• English version
  • Versão Portuguesa
  • Versão Espanhola
  • Versão Francesa


VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

PARA O VII CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA

Ficha Técnica:

Organização e Edição:
Associação Portuguesa de Sociologia
Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, 9
1600-189 Lisboa
Tel: 217804738 / Fax: 217940274 / E-mail: aps@aps.pt / http://www.aps.pt

Produção técnica:
Plug & Play
Rua José Augusto Coelho nº 117
2925-543 Azeitão
Tel: 210 854 236 / Fax: 210 854 236 / http://www.plugeplay.com

ISBN: 978-989-97981-0-6

Depósito legal: 281456/08

Requisitos Mínimos:
Windows XP ou superior.
Adobe Acrobat Reader

©Associação Portuguesa de Sociologia – Lisboa, 2012

Associação Portuguesa de Sociologia

 

Como referenciar os textos desta edição

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome(s) (2012). Título do texto. in Atas do VII Congresso Português de Sociologia, Lisboa: APS. ISBN: 978-989-97981-0-6. Disponível em http://www.aps.pt/vii_congresso/?area=016&lg=pt. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Editorial

Sessões Intertemáticas[ Voltar às Áreas ]

Mesa nº 7 - Ética e política da investigação[ Voltar às Mesas ]

  • PAP1580 - A sustentabilidade dos sistemas e as vidas insustentáveis
    Resumo de PAP1580 - A sustentabilidade dos sistemas e as vidas insustentáveis 
    • CASCAIS, António Fernando CV de CASCAIS, António Fernando
    • PAP1580 - A sustentabilidade dos sistemas e as vidas insustentáveis

      Não é hoje pensável uma exterioridade para a inserção da prestação de cuidados de saúde nas relações de mercado, nem mesmo nas sociedades em que ela cabe maioritariamente ao setor público, sem o risco de precipitar consequências catastróficas para a saúde das populações. Em contrapartida, a desregulação dos mercados, por um lado, e o crescimento exponencial dos custos da prestação de cuidados, por outro, consubstanciam formas de irracionalidade económica com consequências não menos gravosas. A extensão futura dessas consequências pode ser desde já prevista no ensaio de critérios de hierarquização de necessidades e prioritização do acesso aos recursos que desenham novas categorias de “vidas insustentáveis”. À atenção urgente que exige este processo gerador de exclusões pode não bastar uma abordagem meramente ética.
  • António Fernando Cascais

    Docente de Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa e membro do Centro de estudos de Comunicação e Linguagens. Doutor em Ciências da Comunicação. Interesses de investigação: mediação dos saberes, filosofia e ética das ciências e das técnicas, estudos queer, biopolítica.
  • PAP1579 - Ética e política
    Resumo de PAP1579 - Ética e política 
    •  Clamote, Telmo Costa CV - Não disponível 
    • PAP1579 - Ética e política

      As crescentes dificuldades metodológicas de entrada no campo da saúde, reflectem, por um lado, a colisão entre a proeminência que o acesso institucional a sujeitos de investigação tem nas estratégias de recolha de informação da sociologia, e as tendências de proteccionismo e tutelagem que as instituições no campo da saúde vêm assumindo relativamente ao seu perfil público e aos sujeitos que servem ou integram, respectivamente, e que têm assentado numa codificação genérica de matriz ética (particularmente na segurança de materializações jurídicas dadas) da sua articulação com processualidades de pesquisa. Contudo, precedentemente, tais factores ancoram num contexto em que a sociologia se pode ver como objecto do seu próprio diagnóstico da reflexividade social moderna na apropriação do conhecimento, ao denotar-se os actores sociais a projectarem-se como credores do conhecimento produzido sobre eles, questionando e restringindo o privilégio cognitivo de acesso dito desinteressado a um campo de inquirição, e o preceito de neutralidade axiológica associado a essa forma de produção cognitiva. Nesse sentido, para lá das estratégias institucionais que as ciências sociais possam desenvolver para garantir, repor ou reorganizar o seu acesso ao campo, este contexto mais amplo interpela-nos quanto à própria matriz sociológica de sentido da produção de conhecimento sobre a realidade social de sujeitos interessados – matriz cuja (re)configuração aquelas estratégias reflectirão. Entre a gestão de expectativas discutíveis de instrumentalidade e o compromisso de um esteio de resguardo cognitivo que demande alguma forma de neutralidade social, a sociologia precisará confrontar-se com a problematização da distintividade e da operatividade, sociais e epistémicas, das suas abordagens.