução humana.
  • PAP0203 - Religiosidades e juventude universitária: algumas reflexões
    Resumo de PAP0203 - Religiosidades e juventude universitária: algumas reflexões PAP0203 - Religiosidades e juventude universitária: algumas reflexões
    • PINHEIRO, Marcos Filipe Guimarães CV de PINHEIRO, Marcos Filipe Guimarães
    • PAP0203 - Religiosidades e juventude universitária: algumas reflexões

      Este trabalho pretende discutir as recentes alterações no âmbito religiosos entre a juventude universitária brasileira. Torna-se necessário estudar o papel que as múltiplas religiosidades, manifestadas dentro das universidades, desempenha na vida acadêmica de estudantes e as influências na sociedade. Do desencantamento do mundo proposto por Weber, e de previsões agonizantes das religiões, tem-se na sociedade, hodiernamente, um reencantamento do mundo, inclusive pela juventude, para espanto de muitos. Em períodos de pós-modernidade, um novo e revigorante fôlego vem sendo dado às diferentes maneiras de se relacionar com o religioso. O que outrora deixou de ser atribuído ao divino devido a processos de racionalização do pensamento e do conhecimento passa, novamente, a ter sua importância transcendente. Com isso, é possível constatar uma proliferação de um grande número de modalidades religiosas no Brasil, e como já relatado, no meio universitário. De caráter mediúnico como o espiritismo, as religiões afro-brasileiras, as pentecostais e católicas carismáticas, ou mesmo outras cristãs mais tradicionais (protestantes históricos), orientais, esotéricas, dentre outras, cada uma oferece diferentes alternativas sacras. Há uma gama variada de crenças e ritos relacionados às forças sobrenaturais (podendo haver a manipulação destas) e às intervenções dessas divindades no almejado bem-estar. Mesmo entre jovens, em décadas passadas tidos como militantes políticos, desinteressados pela religião, ela está bem viva e atuante, tanto na esfera privada quanto na pública, revigorada em suas diversas e múltiplas epifanizações. Até mesmo, e cada vez mais, no ambiente que se cobrava cético, racional e científico: as universidades. Essa “cientificidade” presente nas universidades, extremamente valorizada, requerida e cobrada atualmente, pode ser considerada reflexo de objetivos apresentados no último século, época tida como a da razão. Período que buscava e anunciava uma hegemonia da ciência e maneiras de explicar o mundo inteiramente desencantadas, já desprovidas da necessidade de apelo à magia, ao sobrenatural, às explicações que escapam do controle racional. Entretanto, as universidades brasileiras estão repletas de grupos religiosos que se reúnem para orar, cantar, missionar, entre outros, ocupando diversos espaços. Estes grupos trazem consigo, além de suas crenças, valores e culturas, inquietações. A universidade, enquanto espaço de desdobramentos de processos de escolarização e de formação profissional, sofre interferências inúmeras, de diversas ordens sociais, culturais e políticas. E dentre essas, são afetados também pela religião, pelas crenças do indivíduo, uma vez que, como visto, a religiosidade pode estabelecer poderosas, penetrantes e duradouras disposições e motivações no ser humano; ajustar as ações, os comportamentos e conduzir condutas.
  • Marcos Filipe Guimarães Pinheiro é licenciado em Educação Física e Mestre em Lazer pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente é professor nos cursos de Pedagogia, Música e Educação Física do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix e professor substituto nos cursos de Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Educação Física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ambos na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Suas principais áreas de interesse são o Lazer, Religiosidades e Velhice.