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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST6 Sociologia do Desporto[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 6 - Identidades, Migrações e Etnicidade no Desporto [ Voltar às Mesas ]

  • PAP1587 - Futebol e migrações: primeiras anotações
    Resumo de PAP1587 - Futebol e migrações: primeiras anotações PAP1587 - Futebol e migrações: primeiras anotações
    • CRISTAN, Mara Lúcia CV de CRISTAN, Mara Lúcia
    • PAP1587 - Futebol e migrações: primeiras anotações

      Apesar do peso descomunal que o futebol ocupa na vida quotidiana, económica, política e cultural das sociedades, sendo que o futebol, enquanto desporto-espetáculo (Bourdieu, 1985) atua como arena pública no processo de construção das identidades culturais em diversas instâncias: regionais, nacionais, supra-nacionais, geracionais, de classe, de claques, desportistas, organizações, burocracias, ciência e tecnologia. A vida de trabalho que os jogadores levam numa sociedade globalizada ainda vem sendo pouco conhecida, sobretudo dos jogadores migrantes e que “rodam” pelo mundo.
  • Mara Lúcia Cristan de Lomba-Viana
    Luso-Brasileira, nascida na cidade de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, Brasil, em 28.02.1965.
    Ao completar os seus 47 anos, a Profa. Doutora Mara Cristan, se aposentou de professora efetiva na UFES-Universidade Federal do Espírito Santo, em Vitória-ES (Brasil), com catorze anos de serviço e afecta ao Centro de Educação Física e Desportos, de que foi Vice-Directora e Decana do Depto. de Ginástica, onde leccionou Sociologia do Desporto, Educação Física Comunitária, Estudos do Lazer e Recreação (Animação Sócio-Cultural), tendo sido “Professora Homenageada em 2004 e 2005”.
    Actualmente é investigadora especializada na área da Ciência do Desporto (Sociologia do Desporto e do Lazer).
    Participou ainda como convidada na co-orientação de Mestrados e Doutoramentos, ainda como docente das unidades curriculares de Sociologia do Desporto, de Sociologia do Lazer, de Introdução às Ciências Sociais e ainda de Teorias e Metodologias de Pesquisa Científica em várias universidades portuguesas, tendo merecido de 2005 a 2011, a atribuição de uma bolsa para investigação pela FCT-Fundação para a Ciência e Tecnologia, do Ministério da Ciência e do Ensino Superior de Portugal e sido distinguida em Agosto de 2009, com o VI Prémio do Consejo IberoAmericano en Honor a la Calidad Educativa 2009”, com atribuição de um Mestrado em Gestión Educativa e um Doutoramento Honoris Causa (Lima, Peru).
  • PAP0913 - O determinismo cultural na prática esportiva: estudo dos casos do futebol no Brasil e do rúgbi na Nova Zelândia
    Resumo de PAP0913 - O determinismo cultural na prática esportiva: estudo dos casos do futebol no Brasil e do rúgbi na Nova Zelândia PAP0913 - O determinismo cultural na prática esportiva: estudo dos casos do futebol no Brasil e do rúgbi na Nova Zelândia
    •  JUNIOR, Ary José Rocco CV - Não disponível 
    • PAP0913 - O determinismo cultural na prática esportiva: estudo dos casos do futebol no Brasil e do rúgbi na Nova Zelândia

      O Brasil é aclamado, em todo o mundo, como o “país do futebol”. Tal reconhecimento ocorre, primordialmente, pelos excelentes resultados obtidos pelas seleções brasileiras de futebol nas Copas do Mundo de 1958, 62, 70, 94 e 2002. Além do sucesso representado por essas conquistas, a forma dos brasileiros praticarem o esporte futebol é admirada mundialmente pela habilidade de seus jogadores e pela beleza plástica com que suas equipes praticam o esporte. A Nova Zelândia, por outro lado, é reconhecida universalmente pela excelência de sua seleção nacional de rúgbi, os All Blacks. Em sete disputas da Copa do Mundo do esporte, a seleção neozelandesa conquistou o título em duas oportunidades (1987 e 2011). Muito mais do que os triunfos obtidos, a mítica dos All Blacks consagrou a Nova Zelândia como o principal país do esporte. O objetivo deste trabalho é analisar, de forma superficial, as relações existentes entre a formação cultural do brasileiro e do neozelandês com o sucesso obtido pelo futebol, no Brasil, e o rúgbi, na Nova Zelândia. É nossa intenção comprovar que os aspectos culturais são fundamentais para que, na prática desses esportes, os brasileiros tenham sucesso no futebol e os neozelandeses no rúgbi. Tal suspeita se baseia nas ideias de T. S. Eliot que afirma que “a cultura do individuo depende da cultura de um grupo ou classe, e que a cultura do grupo ou classe, e que a cultura do grupo ou classe depende da cultura da sociedade a que pertence este grupo ou classe”. Em função do exposto acima, pretendemos mostrar que, na formação cultural dos brasileiros e dos neozelandeses, estão presentes elementos que, no caso brasileiro favorecem a prática do esporte futebol; e, no caso neozelandês, estimulam o jogo esportivo e as características do rúgbi enquanto esporte. A educação, segundo Eliot, funciona como o elemento propagador da cultura. Cultura que se compõe de vários elementos e, no entender do autor, “vai da habilidade rudimentar e do conhecimento à interpretação do universo e do homem pela qual vive a comunidade”. Determinadas modalidades esportivas, por suas características peculiares, se adaptam melhor à formação cultural de sociedades peculiares. É essa relação – formação cultural x prática esportiva – que pretendemos investigar através do estudo dos casos Brasil-futebol e Nova Zelândia-rugbi.
  • PAP0775 - Entre a defesa e o ataque, os imigrantes do futebol português
    Resumo de PAP0775 - Entre a defesa e o ataque, os imigrantes do futebol português PAP0775 - Entre a defesa e o ataque, os imigrantes do futebol português
    • NOLASCO, Carlos CV de NOLASCO, Carlos
    • PAP0775 - Entre a defesa e o ataque, os imigrantes do futebol português

      Num processo que não é novo, o futebol português participa na dinâmica global de forte competição pela procura de jogadores com características físicas, técnicas e táticas capazes de materializar em vitórias a ambição dos clubes, adeptos e patrocinadores. Em distintas escalas, essa procura tem desencadeado um intenso processo migratório internacional caracterizado, sobretudo, pela sua complexidade assente, em grande parte, na diversidade de origens e destinos migratórios. A observação dos plantéis dos principais clubes europeus, muitos deles constituídos, quase exclusivamente, por jogadores estrangeiros, é reveladora da importância que assume a migração internacional de futebolistas, sendo reflexo de uma cultura desportiva na qual o trabalho atlético atravessa fronteiras políticas, culturais, étnicas, e económicas Também em Portugal os futebolistas estrangeiros são parte integrante e relevante do cenário futebolístico. Nomes anónimos ou mediáticos, os futebolistas estrangeiros representam mais de metade da totalidade dos jogadores da Primeira Liga, sendo que há clubes nos quais os jogadores nacionais ocupam lugar meramente residual. Se para alguns protagonistas do futebol português esta é uma consequência inevitável do funcionamento das leis de oferta e procura do mercado futebolístico, outros apelam a uma atitude defensiva invocando que os futebolistas estrangeiros retiram espaço laboral aos jogadores nacionais. A presente comunicação visa caracterizar o fluxo imigratório do futebol português, determinando o volume, a origem, as reacções e consequências desse processo, considerando ainda que este fenómeno é determinado por dinâmicas de globalização bem como por especificidade da sociedade portuguesa. Esta análise terá em consideração as épocas futebolísticas mais recentes.
  • Carlos Nolasco, doutorando em Sociologia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra/Centro de Estudos Sociais, com uma dissertação na área das migrações de trabalho desportivo. Licenciado em Sociologia e Mestre pela FEUC. Profissionalmente foi assistente de investigação no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra entre 1993 e 2002. Docente do Instituto Piaget desde 1997. Entre 2002 e 2005 exerceu o cargo de Presidente da Direcção da Escola Superior de Educação Jean Piaget de Viseu. Tem como áreas de interesse a sociologia do desporto, migrações e direito e globalização.
  • PAP0694 - Futebol, Racismo e Eurocentrismo: Os media portugueses e o mundial na África do Sul
    Resumo de PAP0694 - Futebol, Racismo e Eurocentrismo: Os media portugueses e o mundial na África do Sul PAP0694 - Futebol, Racismo e Eurocentrismo: Os media portugueses e o mundial na África do Sul
    • ALMEIDA, Pedro Sousa de CV de ALMEIDA, Pedro Sousa de
    • PAP0694 - Futebol, Racismo e Eurocentrismo: Os media portugueses e o mundial na África do Sul

      O debate teórico em torno do fenómeno do futebol tem envolvido investigadores de diferentes áreas. A persistência e continuidade dos actos violentos nos jogos de futebol atraiu a atenção inicial dos autores que se centraram, quase exclusivamente, na questão da violência no contexto britânico. A partir da última década do século XX, os estudos estendem-se a outras realidades empíricas com a publicação dos primeiros trabalhos sobre as culturas de adeptos na Europa do Sul. Num plano secundário, surgiram, simultaneamente, diversas investigações que procuraram abordar a questão do racismo e dos movimentos anti-racistas no contexto do futebol. Porém, este tipo de análise evidencia alguns limites críticos que impedem o avanço do debate teórico. De um modo geral, as manifestações racistas no contexto do futebol têm sido atribuídas a grupos de extrema-direita que, de uma forma mais ou menos organizada, veriam nos estádios uma arena privilegiada para expressar as suas ideologias. Numa tentativa de combater este tipo de manifestações - comummente atribuídas a ‘marginais’ e ‘extremistas’ - inúmeras iniciativas de ‘combate ao racismo’ têm sido desenvolvidas, em diversos países europeus, abrangendo diferentes actores. No entanto, simultaneamente, de uma forma mais ou menos subtil, as visões eurocêntricas e racistas são constantemente difundidas pelos organismos que tutelam o futebol, pelos media, pelos dirigentes e pelos adeptos. Esta comunicação tem como objectivo analisar de que forma é que o futebol constitui um poderoso veículo de produção e perpetuação de perspectivas eurocêntricas e racistas, presentes nos discursos e nas práticas dos diversos actores, nomeadamente, nos media. Partindo da análise das publicações dos media portugueses a propósito do campeonato mundial realizado na África do Sul, pretende-se mostrar que o futebol constitui não só uma metáfora da sociedade, como também produz, reproduz e reifica determinados valores e normas sociais contribuindo assim para uma naturalização das identidades culturais. Tendo sido o primeiro evento do género realizado no continente africano, desde cedo se assistiu a um discurso marcadamente eurocêntrico, que iria, ainda que no plano futebolístico, pôr em confronto a ‘modernidade’ e o ‘tradicional’, a ‘razão’ e a ‘magia’, ganhando assim uma nova visibilidade um discurso altamente enraizado na herança colonial. Este trabalho pretende contribuir para um alargamento do debate teórico nos estudos sobre futebol e sociedade que, de um modo geral, têm abordado a questão do racismo meramente sob uma perspectiva durkheimiana, isto é, como um mero reflexo ou espelho das relações sociais ou sob uma perspectiva historicista, assente na ideia de que o racismo é um fenómeno marginal e residual nas sociedades europeias e, consequentemente, nos estádios de futebol.
  • Pedro Sousa de Almeida é licenciado em Antropologia pela Universidade de Coimbra. Realizou o Mestrado, na área da Sociologia, no Instituto Superior Miguel Torga de Coimbra onde exerceu, entre 2002 e 2010, funções de docência. Actualmente frequenta o programa de doutoramento em ‘Democracia no Século XXI’, do Centro de Estudos Sociais. Privilegiando o futebol como via de acesso ao estudo da própria sociedade, o seu trabalho de investigação tem-se centrado na abordagem crítica do fenómeno do racismo e eurocentrismo nas sociedades contemporâneas, nas inter-relações entre futebol e neoliberalismo e no papel do futebol em contextos pós-conflito.
    Violência e Euro 2004: a centralidade do futebol na cultura popular, publicado pelas edições Colibri, em 2006, constitui a sua principal publicação.