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VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
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©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

ST6 Sociologia do Desporto[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 7 - Jovens e Práticas Desportivas [ Voltar às Mesas ]

  • PAP1225 - Os jovens e o desporto: constrangimentos e oportunidades.
    Resumo de PAP1225 - Os jovens e o desporto: constrangimentos e oportunidades. 
    • PEREIRA, Antonino CV de PEREIRA, Antonino
    • PAP1225 - Os jovens e o desporto: constrangimentos e oportunidades.

      As atividades de lazer têm cada vez mais uma grande influência na formação da identidade dos adolescentes, no seu bem-estar, no desenvolvimento de problemas comportamentais e na relação com os seus amigos (Caldwell & Darling, 1999; Fletcher, Nickerson & Wright, 2003). Nos últimos tempos, tem-se assistido a uma grande evolução no campo das tecnologias que têm proporcionado aos jovens a prática de várias atividades de carácter sedentário (ver TV, o uso do computador, a Internet, a prática de vídeo games, etc.), as quais parecem condicionar a atividade física e desportiva praticada pelos adolescentes (Hesketh, Crawford & Salmon, 2006; Meester et al, 2009). A prática da atividade desportiva é fundamental para o desenvolvimento, saúde e bem-estar dos adolescentes (Nilsson et al., 2009). Porém, nos últimos anos a participação desportiva dos adolescentes tem vindo a diminuir (Marivoet, 2001; Meester et al., 2009). Estes dados deverão ser equacionados pelas famílias, escolas e demais instituições sociais, de modo a proporcionarem condições que permitam aos adolescentes ultrapassar os obstáculos que dificultem tal prática (Loureiro, Matos, & Diniz, 2009). Nesse sentido, a nossa intervenção tem como objetivo refletir sobre os constrangimentos á prática desportiva dos jovens, bem como as oportunidades á sua disposição tendo em vista o seu desenvolvimento e bem-estar. Bibliografia Caldwell, L. & Darling, N. (1999). Leisure context, parental control, and resistance to peer pressure as predictors of adolescent partying and substance use: an ecological perspective. Journal of Leisure Research, 31 (1), 57–77. Fletcher, A.; Nickerson, P. & Wright, K. (2003). Structured leisure activities in middle childhood: links to well-being. Journal of Community Psychology, Vol. 31; nº 6, 641- 6549. Hesketh, K., Crawford, D. & Salmon, J. (2006). Children's television viewing and objectively measured physical activity: associations with family circumstance. Inter. Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity, 3:36. doi:10.1186/1479-5868-3-36. Loureiro, N.; Matos, M. & Diniz, J. (2009). A actividade física e o desporto. In M. Matos & D. Sampaio (Coord.), Adolescentes com saúde. Dialogo com uma geração (pp.76-83). Lisboa: Texto Editores. Marivoet, S. (2001). Hábitos desportivos da população portuguesa. Lisboa: CEFD. Meester, F., van Lenthe, F., Spittaels, H., Lien, N. & Bourdeaudhuij, I. (2009). Interventions for promoting physical activity among European teenagers: a systematic review. Inter. Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity, 6:82. Nilsson, A., Andersen, L., Ommundsen, Y., Froberg, K., Sardinha, L., Piehl-Aulin, K. & Ekelund, U. (2009). Correlates of objectively assessed physical activity and sedentary time in children: a cross-sectional study. BMC Public Health, 9:322.
  • Antonino Manuel de Almeida Pereira

    Afiliação institucional:
    Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viseu.

    Área de formação:
    Doutoramento em Ciências do Desporto (Faculdade de Desporto da U.P).
  • PAP1132 - Hábitos Desportivos dos Jovens - Estudo da População Jovem do Concelho de Torres Novas
    Resumo de PAP1132 - Hábitos Desportivos dos Jovens - Estudo da População Jovem do Concelho de Torres Novas PAP1132 - Hábitos Desportivos dos Jovens - Estudo da População Jovem do Concelho de Torres Novas
    • GONÇALVES, João CV de GONÇALVES, João
    • PAP1132 - Hábitos Desportivos dos Jovens - Estudo da População Jovem do Concelho de Torres Novas

      Tendo como objectivo proporcionar ao poder local, instituições educativas e desportivas, particulares e públicas, uma melhor compreensão dos hábitos desportivos e condutas sociais da população jovem, aprofundou-se o conhecimento das diferentes relações que se estabelecem entre a variedade de factores sociais e a carga relativa de cada um. Neste sentido, e com base no contributo dos autores, definimos a nossa problemática de análise, objecto de estudo, hipóteses/questões e respectiva metodologia. Através da aplicação de um questionário a uma amostra representativa do universo do nosso estudo de caso, composta por 189 jovens dos 10 aos 15 anos, 93 do sexo feminino e 96 do sexo masculino, residentes no concelho de Torres Novas, que frequentam o ensino básico público e privado do concelho, recolhemos a informação, tratada no programa SPSS versão 17 para Windows, que nos permitiu testar a veracidade da hipótese em estudo. Concluímos que a Participação Desportiva dos jovens (71%) é superior, mais regular e organizada nos jovens do sexo masculino e em anos de escolaridade mais baixos, continuando a verificar-se um défice de participação desportiva quando comparada com a média dos jovens europeus. A maioria dos jovens afirma praticar desporto de forma organizada, inserida numa prática de Lazer e de forma institucionalizada (rapazes mais no âmbito do Desporto Federado/Competição e as raparigas mais inserida numa prática de Lazer). A diversidade de actividades de lazer traduziu-se numa diversificação de práticas de lazer, não determinando uma diminuição da participação desportiva dos jovens. Em relação ao habitat e a actividade físico-desportiva, no meio rural inicia-se mais cedo a prática desportiva, apresentando índices de Participação Desportiva e de Abrangência superiores. Os jovens inseridos em famílias do grupo social EQS (Empresários e Quadros Superiores), são os que apresentam hábitos desportivos mais elevados, com mais ligações ao desporto e um maior valor de participação desportiva, verificando-se a influência do contexto sociocultural na participação desportiva dos jovens e nas actividades praticadas. O sexo, a idade, o grupo social, o habitat e os hábitos desportivos da família, revelaram- se variáveis estruturantes dos hábitos desportivos dos jovens, sendo que a existência de outros consumos culturais não determinam uma diminuição dos mesmos. Palavras-Chave: Hábitos Desportivos, Sexo, Grupo social, Habitat, Jovens, Concelho
  • João Carlos Fernandes Pessoa Gonçalves

    Formação:
    Licenciatura em Professores do ensino Básico Variante de Educação Física - ESECB - Instituto Politécnico de Castelo Branco.
    Licenciatura em Educação Física - FCDEF – Universidade de Coimbra
    Mestrado em Lazer e Desenvolvimento Local – FCDEF – Universidade de Coimbra

    Percurso profissional:
    Professor de Educação Física 2º e 3º ciclo; Professor do 1º Ciclo do Ensino Básico; Profissional de Atividade Física nas áreas da natação, andebol, hidroginástica, gerontomotricidade, fitness e motricidade infantil

    Temas de Investigação:
    Jogos e Emoções” - A Expressão Emocional em situações reais de jogo.
    Hábitos Desportivos dos Jovens

    Comunicações Livres:
    2010 - Participou no Painel “Partilha de experiências” no seminário final no âmbito do Programa de Formação Contínua do Novo Programa de Matemática para o Ensino Básico. Escola Superior de Educação de Santarém.
    2012 - Submeteu e apresentou no VII Congresso Português de Sociologia o trabalho intitulado
    GONÇALVES, João, PAP1132 - Hábitos Desportivos dos Jovens - Estudo da População Jovem do Concelho de Torres Novas
  • PAP0942 - Os múltiplos sentidos do skate na cidade de São Paulo
    Resumo de PAP0942 - Os múltiplos sentidos do skate na cidade de São Paulo PAP0942 - Os múltiplos sentidos do skate na cidade de São Paulo
    • MACHADO, Giancarlo Marques Carraro CV de MACHADO, Giancarlo Marques Carraro
    • PAP0942 - Os múltiplos sentidos do skate na cidade de São Paulo

      Nos últimos tempos, o skate ganhou demasiada visibilidade de modo que até mesmo muitas emissoras de TV passaram a dá-lo um espaço considerável em suas programações. Essa espetacularização faz com que eventos sejam patrocinados por diversas marcas, que buscam divulgar seus produtos para um público mais amplo, tendo o skate como carro-chefe de uma série de atrações. Mas todos esses aspectos não se aplicam a esse universo em sua amplitude. Por ser uma prática tipicamente urbana, o skate vive seus momentos de disputas, de diálogos, de repressões, principalmente quando associado à utilização de equipamentos urbanos. Entre as várias modalidades que fazem parte do skate, uma delas sempre é alvo de problemas que envolvem uma série de atores sociais: trata-se do street skate, ou seja, a prática do skate nas ruas. Os streeteiros, como se denominam os skatistas desta modalidade, incentivados pela mídia especializada transitam pela cidade, mas, com um olhar apurado para certos equipamentos urbanos, que são vistos como obstáculos a serem superados. A cidade é classificada de uma forma bem diferenciada do usual por eles, que as interpreta a partir de códigos e experiências próprias. Para os streeteiros, andar de skate nas ruas pode se constituir ora como um trabalho, ora como uma diversão. Mas, para as outras pessoas, esta prática pode configurar uma arruaça ou um ato de vandalismo. Numa possível tentativa de disciplinar a prática do skate e de estimular o seu uso em locais apropriados (como nas pistas), o poder público promove algumas ações, como o Circuito Sampa Skate, evento que consiste em uma série de campeonatos. A pesquisa parte da análise dos múltiplos sentidos atribuídos à prática da modalidade street skate na cidade de São Paulo. Por meio da etnografia pretende-se evidenciar não só aspectos em torno do exercício de uma prática esportiva, mas também, as implicações em virtude dos usos e apropriações dos espaços urbanos por parte dos citadinos. De uma forma bem ampla, vislumbra-se mostrar como a cidade pode ser lida e ordenada simbolicamente por meio de um olhar skatista. Nesse sentido, ao pesquisar os diversos lugares skatáveis da cidade e seus respectivos picos, a referência etnográfica não é um único espaço ou aglutinações de pessoas, mas sim, uma multiplicidade de espaços e de atores que se encontram articulados por meio de redes mais amplas de relações. Desse modo, tem-se a chance de relacionar os distintos recortes inseridos no universo do street skate em São Paulo, sendo esse não definido a priori, mas construído a partir de discursos, práticas e representações heterogêneas, e em meio a uma dinâmica relacional.
  • Giancarlo Marques Carraro Machado

    Bacharel em Ciências Sociais e mestre em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP). É autor da dissertação "De 'carrinho' pela cidade: a prática do street skate em São Paulo". Atualmente faz parte do LUDENS / USP (Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre Futebol e Modalidades Lúdicas).
  • PAP0628 - Experiências de Movimento Corporal de Crianças no Cotidiano da Educação Infantil
    Resumo de PAP0628 - Experiências de Movimento Corporal de Crianças no Cotidiano da Educação Infantil 
    •  FILHO, Nelson Figueiredo de Andrade CV - Não disponível 
    • PAP0628 - Experiências de Movimento Corporal de Crianças no Cotidiano da Educação Infantil

      A investigação teve como objeto o estudo compreensivo-critico das experiências de movimento corporal das crianças no contexto da educação infantil. A questão de partida perguntou como tais experiências ocorrem no dia a dia de um CMEI, do sistema de ensino público de Vitória (ES). A investigação foi inspirada nos postulados propostos por Sarmento (2000, 2003a, 2003b) e Sarmento, Thomás, Fernandes (2004). O objetivo foi contribuir para que a Educação Física constitua elementos teóricos e metodológicos capazes de orientar a atuação e a formação do professor envolvido no processo de educação das crianças na educação infantil. A observação em contexto nos permitiu compreender que as experiências de movimento corporal das crianças tendem a ser sistematicamente interditadas pela cultura institucional; que as crianças na educação infantil não têm direito a movimentar a si e ao seu mundo como precisam e gostariam de fazê- lo; que o sentido interpretativo desenvolvimentista corrente na educação infantil indica que quando a criança move a si e ao seu mundo provoca um forte conflito entre sua perspectiva cultural ética estética e a ordem cultural estética ética institucional. Ao compreender esses indicadores, passamos a considerar que tais experiências são uma chave de socialização das crianças; pois, movimentos corporais executados por elas são fundamentais para a configuração de ações inerentes aos jogos e às brincadeiras no momento em que ocorrem; são uma necessidade e um interesse típico e parte significativa do ofício de criança. Se essas necessidades e interesses não forem considerados no dia a dia da educação infantil, expropria-se a chave e compromete-se sensivelmente o desenvolvimento, a educação, socialização da criança como sujeito de direitos. Experiências de movimentos corporais vividas pelas crianças são necessárias como fontes e possibilidades efetivas de aquisição de um tipo de conhecimento objetivo, estruturante, regulador e revelador das experiências, das ações, das linguagens, da subjetividade, das representações das dimensões reais e virtuais da vida e das condições efetivas de socialização da criança. Radicalizando na compreensão crítica, sugerimos que no processo de escolarização, as experiências de movimento corporal configuram ações ontologicamente violentas. Concorrentes indóceis às nossas boas intenções para com as necessidades e interesses pessoais e sociais das crianças. Chamamos o de