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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST6 Sociologia do Desporto[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 5 - Corporeidade e Relações de Género no Desporto [ Voltar às Mesas ]

  • PAP1313 - Representações sociais do rugby na grande lisboa
    Resumo de PAP1313 - Representações sociais do rugby na grande lisboa 
    •  CABRITA, João Manuel CV - Não disponível 
    • PAP1313 - Representações sociais do rugby na grande lisboa

      As actividades desportivas têm acompanhado a evolução das sociedades, assumindo nestas um papel relevante ao longo dos tempos. A presente dissertação inscreve-se na área da Sociologia do desporto. O trabalho pretende analisar as representações sociais do Rugby na Grande Lisboa e tem como objectivo compreender o campo de práticas da modalidade. A zona de Lisboa, devido à presença acentuada da modalidade, estabelece características excepcionais para a abordagem à problemática. A investigação aborda quatro aspectos chave para o tema em questão: o perfil social dos atletas; as questões de género na modalidade; as razões dos atletas para a prática do rugby e o impacto deste na identidade dos atletas. Com a análise destes quatro elementos, pretende-se uma aproximação científica à modalidade, no sentido de traçar um quadro próximo do seu contexto social. O interesse científico do trabalho pelo rugby deve-se, essencialmente, às suas características singulares e à sua reduzida popularidade na sociedade.
  • PAP1195 - A EMERGÊNCIA DE UM NOVO CORPO: O CONTRIBUTO DA EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTO
    Resumo de PAP1195 - A EMERGÊNCIA DE UM NOVO CORPO: O CONTRIBUTO DA EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTO PAP1195 - A EMERGÊNCIA DE UM NOVO CORPO: O CONTRIBUTO DA EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTO
    • BRÁS, José Viegas CV de BRÁS, José Viegas
    • GONÇALVES, Maria Neves CV de GONÇALVES, Maria Neves
    • PAP1195 - A EMERGÊNCIA DE UM NOVO CORPO: O CONTRIBUTO DA EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTO

      Com esta comunicação pretendemos atingir os seguintes objectivos: 1 – Analisar o impacto que o discurso higienista teve na génese da Educação Física e Desporto; 2 – Discutir o papel que foi atribuído à Educação Física e Desporto no combate ao definhamento da raça. Métodos/resultados: para analisarmos o problema enunciado seguimos a análise do discurso seguindo a perspectiva de Michel Foucault. Do trabalho que realizámos verificámos que o discurso higienista trouxe uma nova racionalidade, servindo para fazer a fundamentação à protecção colectiva e individual. O exercício físico surgiu, com a higiene, legitimado pelo saber científico. Desde o século XVII que assistimos a um discurso que relaciona a importância do exercício com a conservação da saúde. A grande aspiração da higiene era governar, ultrapassando os parâmetros da fisiologia, querendo também abraçar a sociologia e a moral. A ignorância, a incúria, fomentavam o viver anti-higiénico. Face a esta realidade, considerou-se que a escola poderia servir de instrumento de mudança. O apelo feito pela higiene veio contribuir para dar relevância à educação física e ao desporto. As vítimas que a surménage provocava e os trabalhos que Mosso desenvolveu, vieram colocar a necessidade de as reformas cuidarem da saúde dos jovens. Os trabalhos de antropologia escolar apareceram para se tentar saber a correlação existente entre o desenvolvimento físico e o desenvolvimento da inteligência. Daí que a avaliação antropométrica dos alunos tivesse ganho tão elevado interesse. Como conclusão podemos dizer que a educação física e o desporto ganharam reconhecimento com o discurso higienista através do combate às doenças escolares. Foi num contexto de degenerescência da raça - como então se dizia - que se colocaram novas exigências à governação da população. Nesta viragem de mundividência, a população saudável passa a ser vista como uma riqueza. Para esta mundividência, foram muito importantes os contributos da política de saúde, da educação física e do desporto. Palavras-chave: saúde, corpo, educação física, desporto.
  • José Gregório Viegas Brás

    Doutorado em História da Educação, pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Lisboa (2006).
    Mestre em Ciências da Educação, pela Faculdade de Motricidade de Humana, Universidade Técnica de Lisboa (1990).
    Professor Associado na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT).
    Coeditor da Revista Lusófona de Educação
    Coeditor da revista electrónica Entretextos
    Coordenador do Grupo de Investigação Memórias das Instituições Educativas e do Pensamento Pedagógico do Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação (CeiEF) da ULHT.
    Autor de diversas comunicações ( em eventos nacionais e estrangeiros).

    Autor de diversos artigos publicados em livros, revistas nacionais e estrangeiras.
    Maria Neves Leal Gonçalves
    Professora Auxiliar na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) em Lisboa. Doutora em História da Educação, pela Universidade de Évora. É coeditora da Revista Lusófona de Educação. E co-coordenadora do Grupo de Investigação Memórias das Instituições Educativas e do Pensamento Pedagógico do Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação (CeiEF) da ULHT. Áreas de interesse: Republicanismo, laicização do ensino; História do Currículo; Professores e Associativismo Docente.
  • PAP0845 - Reconfigurações da masculinidade hegemónica nos corpos envelhecidos: um estudo em idosos praticantes de exercício físico.
    Resumo de PAP0845 - Reconfigurações da masculinidade hegemónica nos corpos envelhecidos: um estudo em idosos praticantes de exercício físico. PAP0845 - Reconfigurações da masculinidade hegemónica nos corpos envelhecidos: um estudo em idosos praticantes de exercício físico.
    • SILVA, Paula CV de SILVA, Paula
    •  CARRAPATOSO, Susana CV - Não disponível 
    • NOVAIS, Carina CV de NOVAIS, Carina
    •  BOTELHO-GOMES, Paula CV - Não disponível 
    • CARVALHO, Joana CV de CARVALHO, Joana
    • PAP0845 - Reconfigurações da masculinidade hegemónica nos corpos envelhecidos: um estudo em idosos praticantes de exercício físico.

      O tema das masculinidades, tal como o das feminilidades, não decorre de uma dádiva ontológica, mas passa a existir a partir dos atos das pessoas, e, para além de ter que ser entendido como um processo social, envolve práticas que se referem ao corpo e ao que o corpo faz (Connell, 2000). Na realidade, é um tema que exige uma pluralidade de posicionamentos e não se deve confundir com homens ou com a condição de ser do sexo masculino (Amâncio, 2004), e pode ser definido como uma configuração organizada de prática relativa à estrutura das relações de género (Connell e Messerschmidt, 2005). A masculinidade hegemónica é construída nos lugares onde a expectativa dos homens é ser independente, forte, assertivo, emocionalmente restritivo, competitivo, resistente, agressivo e fisicamente competente (Smith, et al, 2007). O estudo das masculinidades ganha importância quando estudamos o envelhecimento, uma vez que o declínio das capacidades físicas e motoras dos idosos poderá ser problemática (Calasanti e Slevin, 2001), uma vez que as características da masculinidade dominante que predominam na juventude e se estendem na vida adulta decrescem à medida que se envelhece (Bronfman, 2006). Esta preocupação orienta os homens idosos para actividades saudáveis, nomeadamente para a realização de exercícios físicos regulares. A presente investigação objectivou conhecer as percepções de idosos acerca do corpo, procurando explorar as suas expectativas relativamente à prática de exercício físico. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas a 22 idosos (68.6±5.4 anos) que iniciaram um programa de exercício físico. Os dados foram posteriormente sujeitos a análise de conteúdo no programa QSRNVivo7. Os resultados apontam que: (i) o envelhecimento aliado à diminuição da funcionalidade, de incapacidade e ao aparecimento de problemas de saúde, parece afastar comportamentos afirmativos da masculinidade; (ii) os idosos tendem a percepcionar o corpo com harmonia, mas a centrar as suas preocupações na funcionalidade; (iii) a disfunção eréctil surge com consequências negativas afastando os comportamentos afirmativos da masculinidade pela sexualidade. Nesse sentido, este estudo sugere que as conjunturas mudam ao longo da vida, sendo que aquando da velhice, ou quando esta se aproxima, as normas ditadas pela masculinidade hegemónica, embora presentes são reafirmadas. A prática de exercício físico parece ser, nesta etapa da vida, um meio determinante para (re)configurar e afirmar a masculinidade do homem idoso. Estudo no âmbito do Projecto financiado pela FCT (PTDC/DES/102094/2008 (FCOMP-01-0124-FEDER-009587).
  • Paula Silva nasceu no Porto, Portugal, e é doutorada em Ciências do Desporto pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto onde exerce funções de docência e de investigação no CIAFEL. Desenvolve estudos e projetos de investigação no domínio dos Estudos de Género e Desporto. É autora de vários livros e artigos nacionais e internacionais. Foi distinguida com o Prémio Investigação “Carolina Michaelis de Vasconcelos”, (ex-aequo) em 2007. Vice-presidente da Associação Portuguesa Mulheres e Desporto.
    Carina Novais, mestre em sociologia pela Faculdade de Letras desenvolve o seu percurso profissional em investigação científica tendo desenvolvido trabalhos diversos resultantes da pesquisa sobre o género e o desporto na área da infância e adolescência e também no âmbito do envelhecimento ativo participando nos projetos "Iniquidades sociais, ambientais e de género na prática de actividade física e desportiva de adolescentes" e atualmente no projecto "Actividade física objectivamente avaliada e obesidade em adolescentes: Estudo dos determinantes pessoais, sociais e ambientais" no Centro de Investigação em Atividade Física e Lazer da Faculdade do Desporto da Universidade do Porto. Tem também contributos enquanto investigadora na organização "Movimento Democrático de Mulheres" participando num projeto "Uma vida de Trabalhos? Trajetórias Profissionais de Mulheres e Participação cívica" onde desenvolveu o seu projeto de mestrado em torno da temática,"género, família e trabalho" e com a publicação "Percursos de Mulheres: Trabalho e Participação Política de Mulheres na área Metropolitana do Porto".
    Joana Carvalho, Professora do Instituto Superior de Tecnologias Avançadas. Doutoranda em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais da Universidade de Aveiro e Faculdade de Letras da Universidade do Porto e licenciada em Engenharia Multimédia no ISTEC. Desenvolve atualmente trabalho de investigação em Social Media, Comunicação e Cibermuseologia, dedicando-se a construção da Tese de doutoramento com o título “A adopção de social media por museus como uma ferramenta de comunicação”.
  • PAP0484 - A construção social do género no desporto
    Resumo de PAP0484 - A construção social do género no desporto 
    • ALMEIDA, Cristina Matos CV de ALMEIDA, Cristina Matos
    • PAP0484 - A construção social do género no desporto

      O género, sendo um dos principais organizadores das relações sociais, é diferente em cada sociedade, tempo ou lugar, existindo diferentes formas de representação e de performatividade da masculinidade e da feminilidade (Butler, 1999). Este facto revela que as concepções de género, os papéis sociais e os estereótipos associados a homens e mulheres não são biologicamente determinados mas resultam antes de uma construção social sobre o que se entende por masculino e feminino, a qual é, por sua vez, baseada em relações de poder desiguais entre homens e mulheres que, sistematicamente privilegiam o sujeito masculino (Scott, 1990). A construção de género no desporto está fortemente relacionada com a história do desporto moderno, espaço onde o entendimento de que as diferenças de género são biológicas e que a superioridade desportiva masculina pertence à ordem “natural” das coisas, tem sido difícil de ultrapassar (Hargreaves, 1994). O desporto é um espaço criado, nos finais do séc. XIX e início do séc. XX, por homens e para homens, espaço de confrontação física masculina no qual são simbolicamente expressos traços que se exigem ao “verdadeiro homem” - o homem viril, homem que deve demonstrar força física, agressividade, protagonismo e liderança, e em que a participação das mulheres, atendendo à sua primeira responsabilidade – a função reprodutora, foi logo considerada inapropriada à “natureza da mulher” e encontrou enorme rejeição. As mulheres foram assim excluídas Jogos Olímpicos da era moderna, em 1896, e a sua participação no desporto ao longo do séc. XX foi alvo de grande rejeição, com uma integração minoritária, lenta e muito desigual, a partir de determinados grupos de mulheres (particularmente, as das classes mais altas) e de acordo com o tipo de desporto (desportos estéticos, não violentos, que não pusessem em perigo o estereótipo feminino). Os estereótipos sexistas converteram o desporto numa prática de orientação masculina, inibindo a participação das mulheres ao considera-la como inapropriada, e deram origem a uma série de mitos como os que diriam: o desporto masculiniza as mulheres; o desporto prejudica a saúde das mulheres; as mulheres não têm capacidades para o desporto ou as mulheres não têm interesse no desporto. A identificação histórica do desporto com um modelo específico da identidade masculina e com o papel social adstrito aos homens teve como consequência a consideração do homem como único sujeito desportivo, ou pelo menos, como o sujeito mais valorizado.
  • Nome: Cristina Matos ALMEIDA
    Afiliação institucional: Técnica superior no Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ, IP) e Doutoranda em Sociologia no ISCTE-IUL
    Área de formação: Licenciada em Sociologia e frequência do Mestrado de Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação no ISCTE-IUL
    Interesses de investigação: Desporto e género
  • PAP0196 - As mulheres no mundo dos homens: o caso do bilhar em Portugal
    Resumo de PAP0196 - As mulheres no mundo dos homens: o caso do bilhar em Portugal 
    •  GONÇALVES, Teresa CV - Não disponível 
    •  DOUTOR, Catarina CV - Não disponível 
    • PAP0196 - As mulheres no mundo dos homens: o caso do bilhar em Portugal

      Seja no mundo do trabalho, na educação ou até mesmo nas relações sociais do dia a dia as questões ligadas à noção de identidade e género tem sido palco de discussão por parte de muitos investigadores (Mennesson, 2005). Á semelhança do que acontece no mundo do futebol, halterofilismo, boxe, a verdade é que, nos últimos tempos, temos vindo a assistir a um progressivo aumento do número de mulheres em práticas tradicionalmente masculinas. O bilhar não tem sido exceção. Considerado um desporto maioritariamente masculino, o bilhar desperta, de igual modo, a atenção das mulheres. Na presente comunicação procura-se salientar a importância da questão do género nas práticas desportivas, neste caso em particular, o bilhar. Neste sentido, a comunicação tem como objeto de estudo as representações sociais das mulheres que “praticam” bilhar, nomeadamente as suas motivações e as suas experiências decorrentes desta prática. Dado a crescente importância que esta modalidade tem vindo a adquirir em Portugal, importa compreender as diferentes motivações e práticas de bilhar na vida destas mulheres, estabelecendo ao mesmo tempo, um ponto de análise comparativa face às perceções vividas pelos homens. Assim, partindo de casos de mulheres envolvidas, nesta modalidade, procura-se desta forma, analisar e compreender as motivações e o papel do bilhar nas suas vidas, bem como compreender a diversidade de processos que envolvem a prática desta modalidade (Ex: processo de socialização, técnicas e estratégias de jogo, competição, estatutos e apoios, obstáculos à participação no bilhar, entre outros). Tendo em conta o problema desta investigação, iremos recorrer, principalmente, a uma metodologia qualitativa com base na aplicação de entrevistas semiestruturadas com o intuito de conhecer e compreender esta prática desportiva desenvolvida pelas mulheres.